O Rouxinol, Kristin Hannah



França, 1939: Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o front. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam tanques, soldados em marcha e aviões que despejam bombas sobre inocentes.

Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo. Todos os seus movimentos passam a ser vigiados, e Vianne é obrigada a colaborar com os invasores para manter sua família viva.

Isabelle, irmã de Vianne, é uma jovem que leva a vida com furor e paixão. Enquanto muitos fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país.

Seguindo a trajetória das irmãs e revelando um lado esquecido da História, O Rouxinol é uma narrativa sensível que celebra o espírito humano e a força das mulheres que travaram batalhas longe do front.

Separadas pelas circunstâncias e divergentes em seus ideais, elas têm um tortuoso destino em comum: proteger aqueles que amam em meio à devastação da guerra – e talvez pagar um preço inimaginável por isso.

O Rouxinol
Na França sitiada pelos nazistas, duas irmãs se veem em polos opostos ao encarar o inimigo comum.
Ano: 2021 
Páginas: 544
Idioma: português
Editora: Arqueiro


Oi, amigos leitores, tudo bem com vocês? Espero que sim. Eu sou a Ilmara, do blog Conversa de Livro, e estou aqui para trazer a resenha de um livro que adorei ler e que, apesar de já conhecer a escrita da autora, me surpreendeu de forma positiva. Estou falando de O Rouxinol, de Kristin Hannah. Esta é uma autora que gosto muito e em suas obras o que mais me atrai é a intensidade e o vigor com que as emoções e sentires se delineiam. Mas, vamos à história?

O Rouxinol nos conta a história das irmãs Vianne e Isabelle. Apesar de irmãs, elas têm personalidades bem diferentes: Vianne, a mais velha, é bem rígida e certinha e Isabelle, a mais jovem, ousada e rebelde. As duas não tiveram uma infância fácil, pois além de perderem a mãe e serem abandonadas pelo pai, tiveram que ser criadas e viver sobre os maus tratos de uma estranha -, e se tornaram ainda mais distantes quando Vianne enviou a irmã mais nova para um internato. Contudo, com a guerra que se aproximava a cada instante, ela resolve voltar para perto da irmã e é uma jovem engajada com o futuro político do local, tentando acabar com a guerrra. Porém, o que pode uma menina de 18 anos diante de uma guerra? Ou melhor, existe uma forma de lutar em uma guerra sem armas?

A Segunda Guerra foi um marco dentro da história do mundo e palco de grandes e assustadoras atrocidades cometidas pelo próprio homem contra os seus semelhantes. O horror, a fome e o medo foram os personagens nesse cenário em toda a Europa entre os anos de 1939 a 1945. Ninguém estava a salvo. Quando Hitler toma Paris e o domínio nazista se espalha é o momento onde a narrativa da autora toma os seus contornos próprios.

Isabelle, com sua natureza questionadora e rebelde, não se conforma com o rumo da situação e se junta à resistência com amigos e seu amado Gaëton. Para isso ela precisa viver escondida, correndo riscos, atrás de nomes falsos, sendo quase uma sombra. Vianne, por outro lado, prefere ficar quieta, obedecer e proteger a sua filha e esperar pelo retorno do marido. É aqui que percebemos claramente a forma de cada uma das irmãs de lutar. Uma, em combate, defendendo a sua liberdade e a outra lutando pela preservação e manutenção de sua família.

O Rouxinol foi um livro ímpar para mim, pois trouxe um olhar feminino sobre a guerra, onde sempre os personagens centrais são masculinos, e pode também mostrar o amor florescendo em meio a este cenário. A evolução e o crescimento dos personagens nos faz encarnar em suas vidas e nos sentirmos arrebatados com os diferentes sentires que aparecem ao longo da trama.

A grande tirada de O Rouxinol é o mistério que envolve o narrador desta história. Logo no começo fica claro que estas são lembranças do passado que se alternam com breves momentos no presente, mas a gente só descobre mesmo – ou confirma as suspeitas – no final do livro. Os personagens são bem definidos, bem estruturados e nos cativam com seus questionamentos e sensações diversas que povoam toda a história.

O Rouxinol é um livro sobre a Guerra, mas acima de tudo um livro que fala sobre amor, superação e amizade, como quase todos os livros de Kristin Hannah. Os direitos de O Rouxinol já foram vendidos e em breve poderemos conferir esta história no cinema. E espero que esta adaptação não me decepcione. Por fim, posso dizer que O Rouxinol é uma leitura mais que recomendada e indicada para os mais variados leitores. Um livro nota dez!


Um comentário

  1. Acredita que não li nada da autora ainda? Pois é. Preciso mudar isso urgente, pois tudo que leio sobre os livros dela sempre são coisas boas.
    E olha aí o enredo desse livro! Eu amo esses cenários e a dose de drama e dor parece bem dosada, outro ponto que amo muito.
    Com certeza, quero muito ler!!!
    Beijo

    Angela Cunha/O Vazio na flor

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