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  • O menino que desenhava monstros, Keith Donohue

    Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar.
    Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.
    Na superfície, O Menino que Desenhava Monstros é uma história sobre pais fazendo o melhor para criar um filho com certo grau de autismo, mas é também uma história sobre fantasmas, monstros, mistérios e um passado ainda mais assustador. O romance de Keith Donohue é um thriller psicológico que mistura fantasia e realidade para surpreender o leitor do início ao fim ao evocar o clima das histórias de terror japonesas.
    O Menino que Desenhava Monstros
    Ano: 2016 
    Páginas: 256
    Idioma: português 
    Editora: DarkSide Books
    "Nada pior do que tentar manter do lado de fora alguma coisa que quer entrar." 
    Nosso protagonista é Jack, 10 anos, ele é uma criança portadora de Sindrome de Asperger, o que faz com que a sua visão da realidade não seja tão real. Em decorrência disso, Jack tem medo de sair de casa, ele nem brinca no seu jardim ou vai até a praia que fica nos arredores. Por causa disso, Jack tem contato apenas com os seus pais, o seu terapeuta e seu único amigo Nick (nem tanto por vontade do próprio Nick, mas porque os seus pais e os de Jack são amigos e os dois nasceram quase na mesma época). 

    Mas nem sempre foi assim, tudo piorou quando, a três anos, enquanto nadava na praia com Nick, Jack quase se afogou. A partir daí, Jack só sai de casa arrastado pelos pais para ir ao seu terapeuta. O seu passatempo é o desenho. Jack desenha monstros, mas eles parecem muito reais...
    Não parece uma vida fácil, não é? Claro que não! Imagine você ter um filho que não se socializa e, na verdade, tem pânico do contato com outras pessoas. Como justificar? Como explicar? Como não sofrer com os olhares estranhos dos outros? Como fazer de conta que você leva uma vida normal e está tudo bem? A autora consegue nos passar a medida certa dessas dores, de como cada personagem é afetado pelo comportamento de Jack e suas realidade, paranoias, medos injustificáveis. 

    Não se assuste se você se pegar variando entre a compaixão e a raiva na mesma situação. A escrita da Keith desperta medo, surpresa, piedade e também sororidade por uma mãe que só queria ter um filho e cria-lo da melhor maneira possível. 

    Como não falar da edição fantástica da Darkside??? O que já chega a ser redundante, né? Dá até para cunhar o slogan: “Se é DarkSide, é lindo!” O livro é magnifico com todos os supostos rabiscos de Jack, que vão nos dando a medida exata do que está acontecendo em sua imaginação, variando de acordo com a profundidade dos seus sentimentos em cada momento especifico. Capa dura, clara, e com a fitinha marcador que eu amooooo!

    O Menino que Desenhava Monstros ganhará uma adaptação para os cinemas, dirigida por ninguém menos que James Wan, o diretor de Jogos Mortais e Invocação do Mal.


    4 comentários :

    1. Se é DarkSide é bom!!! Não há como negar isso, é a Editora que tem as capas mais lindas e a gente fica babando pra ver e ter os livros na estante!
      Namoro este livro desde que o vi pela primeira vez. Tá, capa(novidade),mas também pelo enredo nada fácil.
      Se colocar no lugar dos pais e do próprio Jack. A dor, o medo, as angústias.
      Sei lá, parece um misto de sentimentos que se juntados à piedade e compaixão, fazem uma salada meio indigesta!
      Sei que quero muito ter a oportunidade de conferir e também ter este livro.
      Beijo

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      Respostas
      1. Sim, é história bem tensa quando olhada pela visão de pais, afinal, ninguém está preparado para o diferente, não é?

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    2. Oii!
      Darkside é vida, darkside é amor!
      Eu sou doida pra ler esse livro. Amei a resenha! :)
      Beijo

      Canastra Literária

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