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  • A torre do Amor, Eloisa James

    Quando Gowan, o magnífico duque de Kinross, decide se casar, seu plano é escolher uma jovem adequada e negociar o noivado com o pai dela. Ao conhecer Edie no baile de apresentação dela à sociedade, ele acredita que, além de linda, ela também seja a dama serena que ele procura e imediatamente pede sua mão.
    Na verdade, o temperamento de Edie é o oposto da serenidade. No baile, ela estava com uma febre tão alta que mal falou e não conseguiu prestar atenção em nada, nem mesmo no famoso duque de Kinross. Ao saber que seu pai aceitou o pedido do duque, ela entra em pânico. E quando a noite de núpcias não é tudo o que podia ser...
    Mas a incapacidade de Edie de continuar escondendo seus sentimentos faz com que o casamento deles se desintegre e com que ela se recolha à torre do castelo, trancando Gowan do lado de fora.
    Agora o poderoso duque está diante do maior desafio de sua vida. Nem a ordem nem a razão funcionam com sua geniosa esposa. Como ele conseguirá convencê-la a lhe entregar as chaves não só da torre, mas também do próprio coração?
    A Torre do Amor
    Contos de Fadas #4
    Ano: 2018 
    Páginas: 352
    Idioma: português 
    Editora: Arqueiro

    “ Foi o tipo de momento que separa o passado do presente e que transforma o futuro para sempre.”

    Gowan está decidido, por diversos motivos, a se casar e precisa da esposa ideal para seus objetivos. Ao encontrar a doce e etérea Edie num baile, ele pensa ter encontrado um verdadeiro tesouro. A garota transpira suavidade e dança como se flutuasse. É ela, a esposa para ele, sem sombra de dúvida.

    “Gowan não era tolo. Reconhecia que a vida lhe entregara um fato consumado. Tudo em Edith era requintado: o silêncio tranquilo, a serenidade, o rosto encantador, o jeito de dançar com se os pés mal tocassem o chão.”


    Edie não está muito consciente do que fez na noite do baile em que conheceu o duque de Kinross, só sabe que agora está prometida a ele. Ela é uma violoncelista de talento e está preocupada com as expectativas do futuro marido, principalmente em relação a aceitar seus ensaios e resolve escrever-lhe uma carta onde esclarece quais são seus anseios.

    Ele recebe a carta e se diverte com as solicitações, respondendo prontamente à noiva relatando o que ela deseja saber. Edie mostra a carta a sua madrasta Layla que traduz algumas simbologias para a garota gerando, em minha opinião, diálogos hilários entre ambas. Já o pai de Layla não gosta muito da imagem que começa a montar do duque e começa a questionar sua escolha para genro.

    Edie e Gowan estão ansiosos pelo reencontro que ocorrerá num casamento para o qual ambos foram convidados depois da troca de cartas. Aqui, nós, leitores e fãs de romance de época, nos deparamos com o enlace de um casal de Julia Quinn, Honoria e Marcus Holroyd, do livro Simplesmente o Paraíso.


    No momento em que seus olhares se encontram, eles sabem que fizeram a escolha certa. Edie fica encantada mais ainda ao ver o escocês, pois, apesar de já ter dançado com ele, lembra vagamente de seu rosto e ver um homem musculoso e de porte austero vestido de kilt vir em sua direção de forma decidida acelera as batidas de seu coração.

    “ Era o rosto de um guerreiro, com um queixo marcante, de traços rudes, nada delicado. Por outro lado, os olhos eram impressionantes. Não havia emoção educada neles: apenas possessividade ardente.”

    É aqui que senhorinhas inocentes como eu encontramos uma verdadeira explosão de sensualidade e romantismo com referências a Romeu e Julieta em cenas recheadas de delicadeza, sedução e paixão. 

    Pausa estratégica para dizer que uma certa cena deste encontro... Oh senhor! Que foi aquilo, minha nossa senhora das mulheres apaixonadas??? Foi uma cenas mais gostosas de ler e reconstruir na mente... Arrepios, Myl. Há tempos não lia nada assim, uma mistura de erudito com simplicidade. 

    Porém nem tudo é fogo e paixão, o casal depois do casamento não consegue se entrosar na cama e isso deixa Edie extremamente preocupada com seus encontros amorosos com o duque acabando por esconder seus temores e não dialogar com o marido.


    Narrado em terceira pessoa, a história trouxe a voga uma questão muito pouco colocada em livros de romance de época: a virgindade de ambos os personagens e suas descobertas em relação ao próprio corpo. O que, diga-se de passagem, Eloisa James fez com maestria e cuidado. Amei o fato dele não ser mais um mulherengo cafajeste e que eles precisaram perceber o que provocava sensações e prazer.

    Mas a escritora inovou não só neste quesito como também criou uma conexão com outro casal da trama: Layla e o conde de Gilchrist, pai de Edie. 

    Layla gosta muito de Edie e a trata como a filha que não teve, porém é uma mulher infeliz no casamento e acaba flertando com vários homens que lhe dão a atenção que o marido não dá. O pai de Edie, por sua vez, ajuda no comportamento da mulher com sua excessiva frieza e racionalidade. O que deixa Edie preocupada em ter um casamento igual.


    Então acabei me vendo envolvida e torcendo por dois casais com problemas aparentemente diferentes mas que, a meu ver, envolviam a transparência e o diálogo aberto na intimidade do relacionamento.

    Não posso esquecer de falar da irmã de Gowan, Susannah que rouba a cena sempre que aparece.


    Amei muito a trama que, desta vez, não se perdeu na resolução final, só cometendo duas pequenas falhas: uma com o pai de Edie, que fez o sujo reclamando do mal lavado e outra de uma atitude extremamente ingrata do mordomo de Gowan já perto do final do livro, bem desnecessáriaaaa mesmo.

    A capa acompanha o padrão lindo da série e conversou mais com a história do livro do que as anteriores. Eloisa James manteve sua escrita forte e carregada de estereótipos trazendo elementos de Shakespeare e da Rapunzel além de uma boa dose de humor. 

    Como sempre as observações finais trazem novas cores à história enriquecendo o enredo e a releitura. Sem falar nas músicas escolhidas que prontamente coloquei para ouvir enquanto lia e viajei para as terras escocesas com este casal fofo.

    Beijos, Myl


    16 comentários :

    1. Eloisa tem sido muito feliz em recriar os contos de fadas assim, com leveza e doçura!
      A cada novo trabalho lançado, fico boba com a beleza das capas e com o enredo, sempre inovador!
      Adorei saber sobre esse quesito virgindade, ainda mais quando traz ambos os personagens e estas descobertas sendo descobertas juntos.
      E mais uma vez, a autora conseguiu incluir todos os personagens dentro da história, mostrando mais uma vez que vem muita coisa boa ainda!!!
      Com certeza, espero ler!!
      Beijo

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    2. Oi Mylena,
      Tá todo mundo comentando sobre esse livro! SOS E todo mundo só elogia ele. Já quero comprar toda essa série.

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      1. Se gosta de romance de época com pitada de histórico vai amar a série.

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    3. Oi My, que resenha linda, adquiri hoje essa belezinha e tô com boas expectativas pra essa leitura. Eu conheço e gosto muito da escrita da Eloisa e amei saber que ela fez uma cena com participação de personagens de outra autora que amo, a Júlia. Essa união deve ser maravilhosa <3

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      1. Obaaa....Adorei saber que comprou ele...Leia correndo para me contar se gostou.

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    4. Uma dúvida: é possível ler os livros independentemente? Porque não tenho vontade de ler os anteriores, mas fiquei toda derretida com esse.
      Amei sua resenha e a forma divertida que retratou esse livro que parece ser lindoooo. Já fiquei caidinha pelo Gowan <3 (no momento estou pensando nele sendo Sam Heughan - ator que faz Jamie Fraser em Outlander).

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      1. Hahahaha....pensei nesse ator tb...Pode ler só ele sim, os livros da série são totalmente independentes....

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    5. Não conhecia ainda essa autora, mas quando vi os outros livros deduzi logo que eram baseados nos contos de fadas... Nunca tinha visto nada parecido. Bem interessante!
      Adorei a resenha, beijos

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    6. Oi Mylena,
      Desde que o primeiro livro da série foi lançado, eu me encantei, e agora, posso dizer que essa foi a história que mais me conquistou, sério, adorei a mocinha rebelde na torre kkkk
      Sem dúvidas o duque desperta um pouco de raiva pela atitude, mesmo sendo criado assim, que bom que Edie vai conseguir amolecer o coração dele.
      Quero comprar todos, sempre amei contos de fadas, e essas releituras estão lindas.
      Beijos

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      1. OI, Vitória...Da série esse é meu preferido, o casal conquista a gente desde as primeiras páginas....beijinhos

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    7. MY!
      Adoro releituras de contos de fadas e achei bem interessante esse ser da Rapunzel.
      Como não li nenhum dos livros da série ainda, nem posso comparar, mas se ficou no vácuo no anterior e esse foi o mais amor, é porque é bom, né?
      Que inocência das criaturas em relação ao sexo...
      Boa semaninha!
      “Felizes são os que ajudam os pobres, pois o Senhor Deus os ajudará quando estiverem em dificuldades.” (Bíblia)
      cheirinhos
      Rudy

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    8. Oi My.
      Li apenas um livro da autora, Um beijo à meia-noite, e não gostei muito. Não gostei dos personagens. Simplesmente não me cativaram.
      Desde então, não li mais nada da autora. Até fiquei curiosa para saber mais sobre esse compromisso acordado por cartas. Achei fofo!
      Beijos

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      1. acho que essa escritora as vezes se perde na resolução, mas nesse ela não falhou em nada...se arrisque!

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