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O último restaurante de Paris, Lily Graham


Na Paris ocupada por Hitler, enquanto os moradores locais vão para a cama famintos e derrotados pela guerra, a música e o riso ecoam pela porta de um pequeno restaurante, lotado de soldados alemães. Marianne, a proprietária, se movimenta com os pés cansados entre as mesas cheias, carregando pratos quentes e saborosos para os oficiais inimigos. Seu sorriso é reluzente, todos são bem-vindos. Ninguém desconfia do ódio que Marianne esconde em seu coração.
Em uma noite, o restaurante fecha as portas pela última vez. Na manhã seguinte, as janelas amanhecem riscadas com as palavras "traidora e assassina". E Marianne desaparece sem deixar vestígios…

Anos mais tarde, a neta de Marianne, Sabine, está parada sob o toldo verde desbotado, com uma pesada chave de bronze na mão, olhando para o velho restaurante herdado da avó que ela nunca conheceu. Sabine tem muitas perguntas sobre si mesma. Talvez ali possa encontrar algumas respostas, mas ela sabe que não é bem-vinda. Marianne era odiada pelos moradores e Sabine descobre que a avó fora acusada pela tragédia que assombrava o restaurante.

Dividida entre deixar para trás o legado familiar sombrio e investigar o passado, a jovem começa a se questionar: o que aconteceu com Marianne depois daquela noite? Como esses acontecimentos mudaram os rumos da família? Mais do que isso, que mudanças essas respostas trarão para a vida de Sabine?

Uma história surpreendente sobre amor, resiliência e sacrifício na Paris ocupada pelos nazistas, quando uma jovem corajosa arrisca tudo para salvar as vidas daqueles ao seu redor.

O último restaurante de Paris
Ano: 2023 
Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Gutenberg


A vitória cobra um preço e, às vezes esse preço está na alma de alguém.”


Sabine acaba de descobrir que é a única herdeira de um restaurante que foi da sua avó biológica que ela não conheceu, e que o restaurante foi fechado, supostamente, porque todos os clientes, de maioria soldados naz&stas, foram envenenados por Marianne. Sim, Mariane não é só uma carinha bonitinha, ela também é uma mulher forte e determinada, que vai fazer de tudo para deter a escalada dos soldados n&zistas na França e para se vingar de uma crueldade particular.


Em busca de mais informações, Sabine vai ao encontro de Gilbert Geroux, talvez a única pessoa viva que conheceu sua avó, trabalhou para ela no restaurante quando tinha 15 anos e perdeu o irmão na noite do envenenamento. A partir daí a narrativa vai reconstruir a história real do período da ocupação da França enquanto Sabine vai em busca de algo que justifique a atitude de Marianne.


Amo histórias que se passam nesses períodos de gu*rra e que apresentam personagens como Marianne, que poderiam simplesmente cruzar os braços, fingir que estava tudo bem e se beneficiar da confiança de soldados. E Marianne foi uma dessas pessoas.


Mesmo abordando um tema pesado, a autora soube conduzir a história de maneira leve que faz com que o leitor devore essa história.


Lily Graham tece com maestria uma história que lança mão de um período extremamente conturbado e cruel na história da humanidade enquanto aborda temas como machismo, feminismo, direitos humanos e lealdade.



A Última Livraria de Londres, Madeline Martin



Inspirada na história real das poucas livrarias que sobreviveram aos bombardeios na Segunda Guerra Mundial, A última livraria de Londres é uma narrativa atemporal sobre perda, amor, heroísmo e o poder permanente da literatura.
"Esta mistura envolvente de livros, romance e guerra também tem sua cota de tragédia, mas o final inspirador vai deixar os apaixonados por livros com os olhos cheios d'água." –The Booklist

“Uma declaração de amor ao poder dos livros de manter o mundo unido quando tudo em volta está desmoronando.” – Karen Robards, autora de A mulher do senador


Em agosto de 1939, a jovem Grace Bennett abandona sua vida no interior da Inglaterra e chega a Londres com o sonho de esquecer seu passado conturbado e ter um novo começo.

Só que o clima sombrio que encontra não tem nada do charme cosmopolita que tanto havia idealizado. Nos meses que se seguem, as forças de Hitler começam a varrer a Europa e o ataque alemão à cidade se torna cada vez mais iminente.

Nesse cenário, a população londrina fica assolada pelo medo. As crianças são evacuadas e tem início o racionamento de comida. O único emprego que Grace consegue é na Primrose Hill, uma livraria excêntrica situada no coração da cidade.

A princípio, sobrecarregada com a organização da loja, ela não tem tempo para ler os livros que vende. Afinal, nunca foi uma grande leitora. Mas quando ganha um exemplar de presente de uma pessoa especial, o que começa como uma obrigação se torna uma paixão que a atrai para o incrível mundo da literatura.

Em meio aos blecautes e bombardeios da Blitz, Grace continua administrando a loja, e vê que o poder das palavras e de contar histórias une sua comunidade de maneiras que ela nunca imaginou – uma força que triunfa até mesmo nas noites mais tenebrosas da guerra.

A Última Livraria de Londres
Ano: 2022 Páginas: 272
Idioma: português
Editora: Arqueiro

Grace e Viv sempre sonharam viver em Londres, mas não nas condições atuais. Estamos em plena segunda guerra e Londres começa a ser alvo dos alemães.

Mesmo sem gostar de ler, Grace vai trabalhar na livraria Primrose Hill com o único objetivo de conseguir uma carta de recomendação para trabalhar em uma loja de departamentos. Mal sabia ela que os livros mudariam a sua vida a partir do primeiro exemplar que foi dado de presente por George, cliente fiel e muito charmoso.

Permeada de fatos reais, a narrativa segue mostrando o dia-a-dia dos londrinos, o alistamento e convocação dos homens, a evacuação das crianças, a necessidade de trocar jardins por hortas, o racionamento de alimentos, a necessidade de estar sempre com uma máscara anti-gás, a participação de homens e mulheres de todas as idades na tentativa de ajudar Londres a não sucumbir e  as noites passadas dentro do metrô para se proteger das bombas. 

A última livraria de Londres é um livro pra se emocionar, seja pela amizade das amigas Grace e Viv, pelo romance tão esperado entre Grace e George, pela morte de pessoas queridas, pelo patriotismo de um povo que não aceitou se render, pela forma generosa como algumas pessoas agiram para salvar vidas ou pela descoberta do poder transformador dos livros em meio á adversidade.

Você acredita nesse poder?

Se você gosta de histórias que emocionam, inspiram e te levam das lágrimas ao sorriso mais largo, não pode deixar de ler A última livraria de Londres.


Uma história sobre perda, amor, heroísmo e o poder das palavras

 


A busca, Eric Heuvel


A história do Holocausto sob o ponto de vista de uma menina de dezesseis anos. Esse relato ficcional, que já vendeu mais de 100 mil exemplares no exterior, traça um amplo panorama das mudanças no mundo durante o nazismo.
Em 1933, Hitler subiu ao poder e iniciou uma caçada implacável aos judeus. Com apenas dezesseis anos, Esther é bruscamente separada dos pais e refugia--se em uma fazenda no sul da Holanda. Muitos anos depois, em companhia do filho e do neto, Esther visita o lugar que lhe serviu de esconderijo e conta, pela primeira vez, as atrocidades que ela presenciou e viveu durante o Holocausto. Para a protagonista de A busca, remexer o passado é uma forma de encerrar esse capítulo de sua história, ao mesmo tempo em que tenta descobrir o que aconteceu aos seus pais, amigos e ao homem que arriscou a vida para abrigar dezenas de famílias judias em sua fazenda.

Contada de modo claro mas sem perder de vista que se trata de um livro juvenil, A busca é um abrangente panorama da perseguição nazista e de como as ideias de um homem afetaram de modo tão brutal a vida de milhões de pessoas. A busca foi publicado originalmente pela instituição holandesa Anne Frank House. À edição brasileira foi acrescido um posfácio do jornalista e escritor Gilberto Dimenstein.
A busca
Eric Heuvel
Ano: 2009 
Páginas: 64
Idioma: português
Editora: Quadrinhos na Cia

Na leva das HQs, hoje é dia de A busca, uma história sobre a Segunda Guerra Mundial e alguns sobreviventes do holocausto.

Quem nos conta sua própria história é Esther, uma senhora que sobreviveu a esse período tenebroso da história da humanidade quando tinha 16 anos e revela aos seus netos durante um almoço de família detalhes do seu passado, da perseguição sofrida como filha de judeus e como teve a sua família separada nos campos de concentração de Auschwitz-birkenau. 

Apesar de ser uma história de ficção, A busca transmite ao leitor a triste realidade de pessoas inocentes, de diversas nacionalidades, que tiveram suas vidas transformadas ou destruídas por conta da intolerância.

Mas A busca traz também uma bela história de amor entre Esther e Bob, que nos faz acreditar que esse é o maior sentimento do mundo.

O Segredo da Livraria de Paris, Lily Graham

Valerie tinha três anos de idade quando foi levada de Paris para Londres, durante a Segunda Guerra Mundial. Agora, aos vinte anos e sozinha no mundo, ela se candidata, com nome falso, a uma vaga de emprego na livraria do avô, Vincent Dupont. Ele é seu único parente vivo e a única pessoa que sabe o que realmente aconteceu com seus pais biológicos. À medida que passa a conhecer melhor o ranzinza e reservado Dupont, Valerie vai puxando o fio da própria história.
Mas essa história não se completa: qual seria o segredo devastador que Vincent estava disposto a tudo para esconder?
Esta é uma comovente história de amor, medo e coragem em tempos de guerra. O Segredo da Livraria de Paris vai levar você para essa icônica cidade dos anos 1940 e 1960. Você vai chorar de emoção, vai rir, se admirar e perder o fôlego em diversos momentos dessa leitura impossível de ser interrompida.
O Segredo da Livraria de Paris
Ano: 2020 
Páginas: 208
Idioma: português
Editora: Gutenberg

Se você acha que um livro que tem a Segunda Guerra como contexto histórico não pode aquecer o seu coração, O segredo da Livraria de Paris está aí para provar o contrário.

Valerie tem origem francesa, mas foi criada na Inglaterra pela tia que ela acreditava ser sua única parente viva. Até ela descobrir que o seu avô ainda está vivo e, por um acaso do destino, está procurando uma ajudante para a sua livraria em Paris.

Decidida a desvendar os mistérios que envolvem a sua origem, Valerie deixa para trás a Inglaterra e um amor não correspondido pelo seu melhor amigo e jornalista Freddy. Utilizando nome falso e se fazendo passar por uma pesquisadora, em meio a muitas discussões hilárias sobre literatura, relatos da melhor amiga de sua mãe e um antigo diário, ela vai conhecendo o seu avô enquanto faz incríveis descobertas sobre a Paris de 1940, momento da ocupação nazista e as dificuldades em manter uma livraria aberta nesse período tão conturbado, e o porquê de ela ter sido criada na Inglaterra acreditando não existir mais ninguém da sua família.


“Os jovens não pensam nos velhos desse jeito. Não veem as cicatrizes deixadas pelo tempo, os sofrimentos, as alegrias. Veem apenas o rosto inexpressivo da velhice.” 

A intérprete, Annette Hess


A INTÉRPRETE É O PRIMEIRO ROMANCE DE ANNETTE HESS E FOI VENDIDO PARA 21 PAÍSES.
Tendo como pano de fundo os julgamentos de Auschwitz, este sucesso internacional de Annette Hess conta uma história arrebatadora sobre uma jovem disposta a enfrentar a família e a sociedade para expor as verdades mais sombrias de sua nação.
Para Eva Bruhns, a Segunda Guerra Mundial é apenas uma memória nebulosa da infância. Ao fim dos conflitos, Frankfurt estava arruinada, vítima dos bombardeios dos Aliados.
Agora, em 1963, a cidade está totalmente reconstruída e Eva espera, ansiosa, pelo pedido de casamento do namorado rico, sonhando com uma vida longe dos pais e da irmã.
Porém, seus planos são alterados quando o impetuoso advogado David Miller a convoca para atuar como intérprete nos julgamentos do campo de concentração de Auschwitz.
À medida que se envolve com as testemunhas polonesas, Eva começa a questionar seu futuro e o silêncio da família sobre a guerra. Por que os pais se recusam a falar sobre o que aconteceu? Ela ama mesmo o namorado e será feliz como uma dona de casa?
Determinada a fazer justiça, Eva se une a um time de promotores empenhado em condenar os nazistas – uma decisão que mudará o presente e o passado de seu país.
A Intérprete
Ano: 2019 
Páginas: 272
Idioma: português
Editora: Arqueiro


Eva Bruhns é nossa protagonista. Filha de uma família humilde, que possui um pequeno restaurante de comida alemã de onde seus pais, Edith e Ludwig, tiram o sustento da casa. Intérprete de polonês, presta pequenos serviços para uma empresa também pequena. Até que ela é convidada para trabalhar como intérprete durante o julgamento de nazistas que aturam durante a II Guerra e nunca foram condenados.

A vida de Eva está prestes a sofrer muitas reviravoltas, e ela nem imagina.

Enfim seu namorado vai conhecer a sua família e pede sua mão. Ele é o único e rico herdeiro de uma rede de lojas, quase foi padre e é extremamente puritano. Tem ideias absolutamente machistas em relação ao papel da mulher no casamento e recua toda vez que Eva tenta carinhos mais ousados, além de não concordar com o trabalho de Eva por achar que lugar de mulher casada é dentro de casa.


Um banquete para Hitler, V.S. Alexander

"Eu, Magda Ritter, conheci Hitler.
Eu era uma das quinze mulheres que provavam sua comida, pois o Fürher era obcecado com a possibilidade de ser envenenado pelos Aliados ou por traidores dentro de seu círculo pessoal.
Ninguém, exceto meu marido, sabe o que eu fiz.
Nunca falei sobre isso. Eu não podia falar… Mas os segredos que guardei por tantos anos precisam ser revelados.
Às vezes, a verdade me oprime e me apavora. É como uma queda sem fim em um poço fundo e escuro. Mas, ao escrever minha história, descobri muito sobre mim mesma e sobre a humanidade. E também sobre a crueldade dos homens que fazem leis para se adequarem aos seus próprios interesses.
Eu conheci Hitler… E minha história precisa ser contada.”
Unindo a história e a ficção, Um Banquete Para Hitler mostra os extremos de privilégio e opressão sob a ditadura do Fürher, expondo os dilemas morais da guerra em uma história emocionante, cheia de atos de extraordinária coragem em busca de segurança, liberdade e, finalmente, vingança.
Um Banquete Para Hitler
A morte está servida
Ano: 2018
Páginas: 304
Idioma: português 
Editora: Gutenberg

Nossa protagonista é Magda Ritter, uma jovem alemã que tinha uma vida tranquila e distante de tudo o que acontecia na guerra. Para fugir dos ataques dos Aliados, sai da casa dos pais e vai morar com um tio e sua esposa, que a obriga a trabalhar. Após muitas décadas de tudo o que viveu, ela decide nos contar a sua história.

Magda se associa ao Partido e é convocada para assumir um cargo altamente perigoso e secreto: ela será uma das provadoras de todo o alimento de Hitler. Que irônico, não? Tentando se proteger do perigo, Magda é colocada de frente para ele... Como encarar essa situação?

"Você e outras experimentam a comida do Führer. Seu corpo é oferecido em sacrifício ao Reich no caso de a comida estar envenenada."

Após um intenso treinamento para aprender a identificar qualquer tipo de veneno antes mesmo de ingeri-lo, Magda está apta a exercer sua função considerada de grande honra para a maioria dos aliados de Hitler, mas não para ela que tem que conviver diariamente com a possibilidade de morrer por alguém que nem conhece.


"Estremeci. Minha vida pode acabar aqui. Nem mesmo os bombardeios em Berlim tinham me obrigado a enfrentar minha mortalidade de maneira tão brutal. A ideia de que eu poderia morrer por Hitler me atordoou."

Extremamente carismática e eficiente, Magda conquista a confiança e admiração de pessoas importantes, inclusive do próprio Hitler. Mesmo não nutrindo nenhuma simpatia por ele. Na verdade, o desejo de mata-lo é bem grande.

Amante das artes e da boa música, é incrível observar como Hitler consegue ser tão carismático, culto, educado e até generoso com as pessoas próximas, inclusive os seus empregados.  

A história nos mostra os horrores da guerra, fala do holocausto dos judeus, dos campos de concentração, das ordens loucas e arbitrárias de Hitler e das várias tentativas de assassinato que ele sofreu. Mas tudo isso narrado pelos olhos de uma jovem alemã, e foi o que mais me surpreendeu.

Num primeiro momento, é fácil acreditar que a Alemanha e os alemães estavam em uma situação confortável durante a guerra e a apoiavam. O mais interessante desse livro, na minha opinião, é mostrar que nem todos os cidadãos alemães amavam o Fuhrer, apoiavam a guerra ou viviam bem. Na verdade, muitas das tentativas de assassinato que ele sofreu vieram de oficiais alemães que o conheciam de perto e sabiam do que ele era capaz em nome do poder e de suas crenças.

Magda passa de uma jovem alheia ao que está acontecendo no mundo para uma mulher forte que vive as atrocidades da época, indo até parar em um campo de concentração por algum tempo. O amadurecimento de Magda em relação a vida a torna um personagem heroico e carismático, uma sobrevivente que assume a responsabilidade de mudar o curso da história.

Baseado na vida de vida de Margot Woelk, uma das provadoras de Hitler, o livro não é uma biografia, mas a autora consegue unir magistralmente vida real e ficção.

Um banquete para Hitler é um livro forte, denso, necessário, um livro para você acreditar que o mal existe, mas que o ser humano é capaz de superar todo o seu poder. 


A coragem de um sobrevivente do holocausto

Todos nós podemos escapar à prisão da nossa própria mente e
encontrar a liberdade, não importam as circunstâncias
Edith Eger era uma bailarina de 16 anos quando o Exército alemão invadiu seu vilarejo na Hungria. Seus pais foram enviados à câmara de gás, mas ela e a irmã sobreviveram. Edith foi encontrada pelos soldados americanos em uma pilha de corpos dados como mortos.
Mesmo depois de tanto sofrimento e humilhação nas mãos dos nazistas, e após anos e anos tendo que lidar com as terríveis lembranças e a culpa, ela escolheu perdoá-los e seguir vivendo com alegria. Já adulta e mãe de família, resolveu cursar psicologia.
Hoje ela trata pacientes que também lutam contra o transtorno de estresse pós-traumático e já transformou a vida de veteranos de guerra, mulheres vítimas de violência doméstica e tantos outros que, como ela, precisaram enfrentar a dor e reconstruir a própria vida.
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O sal das lágrimas, Ruta Sepetys

Inverno de 1945, Segunda Guerra Mundial.
Quatro refugiados, quatro histórias.
Joana, Emilia, Florian, Alfred. Cada um de um país diferente. Cada um caçado e assombrado pela tragédia, pelas mentiras e pela guerra. Enquanto milhares fogem do avanço do exército soviético na costa da Prússia, os caminhos desses quatro jovens se cruzam pouco antes de embarcarem em um navio que promete segurança e liberdade. Mas nem sempre as promessas podem ser cumpridas...
Profundamente comovente, O Sal das Lágrimas se baseia em um acontecimento real. O navio alemão Wilhelm Gustloff foi afundado pelos russos no início de 1945, tirando a vida de mais de 9 mil refugiados civis, entre eles milhares de crianças. É o pior desastre marítimo da história, com seis vezes mais mortos que o Titanic.
Ruta Sepetys, a premiada autora de A Vida em Tons de Cinza, reconta brilhantemente essa passagem por meio de personagens complexos e inesquecíveis.
O Sal das Lágrimas
Ano: 2019 
Páginas: 320
Idioma: português 
Editora: Arqueiro


Nunca tinha lido nenhum livro sobre a Segunda Guerra, mas depois de A Guerra que Salvou Minha Vida, me envolvida pelo que tantas pessoas viveram nesse período e não deu para evitar a leitura de O sal das lágrimas, que foi tão arrebatadora quando a leitura do primeiro.

O sal das lágrimas é um romance histórico que cruza a vida de personagens que jamais se conheceriam não fosse o fato de seus países estarem em uma guerra nem sempre aprovada por eles.

Alternando capítulos, a história é contada por cada um dos personagens, o que confere maior confiabilidade à história além de proporcionar ao leitor sentir o que cada um deles sente em relação à guerra e a como a sua vida foi modificada por ela.

“A culpa é uma caçadora.”
Joana era uma desertora, partiu da Lituânia, fugindo da guerra. No grupo, era uma espécie de médica que cuidava de todos.

“O destino era um caçador.”
Florian é um prussiano, artista plástico, que foi usado pelos soviéticos e agora também era um desertor.

“A vergonha é uma caçadora. “
Emília, polonesa, 15 anos, foi salva por Florian das garras de um russo mal-intencionado e se sente na obrigação de retribuir o favor e cuidar dele.

“O medo é um caçador. ”
Alfred é o personagem mais absurdo dessa história. Um soldado de Hitler que acredita piamente em tudo que o Reich divulga e daria sua vida pelo Reich.



A guerra que salvou minha vida, Kimberly Brubaker Bradley

 
Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.
Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.
Kimberly Brubaker Bradley consegue ir muito além do que se convencionou chamar “história de superação”. Seu livro é um registro emocional e historicamente preciso sobre a Segunda Guerra Mundial. E de como os grandes conflitos armados afetam a vida de milhões de inocentes, mesmo longe dos campos de batalha. No caso da pequena Ada, a guerra começou dentro de casa.
Essa é uma das belas surpresas do livro: mostrar a guerra pelos olhos de uma menina, e não pelo ponto de vista de um soldado, que enfrenta a fome e a necessidade de abandonar seu lar. Assim como a protagonista, milhares de crianças precisaram deixar a família em Londres na esperança de escapar dos horrores dos bombardeios.
Vencedor do Newbery Honor Award, primeiro lugar na lista do New York Times e adotado em diversas escolas nos Estados Unidos.
A Guerra Que Salvou a Minha Vida
Ano: 2017 
Páginas: 240
Idioma: português 
Editora: DarkSide Books

“Existe guerra de tudo quanto é tipo. A história que estou contando começa quatro anos atrás, no início do verão de 1939. Naquela época, a Inglaterra estava à beira de mais uma Grande Guerra...”

Assim Ada começa a nos contar sua história. Além da II Guerra Mundial estar começando ao seu lado, Ada trava mais duas grandes guerras: uma com a mãe opressora e outra com o irmão, Jamie, pois ele iria para a escola e Ada ficaria sozinha em casa.

Apesar de mais velha do que Jamie, Ada não podia ir à escola, segundo sua mãe, por ser ‘aleijada”. A menina tinha uma deformação em um dos pés, o que, segundo a sua mãe, a tornava uma pessoa inútil, imprestável e indesejada. Ainda assim, cuida da casa, do irmão e ainda é castigada gratuitamente além de não poder sair de casa porquê sua Mãe tinha vergonha dela, então passava os dias a ver o mundo pela sua janela, conhecendo quase nada.

Mas a guerra muda o destino das muitas crianças de Londres que são evacuadas provisoriamente para cidades do interior a fim de se proteger. Pesadelo para alguns, mas para Ada e Jamie é o fim da crueldade e o começo de lençóis quentinhos, comida suficiente, roupas novas, banhos e cura, para todos os envolvidos.

“Quando eu pensava em ir pra casa, ficava sem ar. Minha casa dava mais medo que as bombas.”

Um Amor Perdido, Alyson Richman

Separados pela guerra, ligados pela memória: uma história envolvente e instigante no rastro da Segunda Guerra Mundial.
Na Praga do pré-guerra, Lenka, uma jovem estudante de arte, apaixona-se por Josef, um médico recém-formado. Eles vivem cheios de ideais e de sonhos para o futuro, mas também são judeus e muito ligados à família. Casam-se, mas, pouco tempo depois, como tantas outras famílias, são separados pela guerra. As escolhas impostas pelo destino os afastam, mas deixam marcas permanentes: o caos e as informações truncadas dos tempos de guerra os levam a crer que o outro morre.
Na América, Josef torna-se um obstetra bem-sucedido e constrói uma família, apesar de nunca esquecer a mulher que acredita ter morrido. No gueto de Terezín, Lenka sobrevive graças aos seus dotes artísticos e à memória de um marido que julgava nunca voltar a ver. Apesar de todas as provações e dos infortúnios, mantém a chama daquele primeiro amor acesa, guardada em seu coração.
Da glamorosa vida em Praga antes da ocupação aos horrores da Europa nazista, Um Amor Perdido explora o poder do primeiro amor, a resiliência do espírito humano e a eterna capacidade de recordar.
Um Amor Perdido
Separados pela guerra. Unidos pelas lembranças.
Título original: Lost Wife
Ano: 2018 
Páginas: 336
Idioma: português 
Editora: Bertrand Brasil


Antes de começar essa resenha, preciso contar como fui tocada por esse livro. Quem acompanha o blog, sabe que quase nunca leio romances. Ai, a Cia. Das Letras mandou a caixa V.I.B pra gente... quando abri, me apaixonei pelo kit de pintura, mas percebi que o livro era um romance... Eu não leria esse livro. Mas ele merecia ser lido, afinal, era a primeira vez que éramos escolhidos para receber um livro que era prova exclusiva, como recusar essa honra??? E sabe quando você sente que esse era O livro que você TINHA QUE LER? Vou explicando ao longo da resenha.

Um Amor Perdido nos traz a história de amor de Lenka e Josef, moradores da cidade de Praga, capital da antiga Tchecoslováquia, atual República Tcheca. Lenka é de família judia, seu pai é dono do próprio negócio e, junto com sua mãe e sua irmã, tem uma vida confortável. Contam com a amizade e fidelidade de Luci, que foi empregada da família e hoje é uma grande amiga. Ao entrar na faculdade de artes, Lenka se aproxima de Veruska que se tornam melhores amigas, e é irmã daquele que será o grande amor da sua vida, Josef.

Enquanto o amor de Lenka e Josef é alimentado às escondidas, cresce também os clamores da Segunda Guerra Mundial. Os horrores dessa guerra levam a família de Josef a querer fugir para a América, o que faz com que ele peça Lenka em casamento para que ela possa fugir com ele. Mas as coisas não saem como o esperado, e o pai de Josef não consegue o passaporte para toda a família de Lenka, que escolhe ficar em Praga com a sua família e se encontrar depois com Josef quando ela puder levar todos com ela.

O menino no vagão, Pam Jenoff

"Uma fantástica história de amizade nascida através do sacrifício e da necessidade de sobreviver durante a Segunda Guerra Mundial.
Durante a ocupação nazista na Holanda, Noa, uma jovem de apenas 16 anos, engravida de um soldado alemão. Contra a sua vontade, ela é obrigada a entregar seu bebê recém-nascido para a adoção e é praticamente abandonada em um cenário de guerra e destruição. Em busca de abrigo, ela chega em uma pequena estação de trem no interior da Alemanha onde, em troca de comida e um lugar para dormir, ela passa a trabalhar.
Até que em uma fria noite de inverno, Noa descobre um vagão de trem repleto de crianças judias roubadas de seus pais, com destino a um campo de concentração. Em um momento que mudará toda a sua vida, ela decide salvar um dos bebês judeus. E, talvez, recuperar a esperança que foi levada junto com o seu filho. Começa assim, a sua jornada em busca da liberdade.
Em O Menino do Vagão, Pam Jenoff constrói personagens inesquecíveis e emocionantes para nos oferecer o poder que só uma ficção poderosa consegue criar: o olhar do passado para refletirmos o futuro e o que significa, verdadeiramente, sermos humanos."
O Menino do Vagão
Ano: 2017 
Páginas: 288
Idioma: português 
Editora: HarperCollins Brasil

Devo confessar que O menino do vagão não foi uma leitura fácil pra mim. Não por ter uma escrita densa ou complexa, mas por tudo o que me traz a mente o que foi a Segunda Guerra Mundial.

O livro conta duas histórias paralelamente e nos apresenta duas personagens principais. De um lado temos Noa, 16 anos, ingênua e romântica, engravidou de um soldado alemão que estava hospedado em sua casa, foi expulsa de casa pelos pais, teve que dar o seu filho por não ter como criá-lo e se vira como pode para sobreviver, limpando uma estação de trem e dormindo em um armário. 

Tudo muda quando ela ouve o som de bebês e se surpreende ao notar que centenas deles foram deixados no frio em um dos vagões. Quase todos já estão mortos, mas um deles chama a sua atenção por se parecer com o bebê que teve e por ainda estar vivo. Noa foge dos guardas da estação com Theo, nome dado ao bebê, e, quando parece fadada a morrer congelada em uma nevasca, encontra um palhaço de circo que dá abrigo para eles em seu acampamento.

Lendo com a Dani: O Mistério dos Cavalos Alados, Megan Shepherd

Nosso mundo tem cores. Você só precisa saber onde procurar.
Existem cavalos alados nos espelhos do Hospital Briar Hill – esses espelhos refletem os elegantes quartos que já pertenceram a uma princesa, mas que agora são o lar de crianças doentes. Somente Emmaline pode enxergá-los. Este é o seu segredo.
Certa manhã, a menina escala o muro dos jardins abandonados do hospital e descobre algo incrível: um cavalo branco com a asa quebrada que deixou o mundo dos espelhos e invadiu a realidade.
Esse cavalo branco – uma égua chamada Lume de Luar – está se escondendo de uma força sombria e sinistra: o Corcel Negro. Para Emmaline mantê-lo longe de sua nova amiga, ela precisa rodear Lume de Luar com tesouros de tons brilhantes. Mas como a menina encontrará cor em um mundo tão cinzento?
Ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, O mistério dos cavalos alados traz uma prosa que se aproxima do lirismo e, assim como O jardim secreto e A princesinha, já pode ser considerado um clássico. Um livro que será amado por muitas gerações.
Esse cavalo branco – uma égua chamada Lume de Luar – está se escondendo de uma força sombria e sinistra: o Corcel Negro. Para Emmaline mantê-lo longe de sua nova amiga, ela precisa rodear Lume de Luar com tesouros de tons brilhantes. Mas como a menina encontrará cor em um mundo tão cinzento?
Ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, 'O mistério dos cavalos alados' traz uma prosa que se aproxima do lirismo e, assim como 'O jardim secreto' e 'A princesinha', já pode ser considerado um clássico. Um livro que será amado por muitas gerações.
O Mistério dos Cavalos Alados
(The Secret Horses of Briar Hill)
Megan Shepherd
Ano: 2017
Páginas: 208
Idioma: português
Editora: Plataforma21           



Esse livro me fez pensar em outros dois que li.

Anna e o Homem das Andorinhas, de Gavriel Savit: pela capa e o fato de ser uma criança, em plena Segunda Guerra Mundial. E me deixou com a mesma dúvida: Será que a fantasia no livro é real ou não?

A Trilogia das Joias Negras, de Anne Bishop: por conta do nome do hospital. A Jaenelle, das Joias Negras, é internada em Briarwood; e a Emmaline, do Mistério dos Cavalos, em Briar Hill. Percebeu a semelhança?

E se você acompanha o blog há algum tempo, sabe que A-D-O-R-O, livros com o cenário da Segunda Guerra de fundo.

NÃO. N-Ã-O. Nem pense por um segundo que é por gostar de ler coisas tristes ou violentas.

Livros com um pano de fundo desse, me fazem ver que, por pior que a situação seja, existe esperança de dar tudo certo; e, no caso da Emmaline, é bem assim.

Livros da Gata: O diário de Anne Frank, Mirella Spinelli


Anne Frank passou dois longos anos escondida no “Anexo Secreto” de um prédio de escritórios em Amsterdã, entre 1942 e 1944. Sua história é conhecida no mundo inteiro graças ao diário que ela escreveu para escapar do tédio do confinamento. Por meio dele, podemos acessar os sentimentos mais profundos da adolescente que, presa por tanto tempo em um pequeno cômodo com outras sete pessoas, ainda se revela uma jovem engraçada, sensível e cheia de esperança.
O Diário de Anne Frank em quadrinhos é um relato doce e, ao mesmo tempo, melancólico da garota judia e sua experiência durante a Segunda Guerra.
O Diário de Anne Frank
O Anexo Secreto: 12 de Junho de 1942 a Agosto de 1944
Ano: 2017 
Páginas: 96
Idioma: português 
Editora: Nemo

Quem leu “A Culpa é da Estrelas “ sabe do momento mágico que aconteceu na casa de Anne Frank e, mesmo que você não tenha tido a curiosidade em pesquisar sobre esta garota, tenho certeza que você percebeu o que ela viveu. Em O Diário de Anne Frank Hq, nós vamos conhecer um pouco dessa realidade.