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Flores da batalha, Sérgio Vaz



Estamos numa época de intensas mutações. Aquilo que pode parecer eterno ao nosso olhar, pode estar no mesmo lugar há um bom tempo, de repente se transforma ou simplesmente desaparece. A vida em sociedade, condição que necessariamente demanda que sejamos seres coletivos, parece, por vezes, um sonho cada vez mais distante em função da atmosfera de intolerância que nos assola, ou simplesmente em virtude da indiferença de boa parte de quem deveria, de fato, estar ao nosso lado.E o que podemos fazer para preservar tudo aquilo que, para nós, é importante? Talvez a resposta seja simples: usar a palavra. Seja a palavra dita ou escrita, é por meio dela que damos voz ao que vemos, sentimos ou vivemos. E é nessa batalha incessante e necessária para sobrevivermos ao deserto de ideias — o qual, muitas vezes, querem tornar em nosso habitat natural — que a palavra de Sérgio Vaz surge viva para reflorestar nosso pensamento de maneira transformadora.
Neste Flores da batalha, Vaz não toma como missão apontar caminhos, estabelecer fronteiras e ditar rumos. Sua estrada é outra. Bem outra, aliás. Sua trilha é a de alargar os horizontes, descolonizar a mente, abrir novos territórios para que a palavra — essa sim — conduza todos os indivíduos a buscarem, nas frestas de seu duro cotidiano, as rotas que possibilitem tornarem-se protagonistas de suas próprias histórias.
Emicida: "Lá em 1924, Mário de Andrade, outro conterrâneo nosso, disse uma das suas mais belas frases: "nós temos que dar uma alma ao Brasil e para isso todo sacrifício é grandioso, é sublime. E nos dá felicidade." Sinto que é isso que Sérgio nos devolve quando nos traz um novo punhado de flores que irão perfumar nosso cotidiano, flores plantadas pelas calçadas, pelos jardins, pelas vielas, pelos barracos, pelas pessoas e que, a cada vez que nos deparamos com elas, nos lembramos que podemos ser astronautas, cientistas, artistas, médicos etc.; no entanto, nossa primeira vocação (a que precisamos exercer melhor) é a de sermos seres humanos. Se seguirmos as flores que Sérgio Vaz nos oferece, é aonde chegaremos."

Flores da batalha
Sérgio Vaz
Ano: 2023
Páginas: 270
Idioma: português
Editora: Global



Para quem não conhece a história desta colaboradora, tudo começou a anos atrás, quando ela tinha 13 anos, sua mãe, incentivadora irreparável da literatura na vida da filha, lhe deu de presente um livrinho de bolso com Poemas e Poesias do Vinícius de Moraes, desde então, essa menina aprendeu sobre o gênero e se tornou uma mulher totalmente apaixonada por linhas que descrevem almas, logo não seria diferente a leitura de Sérgio Vaz.


Em “Flores da Batalha” o autor entrega uma coletânea de poemas onde derrama a alma e nos faz refletir sobre a vida de maneira profunda, afetando pontos importantes desde o nosso ser interno ao externo, nosso modo de pensar e agir, ele nos faz refletir sobre a vida nua e crua, porém de uma forma bonita.


É uma leitura rápida, por se tratar de textos curtos, mas uma leitura profunda, que requer atenção e cuidado conforme o passar das páginas, sinto que entrei nesta aventura totalmente dolorida e sai incrivelmente curada.


A quem gosta do gênero e a quem não gosta, faço o convite para que leia Sérgio e mude de ideia diante da inteligência sagaz deste autor cativante. E aí, te convenci? Então dá uma chance e volta aqui!







A bruxa não vai para a fogueira neste livro, Amanda Lovelace

 


Aqueles que consideram “bruxa” um xingamento não poderiam estar mais enganados: bruxas são mulheres capazes de incendiar o mundo ao seu redor. Resgatando essa imagem ancestral da figura feminina naturalmente poderosa, independente e, agora, indestrutível, Amanda Lovelace aprofunda a combinação de contundência e lirismo que arrebatou leitores e marcou sua obra de estreia, "A princesa salva a si mesma neste livro", cujos poemas se dedicavam principalmente a temas como relacionamentos abusivos, crescimento pessoal e autoestima. Agora, em "A bruxa não vai para a fogueira neste livro", ela conclama a união das mulheres contra as mais variadas formas de violência e opressão. Ao lado de Rupi Kaur, de "Outros jeitos de usar a boca" e "O que o sol faz com as flores", Amanda é hoje um dos grandes nomes da nova poesia que surgiu nas redes sociais e, com linguagem direta e temática contemporânea, ganhou as ruas. Seu "A bruxa não vai para a fogueira neste livro" é mais do que uma obra escrita por uma mulher, sobre mulheres e para mulheres: trata-se de uma mensagem de ser humano para ser humano – um tijolo na construção de um mundo mais justo e igualitário.

A bruxa não vai para a fogueira neste livro
As mulheres têm uma espécie de magia #2
Ano: 2018 
Páginas: 208
Idioma: português
Editora: LeYa Brasil


O primeiro livro da Amanda Lovelace é forte, porém doce, mas esse segundo livro ele é forte e queima, queima de uma forma que nos ensina a lutar por nós mesmas, independe da situação.


" As mulheres são bibliotecas prestes a explodir. "

Comecei a ler essa obra sabendo que seria impactada por ela, eu que amo bons poemas e poesias, já sabia que sairia do livro impactada, mas não imaginava a dimensão do impacto, o tanto que eu iria chorar lendo e o quanto iria doer.

Doeu, pois, em vários momentos, me identifiquei com as palavras de Amanda, me senti representada, forte, pronta para a batalha e sabendo que eu posso parar em algum momento.

"eu não preciso de você
para escrever minha história.
eu a escrevo
todos os dias
& você não pode
nem traduzir
a porra da
pontuação.
– ela"
Esse livro é de uma imensidão sem fim e eu me vi nele, acho eu que encontrei na Amanda Lovelace e em sua escrita alguém em quem posso espelhar algumas das minha dores.
Então para quem gosta de um bom livro, mas que além de bom ensina, esse livro é para você, mas ele é principalmente para todas as mulheres que esqueceram a sua força e sua capacidade de queimar.

Mais uma vez me vejo rendida e pronta para novos livros dessa autora que já tem meu coração, não vejo a hora de ler os outros livros dessa mulher que para mim é incrível.

“ser uma
mulher
é estar
pronta para a guerra,
sabendo
que todas as probabilidades
estão
contra você
– e nunca desistir apesar disso"

Agora me conta você, já conhece a escrita da Amanda? Já leu essa obra? Vamos conversar!

República Surda, Ilya Kaminsky


Uma parábola sobre amor e linguagem em tempos de barbárie. Qual o sentido das palavras em um lugar dominado pelo silêncio?
Na fictícia cidade de Vasenka, uma estranha guerra tem início depois que um garoto surdo é assassinado por soldados. O som dos conflitos – gritos de ordem, tiros, sirenes e bombas – não chega mais aos ouvidos dos habitantes, que passam a conviver com um silêncio ensurdecedor. Nesse cenário, regido pelo autoritarismo e pela crueldade, as palavras perdem o sentido, e o silêncio dá espaço a outra forma de comunicação.

República surda
Ilya Kaminsky
Ano: 2023 
Páginas: 168
Idioma: português
Editora: Companhia das Letras


Os surdos não acreditam no silêncio. O silêncio é invenção dos ouvintes.
Se você me acompanha aqui, já pode ter percebido que poesia não é o meu forte. Mas não consegui resistir ao apelo dramático de República Surda por vários motivos.

Um deles é o fato de que, mesmo se tratando de poemas, eles se juntam para  contar uma história. Além de abordar os sentimentos conflituosos despertados em pessoas que viveram o trauma de uma guerra. Mas, principalmente, por nos levar a uma profunda reflexão sobre o poder das palavras e a necessidade do silêncio.

Nós vivemos felizes durante a guerra

E quando eles bombardearam a casa das outras pessoas, nós

protestamos
mas não o suficiente, nos opusemos a eles mas não

o suficiente. Eu estava
na minha cama, ao redor dela os Estados Unidos

desabavam: casa invisível após casa invisível após casa invisível.

Levei uma cadeira para fora e assisti ao sol.

No sexto mês
de um reinado desastroso na casa do dinheiro

na rua do dinheiro na cidade do dinheiro no país do dinheiro
nosso incrível país do dinheiro, nós (perdoem-nos)

vivemos felizes durante a guerra.


Kaminsky é bacharel em ciência política pela Georgetown University, e República Surda, seu segundo livro, foi lançado em 2019 nos EUA, aclamado pela crítica como um dos melhores livros de poesia daquele ano.

O livro é uma epopéia com personagens e cenários recorrentes e cuja ordem de apresentação dos poemas trás uma lógica cronológica para a história. O leitor terá dois caminhos a seguir: o do mutismo indiferente às dores da crueldade humana ou a não aceitação de deixar o amor morrer mesmo vivendo esse contexto. Uma leitura que é pura reflexão. Recomendo!



Em um Tempo de Paz


Habitante da terra por quarenta e tantos anos
uma vez estive num país pacífico. Vejo os vizinhos pegarem

o celular para ver
um policial exigindo a carteira de motorista de um cara. Quando o homem alcança sua carteira, o [policial atira. Na janela do carro. Atira.

É um país pacífico.

Metemos o celular no bolso e vamos embora.
Para o dentista,
buscar as crianças na escola,
comprar xampu
e manjericão.

No nosso país um garoto que leva um tiro da polícia fica largado na calçada
por horas.

Vemos em sua boca aberta
a nudez
de toda nação.

Ficamos vendo. Vendo
os outros vendo.

O corpo de um menino jaz na calçada exatamente como o corpo de um menino —
É um país pacífico.

Que esquarteja o corpo dos nossos cidadãos
na maior facilidade, do jeito que a esposa do Presidente apara as unhas do pé.

Todos nós
ainda temos de fazer o esforço de ir ao dentista,
de lembrar de fazer
uma salada de verão: manjericão, tomates, é uma alegria, tomates, adicione uma pitada de sal.

Estes são tempos de paz.

Não ouço tiros,
mas vejo pássaros espalhados nos quintais dos subúrbios. Como brilha o céu
quando a avenida gira em seu próprio eixo.
Como brilha o céu (perdoe-me) como brilha.





Ao Sabor do Tempo, Françoise Héritier


Ao Sabor do Tempo é como um convite de Françoise Héritier para redescobrirmos as dores e, principalmente, as delícias da nossa existência. Assim como em O Sal da Vida, a primeira parte da obra, intitulada Colcha de Retalhos, elenca, como uma espécie de poema em prosa, uma coletânea de sensações, trocas e experiências individuais que, diariamente, dividimos com pessoas próximas e com o mundo. Uma verdadeira homenagem à dádiva que é viver.
Já na segunda parte, chamada Modelagem, a autora procura nos oferecer, através de uma associação de ideias e de uma maneira não biográfica, uma representação de fatos e materiais que moldaram sua trajetória. Passagens engraçadas e espirituosas nos fazem viajar pela vida de Françoise e conhecer sua relação com o grande Claude Lévi-Strauss, entender algumas questões que envolveram tornar-se uma mulher independente e ser uma erudita num meio acadêmico extremamente machista.

Uma leitura prazerosa, repleta de sabedoria.


Ao Sabor do Tempo
Afinal, precisamos saborear a vida!
#1
Françoise Héritier
Ano: 2022
Páginas: 160
Idioma: português
Editora: Editora Valentina

Devanear sobre o passado é algo que devemos fazer ao longo da vida para que possamos dar sentido ao que viveremos no futuro, esse é exatamente o ponto de partida dessa obra, onde a autora viaja por suas memórias marcantes do passado, lembrando em duas partes momentos intrigantes que viveu e que acabou por moldar a mulher que ela veio a se tornar no presente.

“por acaso, possivelmente, esse sentimento de alegria que invade bem poderia ser o que chamam de amor...”

Dividido em duas partes, a obra começa com um compilado de situações quais podemos apreciar ao longo da nossa vida, momentos que nos trazem reflexão, um sorriso, uma lágrima, qualquer tipo de sentimento que nos abrange e faz crescer durante o processo de aprendizado que a vida nos apresenta. Saborear esses momentos é o que faz de nós, seres humanos, um compilado de momentos para contar no futuro.

“dar-se conta de que a qualidade do silêncio e dos sons muda quando os convidados que estavam na casa, embora discretos, vão embora”

É um livro altamente imersivo nas memórias de Françoise, mas que também nos faz refletir sobre as culturas e como as coisas mudaram ao longo dos anos, como somos sortudos em ter uma sociedade que, embora ainda tenha muito a melhorar e evoluir, já mudou o suficiente para sermos mais livres. Confesso que entrei nessa leitura sem esperar muito, afinal não li o outro livro da autora, mas sai dela rica de conhecimentos. Agora me conta você, já leu essa obra? Gosta de leituras assim? Vamos conversar!


Meu corpo virou poesia, Bruna Vieira


Em seu primeiro livro de poesia, Bruna Vieira percorre uma viagem para se reencontrar.
Em 2017, Bruna Vieira fez as malas, deixou a vida no Brasil de lado e foi escrever uma nova história em outro país, vestida de coragem e guiada por um sentimento que sempre foi sua maior prioridade: o amor.

Com o tempo, porém, os dias foram ficando cada vez mais longos e solitários. Era como se naquele lugar o amor tivesse perdido o equilíbrio e se tornado uma obrigação. Foi bem perto do fim e de jeito mais frio que ela finalmente se deu conta: é impossível ser "nós" sozinha.

Formado por quatro partes – cabeça, garganta, pulmão e ventre –, este livro é um mapa. Um mapa que leva Bruna de volta à escrita e a si mesma. São relatos reais, repletos de lembranças, aprendizados e cicatrizes, que agora deixam o corpo da autora para encontrar o seu, em forma de poesia.

Ao tocar em temas como autoestima, amizade feminina e relacionamentos (com o outro e sobretudo consigo mesma), Bruna olha para dentro e nos convida a percorrer nestes versos nossa própria viagem de autodescoberta.

Meu corpo virou poesia
Ano: 2021 
Páginas: 184
Idioma: português
Editora: Seguinte

Meu corpo virou poesia é uma coletânea de poemas e poesias íntimos, carregados de sentimentalismo que carrega o leitor em uma viagem para conhecer a autora e se reconhecer na jornada. Cada texto aborda uma chave de sentimento diferente que leva a reflexão sobre o que estamos fazendo no decorrer de nossas vidas, abordando que está tudo bem viver os seus processos e aprender com eles.

Um livro carregado de bons textos, que além de fazer refletir, abre os caminhos do nosso sentimental, nos transportando para dentro de nós mesmos até que possamos entender quem somos, como somos e as nossas vivências, abrangendo passado, presente e uma possibilidade de futuro que somente nós é que podemos conhecer em nosso íntimo.

“Essa luta não é mais sobre o fim trágico de uma história de amor, é sobre o amor que restou dentro de você e sobre como você respeita cada uma de suas batalhas, principalmente as que você estava lutando sozinha.”

Detalhista no ato de falar sobre si, Bruna trás em seu livro uma narrativa fluída e apaixonante que transborda o leitor com diversos sentimentos a cada virada de página, fazendo com que nos sintamos íntimos de sua história e entendendo que todos nós vivemos coisas parecidas, ao ponto de trazer significados únicos ao coração de quem ler.

Claro que cada pessoa vai se sentir de uma forma diferente com a leitura do livro, mas eu me senti tão intima dele que em alguns momentos parei, respirei e li novamente uma página, pois falava tanto comigo que achei ter sido escrita para mim e no final foi, afinal o que são esses textos se não uma troca de experiencia entre pessoas que sentem da mesma forma? Autor e leitor se encontrando na intimidade de uma leitura.

“Besteira mesmo é ficar onde a sua presença é tolerada.”

Falando de forma bem direta agora, sem toda a filosofia envolvente da obra, quero dizer que esse livro me salvou um pouquinho em meio a esse ano tão caótico e preciso agradecer a Bruna Vieira por colocar seu coração em cada parte dessa escrita, possibilitando a mim colocar meu coração em cada parte da leitura e assim me reencontrar. Obrigada também a Editora Seguinte por enviar essa maravilha e proporcionar esse momento de pura felicidade para o meu coração.

Agora que já me derreti, conta aí, tu conheces essa maravilha? Se não, pretende conhecer? Vamos espalhar amor.


Vende-se um elefante triste, João Gabriel

 

“Vende-se um elefante triste" é o segundo livro de poesias de João Gabriel. A obra reúne poemas inéditos, escritos antes e durante a pandemia, numa edição com projeto gráfico elegante, ilustrada pela artista Bia Pessoa. Os versos falam da solidão, um lugar físico em que a falta se transforma em presença – “(...) e a falta sentida assim,/ caminhando ao meu lado,/ na beleza que o mundo empresta,/ é a presença que me resta” – e tangenciam outras questões profundas, caras ao nosso tempo e à nossa cultura. “O fim dos caminhos tristes é a maravilhosa descoberta de que do chão, não passa”, diz o poeta.

Vende-se um elefante triste
João Gabriel
Ano: 2020 
Páginas: 84
Idioma: português
Editora: Produções do Ó

"Pobre Diabo,⁣
parecia um fantasma.⁣
Fez menção de ir embora⁣
mas colocou⁣
o dedo em riste e me disse ⁣
- Eu não tenho culpa de nada! -⁣
Era de se notar⁣
o quanto estava triste."⁣
⁣
Vende-se um elefante triste é um conjunto de poemas escritos pelo João Gabriel, que me deixou apaixonado pela sua escrita. Com suas palavras sutis e que entram pelos nossos poros, somos levados por um caminho envolvente e original.⁣
⁣
Nesses poemas, nós vemos situações reais, mesmo tendo a essência do género, misturando metáforas e realidade. Tudo isso com notas excêntricas que me prendiam a cada página. ⁣
⁣
Além dos textos, temos ilustrações no início de cada poema, ilustrações da Boa Pessoa, e já adianto que combinou perfeitamente!⁣
⁣
Foi uma experiência prazerosa fazer a leitura desses poemas, e para quem gosta do género ou procura se aventurar, é uma ótima indicação!

Vende-se um elefante triste, João Gabriel

 


“Vende-se um elefante triste" é o segundo livro de poesias de João Gabriel.

A obra reúne poemas inéditos, escritos antes e durante a pandemia, numa edição com projeto gráfico elegante, ilustrada pela artista Bia Pessoa. Os versos falam da solidão, um lugar físico em que a falta se transforma em presença – “(...) e a falta sentida assim,/ caminhando ao meu lado,/ na beleza que o mundo empresta,/ é a presença que me resta” – e tangenciam outras questões profundas, caras ao nosso tempo e à nossa cultura. “O fim dos caminhos tristes é a maravilhosa descoberta de que do chão, não passa”, diz o poeta

Vende-se um elefante triste
Autor:João Gabriel
Editora: Produções do Ó 
84 páginas
Ano: 2021

Um poeta fala diretamente com a própria alma e quando escreve o que fala, ele acaba conseguindo falar com os corações e as mentes de milhares de pessoas, por isso João Gabriel, um poeta tão jovem veio além do falar com multidões, ele falou com corações, com situações e com momentos, com poemas que conseguem invadir de vários pontos e fazer o leitor se infiltrar em sentimentos que vão além do amor.

Os sentimentos são portas para novos horizontes e janelas para visualizar pessoas, pois cada sentimento segue um fio diferente. Em “Vende-se um elefante triste”, João consegue abrir portas e janelas de sentimentos, nos fazendo aprender com nós mesmos a cada leitura e virada de página, somado a isso, as ilustrações da artista plástica Bia Pessoa, dão voz ao que João quer dizer em cada novo poema.

“no décimo,

vivo eu mesmo e a voz da poesia,

é pra lá que volto toda noite,

é de lá que surjo todo dia.”

Quando comecei a ler o prefácio já pude sentir do que o livro é capaz, de como ele falaria comigo e me moldaria conforme a sua dança de palavras, foi uma experiencia apaixonante e significativa, me identifiquei com vários dos poemas e alguns até poderia destacar como meus preferidos, mas isso seria injustiça com os outros.

Em 83 páginas o autor conversa com o leitor por poemas delicados, alguns sobre si mesmos, outros sobre tempo e espaço, mas que conversam entre si e conversam com quem lê, pois cada poema é para fazer pensar e refletir sobre gestos e atitudes que tomamos ao longo do caminho.

“O amor só se torna real na saudade...”

Foi uma grata surpresa poder ler esse livro e por isso gostaria de agradecer pela oportunidade, pois através desse livro me reconectei com a leitura de poemas e posso dizer que me sinto ainda mais apaixonada pelo gênero.

Com isso, quero convidar a quem ainda não conhece a obra, para que passe a conhecer e se aventure através da doçura de João e se você já conhece, vem compartilhar comigo o que achou. Por enquanto um forte abraço digital e eu volto em breve com outras leituras.



O Corvo, Edgar Allan Poe


Escrito há quase duzentos anos, esse poema atravessa gerações e continua sendo um marco da literatura mundial. Imprescindível para todos os apaixonados por literatura, O Corvo é considerada a obra-prima de Edgar Allan Poe. Mesmo tendo escrito diversos livros e contos, nenhuma outra história atraiu tantos leitores e tamanho respeito pela crítica especializada. Um homem atormentado pela morte da amada é despertado pelo barulho incessante de um corvo e a trama que se desenrola no poema demonstra tanto a genialidade do autor quanto os demônios que ele carregava. Dizem que a vida imita a arte, mas nesse caso, a arte imitou a vida. O Corvo foi publicado dois anos após a morte precoce da esposa de Poe. E, como muitas vezes acontece, o autor não teve tempo para ver o sucesso de sua obra. Morreu na miséria e sem saber que seu corvo atormentaria muitas outras almas mesmo anos depois de sua morte.
O Corvo
The Raven - Edição bilíngue
Ano: 2020 
Páginas: 96
Idioma: português
Editora: Faro Editorial

A Faro Editorial homenageia o célebre escritor Edgar Allan Poe com o lançamento de uma verdadeira obra-prima. Além de ser o seu poema mais conhecido no mundo, a Faro presenteou os leitores com uma edição riquíssima, de capa dura, bilíngue (você acompanha, lado a lado, o poema original e a sua tradução), e cheia de ilustrações góticas, sombrias e incríveis que ajudam o leitor mergulhar em toda a melancolia dos versos de Poe. 

Escrito em cento e oito versos e com um tema central bem simples, O Corvo acompanha um homem atormentado e sofrendo pela morte de sua amada Lenore. Enquanto vive a sua angústia, ele recebe a visita de um corvo que parece buscar abrigo durante uma noite de chuva torrencial, que pousa no busto de Pallas Atenas, a deusa grega da sabedoria. É a presença desse animal peculiar, capaz de vociferar a palavra 'nothing more', que empresta o tom e o ritmo do poema, sendo o refrão em todo final de estrofe, e com a qual ele responde a todas as indagações do autor, o que o deixa extremamente contrariado. 

Sua primeira publicação aconteceu no New York Evening Mirrorem, em 29 de janeiro de 1845 e logo passou a ser um dos poemas mais conhecidos do mundo literário. Segundo Poe, o poema foi escrito com a precisão de um problema matemático, mesmo que seja tão imbuído de sentimentos sombrios e melancólicos. 



Daqui Pra Baixo, Jason Reynolds

Will perdeu o irmão para a violência. Agora, precisa enfrentar sua realidade e descobrir se a vingança é capaz de aplacar sua dor.
Aos 15 anos, Will conhece intimamente a violência. Ela está à espreita no dia a dia de seu bairro, nos avisos para que não volte tarde para casa, nos sussurros dos vizinhos sobre mais uma pessoa que foi morta. Dessa vez, os sussurros são sobre seu irmão mais velho. Shawn foi assassinado na rua onde a família mora.
Contado do ponto de vista de Will, Daqui pra Baixo é uma narrativa ágil que se passa em pouco mais de um minuto — o tempo que o elevador do prédio leva para chegar ao térreo. Esse é o tempo que Will tem para descobrir se vai seguir as regras de sua comunidade ou se é possível não perpetuar o ciclo de violência.
A regra número 1 é não chorar. A número 2, nunca dedurar alguém. A terceira, a crucial: se fazem algo com você ou com os seus, é preciso se vingar. A curta trajetória do elevador é ritmada pelas paradas em cada andar e por aqueles que aos poucos ocupam a cabine e os pensamentos de Will. Cada rosto tem uma história de vida e de morte. Will, em questão de segundos, vai definir a dele.
Originalmente escrito em prosa, depois em verso, Daqui Pra Baixo faz a emoção — a confusão, a revolta, o medo — de um garoto armado que sai para vingar o irmão crescer também no peito de quem lê. Um livro impossível de ignorar.
Daqui Pra Baixo
Ano: 2019 
Páginas: 320
Idioma: português
Editora: Intrínseca

Nosso protagonista é William Holloman, 15 anos, morador de um dos inúmeros bairros violentos dos EUA, e como tal conhece a dura realidade das ruas que faz com que você viva com medo de ser a próxima vítima de uma bala perdida, de um policial nervoso ou de uma guerra de gangues ou traficantes.

Mas Will é pego de surpresa dessa vez, pois a vítima foi Shawn, seu irmão mais velho. Sem entender o motivo, ele ainda se sente na obrigação de seguir as regras locais que todos os seus familiares seguiram:

1) Nunca Chorar
2) Nunca dedurar alguém
3) Se vingar sempre, aconteça o que acontecer. 

Coração Granada, @akapoeta

Combinando novos ressignificados e poemas, @akapoeta apresenta textos de sensibilidade e poesia. Segundo o autor, o amor (correspondido ou não) mexe com nossa alma e nosso corpo. A ansiedade, quando nos toma de assalto, também. Outro ponto em comum: os dois fizeram e continuam fazendo artistas de todos os tipos produzirem criações capazes de gerar reflexão e também de dar sentido ao que, muitas vezes, parecia já não ter.
É o caso de @akapoeta, pseudônimo de João Doederlein, neste seu segundo livro. Nele, o escritor fala de paixões e crises de ansiedade e da relação entre ambas, com a mesma delicadeza que transformou a sua obra de estreia, 'O livro dos ressignificados'.
CORAÇÃO-GRANADA
AKAPOETA (João Doederlein)
Ano: 2018 
Páginas: 192
Idioma: português
Editora: Paralela

Não costumo ler poesias, mas Coração-Granada chamou minha atenção por causa das descrições inovadoras e absolutamente sinceras e reais de @akapoeta no Instagram.

Dividido em três partes, mas mesmo que não fosse dividido o leitor ainda perceberia a diferença entre os capítulos e suas poesias, João, escritor do livro, literalmente rasga o coração para o leitor e permite que ele mergulhe em todo tipo de sentimento.
Na primeira parte, as poesias e ressignificados giram em torno do amor não correspondido, e vai ser difícil não se identificar, mesmo que você precise recordar aquele amor de infância na escola que mal sabia da sua existência.

Voz ao Verbo

OS POEMAS, OS TEXTOS POÉTICOS E AS HISTÓRIAS CONTIDAS NO LIVRO SERVEM DE COMPANHIA A TODOS AQUELES QUE DESEJAM CALAR O MEDO, OUVIR A SI MESMOS E DESCOBRIR SEU MODO DE
SE COLOCAR NO MUNDO.
Voz ao verbo é o segundo livro do poeta Allan Dias Castro.
Nascido numa família tradicional de advogados, Allan não queria desapontar gerações. Foi cursar Direito, mas logo percebeu que não conseguiria ser feliz seguindo os passos dos pais.
“Nem todo talento cabe no diploma. Nem toda identidade cabe na carteira. Nem todo mundo é igual”, concluiu.
Matar seu sonho seria morrer antes da morte. Decidido a encontrar a própria voz, veio para o Rio de Janeiro em 2010 escrever sua história como poeta e compositor.
Este livro é o roteiro errante de como ele deu Voz ao Verbo, criando em 2016 um projeto de vídeos de poesia falada que gerou enorme identificação com o público e ultrapassou a surpreendente marca de 90 milhões de visualizações nas redes sociais. 
Agora, os poemas, os textos poéticos e as histórias contidas nestas páginas servem de companhia a todos aqueles que desejam calar o medo, ouvir a si mesmos e descobrir seu modo de se colocar no mundo.
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Todas as flores que não te enviei, Felipe Rocha

Todas as flores que não te enviei trata de sentimentos, inclusive aqueles que lutamos para esconder, mas que estão ali, esperando o momento exato para serem libertos. A inspiração dos poemas de Felipe Rocha chega através da sua imaginação e da sensibilidade, e também da percepção de tudo que está ao seu redor. Foi depois de muita reflexão que, em 2016, nasceu o @tipobilhete, como forma de trazer um pouco de alegria para o dia a dia e transbordar aquilo que atitudes não são capazes de demonstrar.
Todas As Flores Que Não Te Enviei
@tipobilhete
Felipe Rocha
Ano: 2018
Páginas: 192
Idioma: português 
Editora: Astral Cultural

Nossos sentimentos nos transformam em quem somos hoje. Pessoas radiantes tendem a ter pensamentos mais positivos, enquanto as pessoas sem cor se afogam em corpos vazios. Mas será que é fácil uma pessoa guardar tudo que sente?
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Ao ler esse livro, eu encontrei várias vias que me levaram a diversas percepções. Lembrei de pessoas que me fizeram sofrer, pessoas que me amam, momentos bons e delicados. É incrível como uma simples ave voando no céu pode te lembrar de boas sensações. A liberdade é uma delas.
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Composto por vários poemas e textos, Todas as flores que não te enviei não é apenas um livro de poemas. É um livro inspirador, duro, direto, germinador, que dele se desabrocham várias pétalas de sensações diversas.
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Declaração de Amor, Carlos Drummond de Andrade

Com o subtítulo “Canção de namorados”, esta reunião de poemas amorosos, românticos e deliciosamente apaixonados de Carlos Drummond de Andrade mostra a faceta mais lírica do grande poeta mineiro. Textos já clássicos ou que merecem uma nova leitura, como “Amar”, “Lembrete”, “Ausência”, “Toada do amor”, “Declaração de amor” e “O chão é cama” foram criteriosamente selecionados por Luis Mauricio e Pedro Augusto Graña Drummond, netos do poeta e grandes conhecedores de sua obra. O resultado é uma celebração de beijos, abraços e carinhos — uma festa para o amor, enfim. Com projeto gráfico exclusivo e ilustrações do aclamado artista Nik Neves, Declaração de amor é o presente ideal para o Dia dos Namorados.
Declaração de Amor
Canção de namorados
Páginas: 64
Idioma: português
Editora: Companhia das Letras

" A gente sempre se amando nem vê o tempo passar.O amor vai-nos ensinandoque é sempre tempo de amar."


Esta vai ser a resenha mais fácil e mais difícil da minha vida. Mais fácil pois nem preciso explicar quem é Carlos Drummond de Andrade, um nome que se auto explica. Difícil pois ele é fininho e não daquele tipo com história e tal que dá para a gente sair explicando, ele é um compilado de poesias sobre namorados recheado de desenhos divertidíssimos e carregado de emoção. 

A vida não me assusta, Sara Jane Boyers

Você tem medo de quê? Cachorros bravos, cobras, sapos, dragões soltando fogo? A Vida Não me Assusta é um pequeno livro de arte para crianças valentes, que enfrentam fantasmas e meninos brigões da escola com a cabeça erguida. É até difícil não se apaixonar por este livro.
Publicado originalmente há 25 anos, e até então inédito no Brasil, A Vida Não Me Assusta reúne os talentos da poeta e ativista Maya Angelou e do artista gráfico Jean-Michel Basquiat. Dois artistas com histórias de vida sofridas e infâncias problemáticas, mas que nunca se deixaram intimidar. Não importa qual obstáculo apareça no caminho, você sempre pode encontrar forças para superá-lo.
A Vida Não Me Assusta é o mais novo lançamento da Caveirinha, o selo infantil da DarkSide® Books que ajuda os pequenos a darem seus primeiros passos no mundo mágico da fantasia e da imaginação.
A Vida Não Me Assusta
Ano: 2018 
Páginas: 48
Idioma: português 
Editora: DarkSide Books

A vida não me assusta é mais um livro fofinho e trevoso lançado pelo selo infantil da DarkSide, o Caveirinha. 

A obra, bastante visual, combina os talentos de dois grandes ícones da cultura negra: o poema da ativista social, escritora Maya Angelou (1928 - 2014) e obras do pintor Jean-Michel Basquiat (1960 – 1988), lindamente reunidos pela fotógrafa Sara Jane Boyers há 25 anos, quanto teve sua primeira edição lançada nos EUA.


Juntando as realidades de cada um através das suas obras, A vida não me assusta mostra as diferentes faces do medo na voz da Maya e através dos olhos do Basquiat.



Mas o seu valor está mesmo em mostrar que todos nós somos fortes para enfrentar a nossa realidade, temos coragem para enfrentar os nossos medos, seja lá o que for que nos assusta, desde o medo de um sapo ao medo de um mundo cruel...


Vide Bula, Fabíola Rodrigues


Vide Bula
Fabíola Rodrigues
Ano: 2018 
Páginas: 104
Idioma: português
Editora: 7 Letras

Um livro que vem na dosagem perfeita para sentir sua energia aflorar ao redor de sua pele, Vide bula é o conjunto de emoções que toda pessoa passa na vida, seus altos e baixos, suas emoções escondidas e os riscos de um futuro incerto.

Dividido em três partes, Oníria, Ocaso e Olvido, essa viagem não deve ser lida de uma vez. Resolvi seguir a dosagem que cada capítulo recomenda (Oníria, 2 comprimidos ao dia, em intervalo de 12 horas cada; Ocaso, 1 comprimido, uma vez ao dia, em jejum; Olvido, dose única) e a experiência foi fantástica, pois as palavras absorvidas ficam por tanto tempo na sua mente, que é impossível não se ver pensando nelas durante ao dia inteiro.

Poemar, Lilia rodrigues


Bailarina, picolé, lagartixa, retalhos, cachorro…
Tudo que cabe no sonho de uma criança, cabe em um poema.
Poemar é brincar de inventar…
Poemar é mergulhar a poesia, na água fria, e deixar a maré levar.
Poemar é uma onda de palavras, na imensidão do mar.
Poemar
Lilia Rodrigues
Ano: 2017 
Páginas: 19
Idioma: português
Editora: Lurinha Editora

Pense num livro recehado de poeminhas fofos e ideias interessantes? 


Pois é o que você vai encontrar em Poemar. Um conjunto de pensamentos em forma de poema com muita rima e melodia. 

Uma delícia para atrair a criançada para este formato de leitura onde a menina se pergunta se quer  mesmo ser bailarina e o menino se quer mesmo continuar jogando futebol. Onde os animais e insetos lançam seus sons e o mundo mostra seu colorido.

Amei  a dinâmica dos desenhos e a capa.


Escrevi isso pra você, Iain S. Thomas

Você sempre me diz que foi bom enquanto durou. Que as chamas mais intensas são as que queimam mais rápido. Ou seja, você via em nós uma vela. E eu via em nós o sol.
Escrevi isso pra você é uma coletânea de poemas contemporâneos sobre os diversos momentos do amor: a paixão e o encantamento dos primeiros tempos, o lento afastamento, a solidão a dois, a dor do fim e a esperança de novos começos.
Reunindo cerca de 200 textos divididos em quatro partes – Sol, Lua, Estrelas, Chuva –, o poeta sul-africano Iain S. Thomas combina palavras profundas e intensas com fotografias frias e impessoais. O resultado é um livro que provoca uma explosão de sentimentos perturbadores e conflitantes, mas totalmente familiares a qualquer pessoa que já tenha amado e sofrido pelo menos uma vez.
Conhecido nas redes sociais pelo pseudônimo pleasefindthis, o autor começou sua trajetória na internet, publicando poemas e fotos em seu blog pessoal. Com o tempo, seu trabalho ganhou repercussão, se transformou em livro e encantou milhares de leitores ao redor do mundo.
Com extrema delicadeza, Escrevi isso pra você expõe a natureza frágil das relações humanas e as nuances líricas e obscuras do amor.
Escrevi Isso Para Você
Iain S.Thomas
Ano: 2018 
Páginas: 280
Idioma: português 
Editora: Sextante


Escrevi isso pra você é um livro repleto de faces. Uma coletânea de contos que transmitem tudo que o amor pode expressar, desde a emoção de dois amados estarem juntos até o rompimento desastroso. O livro é um misto de sentimentos que qualquer pessoa já teve ou terá e, acredite, nada pode ser tão complicado como o amor.

Dividido em quatro partes (Sol, Lua, Estrelas e Chuva), Escrevi isso pra você não é apenas um livro de poemas. É um livro onde vemos as consequências do amor com outros olhos, outros ares e outras sensações.


Além dos poemas curtos e certeiros, nós temos inúmeras fotografias em tons escuros e em cores frias, deixando no ar uma sensação de receio e perturbação.