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  • Estante da Tata: Longa e sombria hora do chá da alma, Douglas Adams - @Arqueiro

    Kate Schechter devia ter prestado atenção aos avisos que o universo tentava lhe dar. No aeroporto de Heathrow, prestes a embarcar para a Noruega, a americana pensa em todos os sinais que lhe diziam para não fazer aquela viagem. Ainda assim, ela não está nem um pouco preparada para a explosão do balcão de check-in, que destrói parte do terminal.
    Enquanto isso, no norte de Londres, o detetive Dirk Gently está no fundo do poço: sem dinheiro, vive de bicos como quiromante numa tendinha. Refletindo sobre seu fracasso, ele lembra de repente que, na verdade, tem um cliente e está absurdamente atrasado para o encontro aquela manhã.
    Porém, o investigador chega tarde demais. Sentindo-se culpado pela sina do homem, ele resolve mais uma vez fazer uso da interconexão de todas as coisas e vê uma ligação do seu caso com os estranhos eventos no aeroporto.
    Abrindo caminho em meio aos elementos mais absurdos, Dirk se depara com uma máquina de refrigerante que aparece nos lugares mais improváveis, uma águia hostil que insiste em atacá-lo, um hospital sinistro para casos exóticos, horóscopos insultuosos e uma calculadora de I Ching.
    Neste delicioso livro que dá continuação à série de Dirk Gently, o leitor se surpreenderá ao observar como todas as peças do quebra-cabeça se encaixam para formar uma trama genial e hilária.

    Longa e Sombria Hora do Chá da Alma
    Segundo Livro da Série Dirk Gently
    Dirk Gently # 2
    Douglas Adams
    Ano: 2016 
    Páginas: 224
    Editora: Arqueiro


    Falar sobre Douglas Adams é sempre complicado para mim. Eu sou fã de carteirinha do cara e qualquer um que me conhece sabe disso. O problema é que dessa vez eu me decepcionei um pouco. Tudo bem, eu sabia que esse dia tinha que chegar, ele escreveu muitos livros assombrosamente geniais, o que por si só já é assustador, e tinha que errar alguma vez. Não me entendam mal, o livro é muito bom, só não é incrivelmente malucamente genial como todos os outros livros dele são.

    Eu não sei o que aconteceu nesse livro, a história é interessante e a irreverência inconfundível de Douglas Adams está claramente lá mas, de alguma forma, eu não consegui amar loucamente como eu fiz com todos os outros livros dele e isso parte meu coração.

    Mas ai você me pergunta, vale a pena ler? VALE! Vale muito a pena ler!!! Longa e Sombria Hora do Chá não é o melhor livro de Douglas Adams mas é um livro incrível por si só.

    A questão aqui é que quando comparamos esse livro aos demais do autor, ele fica um pouco apagado, mas quando você compara ele a maioria dos livros lançados hoje no mercado editorial, ele brilha.

    Se existe uma coisa que marcou todos os livros escritos por Douglas Adams foi a criatividade, a irreverência e acima de tudo, a originalidade. Você pode encontrar um milhão de livros diferentes sobre bruxos, vampiros, mitologia e etc, mas você não vai encontrar nenhum outro livro como esse.

    Longa e Sombria Hora do Chá é, infelizmente, o segundo e último livro da série Dirk Gently e, assim como o primeiro livro, possui uma história independente. Você não precisa ler o primeiro livro para entender o segundo já que cada livro conta a história de um caso diferente do mais estranho detive já criado em um livro.

    Acontece o seguinte, Dirk Gentley é um detetive particular um que acredita na utilização do método holístico de investigação. Ai você me pergunta, o que quer dizer método holístico de investigação?

    Para Dirk, tudo que ocorre no mundo está conectado por uma rede de linhas invisíveis. Ele acredita que qualquer pessoa aleatória na rua poderia ter uma conexão e uma resposta (se você souber fazer as perguntas certas) para, digamos, um assassinato que ocorreu 10.000 km de distância dali. Digamos que o método de investigação dele seja continuar levando a vida, fazendo o que quer que dê na telha até se deparar, aleatoriamente, com uma pista bem na frente dele.

    Talvez economizasse algum tempo se voltasse para pegar o carro, mas o lugar não era longe e, alem disso, ele tinha uma forte tendência a se perder quando dirigia. Isso se devia em grande parte ao seu método de condução zen, que se consistia simplesmente em escolher qualquer carro que parecesse saber pra onde estava indo e segui-lo. No geral, era mais comum que acabasse se surpreendendo em vez de ter sucesso, mas Dirk julgava valer a pena por conta das poucas vezes em que as duas coisas aconteceram.
    E ai é onde se encontra a genialidade de Douglas Adams nesse livro, minha gente. Desde a primeira página ele apresenta personagens diferentes, com histórias diferentes e aparentemente desconexas que, de alguma forma, no final do livro, irão se encontrar e correlacionar.

    Fazendo isso, Douglas Adams cria um quebra-cabeças meticulosamente calculado que faz com que seja impossível para o leitor montá-lo se o mesmo se prender a raciocínios lógicos. Nos livros de Douglas Adams o impossível, o malucamente genial e inesperado será sempre a resposta final.

    E isso acontece porque o que Dirk (nosso protagonista e detetive maluco) não explica a todos os seus clientes é que ele tem uma visão de mundo diferente da normal. Ele acredita no impossível e por acreditar nisso ele consegue ver, diariamente, o impossível acontecer.

    A maioria das pessoas, quando se depara com uma situação sem logica, resolve produzir uma explicação racional para o ocorrido. Dick, por sua vez, faz exatamente o contrário, ele visualiza o conceito mais impossível que sua mente possa lhe dar.

    Assim, em a Longa e Sombria Hora do Chá, Dirk é chamado a cena de um aparente suicídio, a polícia acredita que como não havia nenhuma maneira de entrar ou sair do quarto onde o homem foi encontrado, estava claro que só poderia ser um suicídio, mesmo que o corpo tenha sido encontrado decapitado.

    Para Dirk, o homem não só foi assassinado como isso se deu por meios sobrenaturais. Então ele resolve fazer o que faz de melhor, começa a investigar. A sua primeira parada é na lanchonete/cafeteria mais próxima porque ele precisa de um chá e, quem sabe, de um croissant porque o dia vai ser longo e ele precisa descobrir o que vai fazer com a sua geladeira e decidir se vai comprar ou não uma lupa de detetive.

    Nunca tinha imaginado que isso pudesse existir. E ser capaz de passar da total ignorância a respeito de algo a um desejo irreprimível de possui-lo, para então de fato te-lo, tudo isso em um espaço de 40 segundos, foi para Dirk uma espécie de epifania.

    (Dirk fazendo compras em uma loja)

    Como sempre, nos livros de Douglas Adams, os personagens são um caso todo a parte. Dirk, assim como no primeiro livro, é o meu personagem favorito e suas tiradas e a sua forma única de pensar são sempre maravilhosas. Em particular eu amei o barbudo nórdico maluco (não vou citar seu nome para não dar spoilers) e a correlação de suas atitudes com a sua real identidade.

    Era curioso, refletiu Kate, como as pessoas que sentiam necessidade de intimidar você eram as mais manipuláveis.

    E sinceramente? Eu amei a máquina de Coca-Cola que aprece em lugares estranhos e a águia que ataca Dirk nos piores momentos.

    Longa Hora mais Sombria do Chá é um livro que vale a pena a ser lido, é um livro sobre mistérios e investigações de assassinatos, um livro onde tudo é possível e a originalidade é a palavra-chave.

    Ps: Me parte o coração lembrar que o terceiro livro da série nunca será finalizado. Douglas Adams morreu muito cedo antes de poder finalizar a série, mas o terceiro e incompleto livro foi lançado (a pedido dos fãs), incluindo no Brasil, com o nome de Salmão da Dúvida. 

    Ps: O canal inglês BBC fez, alguns anos atrás, uma serie baseada nas aventuras de Dirk Gently e, se não me engano, a serie possui duas temporadas. Estou em uma busca alucinada através da internet para conseguir assistir isso.

    Ps: Um canal americano anunciou recentemente a uma série de tv nova baseada nas aventuras de Dirk Gently. Mas pelo trailer, é bem diferente do livro e eu meio que odiei a escolha de atores e o fato de criarem um ''ajudante'' para o Dirk, o que não exite nos livros. De qualquer forma, eu vou assistir antes de julgar.





    Dica do Dan



    Promoção Esperando a Primavera com a @Arqueiro


    Oi, gente!!!


    E hoje temos mais uma promoção. Dessa vez, você vai concorrer ao livro fofo Três Coisas sobre você participando pelo IG do blog.

    Para participar é preciso:

    1) ter endereço de entrega no Brasil;

    2) seguir o perfil do Minha Velha Estante e da Editora Arqueiro;

    3) curtir a imagem oficial da promoção;

    4) marcar 3 amigos nos comentários da foto. (Não vale marcar celebridades, políticos, perfis comerciais e perfis inativos.)
    - Cada perfil pode participar quantas vezes quiser.

    Leitura da Drica: Holy Cow, David Duchovny - @Record

    Elsie Bovary é uma vaca muito feliz em sua bovinidade. Até o dia que resolve sair sorrateiramente do pasto e se vê atraída pela casa da fazenda. Através da janela, observa a família do fazendeiro reunida em volta de um Deus Caixa luminoso – e o que o Deus Caixa revela sobre algo chamado “fazenda industrial” deixa Elsie e tudo o que ela sabia sobre seu mundo de pernas para o ar. A única saída? Fugir para um mundo melhor e mais seguro. Assim, um grupo para lá de heterogêneo é formado: Elsie; Shalom, um porco rabugento que acaba de se converter ao judaísmo; e Tom, um peru tranquilão que não sabe voar, mas que com o bico consegue usar um iPhone como ninguém. Munidos de passaportes falsos e disfarçados de seres humanos, eles fogem da fazenda e é aí que a aventura deles alça voo – literalmente. 

    Holy Cow: Uma fábula animal

    David Duchovny

    Editora: Record

    Páginas: 208

                              


    Adoro animais, mas meu contato com vacas é nulo, apesar de achar que elas são umas fofas! Adoro a tranquilidade delas e a paz que a sua bovinidade nos transmite.

    Nossa protagonista é Elsie, uma vaca que leva uma vida tranquila e confortável em uma fazenda comum. Tinha uma rotina diária que incluía ordenha pela manhã, que ela preferia que fosse feita pelo filho mais velho e mais carinhoso; depois ia pastar – melhor hora do dia quando via o tempo passar ao lado de sua melhor amiga Malorey; e depois uma nova ordenha.

    Tudo ia muito bem até que ela e Malorey resolveram explorar a fazenda além do curral, depois de um ‘descuido’ do filho do fazendeiro.

    A ignorância é uma benção, mas o mundo tem mais a oferecer que isso, e é errado não aproveitar o que ele oferece. Não se pode ser bezerra para sempre.

    Lendo com a Dani: As Fases da Lua - Contos - Parte Um, Várias autoras

     5 mulheres, 5 fases da Lua, 5 histórias de… amor?

    Alice é uma jovem com uma vontade crescente de cair no mundo, até se apaixonar pelo cara mais gato da cidade. Mas um incidente no meio de seu conto de fadas pode mudar sua vida para sempre.

    Lena é uma mulher cheia de amor para dar e que stalkeia todos os passos dos homens por quem se apaixona. E ela realmente se apaixona por todos. O problema é que eles não se apaixonam por ela…

    Um amor minguante não tem vez na vida de Bruna. Noiva do seu melhor amigo de infância, eles se preparam para o casamento e traçam planos para uma vida inteira juntos. Mas será que não é perfeição demais?

    As fases da Lua - Contos
    Autoras: Clarissa Corrêa, Liliane Prata, Bianca Briones, Leila Rego, Jennifer Brown
    Editora Gutenberg (2016)
    352 páginas


    Olá galerinha que nos acompanha a cada resenha, deixem seu comentário, pois são nosso combustível!!!

    Primeiro ponto: Parte Um devido a só ter lido três dos cinco contos. Para não demorar com a resenha achei por bem postar logo parte dela.

    Segundo ponto: É meu primeiro contato com a escrita de todas estas autoras.

    Terceiro ponto: além da capa linda a arte do livro está linda demais. Vejam (as fotos são autorais, ok?):