Simplesmente Blue, Amy Harmon

Blue Echohawk não sabe quem ela é. A garota, que desconhece seu nome verdadeiro e sua data de nascimento, foi criada por um estranho e não frequentou a escola até os dez anos.
Aos dezenove, quando a maioria dos jovens vai à faculdade ou segue em frente com a vida, ela é apenas uma veterana no ensino médio.
Sem mãe, sem pai, sem fé e sem futuro, Blue é uma estudante difícil, para dizer o mínimo. Durona e sexy, ela é o oposto do jovem professor britânico que decide que está pronto para o desafio de levar a encrenqueira para debaixo de suas asas.
Simplesmente Blue narra a história de uma transformação e fala de uma amizade improvável em que a esperança promove a cura e a redenção se torna amor.
Simplesmente Blue
Ano: 2019 
Páginas: 336
Idioma: português 
Editora: Verus


Mais uma história arrebatadora de Amy Harmon, contando a jornada tortuosa de vida da sofrida Blue Echohawk, uma garota abandonada à própria sorte pela mãe e que começou a se sentir um peixe fora d’ água depois que descobriu que seu pai foi apenas um homem que a criou e cuidou dela.

O livro para mim é dividido em três partes.

A primeira apresenta fragmentos da vida de Blue no passado e no presente. É a parte mais confusa e que tive que ter mais atenção para ler porque é essencial para entender todo o restante do livro. Mostra momentos da criação dela, da doçura e sabedoria de seu pai, momentos de desespero dela e como, aos poucos, foi sendo cativada por seu professor de História.

Na segunda parte, Blue já está formada e começa a sentir a necessidade de ressurgir das cinzas, de se reinventar e mudar totalmente de vida. O divisor de águas na vida dela foi um dos momentos mais emocionantes do livro. Uma enxurrada de acontecimentos a leva a tentar descobrir seu passado para poder ter um futuro diferente e ser uma Blue diferente. Só que Blue ainda não estava pronta para seu passado, não estava pronta para descobrir quem ela realmente é, como a própria escritora colocou usando um versículo da Bíblia:

“Há um tempo para compartilhar e um tempo para saborear. “
E ainda não era o tempo de Blue.
Na terceira parte, Amy, magistralmente, leva Blue a descobrir quem ela é e a perceber quão especial, amada e única ela pode ser. Só que isso vem com toda uma carga emocional que me deixou esgotada até culminar num final revigorante e maravilhoso.

Usando referências da mitologia, história e grandes personagens da Grécia e Roma, Dante, Shakespeare, Jane Austen, sabedoria do povo nativo, histórias de santos como Joana D’Arc e São Patrício, além da musicalidade com o protagonista Wilson e seu violoncelo, Amy Harmon cria uma trama forte e dramática sobre o auto-conhecimento e amadurecimento de uma garota.

Blue vai, no decorrer do livro, escrever literalmente sua história como uma fábula para o professor e,  ao longo desta jornada, vai acrescentando uma etapa a cada aprendizado, usando histórias do pai dela Jimmy, que era um nativo americano. Blue aprendeu com seu pai o ofício de entalhar objetos em madeira e se expressa através de sua arte e é isso que vai ajudá-la em sua caminhada rumo a uma nova vida.

O livro é lindíssimo, já estava disposta a dar 6 estrelas só mudei de opinião mais ou menos do meio para o fim porque o par romântico de Blue foi um príncipe durante todo o livro e, de repente, no momento em que Blue mais precisava dele, ele foi muito egoísta, mudando radicalmente seu comportamento em relação a uma garota que ele mesmo sabia o quanto sofrera durante a curta vida. Mesmo ele tendo se redimido no final, esta situação me causou muita dor e angústia, sentimentos que não melhoraram com a redenção dele.

Beijos, Myl


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