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  • O Ceifador, Neal Shusterman

    Primeiro mandamento: matarás.
    A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade.
    Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco.
    O Ceifador
    Scythe #1
    Ano: 2017 
    Páginas: 448
    Idioma: português 
    Editora: Seguinte

    Se você está em uma ressaca literária como eu, pare tudo e pegue esse livro para ler. Sério, só pegue e comece a ler.

    Confiem em mim, porque esse livro é realmente INCRÍVEL!

    O Ceifador é um desses livros especiais, um daqueles que te faz parar de ler só para poder pensar mentalmente quatro coisas:

    1) Eu deveria ter lido isso antes.

    2) Quão incrível é esse livro?

    3) Queria ser o tipo de pessoa que consegue escrever um livro como este.

    4) O mundo precisa conhecer esse livro.

    A minha lista de livros especiais é bem pequena porque, vamos ser francos aqui, eles são bem difíceis de encontrar. Na vida de um leitor, querendo ou não, acabamos lendo muita porcaria mas, às vezes, em momentos especiais, nos deparamos com um livro que te faz lembrar porque você gosta tanto de ler.
    Meu primeiro livro especial foi Harry Potter e a Pedra Filosofal e, já que estou nesse caminho só de ida para o passado, vou aproveitar para citar aqui Belas Maldições, de Neil Gaiman, a trilogia A Viagem, de Terry Brooks, Garotos Corvos, da Maggie Stiefvalter, Os Magos, de Lev Grossman, Eu sou o Mensageiro, de Markus Suzak, O Guia do Mochileiro das Galaxias, de Douglas Adams, A Bússola de Ouro, de Phillip Pulman e Corte de Espinhos e Rosas (mas especificadamente o segundo livro), da Sarah J Maas.

    Mas voltando ao livro foco desta resenha, a primeira coisa que você precisa saber sobre ele é que a história e a forma em que ela é conduzida são completamente originais (apesar de que a ideia de um grupo de pessoas que equilibra e toma decisões por uma sociedade inteira me lembra um pouquinho de Fim da Eternidade, de Isaac Azimov que, por sinal, é outro autor muito especial) e não previsíveis. 

    O livro conta a história de uma sociedade extremamente avançada e que, por causa desses avanços, principalmente em relação a saúde, não existe doença ou dor ou até mesmo a morte. Todas as pessoas são, basicamente, imortais. Com isso, o crescimento populacional se tornou um problema extremamente sério, uma vez que recursos naturais (além de outras coisas) são limitados.


    Por causa disso, existem os Ceifeiros, um grupo de pessoas responsável por manter um equilibro no crescimento populacional. 

    Ai você me pergunta, como eles fazem isso?

    Eles fazem isso decidindo quem morre e quem vive. Mas não é de forma aleatória. Tudo deve ser feito de forma equilibrada.

    Existem vários tipos de ceifadores, cada um com suas peculiaridades. Começando por uma que escolhe suas vítimas e as mata de surpresa, um que senta para conversar e acalmar a pessoa antes da morte e indo até para aqueles que preferem mortes como uma forma de espetáculo na frente de uma plateia.

    De tempos em tempos, os ceifadores acabam tomando adolescentes como aprendizes. E ai que entram os dois protagonistas Citra e Rowan. Ambos são recrutados pelo mesmo ceifador. Mas existe um problema: apenas um anel será passado e o treinamento definirá quem, entre eles, será o escolhido e quem, por consequência, irá morrer.

    Citra cresceu de uma forma que a faz ver os ceifadores de uma maneira mais crítica. Ela consegue ver como eles se deturparam do propósito inicial que os formou e, por conta disso, está determinada a mudar os ceifadores.

    Rowan por outro lado, vê o mundo quase de uma forma completamente oposta a Citra, te fazendo inclusive duvidar do caráter dele em diversos momentos mas, independentemente de sua visão de mundo, ele se mantem fiel para aqueles com quem ele se importa.

    Os protagonistas são extremamente interessantes e complexos. O desenvolvimento deles através do livro e a forma que eles lidam com certas situações é realmente interessante. Outra coisa interessante é ver a diferença da perspectiva de mortalidade das pessoas dessa sociedade. Para eles, a única maneira de morrer é pelas mãos dos ceifadores e, por conta disso, eles literalmente personificam a figura da morte.

    Ironicamente, apesar de sua imortalidade aparente, é interessante ver a falta de vivência na vida das pessoas. Eles são imortais, mas, por constantemente se preocuparem em se manter vivos, acabam vivendo constantemente com medo de viver de forma livre, de realmente aproveitar o tempo que possuem.

    Apesar de um romance que, obviamente vai se desenrolar, o foco do livro não será no desenvolvimento disso mas na sociedade e no treinamento dos ceifadores e isso, minha gente, foi uma lufada de ar fresco.

    Se você está procurando um livro com qualidade, um livro original e interessante que trata de assuntos pertinentes e até filosóficos, este livro é para você e eu não poderia recomendar ele mais. 

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