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  • Poesia que transforma, Bráulio Bessa

    Este livro é uma homenagem à poesia e a tudo o que ela é capaz de proporcionar. Com mais de 30 de seus emocionantes poemas, alguns deles inéditos, Bráulio Bessa nos conta um pouco das histórias do menino de Alto Santo, no interior do Ceará, que se tornou poeta e ativista cultural.
    Desde o primeiro encontro com a obra de Patativa do Assaré, aos 14 anos, até a fama na televisão, ele mostra como a poesia transformou sua vida.
    Com ilustrações do artista baiano Elano Passos, o livro traz ainda depoimentos de fãs de todos os cantos do Brasil, revelando como as palavras de Bráulio são capazes de inspirar pequenas e grandes mudanças.
    Poesia que transforma
    Ano: 2018 
    Páginas: 192
    Idioma: português 
    Editora: Sextante
    “Poeta é aquele que tira de onde não tem e bota onde não cabe. “Pinto de Monteiro

    Começo a resenha de hoje sendo contraditória: não sou muito fã de poesia...(não me julguem, como diria minha amiga e filósofa Tata). Isso mesmo. E por que ler um livro de poesias? Ah, isso dá uma boa história!

    Sempre admirei os repentistas, esses sertanejos sempre vistos por grande parte do Brasil como um povo inferior, menos intelectualizado, que tem a incrível capacidade de fazer poesia de repente, no susto! Como justificar então os que dizem que precisam de inspiração para escrever? Não sei, mas o cordel e o repente sempre tiveram lugar especial em meu coração.


    Aí, um dia que, não sei o porquê, estava em casa pela manhã. Também não sei o porquê liguei a televisão e fui atraída por um monte de cães lindos (aliás, todos os cães são lindos!) no programa da Fátima Bernardes. Logo em seguida, um mocinho, muito fofo por sinal, com um chapéu engraçadinho, disse que falaria sobre cães no Poesia com Rapadura. Adorei o nome do quadro, me senti representada, sabe? E o sotaque dele??? Era parecido com o meu! E olha que nem precisava disso tudo, porque eu já ficaria pelo tema do poema: cachorro! O poema foi esse aqui:


    Pronto! Lascou! Apaixonei! Passei a buscar na net os vídeos com as poesias pois nunca estava em casa no horário do programa. Até que a Sextante resolveu lançar Poesia que transforma, e olha eu lendo poesia!

    Mas já te digo que a poesia do Bráulio não tem a ver com Shakespeare ou com Drummond, os únicos escritores de poesia que amo. A poesia de Bráulio Bessa é muito própria, com características únicas, com um olhar real sobre a nossa vida cotidiana, seja ela repleta de alegrias ou de labutas, mas um olhar doce e com uma atitude sempre positiva e lutadora.

    Eu já vi muitos poetasFalando sobre saudade,Da dor que a danada causaE da sua crueldade.Meu resumo é mais miúdo:É a lembrança de tudo
    Que faz falta de verdade.(...)Já vi muita evoluçãopro bem da humanidade,
    vi cientistas curandotudo que é enfermidade.Mas até hoje eu duvidoinventar um comprimidopra aliviar a saudade. Por mais que seja cruel,não age com preconceito,pelo menos nesse pontosdmiro o seu conceitobaseado em igualdade:tem um tipo de saudadepra todo tipo de peito. Se abrir um coraçãoe revirar pelo avesso,tem o mapa de um tesouroque ninguém conhece o preço:tem rua, bairro e cidade,
    Afinal toda saudade
    tem um nome e um endereço.

    Sabe quando você lê alguma coisa e, de cara, já sabe quem escreveu? Pois é assim, com Bessa! É tão fácil perceber o quanto de alma que ele coloca em seus escritos que não tem como não reconhecer o que ele escreve. Sabe quando você lê algo e parece ouvir a voz da pessoa em seu ouvido? Isso mesmo1 com sotaque e tudo! Não só em suas poesias. O livro traz também relatos de sua vida pessoal feitos pelo próprio, uma espécie de autobiografia para que você entenda como o menino pobre do sertão nordestino, de Alto Santo, uma cidadezinha do Ceará, conseguiu derrubar barreiras, chegar em são Paulo e fazer com que o nordestino novamente se orgulhasse de seu sotaque e de sua história.


    “Gosto de comparar a poesia a um abraço, que consegue fazer um carinho na alma sem nem saber qual é a dor que você está sentindo. A poesia se adapta à sua dor. É um abraço cego e despretensioso, como quem diz: “Venha! Tá doendo? Pois deixe eu dar um arrocho, que vai lhe fazer bem.” “


    Te garanto que você vai se apaixonar, se envolver, se emocionar com as poesias do Bráulio, mas também vai adorar saber que ainda existem pessoas doces, sensíveis e de alma tão bonita quanto ele. 


    1 comentários :

    1. Ao contrário de você, sou apaixonada por poesia, apesar de saber muito pouco deste universo tão grandioso e mágico!
      Mas acompanho o trabalho do Braúlio faz um bom tempo, bem antes da Fátima Bernardes.rs
      O jeitinho único dele colocar poesia nos seus cordéis é fantástica e faz sorrir, chorar e emocionar. Ele pode até falar de um pedra, que vai ficar lindo!
      Com certeza, quero demais poder ter e ler este livro!
      Beijo

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