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  • Três coroas negras, Kendare Blake

    Três herdeiras da coroa, cada uma com um poder mágico especial. Mirabella é uma elemental, capaz de produzir chamas e tempestades com um estalar de dedos. Katharine é uma envenenadora, com o poder de manipular os venenos mais mortais. E Arsinoe é uma naturalista, que tem a capacidade de fazer florescer a rosa mais vermelha e também controlar o mais feroz dos leões.
    Mas para coroar-se rainha, não basta ter nascido na família real. Cada irmã deve lutar por esse posto, no que não é apenas um jogo de ganhar ou perder: é uma batalha de vida ou morte. Na noite em que completam dezesseis anos, a batalha começa.
    Três Coroas Negras
    Na hora de reinar, apenas uma restará
    Três Coroas Negras #1
    Título original: Three Dark Crowns
    Ano: 2017
    Páginas: 304
    Idioma: português 
    Editora: Globo Alt
    “Três rainhas sombrias
    Num vale vêm ao mundo,
    Pequenas doces trigêmeas
    Nutrem um ódio profundo
    Três irmãs sombrias
    Lindas de se ver
    Duas a serem devoradas
    E uma Rainha por ser.”
    Já vou avisando que você irá mergulhar em um mundo totalmente novo. E esteja aberto a entendê-lo.

    Na Ilha de Fennbirn existe uma antiga tradição: tocada pela Deusa, a rainha dará à luz a trigêmeas, perderá o seu reinado e a próxima a governar será uma de suas três filhas. Separadas ainda crianças, cada uma delas é criada por um povo: os envenenadores, os elementais e os naturalistas. Voltarão a se reencontrar apenas no aniversário de 16 anos, quando apenas uma sobreviverá após matar as outras duas.

    Sombrio? Sim. Mas se prepare para uma história fascinante!

    Cada uma das rainhas tem uma dádiva, que é como se fosse um dom e poderes especiais, ou deveriam ter...


    Katharine é a rainha envenenadora, capaz de suportar venenos mortais e de criá-los também, mas ainda fraca se comparada às rainhas anteriores. Tem a sorte de que as últimas rainhas sobreviventes terem sido envenenadoras e de o Conselho Negro da ilha seja praticamente composto por envenenadores também. Seu ‘animal de estimação’ é uma cobra coral que fica enroscada em seu pulso como se fosse um bracelete.

    Arsione é a rainha naturalista, deveria ter poder sobre plantas e animais, mas a sua dádiva ainda não foi despertada. Acredita que não vai sobreviver. Sua melhor amiga é Jules, garota forte, também responsável pelo treinamento de Arsinoe e pela sua proteção. Juntas com Joseph, tentaram fugir da ilha quando crianças e ele foi exilado. Mas o amor entre ele e Jules nunca morreu.

    Mirabella é a rainha elemental, manipuladora dos elementos da natureza, o fogo e as tempestades são o seu ponto forte. É a mais forte e a preferida do Templo para se tornar rainha, apesar de não querer matar suas irmãs (mesmo não fazendo muita coisa para impedir que isso aconteça).

    Narrado em segunda pessoa, a história alterna o ponto de vista de cada rainha e o capítulo de cada uma é identificado pelo símbolo de cada uma delas. O que facilita o entendimento da história e a construção desse universo novo com uma sociedade matriarcal marcada pelo poder.

    Me apaixonei pelo enredo, mas acho que a autora pecou em alguns detalhes.

    As rainhas vivem suas vidas com tanta tranquilidade que nem parece que tem data marcada para morrer se não matar. Senti falta de um detalhamento maior desse novo mundo, afinal livro de fantasia tem que ser rico em detalhes para que o leitor possa imaginar algo que ele nunca viu. E a Deusa? Quem é ela mesmo???


    Uma outra coisa que nunca entendo, mas isso é coisa minha mesmo, é o porquê de menosprezar os homens para exaltar o poder das mulheres. Mas, isso é assunto para uma outra resenha...
    Se a leitura vale à pena? Vale muito à pena sim! 


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