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  • Leitura da Drica: Brilhantes, Marcus Sakey - @Galera


    A partir de 1980, um por cento das crianças começou a apresentar sinais de inteligência avançada. Essa parcela da população, chamada de “brilhantes”, é vista com muita desconfiança pelo restante da humanidade, que teme a forma como esse dom será usado. Nick Cooper é um deles, um agente brilhante, treinado para identificar e capturar terroristas superdotados e levá-los para a custódia do governo. Seu último alvo está entre os mais perigosos que já enfrentou, um líder responsável pelo maior ataque terrorista dos últimos tempos e que pretende começar uma guerra civil. Mas para capturá-lo, Cooper precisa se infiltrar em seu mundo e ir contra a tudo o que acredita.
    Denominado pelo Chicago Sun-Times como o mestre do suspense moderno, Markus Sakey criou um universo ao mesmo tempo perturbador e incrivelmente semelhante ao nosso, onde um dom pode se tornar uma maldição.
    Brilhantes - Volume 01
    Marcus Sakey
    Ano: 2015
    Páginas: 476
    Editora: Galera Record
    “Você não pode deter o futuro. Tudo o que pode fazer é escolher um lado.”
    Brilhantes é um livro que eu desejava a muito tempo. Me apaixonei pela sinopse, por ter ares de distopia e por falar de superdotados.

    Brilhantes nos leva a um EUA ficcional, por volta da década de 80, quando cerca de 1% da sua população é de superdotados ou brilhantes. Fantástico isso, não? Eu achei que seria sim! E por isso fiquei curiosa para ler esse livro.

    Mas o ser humano, ao longo de toda a sua história, sempre temeu o diferente. E é aí que os problemas começam!

    É preciso deixar claro que os brilhantes não são uma espécie de X-men. Eles são gênios em diversas áreas que estavam mudando a história do mundo, os dons mais comuns eram leitura dinâmica, memória fotográfica e cálculos avançados.
    “A humanidade normal percebeu que algo de ruim ia acontecer. O que antes fora uma curiosidade agora era uma ameaça. Não importava como fossem chamados – brilhantes, superdotados, anormais, esquisitos -, eles mudaram tudo.”
    Quem nos leva por esse mundo é Nick Cooper, agente da DAR, responsável por vigiar e capturar brilhantes potencialmente perigosos para o governo. Nick é um brilhante, então você pode pensar: ‘Mas ele não está traindo os seus?’ Na verdade, não, Nick realmente acredita que o que ele faz é o melhor para proteger toda a humanidade.

    Mas as crenças de Nick começam a falhar quando ele percebe que a sua filha também é uma brilhante, e poderá ser levada para a Academia, um lugar onde as crianças perdem a sua identidade e são ensinadas a controlar seus dons e seus sentimentos, principalmente. Claro que Nick não vai assistir a isso de braços cruzados e fará qualquer coisa para salvá-la. Até mesmo se passar por um agente traidor para se infiltrar no grupo inimigo e se aliar a John Smith, ativista político brilhante que é transformado em inimigo número 1 do mundo após ser acusado de um massacre em que 73 pessoas foram mortas, inclusive um senador, e um atentado terrorista à bolsa de valores.  
    “... Transações no mundo do crime eram uma dança tão rígida quanto a valsa. Todo mundo conhecia os passos, e qualquer improviso era motivo de alerta... “
    Narrado em terceira pessoa, com todas as características de uma distopia, apesar de não se passar em algum lugar no futuro, Brilhantes é uma leitura que empolga. A narrativa é bem detalhada, cuidadosa, sem deixar pontas soltas sobre faltos, lugares ou personagens. Merece destaque a forma como ele descreve cada local por onde Nick e outros personagens circulam em sua caçada pelos EUA. O leitor vai identificar cada lugar, mesmo sem nunca ter estado lá, pelos detalhes oferecidos.
    “Três dias de verde e marrom e de estrada zumbindo embaixo dos pneus, de outdoors contra o céu infinito, de postos de gasolina aparentemente idênticos e de estações de rádio que sumiam. Rodovia I-90 rumo ao oeste, uma longa faixa cinza que se desdobrava pelos morros ondulantes de Wisconsin, as planícies de Minnesota, a vegetação rasteira e amarelada pelo sol de Dakota do Sul. As cidades diminuíam de tamanho conforme eles dirigiam, do horizonte de Milwaukee, pontilhado por torres de igrejas e letreiros de cervejarias à silhueta praticamente imperceptível de Sioux Falls e os pacatos centros comerciais de Rapid City.”
    Brilhantes é um livro maduro. Não acredite que você vai encontrar apenas diversão e aventura. Não mesmo! Brilhantes vai tratar de política, de economia, de direitos humanos, de terrorismo, mas também vai falar sobre família, amizade, amor, lealdade e de como lidar quando só você acredita em alguma coisa.  Como a história não se passa no futuro, mas em um passado próximo, é fácil associar a história do livro e suas implicações à nossa realidade.

    E romance, não tem? Claro que sim! Afinal, os brilhantes também amam! Mas não será um romance fácil. Afinal, nada na vida do Cooper vem fácil. Mas valerá muuuuuuuito à pena!

    “... É difícil amar alguém, mas não ser capaz de compartilhar a sua forma de ver o mundo. É como tentar explicar cores para alguém que é cego. A pessoa nunca entende de verdade.”


    Mas não se assuste. Marcus Sakey fala sobre tudo isso em uma narrativa elétrica. Em meio a muitas cenas de ação e suspense é que você vai recebendo muitas lições que vão te inquietar e te fazer sair da sua zona de conforto, como fez com o Nick. 


    2 comentários :

    1. Oi, flor!
      Também quero ler esse livro, pois a premissa me conquistou. Ação, suspense, romance...nossa, com certeza uma leitura que prende atenção! Tenho ele na minha lista de desejados, assim como o segundo, Um Mundo Melhor. Espero ler em breve. Sua resenha está muito bem elaborada e motivadora. Obrigada. Beijos.

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    2. cintia tem esse, vou mostrar a ela sua resenha

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