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Soppy, Philippa Rice



Soppy os pequenos detalhes do amor, de Philippa Rice, é uma reunião de bem-humoradas tirinhas criadas a partir de momentos da vida real da designer britânica com seu namorado. Bastante popular na web, com mais de meio milhão de postagens no Tumblr, Soppy conquistou as redes sociais com declarações de amor escondidas nos detalhes do cotidiano de um relacionamento, como dividir uma xícara de chá, a leitura de um livro ou comentários irônicos à frente da TV numa tarde chuvosa. As charmosas ilustrações capturam com delicadeza a experiência universal de dividir uma vida a dois, e celebram a beleza de encontrar o amor em todo lugar. Soppy chega às prateleiras pelo Fábrica231, o selo de entretenimento da Rocco.


Soppy
Ano: 2016 
Páginas: 112
Idioma: português
Editora: Fábrica 231


Soppy é uma quadrinho praticamente autobiográfico, inspirado na vida de casal da quadrinista Phillipa Rice com seu namorado Luke Pearson. E é uma fofura!

Com personagens bem lindinhos, a autora vai mostrando através de suas tirinhas os momentos divertidos da vida de um casal, além de retratar coisas do dia-a-dia mesmo, como o momento depois de um dia de trabalho ou a ida ao supermercado. E o que torna esse quadrinho tão legal? É o fato de todo casal se reconhecer nele. Vai ser impossível você não se achar em nenhuma dessas tirinhas e rir de você mesmo, principalmente quando perceber que você realmente faz aquela coisa que o seu amor afirma que você faz mas você nega veementemente.

O livro utiliza apenas as cores preta, branca e vermelha, o que dá um charme todo especial aos personagens, e pouquíssimas falas. Será que é pra passar a ideia de que não precisamos falar para expressar o que sentimos ou que um gesto vale muito mais do que palavras???


O Bom do Amor, Chris Melo e Laís Soares


“O bom do amor é aumentar o volume do rádio quando a música preferida do outro toca.” 
“O bom do amor é gostar de dormir agarradinho no inverno e saber dividir o ventilador no verão.” 
“O bom do amor é apreciar cada qualidade, mesmo rodeada de defeitos.” 
O bom do amor reúne tirinhas de Chris Melo, autora de romances de sucesso entre o público feminino, e aquarelas de Laís Soares que retratam, de forma delicada, sincera e bem-humorada, os pequenos gestos que dão real significado a palavras como companheirismo e cumplicidade na vida de um casal. A cada página, o leitor encontra uma tirinha mostrando uma situação do dia a dia que comprova que o amor – e a felicidade – está nos pequenos prazeres do cotidiano.

O Bom do Amor
Ano: 2017 
Páginas: 88
Idioma: português
Editora: Fábrica 231


Descobri O bom do amor em uma das minhas caçadas a livros novos pelo Skoob e consegui garantir o meu exemplar através de uma troca por lá mesmo. 

O livro não conta uma história, mas traz momentos que, com certeza, todo casal já passou ou ainda vai passar durante o relacionamento, mas ilustrado de uma maneira tão fofa que não tem como não se encantar pelas ilustrações ou pelo texto. 

Fruto de uma websérie lançada pela Editora Rocco, a Fabrica231 juntou tudo nessa edição belíssima e muito delicada que serve tanto para você se emocionar quanto para dar de presente e emocionar mais alguém despertando ótimas lembrancas. 

Britt-Marie esteve aqui, Fredrik Backman

 

Aos 63 anos, Britt-Marie vê sua vida virar de ponta-cabeça quando precisa abandonar sua rotina (e seu casamento) para se reconstruir em um vilarejo que transformará seu destino para sempre. Recheada de personagens emblemáticos, a trama nos leva a refletir sobre solidão, concessão, frustração e superação, temas que, apesar de cinzentos, ganham cores através da leveza de suas páginas. Com um humor sarcástico carinhosamente dosado para nos cativar, Britt-Marie esteve aqui tem tudo para se tornar um dos livros favoritos de todas as estantes.

Britt-Marie Esteve Aqui
Ano: 2019 
Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Fábrica231

Devo confessar que Fredrik Backman me desperta uma gama tão grande de sentimentos durante as suas narrativas que só ao final consigo definir o que a leitura me causou.

Nossa protagonista, Britt-Marie, tem 63 anos e está enfrentando uma grande mudança em sua vida: depois de décadas de um casamento ruim, ela abandonou o marido depois de descobrir que ele tinha uma amante. Difícil, hein? Mas nada na vida dessa senhorinha foi fácil... Entre perdas e ausências, Britt-Marie sempre se anulou em função do bem estar do outro, mas isso vai mudar.

"... é difícil saber quem somos depois que ficamos sozinhos, quando você sempre esteve presente para mais alguém."

Ela decide então que precisa arranjar um emprego e como não aceita um não como resposta, ela consegue um emprego em Borg, uma pequena cidade falida, com pouquíssimos moradores totalmente sem perspectivas, crianças e adolescentes por sua conta e risco e adultos que lutam para manter o mínimo de normalidade. Mas com jovens suficiente para criar um time de futebol, que é o motivo que os impulsiona a viver cada dia monótono na espera do treino à noite.

Mas Borg não será a mesma depois da passagem de Britt-Marie. Seu jeito peculiar e, muitas vezes, excêntrico e um pouco rude vai mexer com os moradores da cidade. E ela também será impactada por cada um deles e pelas suas formas de viver e enxergar a vida, e pela amizade inesperada.

Se você já leu algum livro do Fredrik, já sabe que sua narrativa conta histórias para levar o leitor a reflexões sobre temas profundos. Aqui você terá o prazer de se questionar sobre o que te move, sobre a solidão e a morte, mas também sobre quem você se tornou ao longo da vida e sobre o quanto você ama ou não essa pessoa que você se tornou. Com uma escrita emocionante, se prepare novamente para ir às lágrimas e querer levar Britt-Marie para a sua casa, nem que seja para manter tudo muito limpo com bicarbonato de sódio...
 


Minha avó pede desculpas, Fredrik Backman


Uma história emocionante sobre vida e morte, família e amizade, realidade e fantasia, e sobre o direito de ser diferente, narrado sob o ponto de vista de uma precoce menininha de 7 anos. No livro, o segundo do autor do best-seller internacional Um homem chamado Ove, adaptado para o cinema com Tom Hanks no papel principal, a protagonista é Elsa: dona de uma maturidade e inteligência acima da média, a pequena fã de Harry Potter adora corrigir a gramática de todos a sua volta. A única amiga de Elsa é a sua excêntrica avó de 77 anos, capaz de assaltar um jardim zoológico porque a neta está triste, fumar em lugares proibidos, andar nua na varanda e pregar valentes sustos nos seus vizinhos. Quando a avó morre e deixa uma série de cartas pedindo desculpas a todas as pessoas com quem já errou, tem início a maior aventura da vida de Elsa.

Elsa não é uma criança como qualquer outra. Dona de uma maturidade e inteligência acima da média (graças as suas constantes pesquisas na Wikipedia), ela só lê o que chama de literatura de qualidade: quadrinhos, Harry Potter e os clássicos infantis. Todas as noites, Elsa se refugia nas histórias que sua avó lhe conta, cujo cenário é o reino de Miamas, na Terra-de-Quase-Despertos, um lugar mágico onde o normal é ser diferente. Quando a avó morre de repente, Elsa perde o chão e também a capacidade de habitar locais imaginários.

De tão desolada, Elsa inicialmente não se entusiasma com a missão que a avó lhe deixou: distribuir cartas que funcionam como um caça ao tesouro. As missivas devem ser entregues às pessoas do prédio onde a menina mora. É assim que começa a aventura de Elsa e também a aventura do leitor. Vamos aos poucos desvendando as cartas juntamente com ela para descobrir a fascinante vida que sua avó viveu e o que se esconde por trás das vidas de cada um dos estranhíssimos moradores de uma comunidade muito especial.

À medida que Elsa avança nesta incrível caçada, ela percebe que o reino de Miamas — onde acontecem os contos de fadas espantosos, monstruosos e mágicos da avozinha — se cruza com a vida real. Aos poucos, ela desvenda os segredos que se escondem no prédio onde mora e de que forma a trajetória da avó se cruzou com a daqueles moradores.

Minha avó pede desculpas é uma história emocionante, uma ode à imaginação, à inteligência, à aventura e à amizade. Um verdadeiro conto de fadas contemporâneo, um livro que trata com sensibilidade e humor peculiares de temas difíceis como a perda e o luto, sem perder a esperança.

Minha avó pede desculpas
Ano: 2018 
Páginas: 384
Idioma: português
Editora: Fábrica231

Elsa, garotinha de apenas 7 anos, sofre bullying por parte dos pequenos e não é vista com bons olhos por parte dos adultos por causa da sua percepção e inteligência aguçados demais para a sua idade. Possuindo conhecimento e maturidade que, muitas vezes, supera os próprios pais, não é fácil viver num mundo em que se espera que ela seja criança e se preocupe apenas com as banalidades referentes a uma menina de 7 anos. 

A única que lhe entende é a sua avó materna, uma senhorinha excêntrica, divertida e inconsequente que todo mundo queria ter como avó e que cria um mundo de imaginação para ensinar à sua neta como o mundo real é verdadeiramente. 

Mas logo Elsa terá que lidar com a morte da avó... Mas não estará completamente sozinha: sua avó deixa uma série de cartas que ela deve entregar aos seus destinatários e que serão responsáveis por acompanhá-la nesse novo ciclo de conhecimentos e aprendizados sobre os seres humanos e suas verdades.

Não bastasse isso, Elsa ainda tem que lidar com a separação dos pais, a ausência da mãe que está sempre ocupada em função do trabalho e a chegada de um novo irmãozinho que lhe encherá de ciúmes. 

Fredrik Backman tem uma narrativa leve que parece estar sentado na nossa sala nos contando uma história de alguém que ele conheceu. E assim a leitura flui e vamos absorvendo cada lição incutida nas entrelinhas como se fosse uma fábula. Mesmo com algumas peculiaridades, como não dar nomes aos personagens, identificando-os apenas por alguma característica. 

Minha avó pede desculpas é uma história sobre acerto de contas, sobre pedir perdão de verdade, ter compaixão pela história do outro, ter coragem de enfrentar nossos traumas, não se deixar levar pelas aparências e sobre sacrifícios. Preparados para se emocionar?



O menino na ponte, M. R. Carey



"Em O menino na ponte, M.R. Carey retoma o fascinante universo de A menina que tinha dons para investigar o desespero humano à beira de um mundo devastado. Aos 15 anos, Stephen Greaves é um gênio científico precoce, cujo trabalho pode dar à humanidade sua melhor arma contra uma praga devastadora que assola o mundo. Ele e a epidemiologista Samrina Khan são dois dos dez tripulantes do Rosalind Franklin, um laboratório blindado sobre rodas liderado por um comandante prepotente e autoritário, que cruza uma terra devastada em busca da cura para esse vírus que alterou para sempre a vida como conhecemos. A viagem é longa, e a restrição do espaço físico para toda a tripulação faz com que a tensão do confinamento seja também uma ameaça considerável. O veículo torna-se um caldeirão de diferentes agendas, crenças e visões de mundo prestes a explodir. Em meio a esse ambiente hostil, Stephen tem em Samrina uma figura maternal que o protege dos demais cientistas, que o tratam com cautela, desprezo ou verdadeiro ódio. Mas o menino não se importa com confrontos físicos, mentiras e incertezas; encara todos os seus desafios com interesse, astúcia e muita habilidade. Todos carregam aspirações e sonhos, mas sabem que, se tudo der errado, sua perda poderá ser suportada. Eles sabem muito bem que são dispensáveis. Estranho, surpreendente e assustador, O menino na ponte é uma história emocionante e poderosa que fará você questionar o que significa ser humano em um mundo onde a esperança pode ser o maior dos desafios. M.R. CAREY, sob o nome de Mike Carey, escreve para a Marvel e a DC, incluindo uma elogiada passagem pelos X-Men e a série Lúcifer, baseada no universo de Sandman. Seus trabalhos autorais aparecem com regularidade na lista de ficção gráfica do The New York Times."
O menino na ponte
Nem toda ponte deve ser atravessada
Ano: 2020 
Páginas: 384
Idioma: português
Editora: Fábrica231

O mundo já não é mais o mesmo. Depois que a contaminação do Cordyceps atacou a maioria da população mundial, os sobreviventes se veem num mundo que está à beira do fim, e viver se tornou o maior desafio existente.

Um grupo de cientistas sobreviventes está a bordo de um caminhão tanque blindado fazendo pesquisas tentando buscar a cura do vírus. E é dentro do Rosalind Franklin que algo inesperado acontece, o nascimento de Stephen Greaves.

Agora, Stephen é um menino de 15 anos muito inteligente, um prodígio, se pode assim dizer. Ele sabe que é uma peça fundamental na busca da cura, junto com os outros tripulantes do Rosalind Franklin, e que a sua sobrevivência é de extrema importância. Um passo em falso, e tudo já era.

Durante as viagens, Stephen é alvo de desconfianças, pois alguns tripulantes não confiam na sua capacidade, e a companhia da epidemiologista Samrina é o que fortalece os seus laços enquanto estão todos juntos.

A Menina Que Tinha Dons, M. R. Carey

Cultuado autor de quadrinhos e roteiros da Marvel e da DC Comics, entre eles algumas das mais elogiadas histórias de X-Men e O Quarteto Fantástico, o britânico M. R. Carey apresenta uma trama original e emocionante em sua estreia como romancista com A menina que tinha dons, lançamento do selo Fábrica231. Aclamado pela crítica, o livro se tornou um bestseller imediato na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos ao contar a história de Melanie, uma menina superdotada que faz parte de um grupo de crianças portadoras de um vírus que se espalhou pela Terra e que são a única esperança de reverter os efeitos dessa terrível praga sobre a humanidade. Uma comovente história sobre amor, perda e companheirismo encenada num futuro distópico.
A Menina Que Tinha Dons
Ano: 2014 
Páginas: 384
Idioma: português

“A verdade é a verdade, o único prêmio digno de se ter. Se você a nega, só mostra que não é digno dela.”

A menina que tinha dons traz um enredo, no mínimo, inusitado. Mas vou antecipar uma informação para que você já fique preparado para o que está por vir. O livro foi escrito por M. R. Carey, ele escreve para a Marvel e DC (X-Men, Quarteto Fantástico e Batman) e criou os personagens Lúcifer, baseado no personagem do Neil Gaiman em Sandman, e Hellblazer, protagonizada pelo mago inglês John Constantine.

Já te preparei para o que vem ai, não é?

Narrado em terceira pessoa, o livro nos apresenta Melanie, uma garotinha de 10 anos que vive presa sozinha em um quarto no que parece ser uma base militar para algum experimento. Sua rotina se resume a acordar, ter os pés, mãos e cabeça amarrados a uma cadeira de rodas e ser transportada para uma sala de aula com outras crianças, todas na mesma situação. Professores, guardas e médicos não tem permissão para tocá-los diretamente em nenhuma circunstância.

Lançamentos Rocco - Julho/2020

"Em O menino na ponte, M.R. Carey retoma o fascinante universo de A menina que tinha dons para investigar o desespero humano à beira de um mundo devastado. Aos 15 anos, Stephen Greaves é um gênio científico precoce, cujo trabalho pode dar à humanidade sua melhor arma contra uma praga devastadora que assola o mundo. Ele e a epidemiologista Samrina Khan são dois dos dez tripulantes do Rosalind Franklin, um laboratório blindado sobre rodas liderado por um comandante prepotente e autoritário, que cruza uma terra devastada em busca da cura para esse vírus que alterou para sempre a vida como conhecemos. A viagem é longa, e a restrição do espaço físico para toda a tripulação faz com que a tensão do confinamento seja também uma ameaça considerável. O veículo torna-se um caldeirão de diferentes agendas, crenças e visões de mundo prestes a explodir. Em meio a esse ambiente hostil, Stephen tem em Samrina uma figura maternal que o protege dos demais cientistas, que o tratam com cautela, desprezo ou verdadeiro ódio. Mas o menino não se importa com confrontos físicos, mentiras e incertezas; encara todos os seus desafios com interesse, astúcia e muita habilidade. Todos carregam aspirações e sonhos, mas sabem que, se tudo der errado, sua perda poderá ser suportada. Eles sabem muito bem que são dispensáveis. Estranho, surpreendente e assustador, O menino na ponte é uma história emocionante e poderosa que fará você questionar o que significa ser humano em um mundo onde a esperança pode ser o maior dos desafios. M.R. CAREY, sob o nome de Mike Carey, escreve para a Marvel e a DC, incluindo uma elogiada passagem pelos X-Men e a série Lúcifer, baseada no universo de Sandman. Seus trabalhos autorais aparecem com regularidade na lista de ficção gráfica do The New York Times."

"Preciso de respostas sobre minha irmã. Me ajudem..."
Há cinco anos, a estudante do ensino médio Helena Kelly desapareceu do quintal de sua casa em Dexby, Connecticut. Ninguém nunca ouviu falar dela, e sua família ficou sem respostas sobre quem sequestrou e matou Helena ou o porquê. Quando Seneca Frazier, de dezoito anos, vê uma postagem desesperada no site Caso Não Encerrado, ela sabe que é hora de mudar isso. Afinal, o desaparecimento de Helena é o motivo de ela ter ficado obcecada por casos não resolvidos e estar nesse site.
Determinada a desvendar o mistério, ela resolve passar o recesso de primavera em Connecticut trabalhando no caso junto com Maddy Wright, sua principal conexão do site Caso Não Encerrado. Mas desde o momento em que ela sai do trem, tudo começa a dar errado. Maddy não é quem ela esperava que fosse, e Aerin, a irmã de Helena, parece não querer nenhuma ajuda.
Além disso, Seneca tem um segredo que pode colocar em cheque toda a investigação. Junto com outro usuário do site, Brett, eles vão descobrindo aos poucos os segredos que Helena mantinha até as semanas que antecederam seu desaparecimento. Mas o assassino está por perto... e está determinado a manter esse caso sem solução.
O primeiro livro da série, surpreendente e assustador, Os amadores vai te deixar sem fôlego, esperando pela próxima história!"

O Urso e o Rouxinol, Katherine Arden


Guerra dos tronos encontra Mitologia nórdica, bestseller de Neil Gaiman, neste conto de fadas ambientado na Rússia medieval. Romance de estreia da norte-americana Katherine Arden, que morou dois anos em Moscou.
O urso e o rouxinol mistura aventura, fantasia e mitologia ao acompanhar a jornada da jovem Vasya, criada, junto aos irmãos, num vilarejo próximo de uma floresta, e que cresceu ouvindo de sua ama contos e lendas sobre criaturas que vivem nas matas e que precisam receber oferendas para manter o mal adormecido em seu interior. Mas a chegada de Anna, madrasta de Vasya vinda da capital, de hábitos católicos, e de um padre ortodoxo que resolve instituir as práticas cristãs no vilarejo, provoca uma mudança na rotina da menina e abre as portas para uma terrível catástrofe. Sensível e determinada, Vasya é a única que consegue enxergar e conversar com esses seres fantásticos e torna-se a última esperança para salvar o povoado onde nasceu da destruição.
O Urso e o Rouxinol
Ano: 2017 
Páginas: 320
Idioma: português
Editora: Fábrica 231

A minha principal curiosidade em relação a esse livro era conhecer um pouco da mitologia da Rússia. Acho incrível como a mitologia de um povo conta tanto sobre a sua história e formação. Em O urso e o rouxinol encontramos essa riqueza histórica.

Estamos em um pequeno povoado afastado de tudo, com sua economia baseada na agricultura e na criação de animais, principalmente cavalos. Lá as pessoas creem nos seres que habitam e protegem suas casas e florestas, e deixam pequenas oferendas como um pedaço de pão para o domovoi que mora no forno e protege a casa contra espíritos ruins.

Vasilisa, irmã mais nova de quatro filhos homens, uma garota que não conhece limites e é criada fazendo tudo o que os meninos fazem também tem a habilidade de ver e conversar com todos esses espíritos e de entender os animais, dom que herdou de sua mãe quando ela morreu no parto.

“Me dizem como vou viver e como devo morrer. Tenho que ser a criada de um homem e uma égua para seu prazer, ou tenho que me esconder entre muros e render minha carne para um deus silencioso e frio. Eu entraria nas malhas do próprio inferno, se fosse um caminho da minha própria escolha. Prefiro morrer amanhã na floresta a viver cem anos a vida que me é indicada.”

Lançamentos Rocco - Novembro/2018

Um livro feito totalmente à mão e escrito por quem acredita que “a vida só se dá para quem se entrega”, como destaca logo nas primeiras páginas o autor e Instagrammer Pedro. Ele é a voz e a letra por trás da bem-sucedida página Um Cartão (@umcartao), com quase dois milhões de seguidores no Instagram. Em seu segundo livro, Pedro reúne frases inéditas e inspiradoras, capazes de deixar o dia de quem as lê mais leve e emocionante, além de deixar espaço para que o leitor também escreva sobre amor e autoconhecimento em seus cartões destacáveis. Um cartão para você é o livro-presente perfeito para quem quer compartilhar boas energias em qualquer ocasião ou época do ano.
Antes de apresentar o conteúdo de seus novos cartões, Pedro deixa algumas recomendações de uso para o leitor, como respeitar as próprias emoções, permitir-se sentir muito e escutar sempre o coração. E, claro, o autor destaca também a importância das palavras e a capacidade delas em dar forma aos sentimentos ao “tornar físico o que não pode ser tocado”. Para transformá-las em cartões, ele conta que foi um pulo: “os cartões nasceram para me fazer companhia e para iluminar todas as minhas escuridões.”
Os muitos cartões do livro misturam amor e amizade com alegria e humor. O resultado é uma compilação de muito carinho através das palavras. E existem cartões para todos os momentos: desde transmitir energia positiva em um dia cinzento, passando por agradecer a vida e até mesmo dar um “empurrãozinho” para o amor, provocando o leitor a fazer logo aquela ligação para o crush. Entre as muitas palavras de incentivo, existem muitos espaços para desenhos, caça-palavras e pequenos testes que servem de estímulo para o leitor escrever suas próprias mensagens. Trata-se de um livro leve, para deixar todos os dias e todas as relações muito mais bonitas.

Situado no futuro distópico do aclamado Oryx e Crake, O ano do dilúvio é ao mesmo tempo um emocionante conto sobre a amizade e outro marco da ficção especulativa de Margaret Atwood.
A sociedade e as espécies têm mudado rapidamente, e o pacto social em pouco tempo se torna tão frágil quanto a estabilidade ambiental. Adão Um, o gentil líder dos Jardineiros de Deus – uma seita dedicada à fusão da ciência e religião, bem como à preservação de toda a vida vegetal e animal –, há muito tempo prevê um desastre natural que alterará a Terra como a conhecemos. Agora, a tragédia anunciada finalmente entrou em curso, obliterando a maior parte da vida humana.
Duas mulheres sobreviveram: Ren, uma jovem dançarina trancada dentro de um bordel de primeira classe, e Toby, uma Jardineira de Deus, entrincheirada em um luxuoso spa, onde muitos dos tratamentos medicinais são comestíveis.
Haveria outros sobreviventes? Amanda, a bioartista amiga de Ren? Zeb, seu padrasto e defensor? Jimmy, seu antigo namorado, que conhecemos em Oryx e Crake? Teriam os degredados da Arena Painball escapado?
Enquanto isso, as formas de vida ligadas à manipulação genética estão proliferando: a mistura de carneiro e leão, as cabras de pelos longos, os porcos com tecido cerebral humano. Enquanto Adão Um e seu bando percorrem este estranho mundo novo em meio às novas forças dominantes, Ren e Toby terão que decidir seus próximos passos. Mas antes precisam escapar de seu confinamento.
Sombrio, irônico e provocador, o segundo livro da trilogia MaddAddão é mais uma prova do poder visionário de Atwood.

No livro, que se passa em um futuro distante, os habitantes da Terra dominam o espaço, mas sofrem com a falta de recursos naturais. A crise os leva em busca de uma nova casa, e à guerra com as novas colônias, que lutam bravamente para manter a independência.
Noemi Vidal é uma jovem soldada do Gênesis, planeta que um dia já foi uma colônia da Terra e hoje está em guerra por sua independência. Há décadas os habitantes de Gênesis lutam contra os exércitos de mecans, robôs humanoides terrestres, e o conflito não parece estar chegando ao fim. Com apenas dezessete anos, Noemi acaba a bordo de uma nave abandonada, Daedalus, onde encontra Abel, um androide diferente dos outros 25 modelos conhecidos. Criado pelo mais renomado cientista terráqueo, Abel está preso na nave por 30 anos e, contrariando o previsto pelo sistema que o controla, passa a trabalhar para sua nova comandante, e assume a missão de ajudar a salvar Gênesis.
Juntos e desconfiados, Noemi pretende usar Abel em uma missão que pode livrar Gênesis da ameaça da Terra de uma vez por todas, mesmo que essa missão possa destrui-lo. Para isso, eles precisam partir em uma jornada pela galáxia, onde descobrem que Abel é muito mais humano do que esperavam. Aos poucos, a dupla aprende que as histórias que sempre ouviram podem não ser reais e, à medida que conhecem novos mundos e fazem novos aliados e inimigos, Abel e Noemi precisam tomar difíceis decisões que mudam todo o equilíbrio da relação humano/androide. 

Estreia literária do americano descendente de indígenas Tommy Orange e um dos livros mais aclamados de 2018 (o New York Times publicou um artigo com o título “Sim, o romance de Tommy Orange é mesmo isso tudo”), Lá não existe lá apresenta ao leitor uma narrativa exuberante e inovadora sobre identidade, tradição e tragédia pelos olhos de 12 personagens, “índios urbanos” da Califórnia, cujas histórias vão convergir no Grande Powwow de Oakland, tradicional evento da cultura indígena que promove a integração por meio da música. Feroz, bravo, engraçado e comovente, o primeiro livro de Tommy Orange é um retrato maravilhoso e arrebatador de uma América pouco retratada, a das comunidades indígenas urbanas contemporâneas, numa narrativa sobre violência e recuperação, família e perdas, identidade e poder.

Transcorridos oito anos de seu sequestro, Julie Whitaker retorna subitamente para casa. A família, ainda que petrificada pela tragédia, se manteve unida e esperou muito por esse momento. Para Anna, no entanto, a volta da filha ao lar desperta mais questões do que respostas, mais dúvidas do que conforto. Ao notar incoerências no discurso da filha, Anna conclui que o seu pesadelo está apenas começando: ela suspeita da identidade da jovem, duvida de seus relatos e conclui que precisa descobrir a verdade sobre o sequestro da filha a qualquer custo.
Para Sempre Perdida é uma estreia de fôlego, que escancara os estragos da violência física e psicológica na vida de uma família, conduzida com maestria pela norte-americana Amy Gentry.

A autora da série Pretty Little Liars sabe contar histórias que envolvam adolescência, segredos, crimes e mistério. Em As garotas boas, título que encerra a duologia iniciada com As Perfeccionistas, ela narra a rotina de cinco garotas perfeitas, que fizeram algo não tão perfeito assim, e agora precisam encarar as consequências.
Jovens e abastadas estudantes do último ano do ensino médio, elas planejaram em detalhes um pequeno trote a um valentão da escola, Nolan. Qual não foi a surpresa das meninas quando ele aparece morto, e nas circunstâncias descritas por elas. Pior: Nolan não foi o único que elas sonharam em matar. Quando mais um da macabra lista que fizeram também morre, as meninas se perguntam se não poderiam ser as próximas vítimas. A história ganhará as telas de TV e funcionará como um spin-off de Pretty Little Liars.

Lendo com a Dani: Anna e o Homem das Andorinhas, Gavriel Savit

Cracóvia, 1939. Anna tem apenas sete anos quando seu pai, professor de linguística, é levado por soldados alemães. Ela então encontra o homem das andorinhas, uma figura misteriosa que, assim como seu pai, é capaz de se comunicar em vários idiomas, até na língua dos pássaros. Sem nada a perder, a garota decide segui-lo. Mas num mundo em guerra, tudo se prova muito perigoso. Até o homem das andorinhas.



Anna e o Homem das Andorinhas (Anna and the Swallow Man)
Autor: Gavriel Savit
Fábrica 231 (2016)
272 páginas



Um livro escolhido ao acaso. Com uma história de esperança em meio ao cenário da Guerra. Vista pelos olhos de uma criança inocente.