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Mulheres Fantásticas - Livro de Atividades, Lisa Regan

 



Mulheres Fantásticas Livro de Atividades
Lisa Regan
Ano: 2023 
Páginas: 20
Idioma: português
Editora: Pé de Letra

Sim, sou apaixonada por livros que contam histórias sobre a vida de mulheres fortes, que fizeram a diferença na vida das pessoas e deixaram seus nomes marcados na história.

Mas Mulheres Fantásticas - Livro de Atividades vai ainda mais longe. Além de contar fatos sobre a vida dessas mulheres, ele propõe uma série de atividades relacionadas com os feitos dessas verdadeiras heroínas.

Uma maneira divertida e didática de educar meninas feministas e meninos que respeitem essas meninas.













Sensei Hakusho, Kunio Ajino


Um mangá semibiográfico com os bastidores da vida do mangaká Yoshihiro Togashi, conhecido por obras como Yu Yu Hakusho, Hunter x Hunter e Level E, tudo contado a partir do ponto de vista de seu assistente Kunio Ajino. Com histórias divertidas, o mangá mostra um pouco do cotidiano do autor, curiosidades de seu estilo de trabalho, seus hobbies e detalhes do que está por trás de sua genialidade como autor de mangás.

Sensei Hakusho
Kunio Ajino
Ano: 2024 
Páginas: 232
Idioma: português
Editora: JBC


A vida de um mangaká pode ser conturbada ou leve, depende do ponto de vista e Kunio Ajino nos mostra, através das suas memórias, como foi trabalhar e conhecer Yoshihiro Togashi, conhecido por obras como “Yu Yu Hakusho”, “Hunter x Hunter” e “Level E”.


Nunca imaginei que um mangá semibiografico poderia ser tão divertido de se acompanhar, eis que Sensei Hakusho surge para me fazer rir com detalhes da vida de Yoshihiro e o trabalho de Ajino durante seu período com o sensei.


Um mangá que além de rápido, vale muito a pena ser lido, pois podemos entender um pouco como é a vida de um mangaká, como os bastidores funcionam e até onde eles vão para finalizar uma obra.


Acompanhar essa saga foi bem divertido e eu recomendo demais a leitura, agora fiquei curiosa em ler as obras de Yoshihiro Togashi e saber como foi o trabalho de Ajino com ele.


Mas e você, também bateu a curiosidade por aí? Me conta aqui e vamos conversar.💜

Meu Amigo Dahmer, Derf Backderf


MEU AMIGO DAHMER traz o perfil do psicopata Jeff Dahmer quando este ainda era um aluno do ensino médio. O autor do livro foi seu colega de turma nos anos 1970, e conviveu com o futuro “canibal de Milwaukee” com uma intimidade que Dahmer talvez só viesse a compartilhar novamente com suas vítimas. Juntos, Derf e Dahmer estudaram para provas, mataram aula, jogaram basquete. Os dois tomaram rumos diferentes, e Derf só voltaria a saber do amigo pelo noticiário, anos depois. Em 1991, os crimes de Jeffrey Dahmer vieram à tona: necrofilia, canibalismo e uma lista de pelo menos 17 mortos, entre homens adultos e garotos. O primeiro assassinato teria acontecido meses após a formatura no colégio.

Além de remexer nos seus velhos cadernos e álbuns de fotografia, Derf consultou seus amigos de adolescência, antigos professores, os arquivos do FBI e a cobertura da mídia após a descoberta de seus crimes antes de roteirizar MEU AMIGO DAHMER.

Meu Amigo Dahmer
Derf Backderf
Ano: 2017 
Páginas: 288
Idioma: português
Editora: DarkSide Books


Desde julho de 1991, quando toda a verdade sobre Jeff Dahmer foi descoberta, muito foi escrito e filmado sobre o 'canibal de Milwaukee' que matou, violentou, estrangulou, desmembrou corpos, conservou algumas partes como uma espécie de troféu, comeu outras e fez experimentos, no mínimo, bizarros.


Mas o que Derf Backderf teria a acrescentar a essa história? Ele foi colega de Dahmer na década de 70, no colégio Revere High School, na cidade de Bath, Ohio, quando ambos cursavam a sétima série e a graphic novel nos apresenta Dahmer antes do que estamos acostumados a ver, mas não muito diferente. Backderf o descreve como um garoto tímido, desajeitado, estranho e de hábitos, no mínimo, excêntricos. Não tinha amigos, mas passou a chamar a atenção de alguns garotos quando começou a imitar os ataques epiléticos que um amigo da mãe sofria, passando assim a interagir com eles e se tornando, por pouco tempo, o centro das atenções. 


Negligenciado pelos pais, que brigavam o tempo todo, mesmo depois do divórcio, ignorado pelos professores e adultos à sua volta que fingiam não notar que ele estava quase sempre alcoolizado, com uma fixação por dissecar animais mortos e torturado por ter desejos sexuais por homens mortos, a vida de Dahmer caminhava para um final nada promissor. 

A narrativa de Backderf chega a despertar empatia pelo adolescente solitário e ignorado que foi Dahmer, e nos leva a várias considerações a respeito da importância de uma estrutura familiar estável em um ambiente saudável e da convivência com pessoas da mesma idade e de como a falta dessas redes de apoio podem influenciar negativamente na formação da personalidade de um ser humano.

Placas Tectônicas, Margaux Motin


Aos 35 anos, Margaux Motin narra os erros e acertos que abalaram sua existência em páginas repletas de realidade e humor. Uma separação e um novo amor mudam radicalmente sua vida de mulher com trintas e poucos anos de idade, uma época em que decisões abruptas podem levar a consequências desastrosas.

Placas Tectônicas
Margaux Motin
Ano: 2016 
Páginas: 256
Idioma: português
Editora: Nemo

Segundo a ciência, placas tectônicas são grandes blocos de terra que se  movimentam de acordo com o movimento das correntes de lava na parte interna do planeta.
 
E aí você entende o título dessa HQ que fala sobre como ser mulher nos dias atuais, quando você precisa ser forte mas é atingida frequentemente por correntes de sentimentos, obrigações e cobranças por todos os lados.

A HQ autobiográfica traz a história de Margaux Motin, uma mulher de 35 anos vivendo as experiências de uma separação enquanto tenta se encaixar novamente no mundo como mãe solteira e viver um novo relacionamento. 


Na tentativa de fazer o seu melhor, viver essa nova realidade e aproveitar a vida, ela será imatura, infantil, autêntica, realista, mas sem perder a vontade de acertar sempre usando todas as novas experiências para amadurecer e aprender com os erros.


Com um humor explícito, Margaux nos leva através de situações cômicas e trágicas que podem estar presentes na vida de qualquer um de nós, apresentando um conteúdo catártico para alguns leitores que implicará numa identificação completa quando fala de relacionamento, amizades, amor, criação de filhos e trabalho.

A menina da montanha, Tara Westover



Considerado o melhor livro de memórias dos últimos tempos, A Menina da Montanha narra a história verídica de superação da jovem Tara Westover.
Criada nas montanhas de Idaho, nos Estados Unidos, sem acesso à escola, livros ou médicos até os 17 anos, Tara cresceu totalmente isolada da sociedade, sem ninguém para oferecer uma educação formal, ou para protege-la dos ataques violentos de um irmão mais velho. Quando um dos irmãos da jovem conseguiu chegar à universidade e trouxe notícias da vida além das montanhas, Tara decidiu tentar um novo estilo de vida. Ela aprendeu, de forma autodidata, matemática, gramática e ciência, e conseguiu chegar à universidade, onde estudou psicologia, política, filosofia e história. Sua busca por conhecimento a levou para Harvard e Cambridge. E sua história se transformou em um livro de sucesso, publicado quando ela tinha apenas 29 anos.

Narrado com ritmo e fôlego de romance, o relato autobiográfico está há mais de 20 semanas no ranking do The New York Times, e já figura entre as principais listas dos mais vendidos do Reino Unido, Canadá, Itália e Irlanda, países onde foi lançado.

A Menina da Montanha
A trajetória real da americana que pisou numa sala de aula pela primeira vez aos 17 anos até a conquista do doutorado em Cambridge.
Ano: 2018 
Páginas: 352
Idioma: português

Tara Westover é a menina da montanha w nos conta sua história nesse livro que vai inquietar o leitor e levá-lo das lágrimas a grandes momentos de comemoração com a autora. 

Filha de pais mórmons e vivendo nas montanhas do Idaho, em um verdadeiro abrigo contra os Dias Finais construído por seu pai, que também mantinha um estoque de comida, combustível e arma, Tara foi criada sem acesso à educação formal nem a médicos, sendo ensinada e tratada em casa pela mãe, que acreditava ter recebido o dom de curar pessoas de óleos essenciais e do uso da energia. 

Tratada como os irmãos, trabalhou desde a infância no ferro velho do pai em serviços arriscados e inadmissíveis para uma criança além de ser bombardeada constantemente pelos discursos do pai contra o governo e as escolas e pelos ataques de violência do irmão mais velha que deixava marcas físicas e psicológicas. 

Confesso que em muitos momentos tive vontade de abandonar a leitura por conta dos abusos que Tara sofria e pela omissão de seus pais, principalmente de sua mãe, que fingiam não saber o que acontecia e concordava cegamente com todas as loucuras que o marido pregava, mesmo quando ela própria também se sentia oprimida. A única coisa que me fazia seguir em frente era acreditar que a força interior, o desejo de liberdade e a sede de conhecimento de Tara me trariam boas surpresas. 

Tara foi à escola pela primeira vez aos 17 anos, mas isso não foi barreira para impedir que ela chegasse a lugares onde ela nunca imaginou chegar. O que lhe faltava da educação formal, ela compensava com o dobro de dedicação e curiosidade, e a vontade de romper com uma vida de opressão e violência faziam com que ela não cedesse aos inúmeros obstáculos que ela superava. Apesar dos impactos de viver em uma sociedade completamente diferente de tudo o que conhecia, com pessoas com comportamentos, estilos de vida e princípios que não condiziam com tudo o que aprendeu e do impacto de descobrir um mundo totalmente diferente do seu, aos 27 anos, Tara Westover recebe o título de doutora na Universidade de Cambridge. 

Acredito que a riqueza da história de Westover está em nos mostrar que os excessos são sempre maléficos, não importa em nome de que eles são justificados. E que a força da mulher realmente não tem limites. 

Notas sobre o luto, Chimamanda Ngozi Adichie

 


Escrito após a morte do pai de Chimamanda Ngozi Adichie em junho de 2020, durante a pandemia de covid-19 que mantinha distante a família Adichie, Notas sobre o luto é um poderoso relato sobre a imensurável dor da perda e as lembranças e resiliência trazidas por ela. Consciente de ser uma entre milhões de pessoas sofrendo naquele momento, a autora se debruça não só sobre as dimensões familiares e culturais do luto, mas também sobre a solidão e a raiva inerentes a ele.
Com uma linguagem precisa e detalhes devastadores em cada capítulo, Chimamanda junta a própria experiência com a morte de seu pai às lembranças da vida de um homem forte e honrado, sobrevivente da Guerra de Biafra, professor de longa carreira, marido leal e pai exemplar.

Em poucas páginas, Notas sobre o luto é um livro imprescindível, que nos conecta com o mundo atual e investiga uma das experiências mais universais do ser humano. “Era tão próxima do meu pai que sabia sem querer saber, sem saber inteiramente o que sabia. Uma coisa dessas, temida durante tanto tempo, finalmente chega, e na avalanche de emoções vem também um alívio amargo e insuportável. Esse alívio se torna uma forma de agressão, e traz consigo pensamentos estranhamente insistentes. Inimigos, atenção: o pior aconteceu. Meu pai se foi. Minha loucura agora vai se revelar.”
Notas sobre o luto
Ano: 2021 
Páginas: 144
Idioma: português
Editora: Companhia das Letras

“Uma erosão, uma terrível tromba-d’água que deixou nossa família para sempre deformada. As camadas da perda fazem eu me sentir fina como um papel.”

Desde o final de 2019, poucos meses antes do início da pandemia, tenho convivido de perto com a morte de uma maneira que jamais imaginei ser possível. Nunca perdi tantas pessoas queridas nem nunca vi tantos amigos próximos vivendo essa mesma dor, e por isso quis muito ler Notas sobre o luto para absorver um pouco da sabedoria da Chimamanda. 

A necessidade de falar sobre a dor da perda de seu próprio pai em 2020 foi o evento motivador para que a autora escrevesse esse livro curtinho mas tão impactante. Mesmo não tenho morrido por covid, a pandemia fez com que a grande parte dos planos e rituais de luto tradicionais da cultura de sua família fossem alteradas. 

 "Meu pai se foi. Minha loucura agora vai se revelar.”
O livro traz as fases pelas quais a autora passou começando pela dor da perda, a não-aceitação da ausência, a culpa pela distância, o temor de não poder se despedir por causa das restrições impostas pela pandemia que fechou aeroportos em todo o mundo. E, em meio a tudo isso, ainda aprendemos um pouco da cultura nigeriana e como esse povo lida com seus mortos.

“O luto é uma forma cruel de aprendizado. Você aprende como ele pode ser pouco suave, raivoso. Aprende como os pêsames podem soar rasos. Aprende quanto do luto tem a ver com palavras, com a derrota das palavras e com a busca das palavras. Por que sinto tanta dor e tanto desconforto nas laterais do corpo? É de tanto chorar, dizem. Não sabia que a gente chorava com os músculos”.

Uma leitura que te faz refletir sobre a fugacidade da vida e sobre como lidar com a dor da perda e a certeza da ausência, que mostra o quando somos frágeis  e vulneráveis a essa certeza e torna óbvio que precisamos falar sobre o luto, vivê-lo, para depois seguir em frente. 


Vozes femininas, Zoë Sallis


Escrito como forma de conhecer personalidades femininas e trazer inspiração e motivações para novas gerações de mulheres, Vozes femininas faz uma interessante abordagem ao entrevistar quarenta mulheres e lhes perguntar sobre suas histórias, ideias, experiências, traumas, aspirações, família etc. Ao dar-lhes espaço e voz, Zoë Sallis reúne várias daquelas que, por muitas vezes, foram silenciadas em uma sociedade machista e patriarcal, porém, não desistiram e marcaram seus nomes na história de uma forma ou de outra. Algumas já são nomes conhecidos na mídia, outras, não. Mas, agora, serão.
Vozes femininas leva o leitor a pensar e a refletir o quanto o mundo e os recortes sociais são diferentes para cada uma. Em suas páginas, mulheres de diferentes raças, religiões, carreiras e nacionalidades expõem não apenas suas opiniões, mas transmitem aquilo que acreditam da forma como foram criadas e socialmente adaptadas. As mais diversas personalidades instigam e fazem com que o leitor pense quais seriam suas respostas e o quão significativas elas seriam para as próximas gerações. Mais do que agir, é preciso ouvir para não perpetuar erros do passado.

Vozes femininas
Zoë Sallis
Ano: 2020 
Páginas: 240
Idioma: português
Editora: Astral Cultural

" Igualdade não é o que procuro. Eu gostaria de ver todas as pessoas conquistarem seus sonhos. Seis sonhos podem não torná-las iguais. " Yoko Ono

Lançado em 2019, Vozes femininas é uma compilação de entrevistas feitas por Zoë Sallis a 41 mulheres de diferentes nacionalidades, crenças, áreas e histórias, e que responderam às mesmas perguntas. E o resultado é esse livro incrível.

" Tenho medo de que as pessoas não percebam que precisam aprender a viver com o verdadeiro amor. Isso está nas raízes das guerras, nas raízes da violência e nas raízes das pessoas que odeiam as ideias e crenças diferentes das delas. Com o amor, podemos curar o futuro. " Kim Phuc

As 41 mulheres são: Isabel Allende. Christiane Amanpour. Maya Angelou. Hanan Ashrawi. Joan Baez. Benazir Bhutto. Mary Kayitesi Blewitt. Emma Bonino. Shami Chakrabarti. Jung Chang. Kate Clinton. Marie Colvin. Marion Cotillard.Severn Cullis-Suzuki, Carla del Ponte, Judi Dench, Shirin Ebadi, Tracey Emin, Jane Fonda, Tanni Grey-thompson, Dagmar Havlová, Swanee Hunt, Bianca Jagger, Nataša Kandić, Kathy Kelly, Martha Lane Fox, Anne Leslie, Wangari Maathai, Mairead Maguire, Mary McAleese, Soledad O'Brien, Sinéad O'Connor, Yoko Ono, Mariane Pearl, Kin Phuc, Paloma Picaso, Helen Prejean, Paula Rego, Louise Ridley, Mary Robinson, Jody Williams.

" A melhor forma de as mulheres acabarem com as guerras é criar os filhos com valores adequados. Tudo se resume ao que será ensinado às crianças que vão ser homens no futuro." Sinéad O'Connor

E se você não conhece algumas delas, o livro também traz uma pequena biografia para te apesentar a cada uma delas. São mulheres com nós, que enfrentaram o preconceito religioso, o machismo, grandes guerras, a violência doméstica, entre outros mas que, apesar do que viveram, ou até mesmo por causa do que viveram, não tiveram coragem de se calar.

" Sou inspirada pela própria vida e por grandes ideais, como justiça, e pela capacidade que esses ideais tem de deflagrar a grandeza em nós. O que traz alegria e inspiração à vida é seu propósito. (...) O humanismo como Ciência me fascina, e é inspirador pensar que indivíduos podem muito bem ser os agentes de qualquer mudança confiável no mundo. A fé e o amor são minhas maiores fontes de inspiração. " Mariane Peral

Zoe destaca que o seu objetivo ao criar esse livro foi motivar outras pessoas a fazerem o melhor que puderem para contribuir para mudar o mundo. E te desafio a não se sentir inspirada depois de ler ele. Mas calma, essas mulheres não te darão receitas de bolo sobre como transformar o mundo, mas falarão sobre o caminho que trilharam, suas dificuldades e, principalmente suas motivações. 

" Nosso objetivo não pode ser tornar todo mundo como nós, mas criar um mundo em que as pessoas possam viver como realmente querem. " Marie Colvin

Um livro para ler repetidas vezes e se inspirar.

Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie

 

O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo.

Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. "Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’". Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e - em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são "anti-africanas", que odeiam homens e maquiagem - começou a se intitular uma "feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens".

Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.
Sejamos Todos Feministas
Ano: 2014 
Páginas: 63
Idioma: português
Editora: Companhia das Letras

“(…) eu estava no meio de uma argumentação quando Okolomo olhou para mim e disse: “Sabe de uma coisa? Você é feminista!” Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele – era como se dissesse: “Você apoia o terrorismo!”.”

Esse é o segundo livro da Chimamanda que leio e ainda continuo ouvidno meu amigo Deko Lipe dizer 'Você precisa ler Chimamanda!', como se fosse aquele mantra do 'Compre Batom!', e agradecendo pela dica valiosa!

“Sejamos todos feministas” é um mini livro daqueles que você pode até pensar que vai ler em 10 minutos e talvez nem valha a pena ler algo tão curto. PARE! Você nunca esteve tão enganado!

“O problema da questão de gênero é que ela prescreve como devemos ser em vez de reconhecer como somos”

Sim, é um livro curto. Mas não menos denso e profundo do que qualquer outro escrito pela autora, que aborda o feminismo com a mesma fluidez que lhe contaria um romance. 

Chimamanda começa contando como foi o seu primeiro contato com a palavra feminista, quando um amigo a usou como se fosse um chingamento. A partir daí, a sua luta é para mostrar que o estereótipo de que toda mulher feminista é infeliz e detesta homens não é real. 

A autora parece conversar com o leitor, usando as suas experiências pessoais para mostrar o quanto é difícil defender o que você acredita e se fazer respeitar numa sociedade machista. é impossível você não se ver retratada em alguma das situações mostradas no livro. 

Baseado em uma palestra no TED em 2012, vamos aprender sobre o conceito da palavra feminista e perceber que você não precisa ser mulher para defender as ideias do movimento feminista. Ao final da leitura fica a certeza de que ainda estamos engatinhando quanto o assunto são as questões de gênero, e que o debate ainda continua sendo extremamente importante e necessário para empreender mudanças no pensamento das pessoas. 



Persépolis, Marjane Satrapi

Marjane Satrapi tinha apenas 10 anos quando viu-se obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979, ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita, apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão dos persas. 25 anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que transformou-se, Marjane, emocionou leitores de todo o mundo com sua autobiografia nos quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o popular encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor infiltra-se no drama, e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.
Persépolis
Ano: 2007 
Páginas: 352
Idioma: português


Com um tom totalmente autobiográfico, Persépolis é uma obra de Marjane Satrapi, iraniana, criada em uma família de classe média que não concordava com os ensinamentos radicais e acreditava na luta contra o Imperialismo, na igualdade de gênero e na liberdade de expressão. E que vivenciou a opressão do povo persa. 

Seu primeiro choque com a cultura islâmica acontece aos 10 anos de idade, quando as mulheres de todas as idades passam a ser obrigadas a usar o véu. Era 1979 e o regime xiita vira a vida de Marjane de cabeça pra baixo. 

Valentes, Duda Porto de Souza e Aryane Cararo


Das mesmas autoras de Extraordinárias, Valentes é uma obra de referência sobre o tema do refúgio no Brasil.
A questão dos refugiados tem ganhado holofotes pelo mundo inteiro, mas o preconceito, a xenofobia, as fake news e o medo frequentemente atrapalham a discussão. Para auxiliar na compreensão desse tema tão complexo e combater a desinformação, as jornalistas Aryane Cararo e Duda Porto de Souza reuniram histórias de vida emocionantes, de pessoas de mais de quinze nacionalidades, que vieram para o nosso país pelos mais variados motivos ― desde dificuldades financeiras até perseguição baseada em raça, religião, nacionalidade, orientação sexual, identidade de gênero ou opinião política ―, todas em busca de um lugar onde pudessem de fato viver.
Com uma linguagem acessível, a obra também traça um panorama histórico do refúgio no Brasil e no mundo, apresentando conceitos e dados, e traz infográficos sobre os principais conflitos que geraram esses fluxos migratórios. O resultado é um material humano e sensível, que dá voz a quem precisa ser ouvido e celebra as diferenças que tornam nossa nação tão plural.

“A ampla pesquisa e os recortes históricos de Valentes tornam a obra uma referência de informação da causa que nos une: a humanitária.” ― Agência da ONU para Refugiados (ACNUR)
Valentes
Histórias de pessoas refugiadas no Brasil
Ano: 2020 
Páginas: 296
Idioma: português
Editora: Seguinte

Mais do que nunca, falar sobre refugiados tem sido um tema atualíssimo, apesar de continuar controverso.

Mas afinal, quem pode ser considerado refugiado? Segundo as jornalistas Aryane Cararo e Duda Porto, responsáveis pelas pesquisas que deram vida a esse livro fantástico e com bases nas leis brasileiras, refugiado é a pessoa que abandonou seu país em busca de segurança, fugindo de conflitos ou abusos graves aos direitos humanos, que sofre perseguição por raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas e que esteja fora de seu país. 

O que a gente precisa ter em mente é que o refugiado não quer sair do seu país em busca de algo melhor, ele é impelido, obrigado a sair principalmente por conta de perseguições relacionadas a raça, religião, nacionalidade, identidade de gênero, orientação sexual ou opinião politica; mudanças climáticas, guerras e catástrofes também podem ser a causa da migração. 

Lute como uma garota


Estamos vivendo novos tempos: a discussão sobre os direitos das mulheres não se concentra mais em grupos específicos e a luta feminista amplia seu debate na sociedade. Da violência contra a mulher à cultura do estupro, uma série de questões é tema de conversa frequentes na mídia e nas redes sociais. Mas como chegamos até aqui? Quem nos ajudou nessa trajetória? "Lute como uma Garota", de Laura Barcella, reúne o perfil de figuras importantes da militância feminista, abrangendo as pioneiras do século XVIII e as estrelas pop dos dias de hoje, como Frida Khalo, Simone de Beauvoir, Oprah Winfrey e Madonna. E o livro não deixa de fora os nomes essenciais da luta no Brasil: em 15 perfis, com nomes como Djamila Ribeiro e Clarice Lispector, a jornalista Fernanda Lopes traz ao público um pouco de nossa história. Com ilustrações, prefácio de Mary Del Priore e apresentação de Nana Queiroz, Lute como uma Garota mostra a força dessas mulheres.
Lute como uma Garota
60 feministas que mudaram o mundo
Laura Barcellar...
Ano: 2018 
Páginas: 368
Idioma: português
Editora: Cultrix

" Celebrar o passado é responsabilidade de quem está comprometido com a construção do futuro. Essas mulheres sofreram, e seu sofrimento é hoje o nosso festejo para podermos nelas nos inspirar. Elas são as artistas que souberam transformar suas lamúrias em conquistas. E nos dizem, nas páginas desse livro: você também pode ser heroica. Porque ser um mulher que transforma o mundo, hoje, não exige nada menos que heroísmo. "

Lute como uma garota é uma compilação de minibiografias de 60 mulheres que, de alguma forma, lutaram e ainda lutam para que tenhamos direitos e para que os mesmos sejam respeitados. Dessas 60 mulheres, 15 são brasileiras. De maneira eclética, nessa lista democrática desfilam mulheres europeias, orientais, do Oriente Médio e latinas. Pobres e de famílias abastadas. Negras, loiras, amarelas, mulatas. Cantoras, atrizes, médicas, ativistas sociais, escritoras, professoras, advogadas e com pouca escolaridade. Mulheres.

Sobre a Escrita, Stephen King

Com uma visão prática e interessante da profissão de escritor, incluindo as ferramentas básicas que todo aspirante a autor deve possuir, Stephen King baseia seus conselhos em memórias vívidas da infância e nas experiências do início da carreira: os livros e filmes que o influenciaram na juventude; seu processo criativo de transformar uma nova ideia em um novo livro; os acontecimentos que inspiraram seu primeiro sucesso: Carrie, a estranha. Pela primeira vez, eis uma autobiografia íntima, um retrato da vida familiar de King. E, junto a tudo isso, o autor oferece uma aula incrível sobre o ato de escrever, citando exemplos de suas próprias obras e de best-sellers da literatura para guiar seus aprendizes. Usando exemplos que vão de H. P. Lovecraft a Ernest Hemingway, de John Grisham a J. R. R. Tolkien, um dos maiores autores de todos os tempos ensina como aplicar suas ferramentas criativas para construir personagens e desenvolver tramas, bem como as melhores maneiras de entrar em contato com profissionais do mercado editorial. O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação. Ao mesmo tempo um álbum de memórias e uma aula apaixonante, Sobre a escrita irradia energia e emoção no assunto predileto de King: literatura. A leitura perfeita para fãs, escritores e qualquer um que goste de uma história bem-contada. Eleito pela Time Magazine um dos 100 melhores livros de não ficção de todos os tempos e vencedor dos prêmios Bram Stoker e Locus na categoria Melhor não ficção, "Sobre a Escrita" é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras.
Sobre a Escrita
A Arte em Memórias
Ano: 2015 
Páginas: 256
Idioma: português 
Editora: Suma de Letras

“A escrita não é para fazer dinheiro, ficar famoso, transar ou fazer amigos. No fim das contas, a escrita é para enriquecer a vida daqueles que leem seu trabalho, e também para enriquecer sua vida. A escrita serve para despertar, melhorar e superar. Para ficar feliz, ok? Ficar feliz. “

Narrado pelo próprio King, Sobre a escrita tem um tom de bate-papo. É como se você tivesse se encontrado aleatoriamente com o mestre e fosse convidado para um café.

Com uma linguagem simples, clara e sem mistérios, King vai embalando a leitura de maneira que você devora o livro sem perceber. Mas garanto que vai querer parar em vários trechos para anotar as dicas do mestre.

Extraordinárias, Duda Porto de Souza e Aryane Cararo

Dandara foi uma guerreira negra fundamental para o Quilombo dos Palmares. Bertha Lutz foi a maior representante do movimento sufragista no Brasil. Maria da Penha ficou paraplégica e por pouco não perdeu a vida, mas sua luta resultou na principal lei contra a violência doméstica do país. Essas e muitas outras brasileiras impactaram a nossa história e, indiretamente, a nossa vida, mas raramente aparecem nos livros. Este volume, resultado de uma extensa pesquisa, chega para trazer o reconhecimento que elas merecem. Aqui, você vai encontrar perfis de revolucionárias de etnias e regiões variadas, que viveram desde o século XVI até a atualidade, e conhecer os retratos de cada uma delas, feitos por artistas brasileiras. O que todas essas mulheres têm em comum? A força extraordinária para lutar por seus ideais e transformar o Brasil.
Extraordinárias
Mulheres Que Revolucionaram o Brasil
Ano: 2017 
Páginas: 208
Idioma: português 
Editora: Seguinte

Gente,

Que livro realmente EXTRAORDINÁRIO!!!

“Extraordinárias: Mulheres que Revolucionaram o Brasil”, não poderia ter outro nome mesmo! O livro é uma viagem por biografias de mulheres forte, corajosas e, acima de tudo, brasileiras!!! Um livro sobre mulheres também feito por duas autores e nove ilustradoras de talento extremo, que nos ajuda a entender muita coisa que está nas entrelinhas da história do nosso país.


Lady Killers: Assassinas em série, Tori Telfer

As mulheres mais letais da história em uma edição igualmente matadora.
Quando pensamos em assassinos em série, pensamos em homens. Mais precisamente, em homens matando mulheres inocentes, vítimas de um apetite atroz por sangue e uma vontade irrefreável de carnificina. As mulheres podem ser tão letais quanto os homens e deixar um rastro de corpos por onde passam — então o que acontece quando as pessoas são confrontadas com uma assassina em série? Quando as ideias de “sexo frágil” se quebram e fitamos os desconcertantes olhos de uma mulher com sangue seco sob as unhas?
Prepare-se para realizar mais uma investigação criminal ao lado da DarkSide® Books e sua divisão Crime Scene®. Esqueça tudo aquilo que você achava que sabia sobre assassinos letais — perto de Mary Ann Cotton e Elizabeth Báthory, para citar apenas algumas, Jack, o Estripador ainda era um aprendiz.
Inspirado na coluna homônima da escritora Tori Telfer no site Jezebel.com, Lady Killers: Assassinas em Série é um dossiê de histórias sobre assassinas em série e seus crimes ao longo dos últimos séculos, e o material perfeito para você mergulhar fundo em suas mentes. Com um texto informativo e espirituoso, a autora recapitula a vida de catorze mulheres com apetite para destruição, suas atrocidades e o legado de dor deixado por cada uma delas.
Lady Killers: Assassinas em Série
Tori Telfer
Ano: 2019
Páginas: 384
Idioma: português
Editora: DarkSide

Uma das minhas grandes paixões são os livros/filmes/séries que trazem investigações sobre crimes. Aí a Darkside vem e me dá Lady Killers – Assassinas em série de presente!!! Tem como não amar essa editora???

É muito difícil alguém pensar em serial killers do sexo feminino, como se as mulheres não fossem capazes de matar ou de alimentar um ódio, desejo de vingança ou algo parecido que fosse capaz de levá-las a cometer esse tipo de crime. Descobri quem foram essas mulheres e suas motivações foi o que despertou meu interesse por Lady Killers.

E o livro não deixa por menos! A autora Tori Tolfer inicia contando a história de 14 mulheres que viveram nos últimos séculos, falando sobre sua infância, o contexto em que cresceram (pois o ambiente pode ser considerado um fator influenciador), revelando seus crimes e como foram julgados à época. Mas, o que realmente chama à atenção do leitor é perceber que, apesar de as mulheres serem tão letais ou talvez até mais do que muitos homens, suas histórias são pouco conhecidas do grande público. Nenhuma mulher teve sua história tão publicada, lida e assistida quanto o Zodíaco, por exemplo.


Outra coisa que deixa qualquer mulher estarrecida também é descobrir que dão as justificativas mais machistas possíveis para mulheres criminosas e suas motivações, afinal mulheres são seres delicados e incapazes de tamanha maldade... Vá acreditando...

A coragem de um sobrevivente do holocausto

Todos nós podemos escapar à prisão da nossa própria mente e
encontrar a liberdade, não importam as circunstâncias
Edith Eger era uma bailarina de 16 anos quando o Exército alemão invadiu seu vilarejo na Hungria. Seus pais foram enviados à câmara de gás, mas ela e a irmã sobreviveram. Edith foi encontrada pelos soldados americanos em uma pilha de corpos dados como mortos.
Mesmo depois de tanto sofrimento e humilhação nas mãos dos nazistas, e após anos e anos tendo que lidar com as terríveis lembranças e a culpa, ela escolheu perdoá-los e seguir vivendo com alegria. Já adulta e mãe de família, resolveu cursar psicologia.
Hoje ela trata pacientes que também lutam contra o transtorno de estresse pós-traumático e já transformou a vida de veteranos de guerra, mulheres vítimas de violência doméstica e tantos outros que, como ela, precisaram enfrentar a dor e reconstruir a própria vida.
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Boy Erased, Garrard Conley

Em seu elogiado livro de estreia, Garrard Conley revisita as memórias do doloroso período em que participou de um programa de terapia baseado no estudo da Bíblia que prometia “curá-lo” de sua homossexualidade.
Filho de um pastor da Igreja Batista e criado em uma cidadezinha conservadora no sul dos Estados Unidos, aos 19 anos Garrard foi convencido pelos próprios pais a apagar uma parte de si. Em uma tentativa desesperada de agradá-los e de não ser expulso do convívio da família, ele quase se destruiu por completo, mas encontrou forças para buscar sua identidade e hoje é ativista contra as terapias de conversão.
Tocante e inspiradora, a história do autor é um acerto de contas com o passado, um panorama complexo das relações dele com a família, com a fé e com a comunidade. O livro é o testemunho dos traumas e consequências de se tentar aniquilar parte essencial de um ser humano.
Boy Erased
Uma Verdade Anulada
Ano: 2019 
Páginas: 320
Idioma: português 
Editora: Intrínseca

Garrard Conley tem uma decisão muito difícil para fazer: abrir mão de quem você é para seguir os propósitos de Deus ou aceitar sua homossexualidade e perder seus amigos e sua família. Uma escolha muito difícil, e independente da resposta, os resultados são arrasadores.
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Uma história real que não dá para acreditar que realmente aconteceu. São situações absurdas e dolorosas, que somente durante a leitura conseguimos perceber.
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Os pais de Garrard, após descobrirem sobre o desejo sexual do seu único filho, resolvem colocá-lo numa clinica que tem o propósito de eliminar quaisquer chances de uma pessoa amar outra do mesmo sexo, provando que só o amor de Deus é capaz de iluminar suas almas.
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Garrard vem de uma família religiosa, onde seu pai é um pastor que leva as crenças religiosas muito a sério e sua mãe é a típica mulher perfeita, pronta a apoiar as decisões do seu marido. Por mais que eles amem seu filho, não conseguem perceber como isso acabará destruindo as chances dele ser feliz.
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Querido Mundo, Bana Alabed


O relato surpreendente de uma menina síria em meio aos horrores da guerra. Aos 3 anos de idade, Bana Alabed tinha uma infância feliz que foi interrompida abruptamente por uma guerra civil. Durante os quatro anos seguintes, Bana viveu em meio a bombardeios, destruição e medo.
Sua provação angustiante culminou em um cerco brutal em que ela, seus pais e os dois irmãos mais novos ficaram presos em Aleppo, com pouco acesso a comida, água, medicamentos e outras necessidades básicas. Com o potencial revolucionário da Internet, Bana, em um gesto simples, mas inédito, usou o Twitterpara pedir paz e mobilizar pessoas ao redor do mundo pelo mesmo intuito.
Contendo palavras da própria Bana e cartas comoventes de sua mãe, Fatemah, Querido Mundo não é apenas um relato envolvente de uma família ameaçada pela guerra — o livro oferece, também, uma perspectiva únicasobre uma das maiores crises humanitárias da história, vista pelos olhos de uma criança. Bana perdeu sua melhor amiga, a escola onde estudava e seu lar. Mas não perdeu a esperança — com relação a si mesma e às outras crianças ao redor do mundo, vítimas e refugiadas de guerra que são dignas de vidas melhores.
Querido mundo
Bana Alabed
Ano: 2018 
Páginas: 160
Idioma: português
Editora: Best Seller
“ Isto vai acabar logo.”

Eu sempre trago a esperança de um mundo sem guerras, principalmente para os civis inocentes que nem sabem porque governo e rebeldes começam a guerrear. Assim acontece com os moradores da Síria que, simplesmente, não entendem porque estão sendo atacados e como um conflito interno ganhou proporções tão grandes com outros países interferindo em sua pátria. Já foram tantas mortes e tantas bombas usadas que me pergunto todo dia se algum dia isso vai acabar.

A doce e esperançosa Bana ainda era um bebê com uma vida linda pela frente quando tudo começou a desmoronar à sua volta e ela precisou amadurecer antes da hora. Mais uma criança com a infância roubada que precisou encarar de frente os horrores de uma guerra sem sentido. Se é que existe algum sentido numa guerra.

Ela ganhou destaque depois de lançar vários apelos pelo Twitter, pedindo socorro e paz. Cansada de ver mortes, inclusive a da sua melhor amiga, ela lança um grito e relata em Querido Diário todas as atrocidades que viveu em sua cidade natal. Um local que antes era tranquilo, onde ela vivia feliz com sua família repleta de amor e carinho.


Debate e noite de autógrafos do livro Eu e não outra


Chegou a primeira biografia de Hilda Hilst


Renato Aragão do Ceará Para o Coração do Brasil, Rodrigo Fonseca

Quem é esse homem batizado Antonio Renato Aragão? Quem é esse artista que há cinco décadas, no cinema e na TV, faz gerações e gerações de brasileiros sorrirem? E o que faz Renato Aragão, aos 82 anos, acreditar que “ainda há muito a fazer”?
Em um dos textos de apresentação de Renato Aragão: Do Ceará para o coração do Brasil , o próprio artista toma a palavra e se dirige ao leitor para dizer: “Este livro é uma forma de saciar a curiosidade que as pessoas... possam ter sobre o percurso que venho fazendo... Bom, esta é uma viagem para dentro de mim. Uma viagem feita de saudades, memória e muita gratidão.”
Rodrigo Fonseca, roteirista e crítico de cinema, é quem nos conduz ao longo desta grande e bela viagem pela vida e alma de Renato Aragão. Baseado nas memórias do artista e em meticulosa pesquisa, o autor nos conta a trajetória de Aragão desde o nascimento em Sobral, no Ceará, em 1935, até o momento em que o criador do Didi assiste ao lançamento da nova geração de Os Trapalhões , em 2017.
Ricamente ilustrado, o livro conta ainda com uma seção de depoimentos de diversas personalidades, tais como: Caetano Veloso, Fernanda Montenegro, Maria Bethânia, Dedé Santana, Cacá Diegues, Daniel Filho, José Padilha, entre tantos outros.
Renato Aragão do Ceará Para o Coração do Brasil
Ano: 2017 
Páginas: 304
Idioma: português 
Editora: Estação Brasil


Eu tenho um sério bloqueio para ler biografias. Mas como assim, Mylena? Qual o problema da biografia, ô Gata ?

Simples: se for biografia autorizada, eu sempre acho que obviamente a pessoa só irá deixar expor fatos que a favoreçam e, se não for autorizada, imagino que tem muitas chances de que seja manipulada para expor fatos sensacionalistas.

Portanto, muito dificilmente. leio tampouco resenho este tipo de livro, mas eis que meu coração deu “uma pirueta, duas piruetas...” ao ver este ícone da cultura nacional estampando brilhantemente a capa do livro Renato Aragão, do Ceará para o coração do Brasil.

Este ser, sem sombra de dúvidas, marcou várias gerações, não só por sua irreverência, simpatia, alegria e bondade, mas também por suas honrarias, afinal este cearense, orgulhoso de ser nordestino  recebeu, em 1980, o título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro e, em 1982, o título de Personalidade Ilustre do Estado do Rio de Janeiro, ambos concedidos pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Em 1991, tornou-se representante especial do UNICEF e embaixador do mesmo órgão, em prol da infância brasileira. Foi condecorado chanceler da Ordem do Rio Branco, título concedido pelo MRE, em 1994. Nesse mesmo ano, foi agraciado com a admissão na Ordem Nacional do Mérito Educativo, no grau de oficial, por indicação do Ministério da Educação e do Desporto. (fonte Wikipédia)

UAU! Simplesinho o cara, ne?

Só podia ser ídolo de muitos, não é mesmo? E eu, que sempre fui fã de carteirinha do maior palhaço do Brasil, não podia deixar de aproveitar a oportunidade para saber mais detalhes sobre sua vida e como acompanhei bem a carreira dele numa época que nem existia direito revista de fofoca quiçá internet saberia, de certa forma, filtrar as informações apresentadas no livro.

Lá fui eu conhecer a vida do cara por trás do querido Didi Mocó.

O livro começa com a apresentação da obra com prefácio de Augusto Cury, do próprio Renato e do escritor-compilador que conta como realizou seu sonho de conhecer e relatar sobre a vida de  Antonio Renato Aragão.

Foi muito interessante saber sobre a infância e fatos pitorescos da juventude, além de descobrir como ele se tornou comediante, como conheceu seus parceiros da alegria e como formou a marca clássica da comédia brasileira, “Os Trapalhões”, que invadia com deboche e veia circense os fins de noite de domingo. A gente já esperava ansioso a vinheta, momento em que a família se reunia para rir enquanto esperava o Fantástico.

Essa nostalgia evocada me emocionou durante vários trechos, fosse relembrando personagens como Grande Otelo, Oscarito, entre outros que acompanhei desde criança, fosse ao ver os cartazes dos filmes estrelados por essa trupe além dos novos integrantes que surgiam a cada ano. Uma trupe de quatro trapalhões inestimáveis que souberam dar seu recado em plena repressão e ditadura militar e que, até hoje, mesmo com outra formação, colocam um sorriso no rosto de quem os assiste.

‘Renato explica que no quarteto original cada um tinha seu papel: “Eu era o nordestino que lutava para vencer, o Dedé era o galã da periferia, o Mussum era o sambista da Mangueira e o Zacarias, o mineirinho que não queira crescer, um menininho.” ‘

Para mim ,o livro é uma grande colcha de retalhos sobre fatos, opiniões e relatos de diversas personalidades sobre Renato Aragão e a sensação que tive ao ler foi de que eu estava sentada junto com Rodrigo Fonseca ao lado do querido Didi e ele me mostrava fotos antigas e atuais contando sobre sua história .

Agora de certa forma este formato de colcha de retalhos tirou um pouco da linearidade cronológica do livro o que em alguns momentos me deixava um pouco confusa, mas logo logo entrei no ritmo e percebi como o escritor desejava transmitir sua mensagem.
Amo os Trapalhões, vi meu irmão muitos anos mais novo amar  e também vi minhas filhas em pleno  século XXI acelerado e com relações fluidas amar , fico feliz em saber que muitos ainda vão amar pois eles sabem a trancos e barrancos como trazer um humor ingênuo e gostoso aos corações de tantas pessoas.

A edição está muito bem construída com uma capa quase emborrachada, folhas amareladas, além de fotos ,curiosidades,depoimentos e pensamentos de Renato Aragão. 

Uma relíquia memorável para os fãs!
5/5 estrelas