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Mordida, Sarah Andersen

 


Em seu novo livro, Sarah Andersen traz uma história de amor inusitada entre uma vampira e um lobisomem, com a linguagem em quadrinhos que já conquistou milhares de fãs na internet e nas livrarias.

Em seus trezentos anos de vida, a vampira Elsie nunca encontrou um par perfeito. Tudo muda quando ela conhece Jimmy, um lobisomem encantador, com uma forte tendência a sair correndo por aí na lua cheia. Cada qual com seus hábitos incomuns, juntos eles levam uma vida de casal deliciosamente macabra, curtindo filmes de terror e livros de suspense, fazendo passeios à sombra e saciando seu apetite voraz em jantares refinados (sem alho!).

Com traço gótico, humor ácido e repleto de romantismo, Mordida retrata os dramas reais de se apaixonar por alguém perfeito para você – mas ao mesmo tempo muito diferente. Em edição de luxo, com capa dura de tecido e laterais pintadas de preto, este é um livro de morrer.

Mordida
Ano: 2021
Páginas: 112
Idioma: português
Editora: Seguinte

Elsie tem 300 anos de vida e por mais que já tenha se aventurado muito, essa vampirinha nunca encontrou o amor da sua vida, até que resolve passear em um bar que aceita monstros e encontra o charmoso Jimmy, um lobisomem magnifico e que se encanta por ela e juntos eles resolvem viver essa relação.

Cada um tem suas peculiaridades, suas diferenças, mas isso não faz com que eles se afastem, muito pelo contrário, são essas peculiaridades que acaba por uni-los ainda mais, além disso eles não sabem de fato se estão apaixonados, apenas garantem o relacionamento com base no gostar e esperam que quem sabe dê certo o suficiente para virar amor?

“- Você já namorou alguém da sua espécie?
- Já, era simpática, mas às vezes virava o cão.”

Diferente de outros quadrinhos famosos da autora, esse carrega uma pegada mais gótica, mas sem perder a fluidez e a delicadeza de cada desenho, transformando algo que poderia ser um terror em uma história fofa, cheia de momentos cômicos e mais uma vez trazendo ensinamentos, como o fato de que devemos aprender a respeitar as diferenças entre as pessoas, sejam elas vivas ou mortas (aqui mora uma leve piada, mas o assunto é sério, respeitem o próximo).

A HQ é muito rápida de ser lida e interpretada, pois em poucas páginas a autora consegue divertir o leitor, além de conquistar mais uma vez com sua delicadeza em cada diálogo, alguns carregam um humor mais pesado, mas não deixam de divertir.

“- Vamp, alguém já te traiu?
- Hum, já.
- O que você fez?
...
- Com o corpo dele?”

Devo deixar bem claro que estou mais do que apaixonada por essa nova hq da Sarah e já quero muito ler outras histórias da mesma com essa pegada mais gótica, afinal quem não curte uma boa comédia romântica com personagens pra lá de diferentes? Eu curto e esse livrinho entrou para o meu coração com força.

Agora me conta você, já leu essa história da Sarah? O que achou dela? Vamos conversar e por favor, protejam seus pescocinhos, até mais!

A menina da montanha, Tara Westover



Considerado o melhor livro de memórias dos últimos tempos, A Menina da Montanha narra a história verídica de superação da jovem Tara Westover.
Criada nas montanhas de Idaho, nos Estados Unidos, sem acesso à escola, livros ou médicos até os 17 anos, Tara cresceu totalmente isolada da sociedade, sem ninguém para oferecer uma educação formal, ou para protege-la dos ataques violentos de um irmão mais velho. Quando um dos irmãos da jovem conseguiu chegar à universidade e trouxe notícias da vida além das montanhas, Tara decidiu tentar um novo estilo de vida. Ela aprendeu, de forma autodidata, matemática, gramática e ciência, e conseguiu chegar à universidade, onde estudou psicologia, política, filosofia e história. Sua busca por conhecimento a levou para Harvard e Cambridge. E sua história se transformou em um livro de sucesso, publicado quando ela tinha apenas 29 anos.

Narrado com ritmo e fôlego de romance, o relato autobiográfico está há mais de 20 semanas no ranking do The New York Times, e já figura entre as principais listas dos mais vendidos do Reino Unido, Canadá, Itália e Irlanda, países onde foi lançado.

A Menina da Montanha
A trajetória real da americana que pisou numa sala de aula pela primeira vez aos 17 anos até a conquista do doutorado em Cambridge.
Ano: 2018 
Páginas: 352
Idioma: português

Tara Westover é a menina da montanha w nos conta sua história nesse livro que vai inquietar o leitor e levá-lo das lágrimas a grandes momentos de comemoração com a autora. 

Filha de pais mórmons e vivendo nas montanhas do Idaho, em um verdadeiro abrigo contra os Dias Finais construído por seu pai, que também mantinha um estoque de comida, combustível e arma, Tara foi criada sem acesso à educação formal nem a médicos, sendo ensinada e tratada em casa pela mãe, que acreditava ter recebido o dom de curar pessoas de óleos essenciais e do uso da energia. 

Tratada como os irmãos, trabalhou desde a infância no ferro velho do pai em serviços arriscados e inadmissíveis para uma criança além de ser bombardeada constantemente pelos discursos do pai contra o governo e as escolas e pelos ataques de violência do irmão mais velha que deixava marcas físicas e psicológicas. 

Confesso que em muitos momentos tive vontade de abandonar a leitura por conta dos abusos que Tara sofria e pela omissão de seus pais, principalmente de sua mãe, que fingiam não saber o que acontecia e concordava cegamente com todas as loucuras que o marido pregava, mesmo quando ela própria também se sentia oprimida. A única coisa que me fazia seguir em frente era acreditar que a força interior, o desejo de liberdade e a sede de conhecimento de Tara me trariam boas surpresas. 

Tara foi à escola pela primeira vez aos 17 anos, mas isso não foi barreira para impedir que ela chegasse a lugares onde ela nunca imaginou chegar. O que lhe faltava da educação formal, ela compensava com o dobro de dedicação e curiosidade, e a vontade de romper com uma vida de opressão e violência faziam com que ela não cedesse aos inúmeros obstáculos que ela superava. Apesar dos impactos de viver em uma sociedade completamente diferente de tudo o que conhecia, com pessoas com comportamentos, estilos de vida e princípios que não condiziam com tudo o que aprendeu e do impacto de descobrir um mundo totalmente diferente do seu, aos 27 anos, Tara Westover recebe o título de doutora na Universidade de Cambridge. 

Acredito que a riqueza da história de Westover está em nos mostrar que os excessos são sempre maléficos, não importa em nome de que eles são justificados. E que a força da mulher realmente não tem limites. 

Eu, cupido, Julia Braga


"Liliana Rodrigues parece imune às armadilhas do amor romântico. Ela não acredita que pode despertar ou nutrir qualquer sentimento amoroso por alguém, por isso está sempre se esquivando do amor. Seu melhor amigo, Augusto, diz que ela não leva nada a sério, principalmente os sentimentos dele. O que Liliana não espera em sua vida é a aparição, em pleno Dia dos Namorados, de um cupido – ele mesmo, em carne e osso, a mitológica figura que faz as pessoas se apaixonarem. Seu nome é Paco e ele vem com a missão de quebrar as barreiras de Liliana e juntar o casal, mas ele não tem ideia de que sua missão vai ter mais reviravoltas do que pode imaginar."
Eu, cupido
Ano: 2021 
Páginas: 296
Idioma: português
Editora: Nacional

Liliana não tem nenhum interesse em se apaixonar, ainda mais depois de ter seu coração magoado por um garoto que ela amou aos 15 anos e só fez usá-la, mesmo sabendo que seu melhor amigo tem uma certa paixonite por ela, Liliana foge as léguas do tal amor e prefere se manter as margens dessa situação, sem nunca mergulhar de fato, até que surge Paco em sua vida.

Paco é um cupido estagiário que foi enviado, depois de muitos, para tentar fazer com que Liliana finalmente se apaixone, mas tudo dá errado e o que era para ser um serviço rápido e limpo termina com uma mão quebrada e Liliana como ajudante de um cupido, um mundo que ela nunca imaginou existir.

“A vida machuca, amiga. É uma coisa que não dá para evitar. Mas a gente tem que se arriscar mesmo assim de vez em quando. Especialmente quando parece tão certo.”

Com a nova perspectiva sobre o amor e a situação de Paco, Liliana decide que se for para que o jovem cupido não seja punido ela vai se apaixonar por seu melhor amigo, mas antes disso ela precisa ajudar Paco a se livrar do temível chefe e essa história só tem a render quando eles finalmente decidem que para o bem de todos, é melhor que trabalhem juntos... mas escondidos.

Narrado pelo ponto de vista da Liliana, a história que traz à tona os seres mitológicos, abrange uma realidade alternativa sobre o amor, mas que talvez não esteja tão longe de verdade, afinal com tudo que vem acontecendo no mundo ultimamente e com o avanço da tecnologia na palma das nossas mãos, estamos cada vez mais cegos para o que acontece ao nosso redor.

“Hoje em dia é quase impossível fazer o acaso acontecer. Tá todo mundo sempre com a cara enfiada no celular, distraído demais para notar o que acontece ao seu redor. Algumas vezes o amor tá bem na frente do seu nariz, mas você deixa passar...”

Com uma escrita fluída e cativante, a autora nos leva por uma história cheia de momentos engraçados, fofinhos e únicos, mas também com uma dose de drama para incrementar. Uma história que vale a pena conhecer e se apaixonar à medida que cada página passa. O final ficou aberto para uma continuação e eu como leitora apaixonada, já deixo claro que adoraria conhecer mais do Doc e ter mais dessa história tão delicinha, fica o recado ein Julia? Hehe.

Mas enfim, se você ainda não leu esse livro, te recomendo demais a leitura e se já leu, me conta aqui o achou, vamos conversar. Por enquanto é isso, beijinhos apaixonados e até mais.


Blackout

 
Seis autoras extraordinárias. Seis histórias de amor entrelaçadas. Uma noite que tinha tudo para ser um desastre ― mas acaba sendo brilhante.
Uma onda de calor causa um apagão em Nova York. Multidões se formam nas ruas, o metrô para de funcionar e o trânsito fica congestionado. Conforme o sol se põe e a escuridão toma conta da cidade, seis jovens casais veem outro tipo de eletricidade surgir no ar… Um primeiro encontro ao acaso. Amigos de longa data. Ex-namorados ressentidos. Duas garotas feitas uma para a outra. Dois garotos escondidos sob máscaras. Um namoro repleto de dúvidas. Quando as luzes se apagam, os sentimentos se acendem. Relacionamentos se transformam, o amor desperta e novas possibilidades surgem ― até que a noite atinge seu ápice numa festa a céu aberto no Brooklyn.

Neste romance envolvente e apaixonante, composto de seis histórias interligadas, as aclamadas autoras Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Nic Stone, Angie Thomas, Ashley Woodfolk e Nicola Yoon celebram o amor entre adolescentes negros e nos dão esperança mesmo quando já não há mais luz.

Blackout
O amor também brilha no escuro
Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Nic Stone, Angie Thomas, Ashley Woodfolk e Nicola Yoon
Ano: 2021
 Páginas: 272
Idioma: português
Editora: Seguinte

Blackout é um livros de histórias de amor. Claro que esse não é o único tema tratado, mas o amor e suas relações, causas e efeitos sobre o ser humano é o tema central.

Escrito por seis autoras negras, as histórias se unem como se fossem uma única, contínua. Imagine o caos de um blackout em pleno final de tarde em Nova York. Imaginou? Apague tudo e espere por uma história ainda melhor. 

A história de Tammi e Kareem é o pano de fundo para os outros acontecimentos. Separados, mas nenhum dos dois sabe bem o porquê, eles são obrigados a caminhar por conta do blackout. Enquanto atravessam a cidade para chegar a uma festa que acontecerá no Brooklin, outras histórias de amor estarão acontecendo em diferentes lugares da cidade. 

Dois garotos pressos no metrô vão descobrir o amor através da empatia. Duas garotas que nem se conheciam vão descobrir o amor através da admiração mútua. Amigos de infância se descobrirão melhores namorados. Mas também seremos lembrados que não precisamos estar com alguém para sermos felizes. E que o amor pode estar onde a gente menos espera.

Ao longo dessa jornada, o protagonismo negro, questões de gênero, preconceito e transtornos metais também serão abordados sob o olhar atento e militante de mulheres muito inteligentes. 

Cheio de metáforas e mensagens deixadas nas entrelinhas, Blackout é um livro para celebrar o amor em meio a qualquer apagão, seja ele de energia elétrica ou de falta de energia humana, se é que você me entende.

Com qual penteado eu vou?, Kiusam de Oliveira

 

Uma obra fundamental para pautar a diversidade e a beleza que existe em cada criança, independente de com qual penteado ela vai. Com um texto rico e claro, como só a Kiusam de Oliveira, doutora em Educação e com diversas publicações de sucesso, poderia nos trazer.Este livro é uma dessas pinturas estonteantes. Cenas plásticas que nos prendem a atenção!
A festa de 100 anos do Seu Benedito vai animar toda a família, afinal, agora ele é um cen-te-ná-rio.
Para homenagear seu bisavô nessa data tão importante, suas bisnetas e seus bisnetos irão escolher penteados lindos para participarem da comemoração. E cada uma e cada um irá presentear seu bisa com a virtude mais poderosa que tem.
Com qual virtude você presentearia alguém tão especial?
Com qual penteado eu vou?
Páginas: 48
Idioma: português
Editora: Melhoramentos

O bisavô de Aisha vai fazer 100 anos!!! E, numa comemoração marcante como essa, nada mais justo que os netos e bisnetos se apresentem com o seu melhor penteado, concordam?

E é assim, narrando a história através do olhar atento e curioso de Aisha, que Kiusam de Oliveira vai falar sobre ancestralidade, valorização e respeito às diferenças, sororidade, virtudes e amor.

E porque falar sobre o cabelo seria um tema tão importante? Se você é negro ou tem cabelos crespos, com certeza, já sentiu a necessidade de se auto afirmar em relação ao modo como você usa o seu cabelo. E assim como a Taís Araújo, que fala na apresentação do livro, também lamento a falta de ter tido um livro assim na minha infância, principalmente por não ter a pele negra mas ter cabelos crespos e ter sido criança e adolescente em uma época em que o alisamento era necessário para 'domar cabelos ruins'...

Mas aniversário tem que ter presente, e como todos ainda são crianças, eles decidem que cada um vai ofertar uma virtude ao bisavô aniversariante, prática comum nas comunidades africanas segundo a autora. E é nessa parte do livro que o presente é totalmente nosso! Além de sermos agraciados com ilustrações riquíssimas em beleza com as imagens dos bisnetos, acompanhamos a entrega das virtudes e a apresentação de cada um deles quando ficamos conhecendo também os seus nomes e respectivas origens, além de conferir a diversidade da família de Aisha. 

Um livro delicioso que aborda temas muitas vezes tão doloridos da maneira como deveria ser: leve e natural, abraçando o diverso e valorizando o diferente.