Meu Amigo Dahmer, Derf Backderf


MEU AMIGO DAHMER traz o perfil do psicopata Jeff Dahmer quando este ainda era um aluno do ensino médio. O autor do livro foi seu colega de turma nos anos 1970, e conviveu com o futuro “canibal de Milwaukee” com uma intimidade que Dahmer talvez só viesse a compartilhar novamente com suas vítimas. Juntos, Derf e Dahmer estudaram para provas, mataram aula, jogaram basquete. Os dois tomaram rumos diferentes, e Derf só voltaria a saber do amigo pelo noticiário, anos depois. Em 1991, os crimes de Jeffrey Dahmer vieram à tona: necrofilia, canibalismo e uma lista de pelo menos 17 mortos, entre homens adultos e garotos. O primeiro assassinato teria acontecido meses após a formatura no colégio.

Além de remexer nos seus velhos cadernos e álbuns de fotografia, Derf consultou seus amigos de adolescência, antigos professores, os arquivos do FBI e a cobertura da mídia após a descoberta de seus crimes antes de roteirizar MEU AMIGO DAHMER.

Meu Amigo Dahmer
Derf Backderf
Ano: 2017 
Páginas: 288
Idioma: português
Editora: DarkSide Books


Desde julho de 1991, quando toda a verdade sobre Jeff Dahmer foi descoberta, muito foi escrito e filmado sobre o 'canibal de Milwaukee' que matou, violentou, estrangulou, desmembrou corpos, conservou algumas partes como uma espécie de troféu, comeu outras e fez experimentos, no mínimo, bizarros.


Mas o que Derf Backderf teria a acrescentar a essa história? Ele foi colega de Dahmer na década de 70, no colégio Revere High School, na cidade de Bath, Ohio, quando ambos cursavam a sétima série e a graphic novel nos apresenta Dahmer antes do que estamos acostumados a ver, mas não muito diferente. Backderf o descreve como um garoto tímido, desajeitado, estranho e de hábitos, no mínimo, excêntricos. Não tinha amigos, mas passou a chamar a atenção de alguns garotos quando começou a imitar os ataques epiléticos que um amigo da mãe sofria, passando assim a interagir com eles e se tornando, por pouco tempo, o centro das atenções. 


Negligenciado pelos pais, que brigavam o tempo todo, mesmo depois do divórcio, ignorado pelos professores e adultos à sua volta que fingiam não notar que ele estava quase sempre alcoolizado, com uma fixação por dissecar animais mortos e torturado por ter desejos sexuais por homens mortos, a vida de Dahmer caminhava para um final nada promissor. 

A narrativa de Backderf chega a despertar empatia pelo adolescente solitário e ignorado que foi Dahmer, e nos leva a várias considerações a respeito da importância de uma estrutura familiar estável em um ambiente saudável e da convivência com pessoas da mesma idade e de como a falta dessas redes de apoio podem influenciar negativamente na formação da personalidade de um ser humano.

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