Eu devia estar sonhando, Michel Bussi



Vinte anos atrás, em um voo para Montreal, a comissária de bordo Nathalie encontrou a chance de viver um grande amor que abalou sua vida tranquila como esposa e mãe. Um amor cujo desfecho ela até hoje não ousa confessar.
Agora, estranhos sinais sem causa aparente vêm se acumulando. Ela é escalada para os mesmos três voos de vinte anos antes. Na mesma ordem: Montreal, Los Angeles, Jacarta. Com a mesma equipe, coisa rara de acontecer. Uma música no rádio, pequenos elementos que se repetem, um passageiro cantando versos que só ela poderia conhecer. Quem – ou que força misteriosa – estará por trás dessas supostas coincidências?
Quando passado e presente são repetidos a ponto de desafiar uma explicação racional, Nathy se vê forçada a enfrentar seu passado, mesmo tendo jurado jamais olhar para trás.
Em um jogo de espelhos entre 1999 e 2019, Eu devia estar sonhando percorre uma trilha surpreendente, repleta de paixão e suspense, e prova que as mais belas histórias de amor nunca morrem.

Eu devia estar sonhando
Ano: 2021
Páginas: 384
Idioma: português
Editora: Arqueiro

“Mas às vezes bastam algumas gotas, apenas algumas gotas que surgem do passado, para mudar a direção de uma vida.”

Preparados para viajar pelas alturas com Nathalie? Morando na França, casada e mãe de duas filhas já adultas, ela é comissária de bordo e vai nos contar como foi viver o grande amor da sua vida entre uma escala e outra e quais as implicações desse amor na sua vida agora.

Enquanto a história se passa no ano de 2019, Nathalie nos conta como tudo começou em 1999, quando, já casada e com uma filha, ela conhece Ylian. Nos dias atuais, coincidências exageradas começam a despertar tudo o que ela viveu a 20 anos num voo para Montreal, quando se apaixonou por ele e por toda a sua genialidade como cantor e compositor. 

Mas será que coincidências existem realmente ou será tudo um truque de alguém que os conheceu? Ou será o próprio Ylian refazendo um caminho para Nathalie ir até ele? 

Apesar do livro trazer um enredo que se sustenta, o desenrolar da história é lento e, muitas vezes, um tanto confuso quando tenta entrelaçar tantos fatos e pessoas do presente e do passado dos protagonistas. E por falar em protagonistas, Nathy e Yl não me convenceram, sinto que faltou algo, aquela chama da empatia que faz o leitor torcer pelo casal. Apesar disso, esperei que o final fosse surpreendente, mas o livro terminou com um ar de solução encontrada às pressas. 

O livro vale à leitura pelos temas abordados, principalmente em relação a dramas familiares. E acredito que se você lê sem tantas expectativas com eu criei, vai aproveitar muito mais. 

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