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  • Leitura da Drica: Amor Amargo, Jennifer Brown - @Gutenberg

    Título original: Bitter End

    Páginas: 256           
        
    Ficção, Juvenil

    Editora Gutenberg

    Edição: 1        

    Data de publicação: 31/08/2015

    Sinopse:
    Último ano do colégio: a formatura da estudiosa Alex se aproxima, assim como a promessa feita com seus dois melhores amigos, Bethany e Zach, de viajarem até o Colorado, local para onde sua mãe estava indo quando morreu em um acidente. O Dia da Viagem se torna cada vez mais próximo, e tudo corre conforme o planejado.
    Até Cole aparecer.
    Encantador, divertido, sensível, um astro dos esportes. Alex parece não acreditar que o garoto está ali, querendo se aproximar dela. Quando os dois iniciam um relacionamento, tudo parece caminhar às mil maravilhas, até que ela começa a conhecê-lo de verdade…
    Em um retrato realista de um relacionamento conturbado, a autora Jennifer Brown – do sucesso A Lista Negra – nos leva até o limite de nossos sentimentos.


    Oi, gente,

    Tenho sido muito feliz na escolha das minhas leituras. Amor Amargo foi escolhido por ter sido escrito pela maravilhosa Jennifer Brown, autora de A lista negra, já resenhado aqui.

    Um triângulo cheio de amor, formado pelos melhores amigos Alex, Bethany e Zach é o motivo de toda essa história. Amigos desde o jardim de infância, eles se conhecem como ninguém. Estão no último ano do colégio e, antes de ir para a faculdade, planejam viajar para o Colorado. Esse é o objetivo da Alex, que quer descobrir porque a mãe ia abandonar as filhas e o marido para morar lá. Objetivo abraçado pelos amigos sem pestanejar.

    Alex é a inteligente, Bethany é a patricinha e Zach é o descolado. Juntos, eles formam um trio de fazer inveja.

    Tudo parece perfeito até o surgimento de Cole. Garoto lindo, charmoso, de olhar sedutor, que terá aulas de reforço com Alex. E não demora muito pouco para que os dois comecem a namorar.
    Começo de namoro e tudo é perfeito. Alex é uma menina carente, sua mãe morreu quando ela tinha 8 anos e o pai nunca mais foi o mesmo. Sempre distante e meio alheio ao que se passava em sua casa, as filhas tiveram que amadurecer cedo e sozinhas. Alex nunca superou a ausência da mãe e o afastamento do pai. Quando Cole, aparece cheio de carinho, torna-se seu porto seguro.

    "Até aquele momento jamais havia pertencido a alguém, não assim. Cole me tinha por inteiro: corpo, alma e coração. E era libertador.
    Quase como estar no topo de uma montanha."

    Mas o que parecia ser tão incrível, vai se tornando amargo. Aos poucos, Alex vai se afastando dos melhores amigos. Cole tem um ciúme doentio de Alex, principalmente em relação a Zach. Por vezes chega a ser extremamente grosseiro e mal-educado com Bethany.

    Extremamente possessivo e controlador, Cole marca em cima. Até plantão ele dá esperando ela sair do trabalho. Tudo vai bem até que acontece a primeira agressão física. Alex fica chocada, mas logo Cole trata de pedir desculpas, se justificar dizendo que perdeu a cabeça porque estava nervoso, que está cheio de problemas em casa e afins.

    "Saiu de fininho da sala e depois fechou a porta quase sem fazer barulho e, de uma hora para a outra, eu estava sozinha. E foi aí que tudo começou a doer. O pulso. Os quadris. O couro cabeludo. O pescoço. E, mais que tudo isso junto, o coração."

    Dividida entre o amor que sente por Cole e em tudo o que ele se transformou e o medo de perdê-lo, Alex vai sempre encontrando uma justificativa para os atos violentos do namorado, sempre perdoando e acreditando nas promessas de que ele não voltará a ser agressivo.

    “Eles não entendiam Cole. Não entendiam o que eu sentia por ele. Não entendiam que certas coisas, como seu jeito de me acariciar e de me olhar nos olhos, cheio de ternura, não desapareciam de uma hora para outra só porque ele tinha ficado nervoso e perdido a cabeça."

    De uma maneira muito sutil, a autora vai nos levando para um mundo muito comum na vida de muitas mulheres. E com extrema delicadeza nos apresenta a realidade, os pensamentos, medos e esperanças de quem vive um relacionamento abusivo.

    Com personagens muito bem construídos, Brown não faz do agressor um psicopata, mas mostra que ele pode ser aquele cara que é admirado por todas as meninas da escola. Muito menos transforma a vítima em uma coitadinha. Os dois precisam ser amados por diferentes motivos mas assumem papéis errados na busca desse amor.

    O livro retrata uma história que pode estar acontecendo agora mesmo ao nosso lado, e ressalta a importância dos amigos e de pessoas que gostam da gente para superar uma situação como essa.


    Narrativa intensa, por vezes inquietante, que fala de amor, amizade, carência, família, loucura e obsessão. Leitura recomendada, e muito, para todos que querem entender o outro sem julgar primeiro.



    7 comentários :

    1. ahhhhj....amei ....jennifer coracaozinho pra vc....sem duvida ele e uma das melhores autoras da atualidade...gente que livro e esse...tema muito pesado...relacionamento abusivo...acho que esse livro e mais pra consientizar e tirar o preconceito...tipo quando vc ta lendo vc fala:"Ah,eu nao deixava ele fazer isso comiga.Ah ele e fraca e burra,pq nao o denuncia..."....mas nao e bem assim agente nao sabe os motivos dela e nem dele pra julgar....e isso....maravilhosa dica...beijocassss.....

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    2. Olá!!
      O tema que a autora trata nesse livro, é bem forte e real, muito bom ela chamar atenção para isso, percebo a partir de sua resenha que ela tenta trazer todas as vertentes da situação e a trama se torna muito interessante, acho que vai ser uma leitura muito rica e valida, e que deveria ser recomendada a todo mundo, pois todos podem passar por isso algum ia na pele de qualquer um dos envolvidos.
      Bjocas!!

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    3. Achei que o foco fosse a viagem, descobrir o porque do abandono da mãe.
      Daí lendo a resenha descubro que tem mais e o tema é muito bacana... A violência contra a mulher é algo que precisa ser discutido e adorei como a autora inseriu isso na estória.
      Odeiei o Cole... E Alex continuar com ele me deixou possessa...
      Eu acabaria logo no primeiro acesso de raiva. Sou bem exigente e homem não pode gritar comigo... Mass nunca podemos julgar a atitude do próximo.
      E nunca TB achar que algo não vai acontecer conosco.
      Adorei a capa... Tem muito da trama.
      Quero ler. Parabéns pela escolha do livro.
      Beijo

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    4. Oi Drica! Não li nada da autora ainda, mas ao que parece ela adora tratar de temas nada leves em seus livros.Eu fiquei muito curiosa para ler o este, pois eu acho um absurdo violência e como que as pessoas aceitam e começam a achar desculpa para justificar este momento vivido. Gostaria de ver como a pessoa realmente vê e se sente a respeito para melhor entender.
      Adorei a dica!
      Bjs!

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    5. Adri!
      Que livro forte, hein?
      Acredito que as mulheres agredidas, tanto física como psicologicamente, vivem inventado desculpas para defender seus agressores, tem alto estima baixa e medo de os perder, o que é um absurdo!
      ”Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida.”(Sócrates)
      cheirinhos
      Rudy
      http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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    6. Leituras deste tipo me envolvem e me fazem questionar várias coisas. A leitura fica ainda mais rica e sofrida.
      Bjs, Rose.

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    7. Confesso que a capa desse livro me enganou direitinho, eu jamais imaginaria que ele teria relação com violência à mulher. Mas foi uma surpresa extremamente agradável, porque esse é um tema que precisa ser discutido através de todos os meios que tivermos. Atual e inquietante, com certeza é de apertar o coração acompanhar a evolução desse relacionamento doentio, e o pior de tudo é saber que isso é mais real do que nunca hoje em dia.

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