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Carolinas, Fábia Barbosa








Quando o passado se une ao presente, Brianna Muller, não sabe o que fazer. Primeiro as perguntas surgem com um turbilhão de emoções que há anos não sentia.
Desespero, incredulidade, medo e saudades se misturam em suas entranhas com a intensidade de mil outros sentimentos esquecidos por muito tempo em um só coração.
Quem é essa garota que voltou para assombrar seus dias? E quem diabos é esse homem que faz o seu coração palpitar de forma descontrolada dentro do peito?
Muitas perguntas, uma única resposta. Um segredo que apenas alguém muito íntimo seria capaz de desvendar!

Carolinas
Uma garota, um segredo e uma escolha
#1
Fábia Barbosa
Ano: 2019 
Páginas: 194
Idioma: português
Editora: Editora Feles

Conto dos Orixás, Hugo Canuto


Em um tempo antigo, quando o céu e a terra estavam unidos como duas metades de uma cabaça, divindades e heróis caminharam entre os homens. Travaram batalhas com furor, ensinaram a curar e lidar com a terra, o ferro e o fogo, reinaram e amaram com a mesma intensidade. Alguns desceram do luminoso Orum para lá viverem e realizarem seus destinos, enquanto outros nasceram no Aiyê e pelos feitos se tornaram Orixás, marcando para sempre a história de dois continentes.


Conto dos Orixás
#1
Autor: Hugo Canuto
Ano: 2018 
Páginas: 120
Idioma: português
Editora: Independente



Sabe aquele quadrinho que você termina de ler e pensa: “MEU DEUS, POR QUE EU NÃO LI ISSO ANTES?” Pois é. Conto dos Orixás me pegou de jeito — e com todo o axé possível!

Hugo Canuto simplesmente entregou TUDO. Ele pega a mitologia dos orixás, cheia de força, beleza e ancestralidade, e transforma numa história épica digna de blockbuster, mas com alma, com ritmo de tambor e com orgulho das raízes africanas. Oxóssi, Iansã, Xangô, Oxum, Ogum… cada orixá tem sua personalidade, seus poderes, sua estética e sua imponência. E tudo isso representado com respeito, amor e um traço que é puro impacto visual. Dá vontade de emoldurar cada página!

O mais incrível é que a HQ não é só linda — ela ensina. Cada cena é uma aula de cultura iorubá, um lembrete de que nossos heróis também têm pele preta, usam turbantes, dançam com o vento e fazem da natureza sua aliada.

Se você gosta de mitologia, fantasia, cultura afro-brasileira ou simplesmente de boas histórias, Conto dos Orixás é leitura obrigatória. Terminei querendo abraçar Hugo Canuto e agradecer por colocar tanta representatividade, beleza e magia nas páginas. Um verdadeiro presente para o povo de axé e para quem quer aprender com respeito.

Oxóssi, Pedro e Chao


A história é sobre Willian, um jovem qualquer de comunidade, que sofre um atentado, mais uma vítima da violência em meio a cidade de Salvador. Seria apenas mais uma história de violência em um lugar dominado pelo crime organizado, mas o rapaz é abençoado pelos poderes dos orixás, se tornando um verdadeiro arauto.


Vamos acompanhar o cotidiano de um menino de comunidade em meio aos seus dilemas, responsabilidades, onde seguidas vezes precisa confrontar com a realidade de seu alter ego, e as consequências de suas escolhas, enquanto o super-herói que conhece e vive numa comunidade marginalizada, nos permitindo ver de perto que apesar da violência, criminalidade, e medo causado por poucos, continua cheia de pessoas boas, esperançosas que um dia o lugar que lutam todos os dias vai se tornar ideal.
É no meio dessa que o protagonista busca justiça por tudo que aconteceu ou seria vingança?


OXÓSSI
Série de 06 volumes #01
Pedro Thiago e Chao Gizan
Ano: 2025
Páginas: 32
Idioma: português
Editora: INDEPENDENTE


William poderia ser você ou um amigo seu, se vc mora ou conhece alguém que mora na periferia, subúrbio ou favela de qualquer cidade do país. Vítima de uma troca de tiros numa rua próxima à sua casa, William é ferido mortalmente. Mas ele não está sozinho, Oxóssi, seu orixá protetor, intercede por ele junto aos outros orixás para que lhe restabeleça a saúde. 

Como falar sobre uma obra que você acompanhou algumas etapas da sua criação, viu nascer e se apaixonou no primeiro traço???? Sim, Oxossi é escrito por Pedro Thiago e ilustrado por Chao Gizan, dois artistas baianos que eu amo demais e admiro o trabalho.

Oxossi é uma história de super-heróis. Sabe o Super Man, o Batman, o Homem Aranha e tantos outros, que querem um mundo melhor e mais justo para todos? A história é a mesma, mas os heróis aqui são os Orixás, principalmente Oxóssi que, na pele de William, vai procurar por justiça. 

A HQ foi dívida em seis partes e está sendo publicada com a ajuda do Catarse. Para o povo do axé se reconhecer na história e para os simpatizantes e admiradores conhecerem um pouco mais sobre  os Orixás. Se permita conhecer esse primeiro volume. Segue aqui o link do Catarse pra você adquirir o seu.

Sob a capa vermelha, Mariana Vitória


Vencedor do concurso Sua história nos 10 anos da Galera traz uma jornada sombria inspirada em A Chapeuzinho Vermelho.
Norina sempre temeu os Indomados, mesmo nunca tendo visto um deles. Criada em um casebre por toda sua vida, a garota os imaginava como monstros, tomados por sua besta interior e abandonados pelos Doze Deuses. Até o dia que sua mãe adotiva, Ros, conta a menina que ela é um deles. Desde então, as cinzas das Domas, rituais onde os Indomados são queimados, são um lembrete constante do perigo que ela e sua mãe correm. A garota precisa continuar escondida. Viira, a Rainha imortal e filha dos Doze Deuses, tem outros planos para Norina e a envolve em uma trama para conquistar Gizamyr, reino dos homens-lobo. Com a mãe em uma masmorra, Norina não tem outra escolha a não ser embarcar para o país inimigo, com a capa vermelha da falecida princesa Mirah, esperando que o plano elaborado pela Rainha funcione. A garota então precisa atravessar um mundo que ela achou que nunca veria, onde aqueles como ela são odiados e mortos todos os dias. Entre ser tratada como escória pelos cavaleiros de Viira e interpretar uma princesa em um delicado jogo diplomático, Norina vai descobrir que abraçar a si mesma pode não ser a escolha mais fácil, mas algumas vezes é a única possível.
Sob a Capa Vermelha
Ano: 2018 
Páginas: 362
Idioma: português
Editora: Galera Record


Inspirado de forma sombria e criativa no clássico “Chapeuzinho Vermelho”, Sob a Capa Vermelha, da autora Mariana Vitória, é uma fantasia nacional que surpreende com sua mitologia única, personagens cativantes e uma trama intensa sobre identidade, lealdade e resistência.

Norina cresceu isolada do mundo, temendo os Indomados — criaturas vistas como monstros e condenadas à morte em Tergaron. O que ela não esperava era descobrir que ela mesma é uma Indomada, e que o lobo que vive dentro de si é sua maldição e, ao mesmo tempo, sua força. Quando sua mãe adotiva desaparece misteriosamente, Norina se vê forçada a fazer parte dos planos da Rainha das Rainhas, Viira, e embarca para Gizamyr, o reino dos homens-lobo, sob a identidade da princesa morta Mirah.

A narrativa intercala GGos dilemas internos de Norina com o caos do mundo externo. Um dos pontos altos da obra é a construção de um universo original, repleto de deuses, rituais e criaturas sobrenaturais, que enriquecem a ambientação e dão profundidade à trama. A mitologia criada pela autora se diferencia ao trazer novos elementos à fantasia, sem perder o tom sombrio que a história exige.

Diferente de muitas fantasias tradicionais, o livro foca no amor entre mãe e filha, tornando esse vínculo o verdadeiro motor da narrativa. A relação entre Norina e Ros é sensível, tocante e retratada com autenticidade, destacando a importância do afeto mesmo em tempos de guerra e opressão. Outro acerto da autora está na variedade e complexidade dos personagens: desde Norina, com sua força silenciosa, até Viira, uma antagonista multifacetada que intriga e surpreende.

Apesar de um desfecho um pouco apressado e algumas escolhas narrativas que podem causar frustração (como mortes que pareceram evitáveis), Sob a Capa Vermelha é uma estreia promissora de Mariana Vitória. A autora mostra domínio ao criar uma história rica em reviravoltas e emoção, provando que a fantasia nacional tem muito a oferecer.

Se você busca uma leitura que mistura magia, política, identidade e coragem — com um toque sombrio de contos de fadas —, Sob a Capa Vermelha é uma excelente pedida.


Sagaz e os garotos - Minha vida daria um filme, Caio Tozzi

 



Nessa primeira aventura de Sagaz e os garotos, você vai saber como aconteceu a chegada de Sagaz e Alfred na Rua Louis, exatamente em um momento em que a amizade de R. Pavani, Basílio e Zeki está estremecida. Com a chegada de um osso pré-histórico na casa do vizinho famoso, R. Pavani percebe uma ótima oportunidade para fazer seu primeiro filme, e Sagaz está pronto para acompanhá-lo. O problema é que a valiosa relíquia desaparece misteriosamente, mexendo com a vida de muita gente.

Sagaz e os garotos - Minha vida daria um filme
setembro 2024
112 páginas
Ciranda Cultural


R. Pavani tem certeza que vai ficar famoso um dia produzindo filmes, mas seus amigos não ficam bem ao seu lado, com isso ele decide seguir sozinho na busca pelo tema perfeito, é neste momento que Sagaz, um cãozinho espoleta e inteligente, e Alfred chegam a Rua Louis trazendo com eles o tema perfeito para o primeiro filme de Pavani, mas será que ele consegue desvendar os mistérios sozinhos ou será a hora de perdoar os amigos.


Um livro curto e interessante que aborda a perseguição dos sonhos, mesmo nas adversidades, a capacidade de perdoar das crianças, mas principalmente fala sobre amizade. Caio Tozzi nos traz uma história gostosa de se acompanhar e que dá para matar o tempo por ser rápida.


Com certeza um obra que a Luna do futuro vai amar devorar, mas e por aí, você já conhece essa história? O que achou? vamos papear

Cartas, Carolina Silva


Uma história sempre tem ao menos três lados.
Aqui conhecemos o da narradora, através de cartas poéticas escritas para o amado.


Cartas
Cartas de uma apaixonada
Carolina Silva
Ano: 2024 
Páginas: 32
Idioma: português
Editora: Independente


O que o amor é capaz de fazer com as pessoas e até onde somos capazes de esperar pelo adeus?


Em “Cartas de uma apaixonada”, a autora Carolina Silva nos leva pelos sentimentos de uma mulher que teve seu amor não correspondido mesmo quando tudo parecia ser diferente.


Através de cartas acompanhamos o desenrolar de uma história de via única, onde encontramos saudade, dor, amor, mas, principalmente, o sentimento contínuo de rejeição quando não há resposta do outro lado.


São cartas sensíveis, cruas e facilmente passadas por reais, que mostram como somos capazes de amar sem medida, de pintar o outro como algo além na ilusão que nossa mente cria.


Textos curtos, sinceros e de um sentimento apaixonante que nos abraça do começo ao fim, só quem já se apaixonou e não foi correspondido vai entender o peso das palavras de Carol.

Sereno Mundo Azul, Marina Colasanti



Os leitores que percorrem essas páginas fazem uma incursão pelas narrativas repletas de alumbramento da autora, que mais uma vez os arrebata com seu dom único para criar mundos fascinantes e os convidar a habitá-los.


Sereno Mundo Azul 
Marina Colasanti
Ano: 2023 
Páginas: 96
Idioma: português
Editora: Global Editora


Infelizmente, quando tive meu primeiro contato com Marina, ela se foi, mas fica aqui em memória e em alegria, minha sincera opinião sobre uma de suas obras mais bonitas.


Com textos sensíveis e apaixonantes, Marina Colossanti nos entrega uma obra reflexiva, com passagens curtas em histórias que vão desde reis até simples marinheiros, na busca incessante pelo amor ou por se conhecerem.


Em uma edição também apaixonante, a obra nos faz refletir infinitamente sobre pontos marcantes das nossas vidas, a saudade por algo que nunca tivemos ou até mesmo que já se foi, ou o aprendizado de que tudo que é para ser nosso um dia irá retornar.


Me apaixonei pela escrita de Marina como quem se apaixona pela primeira vez por um amor que não poderemos mais ter, porém bom saber que existem outras obras e textos dessa escritora talentosa e que nos deixou agora, concluindo a vida, porém jamais deixando de concluir seu espaço em nossos corações.


Aqui encerramos nossa parceria com a @globaleditora depois de um ano cheio de aventuras e boas histórias. Aqui começamos a busca por conhecer mais de Marina Colossanti e seu infinito amor pela literatura, descanse em paz.


Se você ainda não leu essa obra, fica aqui o convite à leitura e se já leu, não deixe de comentar o que achou, vamos conversar!

Conectadas, Clara Alves


Para comemorar os cinco anos de lançamento do best-seller Conectadas , esta é uma edição especial com capa dura, guardas ilustradas e laterais coloridas. Inclui, ainda, um capítulo inédito e uma nova entrevista em que a autora responde perguntas feitas pelos leitores.
Raíssa e Ayla se conheceram jogando Feéricos, um dos games mais populares do momento, e não se desgrudaram mais ― pelo menos não virtualmente. Ayla sente que, com Raíssa, finalmente pode ser ela mesma. Raíssa, por sua vez, encontra em Ayla uma conexão que nunca teve com ninguém. Só tem um “pequeno” problema: Raíssa joga com um avatar masculino, então Ayla não sabe que está conversando com outra garota.

Quanto mais as duas se envolvem, mais culpa Raíssa sente. Só que ela não está pronta para se assumir ― muito menos para perder a garota que ama. Então só vai levando a mentira adiante… Afinal, qual é a chance de as duas se conhecerem pessoalmente, morando em cidades diferentes?

Bem alta, já que foi anunciada a primeira feira de Feéricos em São Paulo, o evento perfeito para esse encontro acontecer. Em um fim de semana repleto de cosplays, confidências e corações partidos, será que esse romance on-line conseguirá sobreviver à vida real?

 

Conectadas
Edição comemorativa
Ano: 2024 
Páginas: 352
Idioma: português
Editora: Seguinte


Raissa sempre foi fã dos jogos online, principalmente do jogo Feéricos, um dos mais famosos do país e onde conheceu Ayla, a garota dos seus sonhos, o detalhe é que Raissa joga com um avatar masculino e para Ayla ela é um menino. 

Mesmo com a culpa corroendo seu ser, Raissa segue mantendo Ayla no escuro, enquanto isso a garota do outro lado se apaixona cada vez mais por aquela pessoa tão distante, até que vem a primeira feira de Feéricos em São Paulo e elas vão finalmente se conhecer, o que pode dar errado? 

Um romance jovem, cheio de erros e acertos, corações partidos, muitos personagens marcantes, fofos e que dão o nome a cada nova página. O que começou bem devagar acabou me conquistando no meio do caminho e não consegui largar até chegar ao fim. 

A edição comemorativa de cinco anos do lançamento também é um charme a parte, com corte colorido, capa dura e artes externas e internas apaixonantes, se torna um convite ao leitor para se aventurar.

Nem preciso dizer que recomendo esse romance lgbtqiap+ jovem para todos, né?

Jiraya: O Novo Império dos Ninjas, Chris Tex, Santtos e Jhonny Domingos



O Bom do Amor, Chris Melo e Laís Soares


“O bom do amor é aumentar o volume do rádio quando a música preferida do outro toca.” 
“O bom do amor é gostar de dormir agarradinho no inverno e saber dividir o ventilador no verão.” 
“O bom do amor é apreciar cada qualidade, mesmo rodeada de defeitos.” 
O bom do amor reúne tirinhas de Chris Melo, autora de romances de sucesso entre o público feminino, e aquarelas de Laís Soares que retratam, de forma delicada, sincera e bem-humorada, os pequenos gestos que dão real significado a palavras como companheirismo e cumplicidade na vida de um casal. A cada página, o leitor encontra uma tirinha mostrando uma situação do dia a dia que comprova que o amor – e a felicidade – está nos pequenos prazeres do cotidiano.

O Bom do Amor
Ano: 2017 
Páginas: 88
Idioma: português
Editora: Fábrica 231


Descobri O bom do amor em uma das minhas caçadas a livros novos pelo Skoob e consegui garantir o meu exemplar através de uma troca por lá mesmo. 

O livro não conta uma história, mas traz momentos que, com certeza, todo casal já passou ou ainda vai passar durante o relacionamento, mas ilustrado de uma maneira tão fofa que não tem como não se encantar pelas ilustrações ou pelo texto. 

Fruto de uma websérie lançada pela Editora Rocco, a Fabrica231 juntou tudo nessa edição belíssima e muito delicada que serve tanto para você se emocionar quanto para dar de presente e emocionar mais alguém despertando ótimas lembrancas. 

Viagem ao mundo das formas, Alberto Cornavaca e Andréa Dellamagna



Viagem ao mundo das formas
Autores: Alberto Cornavaca e Andréa Dellamagna
Editora: Gaudí
40 páginas 


Pedro e Sofia são crianças criativas que através dos seus desenhos ensinam a outras crianças a diversão das formas e fazem um convite ao aprendizado tranquilo através de uma história divertida para todos.


Ainda não é uma história para Luna entender, porém como ela já começou a apontar e reconhecer o nome das coisas, foi muito divertido apresentar as formas e vê-la se divertindo durante cada página com o que as imagens formavam.


Não preciso dizer o quanto foi divertido ler com ela, né? Acho que ficou claro e já aproveitamos para deixar esse convite aos papais, professores e jovens leitores, que podem ensinar brincando e aprender se divertindo com mais essa obra brilhante do Alberto Cornavaca.

E aí, curtiu conhecer? Então conta pra gente e vamos papear.



Só sei que nasci, Ignácio de Loyola Brandão

 


Só sei que nasci

Autor: ignácio de Loyola Brandão 

Editora: Global

32 páginas


Antonia tem apenas 2 dias de vida e um mundo de coisas a sua frente para entender, o que de fato é entender? E o que é viver? Tantos questionamentos em uma cabecinha que acabou de nascer.


A obra de Ignácio é um convite ao novo, uma apresentação da vida de forma leve, bonita, uma homenagem às crianças de sua vida, mas também a todas as outras crianças.


Ler esse livro com Luna me relembrou seus primeiros dias, quando ainda no hospital nos olhamos e nos conhecíamos diante do novo, me fez pensar em como o mundo pode ser confuso para um serzinho que acabou de chegar.


Essa é sem sombra de dúvidas uma obra cheia de frescor, mas também tão rica em ensinamentos que é impossível não se emocionar lendo.


Convido todas as mamães e também os papais a fazer essa leitura e retomar o tempo em que nossos pequenos ainda não entendiam, cabendo a nós levarmos os ensinamentos a eles da melhor maneira possível.


Se você já conhece, conta aqui o que achou da leitura ou se também quer conhecer, vamos papear.

Bem-vinda de volta, Paola Yuu Tabata


Em uma história em quadrinhos emocionante e divertida, Paola (ou Papoulas Douradas na internet) conta a história de Hikari, uma garota amarela que enfrenta os desafios do início da vida adulta enquanto busca encontrar seu lugar no mundo.
Hikari é uma jovem tentando entender quem é -- e quem quer ser. Seus avós vieram do Japão e, apesar de seus pais, ela e a irmã terem nascido em solo brasileiro, é difícil para a garota se sentir pertencente a um lugar que sempre a vê como diferente.

Na escola, ela teve a sorte de encontrar outras meninas de ascendência asiática e, juntas, se fortaleceram e criaram uma rede de apoio. Mas agora que entrou na faculdade, Hikari vai ter que encarar alguns desafios sozinha: conhecer gente nova, dar o primeiro beijo, se apaixonar, dividir o tempo entre as novas e as antigas amizades...

Em suas primeiras vezes, Hikari entra em contato com ideias novas e libertadoras, que poderão ajudá-la a se aceitar e, acima de tudo, a celebrar exatamente quem ela é!

Nesta história em quadrinhos inspirada na própria vida, Paola mostra as alegrias e as dificuldades de crescer enquanto garota amarela no Brasil e como a amizade, a sororidade e a parceria com pessoas especiais e compreensivas é crucial para apoiar o combate aos preconceitos com leveza, alegria e acolhimento.

Bem-vinda de volta
Paola Yuu Tabata
Ano: 2024 
Páginas: 200
Idioma: português
Editora: Seguinte

Hikari é uma jovem brasileira descendente de orientais. Apesar de somente os seus avós terem nascido no Japão, Hikari tem traços e características físicas marcantes, além de sua família manter alguns hábitos, falar o idioma nativo em casa e ter em casa vários símbolos da cultura japonesa.

Para Hikari, nada disso é um problema. O problema mesmo é o olhar e a maneira preconceituosa como pessoas como ela são tratadas.

Através dos seus traços em preto, branco e amarelo, Paola mostra como é difícil ter a sensação de não pertencer a lugar nenhum desde criança.

Por sorte, na época do colégio, ela tinha um grupo de amigas também com traços asiáticos que se apoiavam mutuamente. Mas agora Hikari está na faculdade e terá que enfrentar novos desafios por conta própria. E ao se aventurar sozinha nesse mundo que pode ser tão hostil com quem é diferente, Hikari vai descobrir que as diferenças também servem para se complementar. Ah, e vai descobrir também que não se pode agradar a todos e que tentar isso é, no mínimo, loucura. E que a amizade é uma força poderosa o suficiente para anular todas as diferenças.

Clara Carcosa, Juliana Fiorese


Clara Carcosa conta a história de uma garota que encontra-se perdida, deparando-se com um ambiente repleto de seus maiores medos: solidão, escuridão e silêncio profundo.Sem nenhuma lembrança do que pode-lhe ter acontecido e até mesmo sem saber que lugar é aquele aonde ela está, Clara sai em uma jornada, percorrendo caminhos hostis para buscar respostas concretas.
No percurso, a protagonista envolve-se em seus piores pesadelos, os quais vão se manifestando aos poucos e, através de flashbacks, Clara vai desconstruindo todo o mistério que a envolve e desvendando os segredos mais sombrios que estão à sua volta.
O que ela não sabe é que há portas que nunca deveriam ser abertas.

Clara Carcosa
Ano: 2018
Páginas: 120
Idioma: português
Editora: Publicação do autor


Clara está perdida em lugar desconhecido e absolutamente assustador. Misturando cores escuras e vivas, traços firmes e delicados, a história se desenrola em um universo fantástico mas também cheio de terror. Através da sua própria narrativa, Clara é capaz de nos fazer sentir a solidão e, até mesmo, a escuridão palpável desse lugar silencioso e sombrio.




Apesar do medo, Clara decide enfrentar os caminhos desconhecidos que ela evitava, afinal, ela não imagina nada nem ninguém que possa salva-la. Nesse trajeto, ela se lembra de situações capazes de desvendar os segredos do lugar, como se ela já esteve ali algum dia. O que leva o leitor a duvidar tanto do que leu quanto da sanidade de Clara.



Sempre fui fã dos traços da Juliana Fiorese e não poderia deixar de conferir sua primeira HQ, que mantém os traços inconfundíveis das artes publicadas no Instagram.  



Cheia de referências explicadas ao final da história que vão do livro Rei de Amarelo a monumentos históricos nacionais, passando por músicas e jogos, Clara Carcosa é, além de uma HQ incrível pelos seus traços e pela história, uma verdadeira obra de arte.


A terra dos meninos pelados, Graciliano Ramos


Raimundo era careca e tinha um olho azul e outro preto. Por essa razão, era considerado estranho pelas pessoa se quase ninguém falava com ele. Seus vizinhos o apelidaram de Raimundo Pelado. Por não ter amigos, começa a falar sozinho, cria um país imaginário chamado Tatipirun, onde as pessoas têm um olho preto e outro azul, onde não existem cabelos em suas cabeças, e onde as plantas e animais falam. Ali, ele descobre, ninguém é ofendido ,nem ferido. Todos são iguais! Com texto primoroso, A terra dos meninos pelados é um livro indicado para leitores de todas as idades.

A Terra dos Meninos Pelados
Ano: 2024 
Páginas: 96
Idioma: português
Editora: Global Editora


Raimundo sofre com as piadas das outras crianças devido a ser um menino careca e com heterocromia, uma condição genética que lhe fez nascer com olhos de duas cores, um preto e outro azul, mas essas piadas acabam levando o jovem a viver uma aventura na terra de Tatipirum, onde todos os meninos e meninas são iguais a Raimundo, com suas cabeças peladas e olhos de duas cores, o que será que o rapazinho vai tirar de aprendizado deste caminho?




Que Graciliano Ramos tem o dom de nos ensinar e emocionar, já é de conhecimento geral, mas aqui considero que ele foi além, tratando as diferenças de forma única e divertida, o autor conseguia expressar suas opiniões e ainda nos mostrar que ser diferente é bom.


Ensinar as crianças a amar suas diferenças e respeitar as diferenças do outro é uma lição que todos nós adultos devemos aprender e enquanto lia, com Luna, essa história cheia de ilustrações belíssimas, me vi emocionada em, além de ensinar, abraçar as minhas próprias diferenças, aceitando que ser diferente é normal e bom, já pensou viver em um lugar onde todo mundo é igual?


Um leitura única, de ensinamentos marcantes, personagens incríveis e que vai te levar por um momento de diversão e aprendizado para a vida toda. Eu e Luna amamos esse momentos e acredito que você também vai amar, e aí, te convencemos a fazer essa leitura? Vamos conversar. 💜

Canção de ninar mamãe e papai, Penélope Martins

 

Na hora de dormir, com as luzes apagadas, é fácil pensar que há todo tipo de assombração e coisas terríveis no quarto. Mas logo chegam a mamãe e o papai, dizem o que fazer, e o sono logo vem. Este livro, escrito por Penélope Martins e ilustrado por Ina Carolina, tornará a hora de dormir muito mais acolhedora.

Canção de ninar mamãe e papai
Penélope Martins
Ano: 2021 
Páginas: 32
Idioma: português
Editora: Ciranda Cultural

Qual criança e, até mesmo, algum adulto, nunca teve medo de estar sozinho no escuro? Fica tranquilo, seu segredo está seguro comigo rsrsrsrs. Canção de ninar mamãe e papai, da autora Penélope Martins e com ilustrações de Ina Carolina, traz justamente esse tema de maneira leve e divertida para ajudar as crianças a vencerem esse medo. 

A história vai mostrar o que acontece quando uma menininha está com medo de dormir sozinha e chama seus pais várias vezes durante a noite. Mesmo cansados e precisando dormir para acordar cedo no dia seguinte, seus pais a atendem todas as vezes e tentam mostrar pra ela que o seu medo não é real. 

Indicado para os pequenos que tem medo de dormir sozinhos, seja no escuro ou não, o livro tem textos curtinhos e pode ajudar também no processo de alfabetização das crianças. Ah, e ainda tem um QRcode que direciona para a música do livro para tornar tudo mais divertido.

Mariposa vermelha, Fernanda Castro



Em seu novo romance, Fernanda Castro narra a história de Amarílis, uma jovem que, com a ajuda de um demônio, embarca em uma jornada para enfrentar o passado, descobrir a própria força e assumir sua verdadeira essência. Mariposa vermelha é uma fantasia apaixonante e empoderadora, permeada por monstros insólitos e corriqueiros, relações intensas e amores imprevisíveis.
Na cidade de Fragária, sob o domínio da República, a magia é proibida, e Amarílis conhece como ninguém o perigo de quebrar as regras. Para evitar o destino trágico que teve sua mãe, a jovem tecelã mantém a cabeça baixa e os fios de seus poderes bem amarrados.

Quando, por acaso, se vê diante do homem que causou a ruína de sua família, Amarílis decide convocar um demônio e fazer um pacto: ela quer a morte do general que destruiu sua mãe. Mas sua oferenda é muito simples, e Tolú, o Antigo que atende seu chamado, não pode tirar uma vida por um preço tão baixo. Ele pode, porém, ajudar Amarílis a enfrentar seus medos enquanto ela faz justiça com as próprias mãos.

Com uma narrativa delicada e, ao mesmo tempo, sombria, Fernanda Castro conduz o leitor por uma história repleta de personagens fascinantes, horrores mundanos e poderes ocultos.

Mariposa vermelha
Ano: 2023
Páginas: 272
Idioma: português
Editora: Suma


A República proibiu o uso da magia em Fragária e Amarilís sabe bem os riscos que corre se deixar a magia fluir. Ela conheceu as consequências de perto quando a República, na figura de um general de alta patente, amante de sua mãe e pai do seu irmão recém nascido leva a criança embora para ser criado longe da magia. Mesmo não tendo denunciado a magia da mãe de Amarilis, ela definha até a morte sofrendo pelo abandono do homem a quem amava e pela ausência do filho. Amarilis então tem que sobreviver sozinha em uma cidade onde a desigualdade social, o preconceito e a injustiça prevalecem.

Trabalhando em uma tecelagem, suas únicas companhias são Rosalinda e seu namorado Antúrio, que trabalham com ela, e as mariposas que ela cria em casa para vender a seda que elas produzem. Mas tudo muda no dia em que Amarilis reconhece o homem que destruiu a sua família e, movida pelo desejo de vingança, ela invoca um demônio e faz um pacto com ele para por fim a vida do general.


Amarilis invocou Tolú, um demônio muito mais humano do que muitos que você conhece por aí. Ela deixa bem claro que ela é quem deve tirar a vida do seu desafeto, ele apenas vai criar condições para o momento certo. Irritada com a arrogância de Tolú e, ao mesmo tempo, fascinada por ele, polo mundo e possibilidades que ele lhe apresenta, Amarilis terá muito que refletir sobre o que realmente deseja fazer de sua vida e com a sua magia.

E sim, Tolú é o verdadeiro dono dessa história! Pense em tudo que você conhece e/ou imagina sobre demônios e jogue tudo fora! Tolú é muito melhor do que isso! Um demônio sensível, simpático, prestativo, preocupado com o bem-estar dos outros, dedicado, de bom gosto, que valoriza as mulheres e absolutamente sexy!!! Claro que Amarilis é a protagonista dessa história. E quando ela começa a se descobrir, se torna uma protagonista incrível. Mas sem Tolú, nada disso seria possível.

Fernanda Castro criou uma fantasia que tinha tudo para ser clichê mas que surpreende a cada novo capítulo que o leitor devora graças ao bom ritmo da história, aos temas tratados e a boa fluidez da sua escrita. E nos trouxe uma fantasia nacional de fazer inveja a muito best seller estrangeiro.

Tia Ciata - a grande mãe do samba, Nei Lopes e Rui de Oliveira


Dois nomes de peso da cultura brasileira, Nei Lopes e Rui de Oliveira, se reúnem para homenagear os pioneiros do samba. Em Tia Ciata, a grande mãe do samba, somos convidados a um passeio de volta ao início do século XX e à Pequena África, região no centro do Rio de Janeiro que foi palco de transformações que marcaram a cultura de todo o país. Como guias desse passeio, temos a graciosa personagem fictícia Boneca e ninguém menos do que o próprio Nei Lopes, que se torna também personagem e trava com Boneca um delicioso diálogo sobre música, religião, tradição, Carnaval e muito, muito mais. Entremeando essa conversa cheia de histórias e História, algumas personalidades são apresentadas: Heitor dos Prazeres, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Plácida dos Santos e, como não poderia faltar, a grande Tia Ciata. Uma obra para se ler ao som de um bom samba e à espera do próximo Carnaval.

Tia Ciata - a grande mãe do samba 
Autores: Nei Lopes e Rui de Oliveira
Editora: Nova Fronteira
Idioma: Português
56 páginas


Ja dizia o saudoso Dorival Caymmi: quem não gosta de samba, bom sujeito não é, ou é ruim da cabeça ou doente do pé.

Eu nasci com o samba, no samba me criei, do danado do samba nunca me separei.

Em Tia Ciata vamos passear por uma história que se passa no início do século XX, em um local no centro do Rio de Janeiro que ficou conhecida como A Pequena África, palco de grandes mudanças que marcaram a cultura do nosso país, o samba sendo uma delas.



A história é narrada pelo próprio autor Nei Lopes e por uma personagem fictícia de nome Boneca, divertida e sabia, a mesma nos apresenta um cenário rico e apaixonante conforme a história se desdobra.

Aprender sobre o samba e sobre minha conterrânea Tia Ciata foi além das expectativas, com uma narrativa fluida e cheia de momentos marcantes, li com Luna uma das histórias mais bonitas que já tive o prazer de tocar.



Além dos ensinamentos, somos regados de ilustrações que retratam o berço do samba, os pagodeiros da época, as belas mulheres que cercavam as rodas e claro, a beleza do Rio de Janeiro em uma época que ainda precisava de muita evolução cultural.

O livro é curto, porém maravilhoso e repleto de momentos lindos, eu que sou baiana assim como Tia Ciata e apaixonada por samba, relembrei as rodas qual participava na adolescência e com muitas saudades de uma época onde a leveza era mais presente, contei e mostrei para minha pequena, que ainda pouco entende deste mundo, como o samba é apaixonante.

Fica aqui meu agradecimento a Nova Fronteira por esse momento e um convite a você leitor, para vir conhecer essa história também, sem deixar de nos contar o que achou depois, combinado? Até lá, axé e samba no pé 😘

Você tomou banho hoje?, Adalberto Cornavaca



Você tomou banho hoje?
Adalberto Cornavaca
Gaudí
32 pág
Global Editora 



Tomar banho é algo tão natural, como alguém poderia não fazer?


Em meio ao renascimento do Pantanal, dentro de um cenário belíssimo, uma turma de amigos se divertem com a cantiga mais boba dentre as infantis, o famoso sapo não lava o pé, porém o sapo indignado pede a mudança disso o quanto antes e enquanto eles decidem como seguir percebem que um de seus amigos sumiu.


Um gambazinho que tem medo de banho vai precisar de ajuda de todos para perder esse medo e é aí que percebemos a importância e o valor de uma verdadeira amizade.


O lúdico e o belo se misturam em uma história apaixonante, onde ensinamos às nossas crianças o poder da inclusão, do cuidado e do amor para com aqueles que são diferentes de nós, mas não é só isso, a narrativa também ensina sobre as injustiças, como um sapo não lava o pé se ele vive dentro da lagoa? É aí que tudo muda.


O livro é lindo, as ilustrações apaixonantes, o cenário de tirar o fôlego e os animaizinhos mais bacanas que você poderia ver se encontram e divertem conforme contam algo corriqueiro, porém que se torna único a cada página.


Nem preciso dizer que Luna amou essa leitura e que a mamãe aqui também amou ler com ela, né? Para você que também lê para crianças e tem interesse nesse ou em outros livros do grupo Global, o MVE possui um cupom de desconto que vai te ajudar em todo o site, é só usar o VESTANTE24 e aproveitar 20% de desconto em suas compras.


E aí, te convencemos a ler essa maravilha? Vamos papear!

Namíbia, não, Aldry Nascimento



Considerada uma peça de ficção futurística, o livro aborda, dentro dos limites de uma situação dramática, um microuniverso distópico que simboliza um dos futuros possíveis para as contradições sociais contemporâneas. Com uma mistura de gêneros discursivos, o enredo traz referências extraídas do nosso cotidiano social e acaba deslocando o pensamento do leitor para o estímulo de sensações ligadas às questões sociais do Brasil.

Namíbia, não!
Aldri Anunciação
Ano: 2015
Páginas: 163
Idioma: português
Editora: EDUFBA

André e Antônio, primos que dividem um apartamento no Rio de Janeiro, um é advogado e o outro é estudante de Direito, são surpreendidos com uma medida provisória do governo brasileiro que, prevendo reparação social por conta do período escravagista da nossa história, determina que todas as pessoas de 'melanina acentuada' deverão ser devolvidas ao seu país de origem. 

Estranho? Absurdo? As pessoas que não tem 'melanina acentuada' encaram essa determinação quase como um presente. Afinal, se os seus ancestrais foram retirados à força de África e trazidos para o Brasil, retornar às suas origens deveria ser o que qualquer um gostaria. 

Vivenciada pelos primos que discutem a situação enquanto estão trancados no apartamento, onde acreditam estar seguros, já que invasão de domicílio é crime, mesmo que pela polícia, e de onde assistem o caos que a cidade se tornou por conta da recusa das pessoas de largarem tudo o que construiram aqui, seus bens materiais e sua própria história para irem para um local desconhecido, André e Antônio alternam opiniões entre aceitar a ida, afinal eles realmente têm origem africana, e lutar pelo direito de permanecerem aqui, até porque, depois de tanto tempo, quais laços poderiam ter restanto com África? Como seria mais um recomeço?

Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi que a história, mesmo falando da realidade de pessoas negras, não trouxe a visão de pessoas da periferia ou da favela. Nossos personagens principais são de, no mínimo, classe média, moram bem, tiveram acesso à educação de qualidade. E ver a história sendo vivida por eles mostra que o racismo é uma questão de cor da pele, que não perdoa classe social nem nível cultural ou intelectual. 

O texto também mostra a necessidade de conhecermos nossas origens, sabermos de onde viemos para sabermos quem somos e levanta a discussão do colorismo, que rejeita o preto retinto mas aceita o 'moreninho claro' com poucas características físicas que o associem ao povo negro.

Em forma de texto teatral e com um toque de distopia, Aldri Nascimento nos brinda com um texto curto que é inversamente proporcional ao tempo que as reflexões despertadas por ele permanecerão em sua cabeça. Aldri fala de racismo com uma certa leveza graças ao seu tom quase humorístico