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  • Lendo com a Dani: A Rainha das Trevas, As Joias Negras #3, Anne Bishop

    Incapazes de atingir Jaenelle, a jovem Rainha, os membros corruptos dos Sangue fazem um jogo perverso de diplomacia e mentira, procurando destruir aqueles que sempre deram tudo por ela. E revertem as culpas para o seu tutor, Saetan, que passa a ser visto como a maior das ameaças ao poder instituído. Com Jaenelle como Rainha, a chacina do povo e a profanação das terras irá terminar. Porém, onde se fechou uma porta poderá abrir-se uma janela E mesmo que Jaenelle possa contar com os seus aliados, talvez não seja suficiente: só um terrível sacrifício poderá salvar o coração de Kaeleer
    A Rainha das Trevas 
    Queen Of The Darkness)Trilogia As Joias Negras - Livro 3
    Autora: Anne Bishop
    Editora Arqueiro (2017)
    512 páginas



    A Rainha das Trevas, volume três, da trilogia As Joias Negras vem para acalmar os corações ansiosos e fecha com chave de ouro.

    Após dois anos e meio de espera, ansiedade, nervosismo... e muita esperança. A Arqueiro lançou o terceiro volume. Yuhuuu!

    Dica do Dan




    Leitura da Drica: A fera em mim, Serena Valentino

    Um príncipe amaldiçoado se isola em seu castelo. Poucos o viram, mas aqueles que conseguiram tal proeza afirmam que seus pelos são exagerados e suas garras são afiadas como as de uma fera! No entanto, o que levou esse príncipe, que já foi encantador e amado por seu povo, a se tornar um monstro tão retraído e amargo? Será que ele conseguirá encontrar o amor verdadeiro e pôr um fim à maldição que lhe foi lançada? Em A fera em mim, conheça a história por trás de um dos mais cativantes e populares contos Disney de todos os tempos- A Bela e a Fera!

    A Fera em Mim
    A história do príncipe da Bela
    Serena Valentino
    Ano: 2016
    Páginas: 192
    Editora: Universo dos Livros
    "Sentiu como se estivesse morrendo. Para morrer, primeiro é preciso estar vivo. E a fera podia finalmente dizer que, ao encontrar o amor, tinha vivido. "

    Oi, gente,

    O livro de hoje é o primeiro de uma série que fala sobre os ‘vilões’ da Disney. Todos escritos pela autora Serena Valentino, a proposta é nos fazer conhecer mais profundamente aqueles que aprendemos a temer ou odiar, ela vai guiar o leitor por mundos belamente, repletos de aventura, beleza e protagonistas extraordinários.

    Esse primeiro livro vai contar a história de Fera, o príncipe da Bela. Você pode até pensar: ‘Ah, mas essa história eu já conheço...” Afinal, livros e filmes não faltam e não nos deixam esquecer esse conto de fadas. Mas pode crer, você terá realmente uma visão nova dessa história.

    A Serena vai desvendar a alma da Fera, nos mostrar quem ele é de verdade, quais são os sentimentos, suas dores, seu sofrimento e a visão dele do desenrolar desse affair com Bela. 

    A sensação que o leitor tem é de que o livro é um complemento à história conhecida por trazer tantas informações novas do antes da maldição, da maldição em si e do seu desfecho.

    A história se passa no mundo encantado dos castelos, onde o príncipe é um dos homens mais belos do reino e, juntamente com o seu melhor amigo Gaston, adora caçar e seduzir as jovens belas com a arrogância que a riqueza somada à nobreza podem trazer a um jovem imaturo.

    Tudo começa a mudar quando o príncipe se apaixona. Gaston lhe revela que a sua pretendida é uma moça pobre e humilde, apesar de belíssima ela seria apenas a filha de um criador de porcos. Lógico que essa falta de posição social e riqueza não seria bem vista pela sociedade.
    “[...] - Conforme as pétalas forem caindo, os anos irão passar até seu aniversário de 21 anos. Se não tiver encontrado o amor, o verdadeiro amor, dado e retribuído, nesse dia, e o selado com um beijo, então deverá permanecer como a criatura horrorosa que vai se tornar."
    Desacreditando de Gaston, o príncipe vai em busca da verdade. Ao constatar a veracidade dos fatos ele age com extrema crueldade com Circe que, irmã de mais três bruxas, obviamente, se vinga lançando a terrível maldição.
    "Frequentemente se sentia inferior por ter nascido mulher, sem ter tutores como seu irmão tinha ou a liberdade para explorar o mundo. As mulheres conheciam o mundo através de seus pais, seus irmãos e, tivessem sorte, seus maridos. Não parecia muito justo. "
    Ressalto a voz feminista por traz da história que critica a visão da época de que mulheres são criaturas incapazes intelectualmente, são feitas apenas para casar e criar filhas, não cabendo a elas o direito de ler, já que não precisam e não devem pensar sozinhas. E Bela é a heroína que enfrenta a sociedade.
    "Por dentro, estava queimando de raiva, mas sua Babá alertou-a para nunca demonstrar raiva. Ficar irritada não era coisa de mulher. A Babá disse que é comum as mulheres se sabotarem inconscientemente, quando abordam o marido e questionam suas atitudes. Ficar quieta e não falar nada já era uma forma de repreensão. "
    Um livro curtinho e delicioso de ser lido. Tanto para quem conhece a história quanto para quem não sabe os seus detalhes.
    "É difícil sentir pena daqueles dispostos a viver em um desastre. Eles são suas próprias ruínas, minha querida. Fazem isso consigo mesmos. Não merecem sua misericórdia. Circe suspirou, porque sabia que havia lógica no argumento da irmã; só não havia sentimento. "

    Uma releitura de um dos mais adorados contos de fadas


    À convite: Ilmara Fonseca - O perfume da folha de chá, Dinah Jefferies

    Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurence, no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império.
    Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos. Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.
    O perfume da folha de chá
    Dinah Jefferies
    Tradução: Alexandre Boide 
    Ano: 2017 
    Páginas: 432
    Editora: Paralela


    Quando soube da existência desta obra a primeira coisa que me chamou a atenção foi a capa! Pode parecer estranho, pois quem me conhece sabe que este é um dos detalhes que observo por último em um livro; mas esta capa em especial me levou para a trama do livro, da personagem e fiquei bastante interessada. Minha vontade aumentou quando li a sinopse e vi que se tratava de um livro que trazia temas como maternidade, família e relacionamento amoroso. Além disso, o recuo histórico foi um outro ponto positivo que me cativou e todos estes elementos fizeram com que a leitura de O perfume da folha de chá fosse uma aventura agradável e prazerosa. Vamos conhecer um pouco mais sobre esta história? 

    O cenário da narrativa de Jefferies é o Ceilão de 1925. Vale a pena tecer um breve parênteses aqui sobre o local onde se passa a obra. O Ceilão é a antiga designação da ilha do oceano Índico que constitui o atual Sri Lanka. Está localizado no subcontinente indiano e teve esta denominação até 1972, quando passou a se chamar Sri Lanka. Na época descrita na história, este território pertencia ao império britânico. O tempo da narrativa cobre o período entre 1925 e 1934, e acontece em uma fazenda de cultivo de chá que na época era um dos setores fortes da economia local. 

    Voltando à história, tudo começa em 1925, quando a nossa protagonista, Gwen, tem apenas 19 anos e se apaixona por Laurence, viúvo há doze anos e quase 20 anos mais velho que ela. O sentimento se revela recíproco e eles se casam. Como toda a vida de seu marido está centrada no Ceilão, por conta de seus negócios (ele é um rico empresário do ramo de chás) Gwen tem que deixar o seu lar e ir morar neste local desconhecido e exótico que fica do outro lado do mundo. 

    No começo tudo são flores, mas aos poucos a rotina dessa nova vida vai revelando facetas de seu marido que ela desconhecia. Ao mesmo tempo em que não se sente bem recebida pelos criados da casa e nem pela família do esposo, personificada especialmente pela sua irmã, Verity, que é tutelada de Laurence, pois os seus pais morreram. Gwen tem que lidar com a falta de comunicação entre ela e Laurence e também com os espaços em branco que ele vai deixando e que a imaginação dela vai tentando desvendar. Há uma áurea de mistério envolta na morte da primeira esposa, mas nada é realmente o que parece ser e eu não posso falar mais senão será spoiler. 

    Toda a angústia que a personagem vai acumulando durante esse tempo se atenua um pouco quando ela descobre que está grávida. Mas ao dar à luz ela é confrontada com uma outra situação e precisa fazer uma escolha. E é partir daí que a narrativa vai se desenvolvendo e nos surpreende com seus caminhos e com as descobertas que nos são reveladas. 

    A capacidade descritiva da autora é muito boa, conseguimos nos transportar para o Ceilão e suas lindas paisagens, bem como compreender e absorver muito dos costumes e tradições. A autora também inclui na sua escrita elementos históricos da época, o que confere uma autenticidade e ajuda a compreender o espaço da narrativa e o comportamento dos personagens.

    Falando nisso, outro ponto que merece destaque é a construção dos personagens. São bem construídos e marcantes. Principalmente os personagens secundários, que dão um suporte na construção da trama. Além de Verity, merece destaque Savi Ravashinge. Ele é um bom homem e atencioso, mas não é visto com bons olhos por Laurence, que demonstra uma forte antipatia principalmente pelo fato dele pertencer a uma outra etnia. 

    O livro retrata um período longo de tempo e por isto os seus diálogos são breves e objetivos e a sua escrita é bem dinâmica. O perfume da folha de chá, para além do romance, traz uma história de superação, determinação e amor. Fala sobre o peso das nossas escolhas e o papel da família e da maternidade em um mundo que era (e ainda é) baseado muito mais nas aparências do que nas essências. 

    Por fim, posso dizer que o livro traz uma história com elementos distintos, que vai agradar a leitores diversos e passa uma mensagem muito profícua sobre o mundo e as relações entre as pessoas. A diagramação e a capa completam este cenário com a beleza e delicadeza dignas de um romance de época. Tudo isto faz de O perfume da folha de chá um livro muito bem recomendado.