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O baralho de predizer adultérios, Frederico Monteiro


“Não há tempo melhor que o futuro”.
Assim começa o segundo romance de Frederico Monteiro, O baralho de predizer adultérios, uma homenagem ao futuro e à capacidade humana de adaptação. O adolescente Silvano recebe um misterioso baralho que tem como função antecipar adultérios. Amores e separações, riqueza e pobreza, fugas e desencontros, além do constante diálogo com a sua própria consciência, tomam conta da rotina do herói. Impossível não se apaixonar pelos inúmeros personagens do Baralho, desde o protagonista, seus dez amores, mulheres e homens traídos, além da voz sensata do amigo Manolo. Frederico Monteiro nos entrega um romance com temas universais, como o amor, a amizade, a fidelidade, a superação e a redenção. Recheado de personagens pitorescos e acontecimentos inusitados, o romance agrada desde o público jovem ao adulto.

O baralho de predizer adultérios
Frederico Monteiro
Ano: 2020 
Páginas: 288
Idioma: português
Editora: Autografia

O jovem Silvano recebe em uma bela noite a visita de um ser idêntico a si mesmo, essa visita no famoso bar Casablanca lhe rende um presente inusitado, um baralho de predizer adultérios, em posse desse novo artefato, o rapaz precisa decidir o que fazer, conhecer suas escolhas e capturar as melhores opções para o que agora tem em mãos, mesmo sabendo que não pode usar o baralho para benefício próprio.

“Não há tempo melhor que o futuro”

O que você faria se tivesse alguém que pudesse ler o seu futuro apenas para descobrir se o seu conjugue é fiel ou não a você? Vale a pena descobrir o futuro tendo em vista que as coisas podem mudar a qualquer momento? Sendo bem sincera, eu prefiro morrer na inocência a adiantar um sofrimento inevitável, mas cada um procura identificar o problema que acha melhor.

Esse livro retrata a história de Silvano entre os altos e baixos do amor, além da leitura corriqueira do baralho que pode deixar famílias felizes, mas também tem o poder de destruir boas histórias, é um livro rico de informações e detalhes, que faz uma viagem sensorial incrível sobre lugares maravilhosos, nos fazendo sentir a sensação de estar no ambiente junto ao personagem.

“Mas a vida é mesmo esta montanha-russa de curvas inesperadas e retas reconfortantes, de subidas e descidas vertiginosas, de sustos e alívios.”

Narrado em terceira pessoa, conhecemos na história vários personagens interessantes, além da perspectiva do Silvano sobre sua história e o traçar da sua vida em torno do baralho. Infelizmente algumas situações em torno da história não me fizeram ter um bom desenvolvimento de leitura, mas acredito que pode agradar muitas outras pessoas, então se ainda não leu, porém se interessou pelo enredo da obra, vai fundo e depois volta aqui para conversar comigo, mas se já leu, me conta o que achou. Por hoje é isso, mas eu volto em breve com muito mais, beijinhos!


Babel, Frederico Monteiro

O que um homem comum tem a nos oferecer? E se o olhássemos por dentro e nele nos enxergássemos? Babel acompanha poucas, mas decisivas semanas de Francisco, um advogado de meia idade que não quer ouvir falar de crises. A secretária Marta que se entrega a um relacionamento virtual, a vizinha adolescente, o pai viúvo, o senhorio mudo, a faxineira Neida, o padeiro extremista, cada um a seu modo reforça a necessidade humana de convivência e afeto. De forma elegante e natural, as histórias se cruzam, umas com glórias, outras com lágrimas, como a vida de todos nós. Em meio aos infortúnios da vida cotidiana, a redenção poderá vir com o desenrolar do intrincado e rumoroso caso criminal que um simplório cliente leva ao advogado. 
Babel
Frederico Monteiro
294 páginas
Editora Autografia
3,5/5

Babel é, antes de tudo, um livro sobre as imbricadas e complexas relações entre as pessoas e como estas relações mostram (ou não) as faces verdadeiras de quem somos. Um romance que fala de afetos e da busca incansável do ser humano por conexões verdadeiras. Apesar de ser a sua estreia no gênero romance, o autor ousa quando estrutura a sua história em dois eixos narrativos diferentes. Duas histórias que se conectam e se ampliam uma na outra. 

De um lado temos o protagonista Francisco, um advogado modesto e já em idade madura que tem um cotidiano organizado e repetitivo e que mora na grande Babel, a cidade que aqui também é um personagem. No decorrer da história vamos conhecendo os outros personagens que compõem a rede de relações de Francisco e preenchem o seu cotidiano.