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  • Resenha da Vic: Carrie, a estranha, Stephen King - Objetiva

    Título: Carrie, a estranha

    Autor(a): Stephen King

    Editora: Objetiva

    Ano: 2001

    Número de páginas: 164

    Nota: 4/5

    Sinopse:
    Solitária, ela carrega dentro de si um ódio cada dia mais profundo. Carrie seria apenas mais uma entre varias adolescentes angustiadas, não fosse um detalhe: ela possui poderes sobrenaturais devastadores. Consegue fazer as coisas se moverem, e esse é o seu jogo, o seu poder o seu pecado. Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicam. A vendeta vem a tona de forma furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos. Carrie, a estranha foi o primeiro romance publicado de Stephen King. Ele próprio o considera um trabalho “com o surpreendente poder de machucar e horrorizar”. Ao ser transportado para as telas, em 1976, pelas mãos de Brian de Palma, teve a atriz Sissy Spacek e John Travolta em seus papeis principais.


    Passeando pela seção de livros de terror na biblioteca pública da minha cidade, um nome me chamou a atenção: Stephen King. E imediatamente me veio um pensamento: Como assim eu nunca li nada do Senhor King??!! Pois é, e então resolvi começar com nada a mais, nada a menos, com Carrie a Estranha. Fiz boa escolha? Creio que sim.

    O livro é dividido em três partes. A primeira, Brincando com Sangue, apresenta a personagem título, mostrando fatos sinistros sobre a sua criação e como ela era tratada pelos colegas de sua escola. Narra também o atormentador caso no vestiário do ginásio, ponto de partida dos eventos que se sucederiam. Noite do Baile narra os eventos da véspera do baile de formatura, o baile em si e os posteriores acontecimentos a este.  Os Escombros nada mais é do que trechos extraídos de cartas, reportagens e documentos, com alguns comentários a respeito de Carrie e do fenômeno TC - telecinesia.

    A narrativa em terceira pessoa é intercalada com trechos de supostas reportagens e livros acerca do tal ocorrido (os mais desavisados podem suspeitar que o livro é baseado em uma história real, tamanho os artifícios empregados pelo autor). Graças a isso, o livro se torna previsível, porém, isso não prejudica a qualidade da obra. Pelo contrário, funciona muito bem, já que dá um ar de verossimilhança à escrita.

    A principal temática do livro é o sentimento e a reação do ser humano diante da humilhação e das zombarias, seja de quem sofre com isso, seja de quem inflige. Carrie, a Estranha é um livro que traz adolescentes como principais vilões e torna-se uma imitação da vida real, afinal, muitas pessoas, jovens em sua maioria já se voltaram de maneira violenta e homicida contra os que lhe fizeram sofrer algum tipo de humilhação.

    É lamentável saber que ainda hoje o modo como Carrie era tratada por seus colegas e sua mãe é uma verdade para muitas pessoas. Mais triste ainda é ter a certeza que muitas dessas pessoas gostariam de ter os poderes conferidos a ela no livro. Alguns inclusive buscaram esse poder em armas de fogo, o que inevitavelmente resultou em tragédias. Com isso, mesmo tendo sido publicado pela primeira vez em 1974, Carrie, a Estranha ainda é muito atual e explica muita coisa acerca de recentes tragédias em escolas e universidades no mundo.

    Não gostei muito da diagramação do livro pois os parágrafos começam bem no canto da folha e, além disso, as letras são bem pequenas. Então não se engane com 161 páginas. A capa é maravilhosa e dá medo só de olhar. 

    Muita gente não sabe que Stephen King escreveu o manuscrito de Carrie e depois jogou no lixo, pois achava que era um livro ruim e que não conseguiria que publicassem. Daí sua esposa Tabitha King achou as páginas no lixeiro e começou a ler, ficou extasiada e disse "Stephen, isso é genial, você precisa levar isto a uma editora!"

    O livro foi sucesso de vendas e teve três adaptações cinematográficas, e até hoje é reverenciado como um clássico da literatura americana.

    Carrie White com certeza é a heroína de muitos que já sofreram bullying na vida, dona de poderes que vários gostariam de possuir e usufruir fora da ficção.

    A lição que fica é a de que a toda ação corresponde uma reação... Ciente de que esta última as vezes pode escapar do nosso controle.


    - Algumas capas publicadas por editoras diferentes:








    4 comentários :

    1. Não li os livros de Carrie ainda. Mais já vi o filme. O mais antigo e mais atual também. E acredite. A cada momento que vejo ou revejo os filmes me surpreendo com a capacidade do autor. Ele realmente é demais. Suas histórias são fantásticas e viciantes. Espero conseguir ler o livro. Pois já estou sabendo que é ainda melhor.
      Beijos.

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    2. Amo esse livro. Foi um dos primeiros do autor que eu li.
      Amei a resenha. Beijos.
      www.livrosporumbeijo.blogspot.com.br/

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    3. Nossa me espantei com o número de páginas, a maioria das obras do nosso King é muitas e muitas páginas, nunca li o livro, apenas ao filme. Mas acho bem sinistra a forma em que King se encorpora para escrever suas obras, ele é tão Incrível ♥.
      Acho bom é que ele dividiu as partes de cada situação durante os acontecimentos como tudo aconteceu com ela e descobriu essas paranormalidades, e depois a tragédia no baile. Os Encombros parecem ter coisas interessantes sobre a obra. E sim, King retrata muito os sentimentos humanos a respeito dos semelhantes, como algo ou uma situação pode mudar completamente alguém, até chegar a loucura.
      E sim sua esposa fez uma boa escolha ao "obriga-lo" a ir levar para a editora, um bom exemplo dos dias de hoje.
      Beijos Adriana, espero que tenha amado o King ♥ como eu!
      ThaynáQ.

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    4. A literatura tem essa magia, pode-se passar décadas e uma história ainda tem a capacidade de se manter atual, atualmente com tanta tecnologia e informação parece que os casos de bullying só aumentam.
      Carrie é uma personagem que mexe com todo o leitor, tanto pelo sofrimento que lhe é infligido, depois de ter um maior conhecimento de seus poderes, podemos acompanhar sua total humilhação e a revolta e raiva que ela sente, capaz de causar a grande tragédio ocorrido no baile.
      A divisão do livro foi muito bem pensada, concordo que não apresenta grandes surpresas ou reviravoltas, a parte dos jornais e entrevistas são importantes e dão um ar de realidade mesmo, aquele famoso "baseado e m fatos reais".
      King tem o dom de conseguir passar sua mensagem em poucas páginas ou em muitas, da mesma forma fornece ao leitor grandes obras, sempre com alguma mensagem implícita.
      Ainda bem que Tabitha leu o manuscrito e pode incentivar King a publicar, quanto a edição, prefiro a da Suma que teve um cuidado maior na revisão e diagramação.

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