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  • A deusa cega, Anne Holt

    O corpo desfigurado de um traficante de drogas. Um homem coberto de sangue vagando pelas ruas da capital da Noruega. E um advogado criminal de fama obscura assassinado com um tiro. Três eventos aparentemente isolados instigam o faro apurado de uma investigadora sagaz e irônica, que junto com seu colega mergulha em um caso com poucas pistas e muitas perguntas sem respostas. Em meio a boatos envolvendo advogados e o tráfico de drogas, mensagens codificadas e uma enorme rede de corrupção que pode chegar aos altos escalões do governo, a autora Anne Holt descreve uma teia de crimes e batalhas políticas na qual somente a deusa da Justiça pode se dar ao luxo de ter os olhos vendados.
    A Deusa Cega
    Hanne Wilhelmsen #1
    Ano: 2013 
    Páginas: 344
    Idioma: português 
    Editora: Fundamento

    O que um corpo com o rosto desfigurado, um homem no meio do trânsito banhado de sangue e um advogado morto com um tiro tem em comum? Na primeira impressão podemos classificar como crimes sem nexo, mas quando a inspetora Hanne e o assistente da promotoria Hakon Sand adentram nesse fundo, fatos surpreendentes podem aparecer.

    Investigando o caso, uma Organização com um esquema de tráfico de drogas e advogados corruptos começa a tomar forma. A cada passo dado, mais suspense é integrado à história, onde parece que as coisas nunca serão reveladas.

    No desenrolar da investigação, a advogada Karen Borg e o suspeito ensanguentado, de nome Han van der Kerch esconderão mais do que podem para dar uma luz ao caso que aos poucos começa a tomar forma, e essa omissão custará caro a um deles. Fiquei muito surpreso com os acontecimentos da história, que é impossível você largar o livro por um instante.

    Dica do Dan



    O Que Sabe o Coração, Jessi Kirby

    Um livro sobre perdas e possibilidades de recuperação. Em O que sabe o coração, a norte-americana Jessi Kirby narra o impacto da trágica morte de Trent, atropelado na frente de casa, e o efeito devastador dessa perda para sua namorada adolescente, Quinn. Com dezessete anos, perdidamente apaixonada, Quinn não pode imaginar que a vida vai lhe pregar esta peça. Mergulhada numa tristeza infinita, ela decide entrar em contato com os cinco receptores de órgãos de Quinn, acreditando que assim reconhecerá um pouco do namorado em cada um deles. Quatro deles respondem ao seu apelo, mas fica faltando o retorno do receptor do coração. Quinn burla o sistema oficial para chegar ao jovem Colton Thomas, 19 anos, premiado com o coração de um desconhecido. O que os jovens não imaginam é que esse encontro será capaz de alterar a vida de ambos para sempre.
    O Que Sabe o Coração
    O que não podemos esquecer. O que não podemos mudar.
    Jessi Kirby
    Ano: 2018 
    Páginas: 320
    Idioma: português
    Editora: Rocco Jovens Leitores

    “ Eu queria que ele entendesse. Por muito tempo, eu era a única que tinha seu coração. Só precisava ver onde estava agora.”

    Este é aquele tipo de livro que não se pode falar muito pois a sinopse está bem completa e qualquer detalhe a mais que eu fale fica parecendo spoiler. Então, vou tentar bravamente mostrar como esse livro conseguiu fazer meu coração acelerar a cada frase, a cada pensamento, a cada momento, parecendo ligado em 220 volts de puro amor. Ainda estou tentando acalmar meu ritmo e sincronizar a vida novamente e parar de reler o final tantas vezes hehehehehe.

    “ Mas encontramos nossa sincronia juntos, o coração dele numa batida mais lenta e estável e o meu preenchendo os espaços.”

    Quinn tinha toda sua vida traçada, sabia como seria correr todos os dias, ir ao baile de formatura, à faculdade, à escolha de um lar. Tudo sempre junto com Trent, seu namorado e melhor amigo. Até que um acidente tirou o chão dos seus pés, tudo desmoronou e o tempo simplesmente parou para ela. Agora ela sente a necessidade de se reconectar com ele de alguma forma através dos receptores dos órgãos dele.

    “ As cartas foram uma forma de homenageá-lo e uma esperança de algo mais. A mão anônima se estendendo no vazio, procurando uma conexão. Uma resposta.”

    A Nuvem, Neal Shusterman

    No segundo volume da série Scythe, a Ceifa está mais corrompida do que nunca, e cabe a Citra e Rowan descobrir como impedir que os ceifadores que não seguem os mandamentos da instituição acabem com o futuro da humanidade.
    Em um mundo perfeito em que a humanidade venceu a morte, tudo é regulado pela incorruptível Nimbo Cúmulo, uma evolução da nuvem de dados. Mas a perfeição não se aplica aos ceifadores, os humanos responsáveis por controlar o crescimento populacional. Quem é morto por eles não pode ser revivido, e seus critérios para matar parecem cada vez mais imorais. Até a chegada do ceifador Lúcifer, que promete eliminar todos os que não seguem os mandamentos da Ceifa. E como a Nimbo Cúmulo não pode interferir nas questões dos ceifadores, resta a ela observar.
    Enquanto isso, Citra e Rowan também estão preocupados com o destino da Ceifa. Um ano depois de terem sido escolhidos como aprendizes, os dois acreditam que podem melhorar a instituição de maneiras diferentes. Citra pretende inspirar jovens ceifadores ao matar com compaixão e piedade, enquanto Rowan assume uma nova identidade e passa a investigar ceifadores corruptos. Mas talvez as mudanças da Ceifa dependam mais da Nimbo Cúmulo do que deles. Será que a nuvem irá quebrar suas regras e intervir, ou apenas verá seu mundo perfeito desmoronar?
    A Nuvem
    Scythe #2
    Ano: 2018 
    Páginas: 496
    Idioma: português 
    Editora: Seguinte

    Eu não sei se vocês já perceberam mas, geralmente (com algumas poucas exceções), em trilogias, o segundo livro tende a perder o ritmo da história narrada no primeiro para, então, pegar força novamente no último volume.

    A Nuvem quebra essa regra e apresenta uma continuação extremamente digna de O Ceifador e me faz querer colocar as mãos em todos os livros já escritos por Neal Shusterman.

    Como muita coisa acontece no final do primeiro livro e nessa sequência, eu vou tentar, tentar de verdade, escrever uma resenha sem spoilers. Então, vamos lá.

    Depois das coisas que aconteceram no final de O Ceifador, Rowan (que no começo do primeiro livro era, basicamente, um seguidor fiel) resolveu se rebelar contra a causa e caçar os ceifadores corruptos, ganhando, para sí, um pequeno e charmoso apelido.

                                    

    Eu quero no Brasil: A Very Large Expanse of Sea, Tahereh Mafi

    It’s 2002, a year after 9/11. It’s an extremely turbulent time politically, but especially so for someone like Shirin, a sixteen-year-old Muslim girl who’s tired of being stereotyped. Shirin is never surprised by how horrible people can be. She’s tired of the rude stares, the degrading comments—even the physical violence—she endures as a result of her race, her religion, and the hijab she wears every day. So she’s built up protective walls and refuses to let anyone close enough to hurt her. Instead, she drowns her frustrations in music and spends her afternoons break-dancing with her brother. But then she meets Ocean James. He’s the first person in forever who really seems to want to get to know Shirin. It terrifies her—they seem to come from two irreconcilable worlds—and Shirin has had her guard up for so long that she’s not sure she’ll ever be able to let it down. (Sinopse no GoodReads)

    Sinopse traduzida:
    É 2002, um ano após o 11/09. É um momento extremamente turbulento politicamente, mas especialmente para alguém como Shirin, uma garota muçulmana de dezesseis anos que está cansada de ser estereotipada.
    Shirin nunca se surpreende com o quão horrível as pessoas podem ser. Ela está cansada dos olhares rudes, dos comentários degradantes - e, até mesmo, da violência física -  ela persiste por conta de sua raça, sua religião e o hijab que usa todos os dias. Então ela construiu muralhas protetoras e recusasse a deixar qualquer um se aproximar o suficiente para machucá-la. Entretanto, ela afoga as frustrações na música e ocupa suas tardes dançando com seu irmão.
    Mas então ela conhece Ocean James. Ele é a primeira pessoa em muito tempo que realmente parece querer conhecer Shirin. Ela fica aterrorizada - eles são de dois mundos irreconciliáveis - e Shirin manteve sua guarda alta por tanto tempo que ela não tem certeza se será capaz de baixá-la agora. 

    Recebi um email do GoodReads e me deparei com essa novidade da Tahereh Mafi. Estou ansiosa para ler este embora não faça parte da minha série favorita: Estilhaça-me.

    O que esperar do livro? Bem, não sei, com certeza. Afinal o lançamento dele está para o dia 16 de outubro, mas por essa sinopse tem muita chance de ser maravilhoso!

    Um romance entre uma muçulmana e, possivelmente, um americano, logo depois do atentado devastador que abalou não apenas os Estados Unidos, mas todo o mundo? 

    E vamos torcer para que alguma editora traga ele para o  Brasil!

    A Very Large Expanse of Sea
    Tahereh Mafi
    Lançamento 16 de Outubro de 2018, nos EUA.

    A capa do livro foi elaborada pelo capista Rodrigo Corral que é o responsável pela tão famosa capa de The Fault In Our Stars, John Green (A Culpa é das Estrelas).

    Sobre as imagens:  A foto da Tahereh Mafi está no site Cover Crush. E a imagem da capa no site do GoodReads.