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A garota que bebeu a lua, Kelly Barnhill


Uma fábula sobre aceitação, amor, amadurecimento e o poder da memória. Da autora de O Filho da Feiticeira, considerado o Livro do Ano pelo Washington Post.
Todo ano o povo do Protetorado deixa um bebê como oferenda para a Bruxa que vive na floresta, na esperança de que o sacrifício a impeça de aterrorizar sua pequena cidade protegida pelos muros e pela Torre das Irmãs da Guarda. Mas, Xan, a Bruxa na floresta, ao contrário do que eles acreditam, é bondosa. Ela vive em paz com um Monstro do Pântano muito inteligente e um Dragão Perfeitamente Minúsculo.
Todo ano ela resgata o bebê deixado pelos Anciãos e o leva em segurança para uma família adotiva em uma das Cidades Livres do outro lado da floresta. Durante a longa viagem, quando a comida acaba, Xan alimenta os bebês com luz estelar. Em uma dessas ocasiões ela acidentalmente oferece a um deles a luz do luar, dotando a menininha de uma magia extraordinária.
A bruxa então decide criar a menina “embruxada”, a quem chama de Luna. Conforme o aniversário de treze anos da menina se aproxima, sua magia começa a aflorar – e pode colocar em perigo a própria Luna e todos à sua volta.
A Garota Que Bebeu a Lua
Ano: 2018 
Páginas: 308
Idioma: português 
Editora: Galera Record

“De um grão de areiaSurgiu a luzSurgiu o espaçoSurgiu o tempo infinitoE para o grão de areiaTodas as coisas hão de retornar.”

“A Garota que bebeu a Lua” se passa em Protetorado, uma cidade cheia de mistérios que fica ao lado de uma grande floresta. Lá, uma vez por anos, um bebê deve ser oferecido a uma bruxa como sacrifício para aplacar a sua ira. Por conta disso, a cidade está sempre mergulhada em uma infinita tristeza.

Mas isso é o que fizeram a população acreditar. O Conselho de Anciãos criou essa lenda para manter o povo controlado através do medo. Mas o que um jovem aprendiz de ancião será capaz de fazer ao ter conhecimento da verdade?

As coisas começam a mudar quando uma criança cuja mãe tem uma marca de meia lua na testa, é levada contra a sua vontade.


Enquanto isso, na floresta, vive Xan, a Bruxa da Floresta, uma bruxa fofa, que todos os anos recolhe crianças que são abandonadas pelo povo de Protetorado.

Cotidiano da Gata: Casinha de Livros


Minha filha mais velha é leitora voraz há dez anos e já naquela época eu organizava, numa das praças do meu bairro, um troca-troca divertido entre as crianças que era um sucesso. Elas ficavam fascinadas em poder barganhar nas trocas e ter novos títulos a mão.

Desde que virei leitora voraz e comecei a participar de grupos relacionados no Facebook, que paquerava as fotos que as pessoas postavam da Casinha de Livros, uma espécie de biblioteca pública livre onde as pessoas deixavam seus livros e outras pegavam formando um ciclo de troca anônima.

Como nós, brasileiros, temos o estigma de que não lemos muito, eu via este projeto como algo bem bem distante, presente apenas em países de primeiro mundo.

Qual não foi minha surpresa ao encontrar uma dessas casinhas naquela mesma praça das trocas do passado e onde faço caminhadas cheia de balões para comemorar o dia dos namorados, em 2015. Fiquei feliz da vida e obviamente peguei meu primeiro livro de lá: Dorothy on the rocks, chicklit interessante que tanto eu como a filha gostamos muito.



Desde então, tanto deixo livros como pegos outros e os que pego são gratas surpresas, pois são de escritoras que nunca tinha ouvido falar e são bem legais. Minha última aquisição, entretanto, foi um livro que marcou minha adolescência e me fez relembrar de vários momentos saudosos desta época.

Hoje as casinhas estão espalhadas por toda a cidade e novos projetos de bibliotecas livres tomam conta de empresas e escolas, o que demonstra que não somos um país de iletrados. Somos um país de devoradores de livros cada vez mais ávidos por conhecer autores clássicos e novas histórias .

Também comecei este projeto no serviço médico onde trabalho e espero em breve ver a estante cheia de obras–primas da literatura.