Daqui Pra Baixo, Jason Reynolds

Will perdeu o irmão para a violência. Agora, precisa enfrentar sua realidade e descobrir se a vingança é capaz de aplacar sua dor.
Aos 15 anos, Will conhece intimamente a violência. Ela está à espreita no dia a dia de seu bairro, nos avisos para que não volte tarde para casa, nos sussurros dos vizinhos sobre mais uma pessoa que foi morta. Dessa vez, os sussurros são sobre seu irmão mais velho. Shawn foi assassinado na rua onde a família mora.
Contado do ponto de vista de Will, Daqui pra Baixo é uma narrativa ágil que se passa em pouco mais de um minuto — o tempo que o elevador do prédio leva para chegar ao térreo. Esse é o tempo que Will tem para descobrir se vai seguir as regras de sua comunidade ou se é possível não perpetuar o ciclo de violência.
A regra número 1 é não chorar. A número 2, nunca dedurar alguém. A terceira, a crucial: se fazem algo com você ou com os seus, é preciso se vingar. A curta trajetória do elevador é ritmada pelas paradas em cada andar e por aqueles que aos poucos ocupam a cabine e os pensamentos de Will. Cada rosto tem uma história de vida e de morte. Will, em questão de segundos, vai definir a dele.
Originalmente escrito em prosa, depois em verso, Daqui Pra Baixo faz a emoção — a confusão, a revolta, o medo — de um garoto armado que sai para vingar o irmão crescer também no peito de quem lê. Um livro impossível de ignorar.
Daqui Pra Baixo
Ano: 2019 
Páginas: 320
Idioma: português
Editora: Intrínseca

Nosso protagonista é William Holloman, 15 anos, morador de um dos inúmeros bairros violentos dos EUA, e como tal conhece a dura realidade das ruas que faz com que você viva com medo de ser a próxima vítima de uma bala perdida, de um policial nervoso ou de uma guerra de gangues ou traficantes.

Mas Will é pego de surpresa dessa vez, pois a vítima foi Shawn, seu irmão mais velho. Sem entender o motivo, ele ainda se sente na obrigação de seguir as regras locais que todos os seus familiares seguiram:

1) Nunca Chorar
2) Nunca dedurar alguém
3) Se vingar sempre, aconteça o que acontecer. 
Acreditando saber quem matou o seu irmão, Will quer fazer justiça com as próprias mãos. Vai em casa, pega uma arma e, do sétimo andar até o térreo, vai refletir sobre o que quer fazer auxiliado por personagens bem inusitados que vão aconselhá-lo a partir de suas próprias experiências.

As regras nunca devem ser quebradas.
As regras são feitas pra gente quebrada seguir.

Toda essa incrível jornada dura apenas 67 segundos, mas é tempo suficiente para Will reviver momentos terríveis de sua história, encontrar pessoas queridas e avaliar como essas regras afetaram a sua família ao longo do tempo.

Com uma escrita extremamente sensível, o autor nos revela toda a angústia e sentimento de impotência de Will perante a sua realidade. Que a realidade de uma grande parte dos jovens ao redor do mundo. Uma leitura rápida que mexe com você de maneira absurda!


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