A guerra que me ensinou a viver, Kimberly Brubaker Bradley


A Guerra Que Salvou a Minha Vida ganhou um lugar especial no coração dos leitores brasileiros. A história da pequena Ada — que, com seu irmão caçula, deixou para trás sua casa em Londres para escapar dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial — arrancou lágrimas, sorrisos e suspiros na mesma medida. Com o coração repleto de esperança e afeto, a DarkSide® Books orgulhosamente apresenta A Guerra Que Me Ensinou a Viver, a emocionante continuação do livro de Kimberly Brubaker Bradley.
Após uma infância de maus-tratos, Ada finalmente recebe o cuidado que merece ao ter seu pé operado. Enquanto tenta se ajustar à sua nova realidade e superar os traumas do passado, ela se muda com Jamie, lady Thorton e Susan — agora sua guardiã legal — para um chalé em busca de um recomeço. Com a guerra se intensificando lá fora, as adversidades batem à porta: o racionamento de alimentos é uma preocupante realidade, e os sacrifícios que todos devem fazer em nome do confronto partem corações e deixam cicatrizes. Outra questão é a chegada de Ruth, uma garota judia e alemã, que gera uma comoção no chalé. Seria ela uma espiã disfarçada? Ou uma aliada em meio à calamidade? Mais uma vez, Kimberly Brubaker Bradley conquista com sua narrativa carregada de sensibilidade. Seu registro historicamente preciso revela o conflito armado pela perspectiva de uma criança, além de lançar luz sobre a atual crise de refugiados, a maior desde a guerra de Hitler, que já obrigou milhões de pessoas a deixarem seus lares em busca de paz. Discutindo assuntos delicados com ternura, a autora guia o leitor por uma jornada que mostra a beleza dos pequenos gestos. E, ao revelar as camadas de seus personagens, apresenta uma história sobre amadurecimento e aceitação — principalmente para Ada, que precisa aprender a acreditar. Acreditar em sua família e em si mesma. Na resiliência que vem da dor. Na superação que vem do medo. Na empatia, que reacende a humanidade. E no amor, é claro. Em sua forma mais pura e sincera.
A Guerra Que Me Ensinou a Viver
A Guerra Que Salvou a Minha Vida #2
Kimberly Brubaker Bradley
Ano: 2018
Páginas: 280
Idioma: português
Editora: DarkSide Books


“É possível saber um monte de coisas e mesmo assim não acreditar em nenhuma delas.”

Quem leu a minha resenha de A guerra que salvou minha vida sabe da paixão que tenho pela Ada. Sendo assim, não teria como resistir à leitura de A guerra que me ensinou a viver.

Se você ainda não conhece Ada, vou te apresentar a ela: Ada é uma garotinha que viveu em Londres na época da Segunda Guerra, ela e o irmão foram evacuados para uma cidade do interior para fugir dos bombardeios. Sempre negligenciada pela mãe por ter um ‘pé torto’, ela não se acha merecedora do amor de ninguém mas é uma garotinha de fibra.


A guerra que me ensinou a viver se inicia exatamente do ponto em que A guerra que salvou a minha vida termina. Mas fique tranquilo, você conseguirá acompanhar a história sem ter lido o primeiro livro. Só acho que você deveria devorar os dois em sequência para ter o prazer se emocionar duplamente com essa linda história.

Enfim Ada vai fazer a cirurgia que permitirá que ela passe a andar normalmente. Mas esse não é o único problema de Ada, ela ainda não sabe lidar com o amor das pessoas, ainda desconfia de toda demonstração de carinho e não entende o porquê de sempre ter sido rejeita pela mãe.

“Quando eu fui evacuada, eu queria ser feito a garota do pônei, correndo com o trem. Agora eu era. Certas partes de mim ainda eram confusas – mas talvez, aquela garota também fosse confusa. Eu só a havia visto por fora.”

Enquanto isso, Jamie, seu irmão, está totalmente integrado ao novo lar, à sua nova realidade e, principalmente, à nova mãe, Susan, a pessoa responsável por eles desde que foram evacuados.

O livro consegue nos mostrar, através dos nossos personagens, o quanto a guerra é capaz de modificar a vida, não só dos que estão lutando na guerra, mas, principalmente dos que ficam para trás e precisam adaptar às suas rotinas a essa nova realidade.

“Sempre que eu me sentia sobrecarregada, minha cabeça dava uma escapulida. O problema era que a tristeza insistia em me pegar de surpresa. Eu estava lavando a louça do café, sem pensar em nada, e de repente meu estomago dava um nó e eu sentia vontade de chorar, e tudo o que era possível fazer era desligar a cabeça. Eu não sabia ao certo se tinha o direito de estar tão triste.”


A ameaça de espiões infiltrados, o racionamento devido à escassez de alimentos, a necessidade dos blackouts à noite, os treinamentos para o momento dos ataques, a eterna ameaça de bombardeios são relatados de maneira totalmente crível pela autora, que teve a felicidade de narrar uma história sobre a guerra e, ainda assim, mostrar que se pode encontrar alegria nas pequenas coisas, como quando Ada vai galopar o Manteiga, quando eles consegue fazer um bolo para comemorar a chegada de alguém especial.

Destaque especial para o relacionamento de Ada com o Manteiga, é fantástico como ele age como terapeuta nos seus piores momentos, mostrando o quanto os animais são seres iluminados. Ah, e não posso esquecer também do gatinho do Jamie, que é parte da família.

Acredito que o grande tema do livro é a tolerância. A autora nos mostra o quanto esse sentimento é necessário em momentos de privação com durante uma guerra, o quanto é necessário olhar para o outro e enxergá-lo sem rótulos.


Com personagens que vão arrancar suspiros e fazer aquela lágrima teimosa rolar no cantinho do seu olho, a DarkSide arrasa com mais uma edição impecável, que vale à pena ter na sua estante.


Um comentário

  1. Ah; amo a história da Ada!
    É de uma inocência que toca meu coração.
    Muito bem construída.

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