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Klara e o Sol, Kazuo Ishiguro



Klara, um Amigo Artificial com habilidades de observação impressionantes, estuda com cuidado o comportamento de todos que passam pela vitrine. Do lugar onde foi designada a ficar na loja, ela espera que uma dessas pessoas entre e a escolha como companheira. Contudo, quando surge a possibilidade de sua vida mudar para sempre, Klara é aconselhada a não apostar suas fichas na bondade humana. Neste novo livro, Kazuo Ishiguro examina o mundo moderno pelos olhos de uma narradora inesquecível. Com uma linguagem única e precisa, ele constrói um romance arrebatador sobre o significado do amor e do cuidado.
Klara e o Sol
Ano: 2021 
Páginas: 336
Idioma: português
Editora: Companhia das Letras

Estamos nos EUA, mas em um futuro onde encontramos Klara, que passa os dias alternando lugares na loja em que mora, observando o comportamento dos humanos que passam diante de sua vitrine e dos seus amigos AA como ela e sonhando em ter uma boa criança a quem fará companhia.

Mas porque a necessidade de Amigos Artificiais? Nesse futuro, crianças e adolescentes vivem quase que em total isolamento (sentiu algo familiar???), assistem aula por videochamada e os encontros entre amigos são feitos em um ambiente controlado, onde os pais estejam separados apenas por um parede. Ah, e todos são manipulados geneticamente, ou não são vistos com bons olhos pela sociedade que não acredita em apostar apenas na natureza. E mesmo entre os adultos você não encontra um nível de interação muito maior. 

Klara se torna AA de Josie, uma garota meiga e frágil, com uma doença grave que pode levá-la a morte. E nesse ponto temos uma discussão muito interessante que questiona o quanto do ser humano pode ser modificado, replicado ou substituído pela tecnologia. Um debate ético filosófico que questiona a aceitação da finitude da vida humana e mexe com o leitor.

Apesar de observadora, Klara não é capaz de entender todas as camadas do ser humano e sua capacidade para a maldade. Alimentada por energia solar, Klara vê o Sol como um ser todo poderoso que é capaz de nutrir AAs e humanos, considerando sua existência vital e a falta dela, um dos motivos para Josie não se recuperar. Pegando o gancho, Ishiguro aproveita para falar de meio ambiente, já que Klara acredita que o sol estaria zangado por conta das fábricas que estão poluindo o céu com suas grandes chaminés, empreendendo uma luta pessoal para acabar com a poluição. 

Klara e o Sol é uma narrativa lenta, mas no ritmo certo para levar o leitor a caminhar junto com a protagonista, embarcando nessa descoberta de mundo que Klara faz onde a observação é a principal ferramenta para entender o mundo em que se vive e o questionamento de tudo ao seu redor é essencial para fazer escolhas.

Meu Coração e Outros Buracos Negros, Jasmine Warga


 Um tema amargo, mas necessário. Em Meu coração e outros buracos negros, a estreante Jasmine Warga apresenta aos leitores um romance adolescente que aborda, de forma aberta, honesta e emocionante, o suicídio. Aysel, a protagonista, enfrenta problemas com a família e os colegas de escola, como tantos jovens por aí, e, aos 16 anos, planeja acabar com a própria vida. Mas quando ela conhece Roman num site de suicídio, em busca de um cúmplice que a ajude a planejar a própria morte, num pacto desesperado, a vida dos dois literalmente vira de cabeça para baixo. Aos poucos, Aysel percebe que seu coração ainda é capaz de bater alegremente. E ela precisará lutar por sua vida, pela vida de Roman e pelo amor que os une, antes que seja tarde.

Meu Coração e Outros Buracos Negros
Ano: 2016 
Páginas: 312
Idioma: português

“Aposto que, se cortassem minha barriga, a grande lesma preta da depressão sairia rastejando. Orientadores pedagógicos amam dizer: "Pensamento positivo!", mas é impossível quando se tem essa coisa lá dentro, sufocando cada centímetro de felicidade que se pode juntar. Meu corpo é uma máquina eficiente de matar pensamentos felizes.”

Ayzel, nossa protagonista, é uma adolescente bem comum, ela accredita que a vida das pessoas ao seu redor, principalmente da sua família, será bem melhor se ela morrer. Iso mesmo, Ayzel quer morrer e fazer com que essa dor, esse grande buraco negro que é o seu coração pare de crescer.

Seus motivos? Seu pai cometeu um crime bárbaro no passado e ela tem medo de ter herdado ese lado cruel e acabe da mesma forma que ele.

Apesar de saber o que quer, Ayzel percebeu que não conseguirá fazer isso sozinha. Então entra em um site que tenta unir suicidas em potencial para que façam isso juntos.

“O problema do suicídio, que a maioria das pessoas não percebe, é ser algo realmente difícil de concretizar. Eu sei, eu sei. As pessoas sempre ficam de mimimi dizendo que ‘o suicídio é uma saída covarde’. E acho que é mesmo… quer dizer, estou desistindo, me rendendo. Fugindo do buraco negro que é meu futuro, me impedindo de crescer e virar a pessoa que tenho pavor de me tornar. Mas o fato de ser uma saída covarde não garante que vá ser fácil.”

Ayzel conhece Robôcongelado, ou Roman, também com 17 anos e quase seu vizinho. Roman se sente culpado pela morte da irmã e acha difícil continuar vivendo com essa dor, mas não se sente capaz de fazer isso sozinho além de precisar de alguém em quem sua mãe confie para deixá-lo sair de casa sem a supervisão dela.

"O que as pessoas nunca entendem é que a depressão não tem nada a ver com o exterior; tem a ver com o interior. Algo por dentro está errado. Claro, há coisas na minha vida que fazem com que eu me sinta sozinha, mas nada me faz sentir mais isolada e aterrorizada do que a voz na minha cabeça. A voz que lembra que há uma grande probabilidade de que eu acabe exatamente como meu pai."

Roman marca a data e eles passam a se encontrar para planejar como tudo deverá acontecer.


À medida em que se encontram para definer os detalhes do plano, os dois vão se tornando amigos. Apenas um entende o outro, suas vidas e seus sentimentos. A cumplicidade aumenta enquanto o dia marcado se aproxima.

“Será que é assim que a escuridão vence, convencendo-nos a prendê-la dentro de nós, em vez de jogá-la fora? Não quero que ela vença.”

Até que pequenas faíscas de felicidade começam a surgir pelo buraco negro do coração de Ayzel… Ela começa a notar o quanto gosta de estar ao lado de Roman e como isso lhe faz bem…E a vontade de morrer já não é tão forte… Parece que uma nova tela, mostrando um mundo diferente do que ela conhecia, se apresenta e Ayzel começa a gostar do que vê. Ela percebe que existem milhões de experiências e sentimentos que ainda precise viver. Assim, ela ganha forças para lutar contra alesma preta que vive dentro dela e a deixa triste. Mas, o maior desafio será mostrar a Roman que vale à pena lutar e se permitir ser feliz, apesar de qualquer dor.

"Tudo sempre pareceu tão definitivo, inevitável, predestinado. Mas começo a acreditar que minha vida pode ter mais surpresas do que jamais percebi. Talvez seja tudo relativo, não apenas a luz e o tempo, como Einstein teorizou, mas tudo. Como a vida pode ser terrível e incorrigível até o universo mudar um pouco e o ponto de observação ser alterado e, de repente, tudo parece mais suportável."

Adorei a escrita da Jasmine Warga e a forma como ela fala sobre a depressão, sem clichés e sem preconceito. Só quem já sentiu ou esteve ao lado de alguém que tem depressão é capaz de entender realmente a força que ela tem sobre o ser humano. E ele foi extramente feliz nas descrições de como os personagens se sentem.

Se prepare para ler uma história fantástica mas com uma carga de sentimentos imensurável. Meu coração e outros buracos negros é um livro que deve ser lidos por todos, depressivos ou não, felizes ou não, seres humanos.

[…] E, desta vez, sinto minha mão. Sinto tudo. E quero continuar sentindo. Mesmo as coisas dolorosas, horrendas, terríveis. Porque sentir as coisas é o que nos faz saber que estamos vivos.

Se meu cachorro falasse, Cynthia L. Copeland


Combinando lindas fotos de cachorros às ótimas lições de vida que eles nos ensinam, este livro é um delicioso lembrete do que realmente importa.

Menos preocupação, mais alegria

Os cachorros nos ensinam a receber cada manhã com entusiasmo e otimismo, a amar de forma incondicional, a perdoar com facilidade e a saber quando fugir e quando descansar. Verdadeiros filósofos de quatro patas, eles nos mostram que cada dia é uma dádiva — e que cada refeição é a melhor de todas!

Se meu cachorro falasse
Coisas realmente importantes que aprendi com meu melhor amigo
Cynthia L. Copeland
Ano: 2016 
Páginas: 176
Idioma: português
Editora: Sextante


Você já analisou a vida de um cachorro? Já percebeu o quanto seu comportamento e atitudes podem ser aplicadas no dia a dia humano para melhorar hábitos e facilitar o convívio na sociedade?
 
Pois bem, se ainda não pensou em nada disso, esse livro é para você, pois ele ensina de forma sucinta e de fácil entendimento como o comportamento dos cachorros podem nos ajudar no convívio em sociedade e como ter um animal pode mudar o homem. 
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“Um cachorro nos lembra que a felicidade é uma questão de atitude, não de circunstância.”
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Separado em tópicos, o livro de Cynthia nos apresenta a vida dos cachorros como ela é, fala sobre aprendizado, disciplina, convívio, aventura e outras coisas que um cachorro tem e pode ajudar o ser humano em seu habitat natural. 
Um livro gostoso sobre comportamento canino, mas que também pode ser aplicado no dia a dia, gerando menos estresse e mais momentos de prazer não só com o animal, mas com outras pessoas ao seu redor. 
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“São os desafios que tornam a vida interessante.”
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Ler esse livro foi relaxante e me serviu de um aprendizado tremendo, parecia que o mesmo estava falando diretamente comigo e como eu posso melhorar como pessoa em meio a sociedade. 
Os cães tem tanto a nos ensinar que só um livro não basta, mas pode ter certeza que esse livro já trás um compilado mais do que satisfatório e que ajuda muito a cada nova virada de página.

Isso que a gente chama de amor, Maurene Goo


Desi nunca se deu bem no amor ― até decidir transformar a própria vida em uma novela coreana.
Desi Lee acredita que tudo é possível, basta ter um plano. Foi assim, com método e disciplina, que se tornou a aluna mais brilhante do colégio e uma atleta talentosa. É apenas no amor que Desi nunca se dá bem, colecionando uma sucessão de desastres quando se trata de garotos.
Depois de protagonizar mais um desastre na frente de Luca, um jovem recém-chegado à cidade que logo atrai seu interesse, a garota passa um fim de semana assistindo a k-dramas, certa de que os finais felizes só existem nas novelas coreanas que seu pai tanto ama. É aí que ela se dá conta de que naquelas histórias também existe uma fórmula, um passo a passo que ela poderia seguir ― e conquistar Luca.
Em pouco tempo, sua vida se transforma em um enredo digno de um dorama. Mas ao contrário do que acontece na TV, isso pode não ser o suficiente para ela alcançar seu final feliz…

Isso Que a Gente Chama de Amor
Ano: 2021 
Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Seguinte


Desi tem a sua vida devidamente controlada, metodicamente planejada desde a morte de sua mãe e não tem nada que ela queira que não consiga, pois a garota se planeja, cria metas, esboça planos e os executa com maestria para alcançar seu objetivo final, mas quando se trata dos garotos ela é um zero a esquerda, sempre acontece algo que lhe tira do rumo, uma catástrofe espetacular e digna de todas as vergonhas possíveis, o que seus amigos Wes e Fiona passaram a chamar de crails. 

No último ano da escola, pronta para enfrentar o começo de uma nova vida, com tudo meticulosamente planejado para Stanford, ela encontra o garoto perfeito e que faz seu coração bater mais forte, mas o medo de ter um crail com ele é tão forte, que no final das contas Desi toma a decisão de seguir à risca os passos do k-drama, as novelas que são o vício do seu pai e que lhe remetem as suas origens, mas será que isso vai dar certo? 

“Eu acreditava, e ainda acredito, que é possível construir nossos sonhos tijolo a tijolo. Que se pode conseguir qualquer coisa com persistência”

Narrado em primeira pessoa e tendo o ponto de vista principal de Desi, acompanhamos na história uma adolescente pronta para o primeiro amor, mas que morre de medo do que pode acontecer se tentar. O fato de nunca ter namorado, faz com que a garota tenha sérios medos sobre relacionamento e recorrer ao k-drama parece ser a única opção para ela. 

Mas não é só de romance que vive o leitor, então a história da Maurene também trás uma boa dose de drama familiar e dos autoconhecimentos que só descobrimos durante nossa trajetória pela vida, enquanto vivemos cada segundo do nosso tempo, seja fazendo algo ou perdido em pensamentos. 

“As vezes a pessoa tem que aceitar quando dá merda na vida dela.”

Mesmo com seus pontos importantes e ensinamentos que o livro carrega, não deixa de ter uma narrativa super fluída, contagiante e cheia de momentos cômicos que faz o leitor rir, além de querer devorar cada página para saber o que vai acontecer com a protagonista e os planos que criou para conquistar seu crushe, tudo na dose certa para divertir e encantar quem está lendo. 

Me arrisco a dizer que esse livro poderia virar um filme bem sessão da tarde, gostoso na medida para ser único e arrebatador, nos fazendo derreter os corações com pipocas quentinhas enquanto acompanhamos a saga de Desi em conquistar seu primeiro namorado e os dramas para entrar na faculdade. 

Se eu amei? Não preciso nem dizer que foi favoritado com sucesso no skoob, né? Pois bem, então se você ainda não leu essa história, corre e depois vem me contar o que achou, se já leu, vai ser uma honra discutir essa delicinha com você. Por enquanto um beijo e até mais com novidades. 

A louca dos gatos, Sarah Andersen