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  • O mito do vampiro e sua importância no imaginário social

           O vampiro talvez seja uma das crenças mais universais. Em várias civilizações contam-se histórias sobre algum tipo de demônio que se alimenta de sangue e representa grande perigo. Ainda que seu nome varie de cultura para cultura, suas histórias guardam semelhanças.
            As histórias são infindas. O mito do vampiro sempre foi muito presente nas culturas de todo o mundo. E em cada uma delas é possível notar os medos e os contornos aferidos por cada povo em relação à criatura, mas que não deixam de ter uma conexão. Segundo Legros (2007) “Karl Abraham, discípulo de Freud, os assemelha [mitos] aos sonhos coletivos, pois seus motivos apresentam uma analogia muito densa, também sobre o plano formal, com os materiais oníricos.” (LEGROS, 2007, p. 22).
            Upiercz y ou Upuir é um vampiro polonês ou russo que ataca os humanos com um ferrão instalado na ponta de sua língua. Essas criaturas tinham somente como ponto fraco o fogo e ao serem atacadas com ele explodiam, espalhando animais vis. Para os Ashanti, grupo étnico africano, o Obayifo era uma espécie de bruxo ou bruxa que bebia o sangue de crianças, mas poderia também atacar a plantação, em especial a cultura de cacau. De acordo com a mitologia, Obayifo saia à noite sob o aspecto de uma pessoa ou de uma bola de luz intensa. 
             Histórias chinesas antigas contam sobre uma criatura chamada Ch’Iang Shi ou Jiang Shi, um morto-vivo que se alimentava da energia vital das pessoas. Para se manter a salvo do monstro era necessário jogar uma porção de arroz no chão para distraí-lo. A criatura contaria todos os grãos antes de continuar seu caminho. Assim como suas fraquezas, aspectos e nomes, a origem do vampiro também é muito diversa. Algumas histórias falam sobre Lilith, a primeira mulher de adão. Outros citam Caim ou Judas. Em algumas histórias o vampiro é uma alma que não consegue ter paz entre outros.
             Strigoi, de origem romena, seria o tipo de vampiro mais conhecido e que deu origem ao famigerado Drácula. A história de Drácula certamente é a mais relevante para este estudo, visto que sua popularidade se deu através do livro de Bram Stoker, posteriormente adaptado para o cinema. 
             Drácula foi inspirado no Conde Vlad Tepes, o Empalador, que governou a Valáquia por três reinados. Drácula, Dracul - dragão, eua - filho, ficou conhecido por criar inúmeras técnicas de torturas. Devido ao seu sadismo, o "filho do dragão" passou a ser chamado também de "filho do diabo", segundo as lendas da época. O conde Vlad conseguiu se tornar um mito em seu próprio tempo. O que chamou a atenção de Stoker para a criação do seu personagem sombrio, levando em conta não somente a biografia de Vlad, mas também a simbologia e as histórias relacionadas ao ser mitológico que o príncipe se tornou. Segundo Mcnally e Florescu,   

                                 Drácula era de fato um autêntico príncipe da Valáquia do século XV, que foi frequentemente descrito em documentos alemães, bizantinos, eslavos e turcos do seu tempo, e em histórias de horror populares como um governante cruel, egoísta e possivelmente louco. Ele se tornou mais conhecido pela quantidade de sangue que indiscriminadamente derramou, não apenas o sangue dos turcos infiéis – os quais pelos padrões de seu tempo fariam dele um herói – mas pelo de alemães, romenos, húngaros e outros cristãos. Sua mente engenhosa concebeu todas as espécies de torturas físicas e mentais, e sua maneira favorita de matar fez com que se tornasse conhecido pelo nome de “o Empalador”.

             Assim como Drácula, muitos outros vampiros foram transportados ou criados na literatura. Devido a sua importância no imaginário popular, obras que tratam sobre a temática do vampiro obtêm grande interesse do publico. 

    (Baseado em O VAMPIRO NO CINEMA: Um estudo de caso sobre as ações de comunicação do filme Lua Nova. Ana Gariglio Lima, Ferrnanda Andrade Januzzi, Gabriela Pontes Vaz, Isabella Cristina Ferreira dos Santos

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