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A rainha dos condenados, Anne Rice



A Rainha dos Condenados é o terceiro livro das crônicas vampirescas de Anne Rice. No volume anterior, O vampiro Lestat, Lestat pôde dar sua versão da sua fascinante história. Aqui, ele é um roqueiro rico e venerado por milhões de fãs, que vive tranquilamente entre os mortais e frequenta um bar que atende pelo incrível nome de Filha de Drácula. Através de sua música, reveladora de histórias vampirescas que jamais deveriam ser narradas, Akasha, verdadeira encarnação das forças maléficas femininas, desperta de seu sono milenar, sai de uma cripta encravada nas profundezas da terra e começa a pôr em prática ideias mirabolantes. Akasha é a Rainha dos Condenados, a mãe-amante de Lestat, e sua intenção é salvar a humanidade. Para fazê-lo, no entanto, ela tem um método radical que começa num glorioso banho de sangue. Contado sob diversos prismas, por um variado elenco de vampiros, alguns deles perturbados simultaneamente por um sonho intrigante em que figuram as gêmeas de cabelos vermelhos, A Rainha dos Condenados recupera a história desses seres malditos, libertando as mais antigas e poderosas forças da noite no mundo dos vivos. As imagens envolventes e exuberantes de Anne Rice tornam impossível não partilhar e entender os desejos sanguinolentos que animam os protagonistas, dilacerados por contradições irresolvíveis. A Rainha dos Condenados transporta o leitor para o mundo complexo, erótico, violento e eletrizante dos vampiros. Com incrível habilidade, enorme fluência e conhecimento profundo do tema, Anne Rice nos faz viajar até seis mil anos atrás, quando têm início as histórias da Primeira Geração dos bebedores de sangue e passeia do Egito à América do Sul, do Himalaia à Inglaterra, por onde quer que os vampiros tenham passado deixando suas garras.
A Rainha Dos Condenados
As Crônicas Vampirescas #3
Ano: 2021 
Páginas: 496
Idioma: português
Editora: Rocco

Terceiro volume de As crônicas vampirescas, traz Akasha, a Rainha dos condenados, a mãe de todos, que, depois de passar vários milênios adormecida, ressurge com sede de sangue e vingança. E, para isso, decide fazer de Lestat seu consorte para reinar ao lado dela e mudar o mundo ao seu modo, trazendo grande risco tanto para humanos quanto para vampiros. E é isso que faz com que vampiros de várias épocas se unam para lutar contra a dominação de Akasha.


Em suas 496 páginas, Anne Rice traz um verdadeiro livro de história que nos fala sobre a origem dos vampiros, como os primeiros vampiros se tornaram o que são, além de falar sobre questões mais filosóficas como o destino da alma e de nos apresentar a uma gama enorme de personagens que ainda terá grande destaque nos livros seguintes da série. Apesar de dar a impressão de narrativas individuais, a autora é capaz de ir tecendo toda a história de forma que, ao final, tudo se encaixe perfeitamente.

Mas os grandes protagonistas trazem um verdadeiro deleite para o leitor. De um lado temos Akasha e suas ideias feministas absolutamente radicais que culpa os homens por todo o mal no mundo. Do outro, a personalidade narcisista de Lestat que parece não ser abalado por nada, nem mesmo pelo poder de Akasha.

Um livro para os fãs de vampiros clássicos, daqueles que não brilham ao sol e que não se recusam a provocar verdadeiros derramamentos de sangue. E para o qual sempre vale à pena retornar.

Silêncio na Floresta, Harlan Coben


O passado nunca fica realmente para trás
Há vinte anos, durante um acampamento de verão, quatro adolescentes entraram na floresta à noite. Dois deles foram encontrados mortos. Os outros dois desapareceram sem deixar pistas. Quatro famílias tiveram a vida mudada para sempre.

E tudo está prestes a mudar de novo.
Paul Copeland, mais conhecido como Cope, finalmente está começando a aceitar a perda da irmã naquela noite. Criar sozinho a filha de 6 anos enquanto cuida da sua carreira em ascensão como promotor do condado o distrai de seus traumas do passado.

Mas quando um homem é encontrado morto com provas que o ligam a Cope, os segredos da família do promotor ameaçam vir à tona.

Será que esse homem desapareceu com a irmã dele, Camille? Será que ela está viva? Agora Cope precisa confrontar tudo que ele deixou para trás naquele verão há vinte anos. Só assim poderá decidir o que é melhor deixar enterrado e quais são as verdades que podem ser trazidas à luz.

Silêncio na Floresta
Harlan Coben
Ano: 2022 
Páginas: 352
Idioma: português
Editora: Arqueiro

Dizer sobre a capacaidade de Coben de me surpreender já ficou repetitivo por aqui, mas ele é isso, gente. E tá tudo ótimo!!!!

Paul Copeland é um homem marcado pela por grandes perdas. Sua irmã, Camille foi vítima de um serial killer que está preso acusado de matar mais outros três jovens, mas o seu corpo nunca foi encontrada. Sua mãe abandonou a família. Seu morreu procurando o corpo da filha. E sua esposa morreu deixando-o apenas com uma filha. Cope se tornou um promotor público respeitado e solitário, que cria sua filha com o apoio da cunhada e fundou uma associação beneficiente para pessoas com câncer em memória de sua amada esposa. 


Cope está defendendo uma garota negra e pobre, vítima de estupro cometido por dois adolescentes ricos e de família influente, cujos pais vão revirar a sua vida para encontrar algo que possa depor contra o seu caráter. Enquanto isso, Cope terá que revisitar seu passado várias vezes para elucidar o que realmente aconteceu no acampamento de verão em que sua irmã desapareceu. Nesse revival, ele encontrará Lucy, seu primeiro amor nunca esquecido que estava com ele no acampamento. Será que as novas evidências poderão ajudá-lo a encontrar o corpo da irmã que o pai procurou por tantos anos? Que outros mistérios podem ser revelados sobre o passado desse bom cidadão americano filho de imigrantes russos? Será que, enfim, Cope terá um final feliz com a mulher que ele sempre amou?

Em meio a disputa no tribunal, investigações e segredos revelados, o leitor vai montando mais um quebra-cabeças de 1.000 peças de Coben e se surpreendendo a cada plot twist, que não são poucos. O suspense sobre as mortes no acampamento é o que dá o tom da narrativa, mas a forma como os seres humanos escondem segredos até das pessoas que amam é quase que a motivação de todos esses acontecimentos. A maneira como o autor desnuda seus personagem e mostra a frágil humanidade deles é um show à parte. 




Sobre amor e estrelas (e a cabeça nas nuvens)

 


Ao encontrar um emprego em uma lojinha esotérica, HANNAH, uma libriana bem cética, vai perceber que uma mãozinha do destino é sempre bem-vinda. Com a relação difícil com o pai, que não aceita quem ela é de verdade, Hannah vai precisar acreditar muito em si mesma para ter a coragem de se impor. E quando se vê acidentalmente em um triângulo amoroso, ela sabe que não adianta mais postergar: é hora de agir.
Como boa aquariana, JULIETA tem dificuldade em lidar com sentimentos fortes, e sua primeira reação é mergulhar no trabalho e nos projetos sociais em que atua para fugir das emoções. O problema é que, meses depois do término, ela precisa se unir ao ex-namorado para juntar um casal querido. É aí que Jut percebe que a revolução que quer ver no mundo começa dentro dela, e agora vai ter que correr atrás para consertar seus erros.
TATIANA terminou um relacionamento recentemente e não se reconhece mais. Para a geminiana que sempre achou fácil se relacionar com todo tipo de gente, mas difícil se concentrar no que quer, é complicado se livrar dos rótulos que aprendeu a considerar negativos. Com um pouco de ajuda, Tatiana vai começar a ver o melhor de si e até mesmo dar chance a um romance que não parece muito compatível.

Inspiradas nos signos mais inteligentes, sociáveis e criativos do zodíaco, as autoras Clara Alves, Lia Rocha e Olívia Pilar contam três histórias baseadas nos signos de libra, aquário e gêmeos.

O terceiro volume da coleção Sobre amor e estrelas aborda os signos do elemento ar e vai nos fazer ficar com a cabeça nas nuvens, sonhando com essas histórias de amor.

Sobre amor e estrelas
(e a cabeça nas nuvens)
Sobre amor e estrelas #3
Clara Alves, Lia Rocha e Olívia Pilar
Ano: 2022 
Páginas: 240
Idioma: português
Editora: Rocco

Hannah vem de uma família de pais evangélicos e extremamente conservadores, criada dentro desse meio, ela deixa de acreditar no caminho escolhido pelos pais depois que vê tantas barbaridades feitas pelas pessoas ao seu redor e principalmente, depois de ter sua vida virada de ponta cabeça por um escândalo. Com 18 anos ela decide que chegou a hora de mudar e consegue um emprego no lugar mais improvável possível, onde suas crenças serão testadas e um novo amor pode surgir através de um erro, mas será que ela está mesmo pronta para tomar as rédeas da situação?

“Às vezes vale mais a pena arriscar e se decepcionar do que ficar pensando no que poderia ter sido”.

Julieta embora seja herdeira de uma fortuna e filha das estilistas mais aclamadas do momento, preferiu seguir a carreira de professora e ensinar em escolas públicas, mas esse não é o problema, a questão que lhe incomoda é o fato de suas mães estarem se separando e para tentar fazer com que isso não aconteça – já que está claro que elas se amam -, a jovem decide se unir ao seu ex-namorado e grande amor na tentativa de salvar o relacionamento das mães. A situação se complica quando antigos sentimentos aparecem e o término não esclarecido começa a ferver entre Jut e Leo, mas será que Julieta está pronta para lidar com seus sentimentos?

“O orgulho era uma lente embaçada demais para permitir que elas enxergassem a verdade”.

Tatiana terminou um relacionamento a seis meses e desde então vem se afundando em mais e mais cursos na tentativa de ocupar a mente, mas isso vira um problema quando sua vida social vai pelo ralo. Com a intervenção da sua irmã e cunhado, ela decide ir em encontros as cegas, com pessoas pré-selecionadas pelo casal que habita sua vida e com isso acaba conhecendo alguém que embora não combine em nada com ela, vai começar a dar sentido para muitas perguntas não respondidas, mas entre mergulhar no novo e se prender ao antigo, Tatiana precisa decidir o que fazer antes que sua mente domine suas vontades.

“Você ficou tão ligada nos seus próprios pensamentos que acabou esquecendo um pouco de viver”.

Cada conto aborda as características de um signo: aquário, libra e gêmeos. Porém trazer esses signos não rege a história, pois as autoras usaram apenas algumas poucas características e personagens descrentes que dão todo um charme para a obra. Confesso que todos me conquistaram um pouquinho, mas foi Tatiana com suas indecisões e medos que fez meu coração ficar mais aquecido.

Por se tratar de histórias curtas, falar muito sobre elas pode trazer spoilers, mas para aqueles que desejam ler podem ir certos de que vão encontrar romance, porém o cargo chefe dessas obras são os problemas internos de cada personagem que faz a gente se identificar e amar cada um deles ao seu modo.

Nem preciso dizer que dos três livros, esse é o que veio para dominar meu coração, né? Mas e você, já leu “Sobre amor e estrelas” o que achou e qual o seu preferido afinal? Vamos papear!

O coração é o último a morrer, Margaret Atwood



O projeto Positron parece um sonho realizado para Stan e Charmaine depois de tanto tempo sem ter onde viver, sem esperança e à mercê de criminosos. Porém, uma espiral bizarra de infidelidade, segredos e chantagens abala a aparente satisfação que o casal pensava ter encontrado em Consilience, um lugar em que os corretos são aprisionados e os sem-lei vagam em liberdade.
Charmaine e Stan são um casal jovem que tenta sobreviver a um colapso econômico e social de grandes proporções. Perderam seus empregos, sua casa e, por total falta de recursos, são obrigados a morar no carro, se expondo a todo tipo de risco. Para reverter esta situação, o casal resolve aderir ao Projeto Positron, na cidade de Consilience. Supostamente criado para resolver os problemas sociais causados pela crise, o projeto lhes oferece um lugar confortável para morar, comida boa e emprego fixo. Em meses alternados, no entanto, os residentes de Consilience deixam suas casas e se tornam internos na prisão de Positron. Concluído o período de serviço no sistema prisional, eles retornam à vida civil.

Apesar de estarem sempre sob vigilância e não poderem ter qualquer interação com amigos ou familiares, o esquema não parece um sacrifício para eles. Considerando os benefícios que lhes estão sendo concedidos, a vida no bairro idílico e na comunidade parece perfeita. Porém, quando Charmaine se envolve romanticamente com o homem que ocupa sua casa enquanto ela e o marido estão na prisão, uma série de eventos preocupantes se desdobra e coloca em risco a vida de Stan e a paz alcançada a tão duras custas. De repente, Positron parece menos uma solução e muito mais um arrepiante desafio.

O coração é o último a morrer
Margaret Atwood
Ano: 2022 
Páginas: 416
Idioma: português
Editora: Rocco

Aqui temos uma distopia que tem lugar num futuro próximo, nos EUA. A economia do país está quebrada, Charmaine e Stan estão desempregados e morando no carro, único bem que restou. Vivendo do dinheiro que tinham guardado e dos bicos que Charmaine faz em um bar, eles mal conseguem dormir a noite por medo da violência, já que a crise econômica atingiu pessoas de todas as classes sociais e gangues e pessoas famintas perambulam pelas ruas o tempo todo. 

Acostumados a uma vida tranquila onde os dois tinham bons empregos e uma casa segura e confortável, Charmaine vê a possibilidade de amenizar a dureza de sua vida ao ver na televisão do bar o anúncio do projeto Positron que oferece casa própria e emprego para todos os participantes. Para morar em Consilience basta participar desse projeto experimental em que por um mês você é uma pessoa livre e no mês seguinte você é presidiário em Positron. Enquanto você vive um desses mundos, seus Substitutos estão no outro, alternando lugar e seguindo a regra de nunca manterem o mínimo contato.

Apesar de alertado por seu irmão Connor, um homem violento e envolvido com o mundo do crime, Stan cede ao desejo de segurança de Charmaine e vai com ela para Consilience. Mas, com o passar do tempo, a experiência começa a se mostrar extremamente opressora com todas as suas regras e limites e a curiosidade acaba sendo o calcanhar de Aquiles da história quando Charmaine cede a ela e quebra todas as regrs do Positron além das convenções sociais do matrimônio. 


Numa narrativa eletrizante, feita alternadamente por Charmaine e Stan, você vai conhecendo o que realmente está por trás de projeto salvador até se deperar com a realidade de que toda distopia pode ser uma profecia para o que está por vir em nossa sociedade, enquanto reforça a máxima de que 'Não existe almoço grátis.'. 

O corção é o último a morrer é um livro instigante, real e pertubador, que você sente a necessidade de ler até o fim na esperança de um final feliz para esse realidade tão próxima da nossa. 




Você viu a Melody?, Sophie Hannah


Ao chegar ao seu limite após se decepcionar com a família, a britânica Cara Burrows deixa sua casa, o marido e os filhos e foge para um resort cinco estrelas no Arizona, nos Estados Unidos. Ela não sabe bem como vai pagar a conta e escolhe um serviço de aluguel de carros duvidoso, mas, por fim, chega ao hotel tarde da noite, exausta e desesperada. Após o check-in, ela acaba entrando por engano num quarto já ocupado por um homem e uma adolescente.
O que não deveria passar de um equívoco da recepcionista se transforma em um grande mistério quando Cara se dá conta de que a jovem que viu naquele quarto talvez seja alguém que ela jamais poderia ter visto: a vítima de um dos mais famosos crimes do país, Melody Chapa, cujo assassinato, arquitetado pelos próprios pais, os levou à prisão perpétua.
O crime aconteceu muitos anos atrás, e o corpo da criança nunca foi encontrado, mas há rumores recorrentes sobre o avistamento de Melody, inclusive no próprio hotel em que Cara está, o Swallowtail.
Cara não sabe em quem confiar. Tudo o que ela lê
(na internet) ou ouve (no hotel) sobre o caso parece contradizer as evidências diante de seus olhos. Ela viu mesmo Melody Chapa? E está preparada para responder a essa pergunta com sinceridade, ainda que isso signifique arriscar a própria vida?
Em mais um thriller psicológico de tirar o fôlego, Sophie Hannah apresenta ao leitor um elenco diverso de personagens — e um mistério na medida para os fãs de Agatha Christie — numa trama extremamente intrigante e desafiadora.

Você viu a Melody?
Sophie Hannah
Ano: 2022 
Páginas: 400
Idioma: português
Editora: Rocco

Cara Burrows acreditava ter a família perfeita: um marido dedicado e dois filhos amados, até que ela se decepciona com a rejeição dos três à sua recente gravidez. Arrasada pela postura de sua família, Cara resolve viajar para um resort caríssimo, detonando assim com as economias da família e sem deixar pistas do seu paradeiro. Para evitar sem contactada pela família ou acabar cedenco à preocupação de saber como eles estão, ela paga ao rapaz da locadora de carros para ficar com o seu celular enquanto ela estiver no resort.

As dores de cabeça de Cara começam quando a recepcionista lhe dá a chave errada do seu apartamente e ela acaba entrando em um quarto já ocupado por uma garota e um homem. Equívoco desfeito, Cara tenta desfrutar da paz que ela foi buscar mas se depara com um grande mistério: a garota que ela viu no quarto em que entrou por engano é Melody, uma garota dada como morta ainda criança e cujos pais estão pressos acusados do seu assassinato. Mistério estabelecido! Cara vai em busca de respostas e é ajudada por uma outra hóspede de resort e nos leva atráves das pistas que ela colhe. 


Esse foi o meu primeiro contato com a autora e não sabia o que esperar de sua escrita. Sophie Hannah cria um enredo incrível, com personagens totalmente críveis e mistério realmente intrigante, além de abordar temas interessantes e delicados como a maternidade e a criação de filhos. No se deixe levar pela morosidade no início da narrativa, é apenas um obstáculo a ser superado para você ser premiado com uma história original, com direito a vários suspeitos e motivações. Pena que ela escolheu o caminho menos interessante para esclarecer o mistério. Se eu recomendo? Sim, é uma história fluida depois das primeiras 50 páginas e que traz uma boa dose de distração, mas não espere um final de tirar o fôlego.