Galo de briga, Mitch Breitweiser e Mark Pellegrini

 

Durante décadas, o venerável manto do Galo de Briga passou de geração em geração para combater os males mais antigos e nefastos do homem. Agora, contra todas as probabilidades, é a vez do hesitante Frank Cooper vestir a capa e a máscara neste conto de aventura e redenção ambientado na região do meio oeste dos EUA, atingida por uma forte seca na década de 1930, nos Estados Unidos.

Uma trama que homenageia, também, a Era de Ouro dos Quadrinhos (1938-1956), período que influenciou toda a indústria de entretenimento e cultura pop hoje.

Galo de Briga
Mitch Breitweiser e Mark Pellegrini
Ano: 2022 
Páginas: 80
Idioma: português
Editora: Poseidon

Frank Cooper é um pacato rapaz de uma cidadezinha do interior do interior dos Estados Unidos que passaria despercebido na multidão caso ele não fosse aquele que veste o manto do herói Galo de Briga, uma tradição que já a décadas. Mas não vamos encvontrar o nosso herói em um dos seus melhores momentos...

A história começa com Cooper se despedindo do seu amigo e companheiro de aventuras, o cachorro Xaveco. E, num clima de saudosismo ele vai relembrar os fatos que o colocaram nessa situação. Líder da Ordem do Alvorecer, uma espécie de Liga da Justiça mais tímida, que atuou na década de 30, composta também por Brutamontes e a Srta. Aurora, que parece ser a mente pensante do grupo. Nossos heróis colecionam um rol invejável de inimigos que vão se unir sob a liderança de um excêntrico benfeitor para não só matar Gao de Briga e seus amigos mas, principalmente, para manchar o seu nome e a sua imagem. 

É então que uma emboscada é armada na feira de Big Town, cidadezinha do nosso herói, e a sequência de tirar o fôlego começa. As cenas de ação protagonizadas pelos nossos heróis na tentativa de vencerem a batalha e ainda manter a população da cidade a salvo são incríveis, os poderes e as fraquezas sejam dos heróis ou dos vilões foram muito bem elaboradas e são bastante originais (não se surpreenda com um vilão chamado Come-Verme) e tudo isso chega às mãos do leitor com uma qualidade gráfica de respeito, daquelas de deixar colecionador de HQ chorando pra levar essa edição pra casa. 

A história é curta mas serve para criar empatia pelo novo herói Galo de Briga, que tenta fazer o seu melhor para honrar a responsabilidade que recebeu apesar da sua ingenuidade, afinal ele não tem superpoderes, ele é apenas um humano cheio de falhas mas que acredita na missão que lhe foi dada. Depois de nos deixar com vontade de mais, só me resta pedir a D. Faro Editorial que não demore em trazer a reviravolta tão aguardada por nossos heróis e por seus fãs. 

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