Featured Slider

Mestres do mistério, por Victor Bonini


Cinco mestres do suspense estão reunidos em uma sala trancada... Imagine o seguinte cenário: um personagem resolve se isolar em uma sala. Diz que quer se concentrar, que precisa de alguns minutos para si, e dá a entender que se sente ameaçado por outra pessoa. Na despedida, faz questão de trancar a porta por dentro. E algo suspeito acontece. Horas depois, ele não responde às batidas na porta. Então ela é arrombada. Dentro da sala, descobrimos o seu cadáver, com indícios de assassinato. Mas como é possível, se a porta ficou o tempo todo trancada e a chave continua na fechadura, do lado de dentro? Essa premissa consagrada pelos escritores mais talentosos é o ponto de partida de todas as histórias reunidas neste livro. E o segredo por trás de cada trama cabe a você descobrir! Então, apure os sentidos, aguce seu senso de detetive e prepare-se para entrar em um mundo de suspense e mistério, desfrutando das histórias mais criativas publicadas em todos os tempos. Com curadoria de Victor Bonini!

Mestres do mistério
Wilkie Collins
Sir Arthur Conan Doyle
Edgar Allan Poe
G. K. Chesterton
Ano: 2022
Páginas: 160
Idioma: português
Editora: Faro Editorial

Confesso que, apesar de ser uma amante do suspense, não costumo ler os clássicos. Mas se tem a curadoria e a recomendação do Victor Bonini, de quem eu amo a narrativa, tinha que entrar na lista de livros lidos. 

Mestres do Mistério reune contos de Arthur Conan Doyle, Edgar Allan Poe, Jacques Futrelle, G. K. Chesterton e Wilkie Collings, e todos eles trazem relatos de mortes e crimes que aconteceram dentro de uma sala trancada por dentro, pela própria vítima. Além de ter que provar que não foi suicídio e tentar descobrir quem cometeu o crime, o outro grande lance é tentar desvendar o mistério de como o crime foi cometido e o seu autor entrou e saiu sem ser visto.

Os contos, de uma maneira geral, tem um ritmo um pouco mais lento do que a maioria dos livros de suspense da atualidade, acredito que seja por isso que o Bonini chama a atenção do leitor para a época em que foram escritos. A narrativa é geralmente muito analítica e dedutória e isso pode tornar a leitura um pouco maçante para alguns. Mas vale muito à pena curtir as análises com cara de laudo técnico para enfim deswvendar todos os mistérios. Mesmo que alguns pareçam bem improváveis.

E você, gosta de suspenses? 

Natureza morta, Louise Penny


Em Natureza morta, Louise Penny apresenta o inspetor-chefe Armand Gamache, que conduz esta brilhante e premiada série de mistério.
O experiente inspetor-chefe Armand Gamache e sua equipe de investigadores da Sûreté du Québec são chamados a uma cena do crime suspeita em Three Pines, um bucólico vilarejo ao sul de Montreal. Jane Neal, uma pacata professora de 76 anos, foi encontrada morta, atingida por uma flecha no bosque.

Os moradores acreditam que a tragédia não passa de um infeliz acidente, já que é temporada de caça, mas Gamache pressente que há algo bem mais sombrio acontecendo. Ele só não imagina por que alguém iria querer matar uma senhora que era querida por todos.

Porém, o inspetor-chefe sabe que o mal espreita por trás das belas casas e das cercas imaculadas e que, se observar bem de perto, a pequena comunidade começará a revelar seus segredos.

Natureza-morta dá início à série policial de grande sucesso de Louise Penny, que conquistou leitores no mundo todo graças ao cativante retrato da cidadezinha, ao carisma de seus personagens e ao seu estilo perspicaz de escrita.

Natureza morta
Inspetor Gamache #1
Louise Penny
Ano: 2022 
Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Arqueiro

Difícil imaginar que, depois de ler tantos suspenses, eu encontraria um que segue um caminho diferente da maioria deles. E gostasse bastante disso!

Armand Gamache, inspetor-chefe da Sûrete du Québec, é chamado para investigar a morte violenta de Jane Neal, cujo corpo foi encontrado no bosque alvejado por uma flecha.  Moradora de Three Pines e muito querida por todos, à princípio, sua morte é tratada como um possível acidente, já que estamos em temporada de caça. Mas Gamache vai em busca da verdade.

Um dos pontos altos da história é a quantidade de personagens interessantes, muito bem construídos e complexos que podemos dividir em dois grupos: os moradores de Three Pines e a equipe de Gamache, ambos igualmente incríveis. No núcleo dos moradores, a autora nos apresenta a cada um esmiuçando suas relações, possíveis motivações e seu passado. Na equipe de investigação a variedade de personalidades é igual.

À medida em que Gamache, com a ajuda de seu fiel parceiro Beauvoir, da competente investigadora Isabelle Lacoste e da iniciante e egocêntrica investigadora Yvette Nichol, vai desvendando os fatos que culminaram na morte de Jane, a autora nos mostra como cada novo passo afeta cada um dos moradores do vilarejo.

Apesar de ser um suspense, Natureza Morta tem um ritmo diferente, até um pouco lento se comparado a outros livros do gênero. Mas isso só faz com que o leitor se envolva mais com a história e saboreie cada descoberta totalmente entregue ao comando da autora que nos tem nas mãos determinando quando a história avança ou estagna.

Ainda assim, prepare-se para um desfecho muito bem amarrado, com todas as perguntas respondidas e para uma reviravolta de milhões nas últimas páginas que vai te surpreender!

Os dois duques de Wyndham - O aristocrata, Julia Quinn

 


• O aristocrata


Amelia Willoughby é noiva de Thomas Cavendish, o duque de Wyndham, desde bebê. Enquanto espera que ele enfim arrume um tempo para se casar, fica claro que isso não é uma prioridade para ele.

Bem quando Thomas percebe que Amelia é muito mais do que uma mera conveniência, seu mundo é virado do avesso pelo aparecimento de seu primo há muito perdido, que pode ser o verdadeiro duque.

Caso isso se confirme, então Thomas não será mais nem o duque nem o noivo de Amelia. Isso seria uma cruel ironia do destino, porque ele cometeu um erro imperdoável: se apaixonar pela própria noiva.

Os dois duques de Wyndham
Julia Quinn
Ano: 2022
Páginas: 560
Idioma: português
Editora: Arqueiro

A vida toda Thomas foi o Duque de Wyndham, noivo da segunda filha do conde Crowland, com quem ele nunca teve um contato maior do que o recomendado pela etiqueta, até que em um baile as coisas começam a mudar para os dois e a chama de algo começa a aparecer. Porém, nessa mesma noite, a chegada de um primo desconhecido ameaça seu ducado e ele poderá perder tudo que sempre teve, inclusive a mulher por quem ele começou a sentir alguma coisa, com quem ele já deveria ter se casado.

Lady Amélia tem uma boa vida, mas ser noiva do famoso Duque de Wyndham transformou tudo em um gosto amargo. A demora do duque em marcar a data do casamento, fez com que outras jovens da sociedade lhe olhassem com pena, porém certa noite ela e Thomas finalmente começam a se entrosar e uma chama diferente começa a surgir entre os dois, o problema é que em meio a tudo isso ela sente que sua vida está mudando, só não sabe para qual rumo.

“É uma pena que não possamos escolher nossas famílias”.

Imerso entre as responsabilidades e a razão, Thomas precisa tomar decisões que vão lhe afetar mais do que ele jamais esperou, principalmente por nunca ter sentido nada parecido por nenhuma outra mulher. Por outro lado, Amélia começa a se colocar no lugar onde sempre quis estar, tomando decisões sobre ela mesmo e sua vida, mesmo sem saber o que se passa no lado particular da vida do seu noivo.

Um contrato de casamento, um ducado a ponto de ser perdido e o coração querendo falar mais do que razão levam um jovem casal a viver a descoberta do amor e o encontro que já deveria ter sido acontecido, mas que chegou um pouco tarde.

“Com o privilégio vinham as responsabilidades. Quanta verdade havia nisso!”

Narrado em terceira pessoa, o livro dois da duologia “Os dois Duques de Wyndham” é uma delícia de se acompanhar e mostra o outro lado de uma história arrebatadora, onde vemos a classe mais abastada precisando perder tudo para finalmente valorizar algo que sempre esteve ali, ao alcance de uma decisão.

Enquanto o primeiro livro traz um casal que vai da pobreza a riqueza, no segundo livro Julia mostra o contrário, mas sempre abordando que no amor as escolhas podem ser feitas sem danos ao coração, desde que sejam feitas da forma correta. Nem preciso dizer que amei esse livro tanto quanto o primeiro e que super recomendo a leitura, não é mesmo? Mas quero saber de você, já leu ou tem interesse em ler? Vamos conversar!

Instant Karma, Marissa Meyer



Prudence Barnett sempre foi muito rápida em julgar as pessoas, principalmente o povo preguiçoso e arrogante de sua cidadezinha litorânea. Depois de interpretar a música "Instant Karma!", de John Lennon, no karaokê, ela sofre uma queda e bate violentamente com a cabeça no chão. O que Prudence não esperava era que, ao acordar, pudesse fazer com que as pessoas arcassem com as consequências de seus atos. Pru finalmente fará a justiça cármica acontecer.
Logo ela começa a usar seu poder a torto e a direito, punindo todos que vê fazendo coisas ruins, desde comentários maldosos a atos de vandalismo. Mas tem uma pessoa em quem ela não consegue usar seu dom: Quint Erickson, sua dupla em um trabalho da escola. Se, de início, Pru fica irritada com algumas atitudes dele, com o tempo nota que Quint na verdade é até bastante fofo e muito dedicado ao seu trabalho no centro de resgate de animais marinhos da cidade.

Quando Pru começa a trabalhar com Quint no centro para melhorar suas notas na escola, percebe que tem muito a aprender sobre bebês lontras e linguagens do amor ― não necessariamente nessa ordem. É aí que sua nova habilidade vai lhe ensinar como é tênue a linha entre virtude e vaidade, generosidade e ganância, e entre amor, caos... e destino.

Uma coisa é certa: o carma existe. Pode não ser imediato, como dizia John Lennon, porém nunca falha.

"Perfeito para fãs de Rainbow Rowell e Meg Cabot." ― Booklist

Instant Karma
Amor, caos e destino
Marissa Meyer
Ano: 2022 
Páginas: 384
Idioma: português
Editora: Rocco

Perfeccionista e especialista em julgar as pessoas, Prudence Barnett vê sua vida mudar quando, depois de cantar a música Instant Karma, de John Lennon e levar uma pancada na cabeça, ela passa a ter o poder de fazer justiça com as próprias mãos, ou seja, ela pode fazer com que as pessoas recebam uma punição na medida do erro cometido.

Mas tudo o que Pru quer fazer é se vingar de Quint por ele ter feito ela tirar uma nota baixa na escola, mas ele é imune aos seus poderes. Justamente para melhorar essa nota, ela vai fazer trabalho voluntário no Centro de Resgate de Animais Marinhos, onde Quint trabalha e a mãe dele é dona. À medida em que os dois começam a trabalhar juntos, eles percebem que tem muito a aprender um com o outro.

O romance entre Pru e Quin vai acontecer, mas de maneira lenta e, pelos motivos certos, passarão de inimigos a namorados. Quem me acompanha aqui sabe que um livro somente com romance não me cativa, mas Instant Karma trouxe muito mais que isso. Ele tocou diretamente no meu coração ao abordar o voluntariado no resgate a animais marinhos e pela maneira visceral como Pru luta pela causa. Sem falar, é claro, sobre o superpoder de Pru que nos leva inúmeras reflexões. Afinal, quem estaria apto a julgar as atitudes de outras pessoas? Se você comete erros, pode aplicar punições a outras pessoas que também cometem? Se você tivesse o poder de Pru, o que você faria? Quem seria a primeira pessoa que você puniria?


Amores que deixei escapar, Felipe Rocha


Do autor best-seller de Todas as flores que não te enviei e Nem todo amor tem um final feliz. E tá tudo bem
Às vezes, começa aos poucos, quase que sorrateiramente, disfarçado de amizade. Às vezes é arrebatador, te pega virando uma esquina e basta uma troca de olhares para perceber que é amor, que é para sempre.

Ou não... Às vezes, esse mesmo amor escorre entre os nossos dedos e você se vê obrigada a descer da nuvem que aquele sentimento lhe colocou. O relacionamento acaba ― ou, em alguns casos, nunca chega de fato a acontecer. É preciso aceitar e seguir, mesmo não sabendo nem por onde começar.

Spoiler: vai ficar tudo bem. Sempre fica. Vai ficar tudo bem com você, comigo. Apenas quem não vai sobreviver é o nosso “nós”. E talvez seja melhor assim.

Amores que deixei escapar
Felipe Rocha
Ano: 2022
Páginas: 208
Idioma: português
Editora: Astral Cultural

Sempre acreditei que o amor tem muito a ver com intuição. Você pode até tentar escolher entre o sim e o não, mas, na verdade, quando é pra ser, não há força no mundo que contrarie um coração.

Felipe Rocha escreve sobre o amor e suas relações, sejam suas alegrias ou suas dores, momentaneos ou duradouros, à primeira vista ou platônicos. Afinal, todo tipo de amor vale à pena, né? E, mais dia, menos dia, a gente vive todas as fases.


Amores que Deixei Escapar tem uma narrativa leve e divertida que passeia por relatos de vivências que podem já ter acontecido com você ou sobre a qual você já ouvi falar, e isso faz com que você se sinta conversando com um grande amigo e trocando confidências.

A melhor porta aberta serão sempre os braços de quem está disposto a navegar com você em tempestades de qualquer intensidade ou em dias de sol de muita claridade.

Não bastasse essa proximidade com o leitor, o livro ainda traz ilustrações belíssimas do próprio autor e uma playlist para você ouvir durante a leitura.

Por não trazer uma história única, Amores que deixei escapar pode ser lido em doses homeopáticas, saboreando gradativamente e se sentindo abraçado a cada capítulo. Apesar de ser o quarto livro do autor, essa foi minha primeira vez com sua narrativa e confesso que sai com o coração quentinho. Recomendo muitíssimo.

 E você? Conhecia a escrita do Felipe Rocha?