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Minha avó pede desculpas, Fredrik Backman


Uma história emocionante sobre vida e morte, família e amizade, realidade e fantasia, e sobre o direito de ser diferente, narrado sob o ponto de vista de uma precoce menininha de 7 anos. No livro, o segundo do autor do best-seller internacional Um homem chamado Ove, adaptado para o cinema com Tom Hanks no papel principal, a protagonista é Elsa: dona de uma maturidade e inteligência acima da média, a pequena fã de Harry Potter adora corrigir a gramática de todos a sua volta. A única amiga de Elsa é a sua excêntrica avó de 77 anos, capaz de assaltar um jardim zoológico porque a neta está triste, fumar em lugares proibidos, andar nua na varanda e pregar valentes sustos nos seus vizinhos. Quando a avó morre e deixa uma série de cartas pedindo desculpas a todas as pessoas com quem já errou, tem início a maior aventura da vida de Elsa.

Elsa não é uma criança como qualquer outra. Dona de uma maturidade e inteligência acima da média (graças as suas constantes pesquisas na Wikipedia), ela só lê o que chama de literatura de qualidade: quadrinhos, Harry Potter e os clássicos infantis. Todas as noites, Elsa se refugia nas histórias que sua avó lhe conta, cujo cenário é o reino de Miamas, na Terra-de-Quase-Despertos, um lugar mágico onde o normal é ser diferente. Quando a avó morre de repente, Elsa perde o chão e também a capacidade de habitar locais imaginários.

De tão desolada, Elsa inicialmente não se entusiasma com a missão que a avó lhe deixou: distribuir cartas que funcionam como um caça ao tesouro. As missivas devem ser entregues às pessoas do prédio onde a menina mora. É assim que começa a aventura de Elsa e também a aventura do leitor. Vamos aos poucos desvendando as cartas juntamente com ela para descobrir a fascinante vida que sua avó viveu e o que se esconde por trás das vidas de cada um dos estranhíssimos moradores de uma comunidade muito especial.

À medida que Elsa avança nesta incrível caçada, ela percebe que o reino de Miamas — onde acontecem os contos de fadas espantosos, monstruosos e mágicos da avozinha — se cruza com a vida real. Aos poucos, ela desvenda os segredos que se escondem no prédio onde mora e de que forma a trajetória da avó se cruzou com a daqueles moradores.

Minha avó pede desculpas é uma história emocionante, uma ode à imaginação, à inteligência, à aventura e à amizade. Um verdadeiro conto de fadas contemporâneo, um livro que trata com sensibilidade e humor peculiares de temas difíceis como a perda e o luto, sem perder a esperança.

Minha avó pede desculpas
Ano: 2018 
Páginas: 384
Idioma: português
Editora: Fábrica231

Elsa, garotinha de apenas 7 anos, sofre bullying por parte dos pequenos e não é vista com bons olhos por parte dos adultos por causa da sua percepção e inteligência aguçados demais para a sua idade. Possuindo conhecimento e maturidade que, muitas vezes, supera os próprios pais, não é fácil viver num mundo em que se espera que ela seja criança e se preocupe apenas com as banalidades referentes a uma menina de 7 anos. 

A única que lhe entende é a sua avó materna, uma senhorinha excêntrica, divertida e inconsequente que todo mundo queria ter como avó e que cria um mundo de imaginação para ensinar à sua neta como o mundo real é verdadeiramente. 

Mas logo Elsa terá que lidar com a morte da avó... Mas não estará completamente sozinha: sua avó deixa uma série de cartas que ela deve entregar aos seus destinatários e que serão responsáveis por acompanhá-la nesse novo ciclo de conhecimentos e aprendizados sobre os seres humanos e suas verdades.

Não bastasse isso, Elsa ainda tem que lidar com a separação dos pais, a ausência da mãe que está sempre ocupada em função do trabalho e a chegada de um novo irmãozinho que lhe encherá de ciúmes. 

Fredrik Backman tem uma narrativa leve que parece estar sentado na nossa sala nos contando uma história de alguém que ele conheceu. E assim a leitura flui e vamos absorvendo cada lição incutida nas entrelinhas como se fosse uma fábula. Mesmo com algumas peculiaridades, como não dar nomes aos personagens, identificando-os apenas por alguma característica. 

Minha avó pede desculpas é uma história sobre acerto de contas, sobre pedir perdão de verdade, ter compaixão pela história do outro, ter coragem de enfrentar nossos traumas, não se deixar levar pelas aparências e sobre sacrifícios. Preparados para se emocionar?



Você nasceu para isso, Michelle Sacks



Sam Hurley, professor, e sua esposa Merry, cenógrafa, trocam os confortos de Nova York por um estilo de vida completamente diferente em uma casinha isolada na Suécia. Apesar do quadro idílico que o casal com um bebê recém-nascido em paisagens de contos de fada representa, problemas com raízes muito profundas ameaçam o relacionamento. Sam, que nunca contou à esposa que na verdade foi demitido da universidade, também mente sobre seu dia a dia na nova cidade. Merry, por sua vez, sempre escuta do marido que nasceu para ser dona de casa, mas não sabe o que fazer com o ódio que alimenta por todas as tarefas cotidianas: a jardinagem sem-fim, a arrumação da casa, o preparo de refeições para a família e os cuidados com um bebê que por ora só parece dar trabalho.

O instável equilíbrio da família se perde por completo com a visita da melhor amiga de Merry, a glamourosa Frank. Ela conhece Merry muito bem, conhece sua história, e agora, com a proximidade, é capaz de ver quem Sam realmente é. Mas Frank tem os próprios segredos, e, à medida que sua narrativa se junta à história do casal, fica claro que ela sofre pelos próprios pecados e talvez não seja capaz – ou não queira – salvar ninguém.

Você nasceu para isso retrata a escuridão que há no cerne dos relacionamentos mais íntimos. Sem heróis e permeada por uma teia de segredos, obsessão e inveja, é um relato violento de vidas que quase nunca são o que parecem e das partes de nós que não somos capazes de admitir.

Você nasceu para isso
Ano: 2019 
Páginas: 272
Idioma: português
Editora: Intrínseca

Sabe aquela famílía de propaganda de margarina que, só de olhar, você sente que é felicidade demais para ser verdade? E você logo fica se perguntando o que há de podre por baixo dessa máscara? Então, assim é a família de Sam, Merry e seu filhinho.

Sam deixa sua carreira de professor universitário para morar em uma casa herdada por ele na Suécia. Na tentativa de abafar um situação ocorrida em seu trabalho mas usando o álíbi de que seria um lugar mais tranquilo para criar o filho, ele convence Merry a também largar sua carreira e se dedicar a maternidade

À medida que conhecemos a família, as pequenas manchas nessa vida perfeita vão aparecendo. Merry não gosta de ser mãe nem dona de casa, não foi algo planejado e ela sente falta da sua carreira, além de se sentir totalmente presa em uma casa no meio do nada. Mas, ainda assim, interpreta a mãe e esposa perfeitas.

Mas a vida de Merry vai piorar muito quando sua amiga de infância for passar uma temporada em sua casa. Frank demonstra ser a mulher independente e bem sucedida, que conquistou tudo o que Merry abriu mão. Mas ao passar a olhar mais de perto, ela percebe que essa vida que Merry tanto despreza é tudo o que ela gostaria de ter. De cara ela conquista logo o bêbê dando o carinho que a mãe não consegue dar. E então parte para conquistar o pai. 

Sam também não é quem parece, vive uma vida de farsa para a esposa, tem uma amante e mantém a família extorquindo a mãe rica. Age como se todas as mulheres à sua volta merecessem sofrer, mesmo que essa seja sua forma doentia de demonstrar amor... Parece que a única criatura autêntica nessa história é o bêbê...

A história é contada sob o ponto de vista dos três personagens principais em capítulos alternados, o que faz com que o leitor conheça suas motivações para cada atitude, por mais absurda que pareça ser. E esse é o ponto alto da história: a construção dos personagens e suas intricadas personalidades. Claro que ainda temos muita história pra rolar, com muito suspense e mistério, mas a riqueza dos personagens supera em muito a história. 



O Jardim das Borboletas, Dot Hutchison

 


Quando a beleza das borboletas encontra os horrores de uma mente doentia. Um thriller arrebatador, fenômeno no mundo inteiro. Perto de uma mansão isolada, existia um maravilhoso jardim. Nele, cresciam flores exuberantes, árvores frondosas... e uma coleção de preciosas “borboletas”: jovens mulheres, sequestradas e mantidas em cativeiro por um homem brutal e obsessivo, conhecido apenas como Jardineiro. Cada uma delas passa a ser identificada pelo nome de uma espécie de borboleta, tendo, então, a pele marcada com um complexo desenho correspondente. Quando o jardim é finalmente descoberto, uma das sobreviventes é levada às autoridades, a fim de prestar seu depoimento. A tarefa de juntar as peças desse complexo quebra-cabeça cabe aos agentes do FBI Victor Hanoverian e Brandon Eddinson, nesse que se tornará o mais chocante e perturbador caso de suas vidas. Mas Maya, a enigmática garota responsável por contar essa história, não parece disposta a esclarecer todos os sórdidos detalhes de sua experiência. Em meio a velhos ressentimentos, novos traumas e o terrível relato sobre um homem obcecado pela beleza, os agentes ficam com a sensação de que ela esconde algum grande segredo.

O Jardim das Borboletas
Nem toda beleza será capturada
The Collector #1
Ano: 2017 
Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Planeta


"Borboletas de verdade poderiam voar, escapar.
As Borboletas do Jardineiro só podiam cair, e ainda assim raramente.”

Querido leitor, devo avisar que, se você tem os nervos fracos, não deve ler esse livro.

Nossa protagonista e narradora da história é Maya, ela foi resgatada de um cativeiro e está contado a agentes do FBI todos os horrores que viveu.

Sequestrada e mantida em cativeiro com várias garotas por um homem apelidado por elas de O Jardineiro porque o local em que elas viviam era um jardim e ele tatuava asas de borboletas em todas elas, tratando-as como espécimes de uma coleção de raridades. além, é claro, de serem suas escravas sexuais e terem seus nomes trocados como uma forma de minar a verdadeira identidade das meninas e se desligarem do mundo real.


“- A pessoa que você é não se resume em um nome, mas sim em uma história, e eu preciso conhecer a sua.”


Maya foi sequestrada e mantida em cativeiro, seu sequestrador apelidado de O Jardineiro, era um doente que guardava as meninas dentro de um jardim e tatuava borboletas em suas costas e as fazia usar vestidos costas nuas para que ele pudesse ter a impressão de que eram realmente borboletas, mas mais do que isso ele as estuprava e as batizava com novos nomes segundo seu bel prazer...

A vida de Maya nunca foi um mar de rosas e, talvez por isso, ela não se desespera quando entende a sua nova realidade. Mesmo quando vê as amigas que fez ali morrerem, ela continua forte e resiliente, inclusive apoiando e cuidando das garotas que vão chegando.


“[...] as coisas enjauladas têm vida mais curta.”


Mas as excentricidades do jardineiro são muitas e uma delas é que as borboletas têm vida curta, por isso as meninas só podem viver até os 21 anos de idade...


Mas a grande dúvida dos agentes do FBI é sobre quem é verdadeiramente Maya. Afinal ela é a única em condições de falar sobre a situação e com absoluto distanciamento, como se ela fosse apenas uma observadora. E esse interrogatório nos proporciona ótimos embates!


" Algumas pessoas desabam e nunca mais levantam. Outras recolhem os próprios cacos e os colam com as partes afiadas viradas para fora. "


Alternando entre passado e futuro, o autor nos presenteia com relatos frios e cruéis que mostram o quanto a mente humana pode ser doentia quando a imagem apresentada está acima de qualquer suspeita, o quanto a sociedade pode ser hipócrita fechando os olhos para não ter que se posicionar em determinadas situações, o quanto se pode suportar para manter as aparências e como é fácil usar ao seu bel prazer o significado da palavra amor.

Se prepare para uma narrativa intensa, pesada e real, que vai colocar em cheque várias coisas que você acredita além de tirar totalmente da zona de conforto.



Não Chore, Não, Mary Kubica


No centro de Chicago, a jovem Esther Vaughan desaparece de seu apartamento sem deixar vestígios. Uma carta sombria dirigida a “Meu bem” é achada entre seus pertences, deixando sua colega de apartamento, Quinn Collins, se perguntando onde a amiga estaria e se ela era - ou não - a pessoa que Quinn achava que conhecia.
Enquanto isso, em uma pequena cidade de porto de Michigan, uma mulher misteriosa aparece no tranquilo café onde Alex Gallo trabalha lavando pratos. Ele é atraído imediatamente pelo seu charme e beleza, mas o que começa como uma paixão inofensiva rapidamente se transforma em algo mais sinistro..

Não Chore, Não
Ano: 2018 
Páginas: 304
Idioma: português


Empolgada pelo título e pela referência da autora, Não chore não passou à frente de tantos outros livros à espera na estante.

A história traz dois núcleos de ação. No primeiro e mais presente temos as amigas Quinn e Esther que dividem o mesmo apartamento. a história começa a se desenrolar quando Esther desaparece de casa sem deixar vestígios.

No outro núcleo temos Alex, garoto solitário que foi abandonado pela mãe ainda criança, com pai alcoólatra, que trabalha como lavador de pratos para sustentar a casa e vê sua vida mudar com o aparecimento de uma garota misteriosa na cidade.

"É difícil seguir em frente quando você mal consegue entender o que deixou para trás, ou o que deixou você para trás. Minha própria mãe já se foi há treze anos e não passa um dia sem que eu me sinta mal por isso."

Mas, querido leitor, lembre-se que essa é uma história de suspense e mistério. Então não se deixe levar pelo que parece óbvio, pois, provavelmente, não será!

Quinn fará de tudo para descobrir o que aconteceu a Esther mas as pistas que ela vai encontrando ao longo da história só a deixa mais confusa.

Ao longo da narrativa a autora vai alternando o desenrolar nos dois núcleos e você fica se perguntando o que une os dois, como ela vai fazer essa ligação ser consistente. Confesso que todo esse vai e volta, em muitos momentos torna a leitura monótona e cansativa, principalmente por conta da quantidade excessiva de divagações de Quinn e Alex. Mas seja forte, teimoso e vá até o fim. Porque o desfecho dessa história é daqueles de fazer você se sentir o mais idiota dos leitores. E eu adoro isso!



A Sonata Perfeita, Rose Tremain

Para Gustav Perle, a vida deve ser vivida com reserva, autocontrole e, acima de tudo, neutralidade. “Você precisa ser como a Suíça”, diz sua mãe. “Você deve manter-se forte e corajoso. Assim, viverá do jeito certo.”Crescer na Suíça após a Segunda Guerra Mundial em um apartamento apertado não é fácil. E na companhia de sua mãe, que não consegue nutrir nenhuma espécie de afeto especial por ele, é ainda mais complicado. Gustav quer viver a vida que sempre sonhou. A vida de Anton Zweibel, por exemplo, seu mais novo colega de classe, um menino judeu que sonha em ser pianista.
O selo que mais emociona os darksiders apresenta seu mais novo lançamento: A Sonata Perfeita, de Rose Tremain. Com a narrativa emocionante de Em Algum Lugar nas Estrelas, de Clare Vanderpool, e a ternura de Leve-me com Você, de Catherine Ryan Hyde, o livro chega para trazer ainda mais ternura para a marca DarkLove — e lembrar que o amor pode se manifestar das mais diversas formas e salvar vidas.
A Sonata Perfeita é um livro poderoso e tocante que acompanha a história de Gustav e Anton ao longo de suas vidas, explorando seus relacionamentos familiares, seus dilemas internos e as transformações na amizade conforme os anos passam. E é com uma sensibilidade ímpar que Rose Tremain narra as doloridas repercussões da guerra dentro das paredes de neutralidade da Suíça e resgata as origens do antissemitismo da mãe de Gustav.
Quieto e melancólico, terno e frágil, com uma estrutura similar a de uma sonata e o impacto de uma bela melodia. A Sonata Perfeita é um romance sobre como o passado afeta diretamente o presente — mas, principalmente, sobre como precisamos aprender a seguir em frente, não importa o que aconteça.
A Sonata Perfeita
Ano: 2020 
Páginas: 272
Idioma: português
Editora: DarkSide Books

Rose Tremain nos leva à Suíça, inicialmente no período pós Segunda Guerra Mundial pelos olhos de Gustav, garotinho órfão de pai, que vive com a mãe uma vida de privações e seu único brinquedo: um trenzinho de ferro através do qual ele mantém amizade com os seus passageiros imaginários. A única coisa que ele sabe sobre o falecido pai é que, segundo a mãe, ele foi um herói.

“Ele foi um herói, Emilie lhe lembrava todo ano. Eu não entendi no começo, mas ele foi um bom homem em um mundo horrível.”

Gustav é um garoto solitário, se sente esquecido pela mãe que mal olha para ele e sequer tem um gesto de carinho, não tinha amigos na escola até o dia em que ajuda Anton, aluno novo, a enfrentar os seus medos. Filho de um banqueiro judeu que sobreviveu aos horrores da guerra, Anton e Gustav vão protagonizar, por toda a vida, a amizade mais improvável do ponto de vista de um adulto.

Dividido em três partes, o livro dá saltos através da história. A primeira parte é quase uma apresentação dos personagens, suas histórias e entrelaçamentos. O meio conta o passado e nos dá várias respostas para o que aconteceu na primeira parte. E a última parte traz o desfecho da vidas dos nossos protagonistas. 

Na segunda parte da história conhecemos o ato de heroísmo do pai de Gustav condenado pela famosa neutralidade suíça. Por outro lado, ele também será responsável pela eterna amargura de Emilie e sua falta de amor em relação a Gustav. 

Na terceira e última parte vamos encontrar Gustav e Anton já jovens senhores, lidando com o que os moldou no passado, tendo que lidar com as consequências de suas escolhas e vivendo suas realizações. 

Acompanhar esses dois personagens dos 6 aos 60 anos nos faz vivenciar uma ambiguidade de sentimentos entre duas pessoas tão diferentes: de um lado Gustav, acostumado a solidão e a escassez de afeto, ensinado a não demonstrar sentimentos e ser sempre neutro. Do outro lado, Anton, intenso, febril, sempre teve amor, mas é ressentido, apesar de se entregar a qualquer emoção.  

A história flui e prende o leitor desde o começo mesmo trazendo temas tão pesados quando os horrores da guerra, a fome, a solidão, a descrença em um futuro melhor e a falta de esperança. Te faz rir, faz chorar, alegra e entristece na mesma medida. E termina com uma pergunta principal: o que leva alguém a escolher o caminho da neutralidade, seja ela no amor, na amizade ou em qualquer área da vida?