Quem quer casar com um duque?, Sabrina Jeffries



O único beijo trocado tempos atrás com a Srta. Olivia Norley tinha tudo para se perder na memória de Marlowe Drake, o duque de Thornstock. Afinal, com tantas moças se jogando aos seus pés, Thorn dificilmente se interessaria em cortejar aquela jovem que nutria uma estranha paixão pela química.Mas ele não esqueceu o beijo. E não perdoou a terrível chantagem que sofreu ao ser flagrado naquela noite com Olivia – muito menos a recusa dela ao pedido de casamento que foi forçado a lhe fazer.

Agora, nove anos depois, Thorn reencontra a jovem quando seu meio-irmão Grey a contrata para solucionar um antigo e perturbador mistério de família. Com seu conhecimento de química, Olivia poderá determinar se o pai de Grey morreu envenenado ou não. Mas Thorn, desconfiado das motivações dela, decide ficar de olho em cada movimento seu.

Em pouco tempo os sentimentos que ele tanto negou se impõem com força total. E Olivia se depara com sua mais inesperada descoberta: ela é completamente incapaz de resistir à perigosa atração pelo homem que toda a sociedade julga ser um cafajeste.

Quem quer casar com um duque?
Dinastia Dos Duques #3
Sabrina Jeffries
Ano: 2022
Páginas: 240
Idioma: português
Editora: Arqueiro


Thorn foi avisado por seu irmão, que devido ao fato de ser um Duque, deveria tomar muito cuidado com mães desesperadas e filhas caçadoras de fortunas, mas esses avisos não impediram que ele caísse em uma situação complicada. Lady Norley encontrou sua enteada aos beijos com o Duque de Thornstock e isso é claro só tinha que terminar em casamento, mas percebendo a loucura do momento e sem a menor vontade de se casar, principalmente contra a vontade do suposto pretendente, Olivia disse “não” a Thorn.

Nove anos se passaram e durante esse período Thorn usou sua raiva com relação as mulheres da família Norley como fonte de inspiração para suas peças, quais ele esconde a todo custo ser o autor, já que Duques não devem ser escritores. Na outra ponta, Olívia evitou todos os bailes e socializações possíveis para não cruzar o caminho do homem que lhe despertou bons sentimentos, mas ao qual ela estava disposta a não se vincular, nesse processo se tornou uma excelente química e agora vai trabalhar para o alto escalão na busca de desvendar um possível assassinato.

“Os elementos químicos são como tijolos: podem ser usados para erguer construções ou para causar danos. Então não culpe os elementos. Culpe as pessoas que os manipulam”.

Para a surpresa de Thorn e horror de Olívia, o trabalho da jovem está ligado a família de Thorn e ele tem certeza de que ela está tramando algo, o que faz com que tome a decisão de viajar junto com seu irmão, a cunhada e a mulher que ele não quer ver nem pintada, mas essa viagem também implica em encontrar respostas para coisas que ele nunca entendeu e desvendar a personalidade de alguém que até então só lhe causava raiva.

Olívia espera que estar no mesmo local que Thorn não atrapalhe o trabalho que vai revolucionar sua vida como química, mas também quer descobrir o motivo dele odiá-la tanto, já que tudo o que fez foi recusar participar de um casamento que ele também não queria. As respostas de Thorn e as perguntas de Olivia tem ligação, só resta que eles estejam prontos para encontrá-las juntos, enquanto desvendam os mistérios em torno das mortes envolvendo os maridos da mãe de Thorn.

“Mas tentar lutar contra seus sentimentos? É como tentar empurrar a agulha de uma bússola para longe do magnetismo do norte. Pode empurrar o quanto quiser, mas no momento em que soltar, ela voltará para o norte. A não ser que quebre a bússola. E uma bússola quebrada não serve de nada, não é mesmo?”

De toda as mocinhas que encontrei nessa série, essa foi a que mais me conquistou, além de ser a frente do seu tempo como as outras, ela vai além do explicável ao se negar em procurar um marido e se dedicar em sua carreira como química, algo que não era bem-visto para uma dama naquela época.

Narrado em terceira pessoa e trazendo em principal foco os pontos de Thorn e Olívia, encontramos um casal que mesmo em suas posições sociais procuram lutar contra aquilo que lhes foi imposto e trilhar seus próprios caminhos, fazendo com que o leitor se prenda cada vez mais a obra e se apaixone pela escrita da autora.

Nem preciso dizer que amei esse livro, né? Só espero que o próximo siga o mesmo caminho. Agora me conta você, já leu essa obra? O que achou? Vamos papear!

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