A Filha do Conde, Lorraine Heath

Chegou a hora de Lady Lavínia escrever a própria história.
Finn Trewlove esperou por anos. Seu amor por Lady Lavínia nunca morreu. Oito anos depois, ele tem uma nova chance com seu amor. E não vai desperdiçá-la.
Renda-se aos pecados da corte.
Será que ela ainda se lembrava dos momentos com carinho ou a memória também rasgava seu coração, como fazia com o dele? Lavínia o fizera de tolo. Nenhuma das lembranças que tinha dela deveriam ser agradáveis. Mas, em algumas noites, ainda ficava na cama encarando o teto, porque a imagem dela surgia sempre que fechava os olhos.
Cinco anos de sua vida em isolamento, e a única coisa para lhe fazer companhia, para mantê-lo são, era a lembrança que tinha dela. Aquelas memórias eram seu sustento. No começo, ele as invocava para alimentar a sede de vingança, de retribuição, mas a solidão fora aumentando até transformá-las em sonhos. As lembranças traziam a esperança de que o amor estaria esperando em algum lugar, que voltaria a tê-la, sorrindo para ele, rindo com ele, enchendo-o de alegria.
Lavínia não era mais sua — na verdade, nunca fora — mas, ainda assim, uma parte tola de si não conseguia se esquecer de quando quase a tivera, aquela garota que amara no passado.
A Filha do Conde
Sins for All Seasons #03
Ano: 2020 
Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Harlequin

 “ Pode supor ou especular ou imaginar, mas não pode ter certeza.”

Confesso que terminei Amor de um Duque já achando que sabia tudo o que tinha acontecido com esse lindo e sofrido casal, mas Lorraine teve o prazer de puxar meu tapete, rasgar meu coração sem dó nem piedade em pedaços bem pequenos para, simplesmente, aos pouquinhos, juntá-lo novamente.

Vivi era uma jovem ingênua, inocente, doce e espirituosa quando conheceu e se apaixonou por Finn. Depois que eles foram separados, ela precisou amadurecer na marra e traçar novos caminhos para conseguir seguir em frente. O reencontro com ele depois de oito anos reabriu antigas feridas mas também serviu para mostrar que ele ainda abalava suas estruturas.

“ O sujeito ficou parado na frente dela como uma espécie de lorde do mundo inferior, duro e implacável, cheio de malícia e pronto para fazer valer sua justiça. Usava roupas tão escuras que se misturavam à noite. A brisa leve fazia a bainha do sobretudo tremular ao redor das panturrilhas e bagunçava as mechas do longo cabelo loiro, solto e sem chapéu. Lavínia já se regalara com aquelas mechas, entrelaçando-as nos dedos.”
Finn é fantástico mesmo quando está na veia vingativa. O cara é um verdadeiro príncipe guerreiro. Ele é gentil, honrado, sensível, doce, um tanto malvado e honesto. Ele também passou por muita coisa após a suposta traição de Lavínia. Quando ele reencontra Vivi, o impacto de anos de amargor começa a se dissolver a medida que convive com ela e, assim como Lavínia, Finn percebe que a chama poderia estar fraca mais ainda existia em seu coração.

“ O brilho do sol  encolhia as pupilas, e ele se viu mergulhado em um mar de esmeralda. Notou a borda externa da íris verde, algo que nunca reparar antes, nem mesmo quando Lavínia estivera embaixo dele, com os olhos arregalados de prazer enquanto se moviam juntos e criavam faíscas - uma memória que, mesmo anos mais tarde, o deixava perigosamente próximo a uma ereção.”
Finn soube no livro anterior (O Amor de um Duque, resenha aqui) que Lavínia estava perambulando pelas ruas de Whitechapel e começou a investigar onde exatamente ela está.  Ele não pode deixar de encarar o fato de que ainda existem situações mal resolvidas entre eles  e enfrentá-la trará à tona a verdade sobre como eles foram separados. Passo a passo, eles descobrem tudo o que aconteceu.

Os livros de Lorraine Heath são profundamente emocionais, suas histórias são cheias de lirismo e momentos românticos. Ela é especialista em criar ansiedade e tensão e em fazer a gente  torcer pelos personagens. Em A Filha do Conde ela aprofunda a carga dramática e deixa a gente sem fôlego. A primeira metade do livro alterna capítulos entre presente e passado mostrando como eles se conheceram e o desenvolvimento do relacionamento e me peguei prendendo a respiração em vários momentos. Na segunda metade, ela ainda consegue fazer novas revelações e aumentar exponencialmente o aperto em meu peito.

Que livro lindo! Amei demais a participação de todos os personagens no entrelaçamento da trama, cada um enriqueceu a seu modo a história de Vivi e Finn criando um livro tocante.


Um comentário

  1. Eu pensando que era o segundo livro e é o terceiro! rs Afs!
    Mas mesmo assim, estou lendo um livro tão pesado, que não vejo a hora dele terminar(e ao mesmo tempo não quero terminar) e sei que vou precisar me jogar num romance de época!
    Eles sempre me curam!
    E pelo que li acima, esta série fará isso com louvor!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na Flor

    ResponderExcluir

O seu comentário alegra o nosso dia!!!