Regras para ser uma boa garota, Candace Bushnell e Katie Cotugno

 


Marin sempre foi boa em seguir regras implí­citas. Uma aluna exemplar e editora do jornal da escola, seu sonho é estudar na mesma universidade que sua avó. O futuro parece brilhante e o sr. Beckett ― ou Bex, como é conhecido entre os alunos ―, o jovem e simpático professor de literatura parece concordar. Até que um dia Bex a beija, deixando Marin perplexa. Ela tinha passado a mensa­gem errada? Será que foi culpa dela? Agora Marin precisa decidir se irá ou não denunciar o professor e lidar com as consequências de sua escolha.
Em uma narrativa genial, Candace Bushnell, autora de Sex and the City, e Katie Cotugno, autora de Duas vezes amor, escrevem sobre os desafios de crescer em um mundo pautado em normas machistas e sobre como escrever as próprias regras.

Regras para ser uma boa garota
Candace Bushnell
Katie Cotugno
Ano: 2022 
Páginas: 272
Idioma: português
Editora: HarperCollins Brasil

Marin é a típica garota certinha, ótima aluna, editora do jornal da escola e todo mundo acha que ela terá um futuro brilhante por causa disso. Mas a vida de Marin vira de ponta a cabeça quando o Sr. Beckett, seu professor de literatura, um cara jovem, bonito, querido e próximo de todos os alunos, a beija. 

A cabeça de Marin fica a mil e o seu primeiro dilema é entender se a culpa foi dela ou se alguma atitude sua o fez entender que era esse o seu desejo. Na dúvida entre fingir que nada aconteceu ou denunciar a atitude de Bex, mesmo correndo o risco de não acreditarem nela mas como forma de se rebelar contra a visão machista de uma sociedade que sempre culpa a mulher, Marin escreve um artigo intitulado 'Regras Para Ser Uma Boa Garota' e publica no jornal da escola. Ponto alto da história, se você é mulher, duvido não se identificar com todos os questionamentos expostos por Marin em seu artigo. 

Apesar de ser um livro curto, que poderia ter se aprofundado mais em várias situações e personagens, entendo que esse não era o objetivo das autores ao criar uma história sem plots, chamando atenção apenas para o desenrolar dos fatos e de como eles influenciaram a vida de Marin. Parabenizo às autoras por, em nenhum momento, romantizarem o relacionamento professor-aluna e tratá-lo como abuso, assédio sexual e moral.

Sem cenas fortes ou chocantes, mas com uma leitura fluída e objetiva, Regras para ser uma boa garota é, no mínimo, um livro necessário. Não só para jovens adolescentes que precisam entender como pessoas como o Sr. Beckett agem ao usarem de sua posição para cometer tais abusos, mas para toda a sociedade, para que possa servir como um alerta de quanto o machismo e o sexismo podem prejudicar o julgamento de alguém e transformar vítima em réu por conta de conceitos pré-estabelecidos por conta de mentes retrógradas. 


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