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Mulheres não são chatas, mulheres estão exaustas, Ruth Manus


 

Você já se perguntou sobre o motivo de achar as mulheres chatas? Já assimilou que talvez o cansaço físico e mental das mulheres ao seu redor é o que as deixam cada vez mais longe do que você acha ideal? E o quanto as mídias têm influenciado nisso? Pois é. A cada nova propaganda que aparece, uma mulher perfeita é mostrada e aquela mulher que real, que cuida da casa, dos filhos, do marido, do trabalho, dos estudos, da vida social e um monte de outras coisas, se vê anulada pelo padrão de sucesso imposto que ela muita das vezes nem quer seguir.

A vida da mulher comum já não é lá muito fácil, tem tanta desigualdade acontecendo que a anulação da mulher comum é cada vez mais forte dentro de um padrão criado e imposto pela mídia, sendo que nem sempre aquele é o padrão de sucesso. E isso é destrinchado de forma detalhada no livro “Mulheres não são chatas, mulheres estão exaustas”, livro esse que você precisa conhecer.

“Primeiramente, não podemos tomar a nossa experiência de vida como base para falar pelas mulheres como um todo.”

Cada indivíduo tem seu próprio jeito de viver, pensando nisso e abordando uma conversa intima de autora para leitora, Ruth Manus nos entrega um livro carregado de momentos marcantes, desses que nos faz refletir sobre quem somos e o que queremos para as nossas vidas, afinal estamos vivendo conforme nossas vontades é por conta de algo que colocaram em nossa cabeça?

A autora consegue demonstrar de forma clara, em cada novo capítulo, o quanto fomos enraizadas de conceitos ao longo dos anos e com isso acabamos nos culpando por algo que na maioria das vezes nem é nossa culpa, afinal não precisamos querer tudo que os outros querem e sim entender quem somos e o que funciona melhor para as nossas vidas, pois está tudo bem não querer ser mãe ou ter o casamento dos sonhos já que nem todo mundo quer isso.

“O feminismo é a teoria que sustenta a igualdade política, social e econômica entre homens e mulheres. O que o feminismo busca é a igualdade de gênero e a liberdade da mulher. Feminismo não é o oposto de machismo. O machismo prega a superioridade do gênero masculino, enquanto o feminismo busca a igualdade entre os dois.”

Confesso que essa leitura não é fácil, pode até mesmo ser cansativa em alguns momentos, mas é uma leitura tão necessária para nós mulheres e para os homens também, afinal tem muito homem precisando entender um pouquinho das pressões que passamos diariamente. É um livro que nos abre mente, olhos, ouvidos e coração para nos mesmas e para as melhorias que podemos trazer nas nossas vidas e no mundo, um livro tão necessário quanto qualquer outro.

Finalizo a leitora com a sensação de que cumpri com meu objetivo de aprender mais e daqui para a frente vou pregar a palavra dessa obra por aí, mas e você, já conhece essa maravilha? Vamos conversar.

Meu corpo virou poesia, Bruna Vieira


Em seu primeiro livro de poesia, Bruna Vieira percorre uma viagem para se reencontrar.
Em 2017, Bruna Vieira fez as malas, deixou a vida no Brasil de lado e foi escrever uma nova história em outro país, vestida de coragem e guiada por um sentimento que sempre foi sua maior prioridade: o amor.

Com o tempo, porém, os dias foram ficando cada vez mais longos e solitários. Era como se naquele lugar o amor tivesse perdido o equilíbrio e se tornado uma obrigação. Foi bem perto do fim e de jeito mais frio que ela finalmente se deu conta: é impossível ser "nós" sozinha.

Formado por quatro partes – cabeça, garganta, pulmão e ventre –, este livro é um mapa. Um mapa que leva Bruna de volta à escrita e a si mesma. São relatos reais, repletos de lembranças, aprendizados e cicatrizes, que agora deixam o corpo da autora para encontrar o seu, em forma de poesia.

Ao tocar em temas como autoestima, amizade feminina e relacionamentos (com o outro e sobretudo consigo mesma), Bruna olha para dentro e nos convida a percorrer nestes versos nossa própria viagem de autodescoberta.

Meu corpo virou poesia
Ano: 2021 
Páginas: 184
Idioma: português
Editora: Seguinte

Meu corpo virou poesia é uma coletânea de poemas e poesias íntimos, carregados de sentimentalismo que carrega o leitor em uma viagem para conhecer a autora e se reconhecer na jornada. Cada texto aborda uma chave de sentimento diferente que leva a reflexão sobre o que estamos fazendo no decorrer de nossas vidas, abordando que está tudo bem viver os seus processos e aprender com eles.

Um livro carregado de bons textos, que além de fazer refletir, abre os caminhos do nosso sentimental, nos transportando para dentro de nós mesmos até que possamos entender quem somos, como somos e as nossas vivências, abrangendo passado, presente e uma possibilidade de futuro que somente nós é que podemos conhecer em nosso íntimo.

“Essa luta não é mais sobre o fim trágico de uma história de amor, é sobre o amor que restou dentro de você e sobre como você respeita cada uma de suas batalhas, principalmente as que você estava lutando sozinha.”

Detalhista no ato de falar sobre si, Bruna trás em seu livro uma narrativa fluída e apaixonante que transborda o leitor com diversos sentimentos a cada virada de página, fazendo com que nos sintamos íntimos de sua história e entendendo que todos nós vivemos coisas parecidas, ao ponto de trazer significados únicos ao coração de quem ler.

Claro que cada pessoa vai se sentir de uma forma diferente com a leitura do livro, mas eu me senti tão intima dele que em alguns momentos parei, respirei e li novamente uma página, pois falava tanto comigo que achei ter sido escrita para mim e no final foi, afinal o que são esses textos se não uma troca de experiencia entre pessoas que sentem da mesma forma? Autor e leitor se encontrando na intimidade de uma leitura.

“Besteira mesmo é ficar onde a sua presença é tolerada.”

Falando de forma bem direta agora, sem toda a filosofia envolvente da obra, quero dizer que esse livro me salvou um pouquinho em meio a esse ano tão caótico e preciso agradecer a Bruna Vieira por colocar seu coração em cada parte dessa escrita, possibilitando a mim colocar meu coração em cada parte da leitura e assim me reencontrar. Obrigada também a Editora Seguinte por enviar essa maravilha e proporcionar esse momento de pura felicidade para o meu coração.

Agora que já me derreti, conta aí, tu conheces essa maravilha? Se não, pretende conhecer? Vamos espalhar amor.


Aristóteles e Dante descobrem os segredos do mundo, Benjamin Alire Saenz


Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão.
Um garoto como pDante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas - e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.

Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo
Aristóteles e Dante #1
Ano: 2014 
Páginas: 392
Idioma: português
Editora: Seguinte

Estamos na cidade de El Paso, Texas, no final dos anos 80 (o que vai explicar a ausência de tecnologia na história) e vamos conhecer Aristóteles, Ari para os mais próximos. Um adolescente melancólico e solitário, com uma mãe incrível e um pai cheio de traumas por causa da guerra do Vietnã, sem ser triste ou depressivo. Entediado já no primeiro das férias, Ari, apesar de não saber nadar, vai à piscina pública e Dante se oferece para lhe ensinar. 

“Embora os verões fossem quase totalmente feitos de sol e calor, para mim os verões eram as tempestades que iam e vinham. E ficava o sentimento de solidão.

Será que todos os garotos se sentiam sozinhos?

O verão não era feito para garotos como eu. Garotos como eu pertenciam à chuva.”

Dante é alegre, divertido, falante, cheio de alegria de viver, o oposto de Ari. Mas, ainda assim, a amizade dos dois vai crescendo, fazendo com que se tornem tão unidos a ponto de não se imaginarem um sem o outro. 

“Minha mãe e meu pai deram as mãos. Imaginei como era – como era segurar a mão de alguém. Aposto que às vezes é possível desvendar todos os mistérios do Universo na mão de uma pessoa.”

Mas qual é mesmo o plot da história? Então, não temos. A narrativa é sobre a vida dos dois rapazes e como eles lidam com seus pais amorosos, os segredos que toda família tem, com sentimentos que existem mas que você nunca demonstrou ou nunca soube que existiam, com a imagem que os outros tem de você.

Não me preocupei em entender. Não ligava para o que queriam dizer. Não ligava porque o importante era que a voz de Dante dava a sensação de ser real. E eu tinha a sensação de ser real. Antes de Dante, estar com alguém era a coisa mais difícil do mundo para mim. Mas, com ele, conversar e viver e sentir pareciam coisas perfeitamente naturais. No meu mundo não eram.

Ari narra a história e consegue transmitir para o leitor o turbilhão de sentimento confusos que ele vive com tudo o que já existia em sua vida e agora com toda a revolução que a existência de Dante causou. Ele nos leva através da sua história de autodescoberta e descoberta de mundo que ele nem tomava conhecimento que existia, mas que Dante desperta. E vamos com os dois nessa trajetória linda de amizade verdadeira, confiança, lealdade e de muito amor. 

Sim, esse é um romance LGBTQIA+, mas não subestime essa história, ela vai muito além. 

“Senti vontade de dizer que nunca tivera um amigo, nenhum, nenhum de verdade. Até Dante. Senti vontade de dizer que não sabia que existia gente como Dante no mundo, gente que observava estrelas, que conhecia os mistérios da água, que sabia o suficiente para entender que os pássaros pertenciam ao céu e não deveriam ser derrubados de seu voo gracioso por tiros de moleques idiotas e cruéis. Senti vontade de dizer que Dante transformara minha vida e que eu jamais seria o mesmo, jamais”.

Prometida Por Um Dia, Lisa Kleypas


Nick Gentry, um dos patrulheiros da Bow Street, já foi considerado um dos homens mais perigosos da Inglaterra antes de se juntar à força policial que mantém a ordem em Londres. Depois de passar para o lado da lei, o jovem é enviado para localizar Charlotte Howard, uma noiva fugitiva que desapareceu sem deixar vestígio.
Quando a encontra, Nick se surpreende com o espírito aventureiro da moça e se assusta com a força da atração que nasce imediatamente entre os dois.

Para escapar do casamento forçado com o homem que a destruirá, Charlotte concorda com o plano audacioso de Nick, que inclui tornar-se noiva dele. Mas logo ela descobre que seu charmoso salvador tem os próprios segredos sombrios.

Agora Charlotte precisará de toda a sua astúcia e persistência para domar a alma atormentada de Nick. E ele, em sua tentativa de proteger a jovem do aristocrata diabólico a quem ela foi prometida, descobre que, para salvá-la, só há uma coisa que pode fazer: abrir seu coração de uma vez por todas para ela.
Prometida Por Um Dia
Os Mistérios De Bow Street #3
Ano: 2021 
Páginas: 272
Idioma: português
Editora: Arqueiro

Nick Grant passou toda a sua vida no submundo, vivendo de um esquema enriquecedor, porém não muito aceito pela sociedade, até que um acordo com Sir Ross o leva diretamente a trabalhar para os detetives da Bow Street. Mesmo contra sua vontade, Nick aceita os riscos da profissão cuja única mudança seria colocá-lo ao lado dos bonzinhos, mas sem deixar de lado os trabalhos fora da equipe policial. Um desses trabalhos é para Lorde Radnor, um homem inescrupuloso que teve seu destino mudado com a fuga da noiva, para Nick isso não seria nada, mas encontrar essa jovem dama em fuga faz com que ele tropece em uma decisão que vai mudar para sempre o curso de sua vida.

Charlotte estudou na melhor escola para damas de toda Londres, teve sua alimentação regrada desde muito nova, seus estudos foram selecionados a dedo, suas conversas monitoradas até o último suspiro, uma vida inteira traçada para servir a um homem que ela não suporta. Fugir do seu casamento vindouro com Lorde Radnor foi o único caminho possível para Lottie, mas ela não contava que em meio a sua busca, o homem enviasse alguém que pudesse mudar a trajetória da sua história.

“A vista é muito mais recompensadora quando há algum risco envolvido.”

O futuro de Nick e Charlotte se entrelaça em meio a uma busca complicada, ele precisa levá-la de volta para Radnor, ela pretende fugir a todo custo do homem que lhe apavora, mas tudo muda quando eles se encontram, uma proposta é feita, os laços são acertados e agora tudo que eles devem fazer é sobreviver um ao outro, tentando manter apenas um acordo propício, mas que vai mudá-los eternamente.

A narrativa em terceira pessoa traz os pontos de vista de Lottie e Nick como principais, nos mostrando seus medos e receios a todo mundo, ambos possuem um passado obscuro que desencadeia em segredos difíceis para lidar, além da falta de confiança que veio com essa bagagem de vida. Embora sejam personagens maduros, ambos têm muito o que evoluir durante a história e isso não é deixado de lado pela autora durante a construção dos personagens.

“Segurança. A coisa que ela mais queria, mas jamais poderia ter.”

Meu único incomodo com essa história foi a demora para a ação, a história tem vários momentos excitantes, mas os confrontos esperados infelizmente só acontecem no final, isso não mudou o charme da obra, mas acabou transformando muito dele em um romance de época clichê, mesmo com suas cenas quentes durante a trajetória do casal.

É um ótimo livro, assim como os outros, mas eu confesso que de todos prefiro o primeiro, onde a ação foi bem mais intensa que os outros, fora isso todos são incríveis e vale muito a pena conhecer cada personagem que abrange essas obras. Vale dizer também que esperava um pouco mais do final, um livro quatro por assim dizer? Mas é isso, ficamos por aqui.

Agora me conta, tu já leu? Curtiu essa maravilha? Vamos conversar, até lá, muitos beijos para todos.


Procure nas cinzas, Charlie Donlea

 

O ataque terrorista às Torres Gêmeas do World Trade Center chocou o mundo vinte anos atrás, mas, para uma família, esse atentado teve um gosto mais amargo. A destruição dos edifícios deu fim à vida de Victória, a principal suspeita de um crime brutal ― sem que ela tivesse a chance de se defender. E sua irmã, Emma, ainda tinha um assunto pendente: naquele momento extremo, pouco antes de o prédio desabar, Victoria conseguiu realizar uma última ligação pedindo que Emma a ajudasse a provar sua inocência. O caso fica abandonado por duas décadas, até que a evolução das técnicas forenses possibilitou a identificação do DNA de uma das vítimas dos ataques ― justamente da mulher que foi considerada culpada pelo assassinato de um conhecido escritor. Avery Manson, uma famosa apresentadora de TV, vê no caso uma oportunidade de alavancar ainda mais a sua carreira. Seu faro jornalístico a leva até Emma, e ela decide fazer o que for preciso para reabrir o caso, expor as falhas da polícia e descobrir se Victoria era ou não inocente. Avery não imaginava que seria preciso remontar um complexo quebra-cabeça para se chegar à verdade. E ela própria guarda também muitos segredos que, na busca insaciável por conseguir uma ótima história, podem ser expostos e destruir todo o sucesso que conquistou. Para quem ama os clássicos de Agatha Christie ou adora suspenses e personagens misteriosos e envolventes. Procure nas cinzas, lançamento da Faro Editorial, cria um emaranhado de tramas e personagens interessantes, capazes de tudo, e que irão fisgar os leitores até as últimas páginas.
Procure nas Cinzas
Ano: 2021
Páginas: 356
Idioma: português
Editora: Faro Editorial

Que eu sou apaixonada por tudo o que o Charlie escreve, não é novidade. Mas confesso que precisei de alguns dias para pensar como eu ia escrever essa resenha sem spoilers mas com toda a pompa que essa história merece. 

Nossa história já começa com o jovem detetive Walt Jenkins assumindo o seu primeiro caso no Departamento de Homicídios: o assassinato do famoso escritor Cameron Young, encontrado morto em sua casa de campo, pendurado por uma corda no pescoço na varanda do seu quarto. Apesar do que parece ser um crime brutal, muitas provas foram deixadas para trás que incriminam Victoria Ford, amiga da família e amante do morto. 

Apesar de se declarar inocente, o cenário não parecia promissor para Victoria. Mas o caso foi encerrado após a suspeita ter sido uma das vítimas do 11 de setembro. 

Muitos anos se passaram e a tecnologia atual procura identificar os restos mortais das vítimas desse desastre. E é aí que Avery Mason, apresentadora de um programa de tv, vê a chance de jogar a audiência lá pra cima ao abordar o tema quando os restos mortais de Victoria são identificados. Ao investigar a vida de Victoria, Avery percebe que a possibilidade de reabrir um caso tão importante pode ser o que ela precisa para consolidar a sua carreira. Sua investigação a leva ao detetive Jenkins, hoje um homem recluso, que se aposentou muito jovem e vive um vida melancólica na Jamaica. Eles se encontram para falar sobre o caso e descobrem alguns furos na investigação.

Dividindo os capítulos entre passado e presente e entre os pontos de vista de Avery e de Jenkins, Charlie vai nos envolvendo não em um, mas em vários mistérios que vão se ligando de uma maneira que só o Charlie sabe tecer. Com personagens incríveis, extremamente reais, que escondem segredos do seu passado que poderiam ser seus, que erraram e carregam o peso dos seus erros, a narrativa te envolve no desenrolar desse trama. Mas não se iluda, apesar de já estarmos familiarizados com o jeito Charlei de escrever, pode se preparar para ser pomposamente enganado e ficar assustado com o poder de imaginação do nosso autor.

Charlie, tenho medo de sua mente criativa. Mas é por isso que amo o seu trabalho!!!