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Frizzy, Claribel A. Ortega e Rose Bousamra



Vencedor dos prêmios Pura Belpré e Eisner, Frizzy é uma graphic novel emocionante sobre família, amor, cuidado e, sobretudo, o poder transformador da autoaceitação. Marlene ama três coisas: arte, sua tia maneira Ruby e se divertir com a melhor amiga, Camilla. Mas para sua mãe, Paola, as únicas coisas que ela precisa ter em mente são crescer e estudar.O que significa alisar o cabelo todo fim de semana para que ele fique mais “apresentável” e “bom” sem ter que se preocupar com os fios “rebeldes”. Mas Marlene odeia ir ao salão e não entende por que seus cachos não são considerados bonitos pelos outros. Além do mais, não pode nem brincar pra não desarrumar o cabelo! Com um pouco de chororô, uma pitada de vexame e a ajuda tão necessária de Camilla e da tia Ruby, ela dá início a uma jornada em que aprenderá a valorizar e ter orgulho do próprio cabelo.

Frizzy
Ano: 2024 
Páginas: 224
Idioma: português
Editora: Galera Record


Marlene é apenas uma garota comum que teve o azar(???) de ter nascido com cabelos cacheados em um mundo que valoriza cabelos lisos. E com uma mãe que concorda com isso. Ela não aguenta mais passar os domingos no salão para 'acalmar' seus cachos, mas, se isso agrada a sua mãe que ainda sofre com a ausência do pai, porque não fazer esse sacrifício???


Nessa jornada pra entender porque o seu cabelo é tão indesejado, Marlene tem uma super-heroina de cabelos cacheados, vai descobrir uma prima que sofre o mesmo que ela, vai ser menosprezada por parte da família, mas vai encontrar refúgio na tia também cacheada. Que vai lhe ensinar a maneira correta de tratar dos seus cachos, além de ensinar uma lição que não tem preço: a autoestima.


Frizzy é uma Hq linda na delicadeza dos traços e na mistura fofa de cores para falar a meninas dos 8 aos 13 anos sobre racismo e ensinar sobre empoderamento feminino, sororidade, ancestralidade e identidade. 







Mulher, Vida, Liberdade, Marjane Satrapi



A volta de Marjane Satrapi a um projeto de quadrinhos depois de vinte anos. Pensado e organizado pela premiada autora de Persépolis, um livro impactante sobre a longa luta de mulheres por seus direitos e liberdade.
Em 13 de setembro de 2022, Mahsa Amini, estudante iraniana de vinte e dois anos, foi detida e espancada até à morte pela polícia religiosa em Teerã. O seu crime? Não usar de maneira "correta" o hijab, véu imposto às mulheres pela República Islâmica. Não tardou, porém, para que o triste destino desta jovem desencadeasse uma onda de protestos sem precedentes, cujo lema, "mulher, vida, liberdade", se espalhou como pólvora pelo país.

Por ocasião do primeiro aniversário do movimento, Marjane Satrapi, autora da obra-prima Persépolis, reuniu uma série de artistas e especialistas para narrar os detalhes -- e tudo aquilo que não pôde ser fotografado ou filmado devido à censura -- desta história.
Com textos de Farid Vahid, cientista político da Fundação Jean-Jaurès; de Jean-Pierre Perrin, correspondente internacional do jornal Libération; e do professor Abbas Milani, historiador e diretor do departamento de Estudos Iranianos da Universidade Stanford, e arte de um dream team de dezessete quadrinistas iranianos, europeus e americanos (entre eles Bahareh Akrami, Paco Roca, Winshluss e a própria Satrapi), somos levados ao centro revolucionário desse acontecimento fundamental para o Irã e para todas e todos nós.

Mulher, vida, liberdade!

Mulher, vida, liberdade
Ano: 2024 
Páginas: 272
Idioma: português

Apaixonada que sou pelos quadrinhos empoderadores da Companhia das Letras e pelo traço característico da Marjane Satrapi, Mulher, Vida, Liberdade não poderia ficar fora da minha estante de forma alguma. Esse lançamento marca o aniversário de 1 ano de morte de Mashsa Amini, estudante iraniana que, em 16 de setembro de 2022, foi espancada até a morte pela polícia religiosa do Teerã por não usar o véu (hijab) da fomra adequada. 




Mulher, Vida, Liberdade reune quadrinhos, textos e reportagens de 46 autores iranianos, que nos contam a verdade sobre o que acontece no Irã desde a instauração do regime teocrático até a prisão e morte de Masha e suas repercussões ao redor do mundo. Escrito e desenhado por tantas mãos mas, ainda assim, de fácil leitura, ele nos mostra histórias de resistência, de mortes, de heroímo pela visão do oprimido, do povo que, normalmente, não consegue contar a sua própria história. Mostra também o quanto o contexto político-social baseado nos princípios religiosos são capazes de afetar a família, as escolas, a segurança e a justiça de um país graças à maquina de propaganda do Estado.



Para Satrapi, um dos objetivos do livro é mostrar ao mundo tudo o que realmente está acontecendo no Irã. O que é importantíssimo já que o Estado tenta o tempo todo minimizar ou distorcer os fatos crueis e as mortes provocadas por eles em nome desse regime. e ele o faz coom uma linguagem clara e simples que até os mais jovens serão capaz de ler e entender. O outro objetivo seria mostrar aos iraninaos que eles não lutam sozinhos e que pessoas ao redor do mundo todo também levantam a bandeira dessa causa.

 

Marjane teve a sorte de viver entre pais de mente aberta e que enxergavam o regime com olhar crítico, além de ter uma avó incrivel que sempre a apoiou mesmo quando seu desejo era ir contra o que ditava a sociedade para as mulheres. Apesar de ser tolhida em outros espaços, como a escola, por exemplo. Ela se tornou então essa voz ouvida e respeitada em todo o mundo quando o assunto é proteger direitos das pessoas oprimidas no Irã, principalmente das mulheres, mas também dos homens.


Mas Mulher Vida Liberdade vai muito além da história de Marsha, ele nos conta sob vários pontos de vista, sobre outras histórias e outros nomes que também se rebelaram contra esse regime que ignora direitos humanos, principalmente se esse humanos forem contra os seus ideiais e, mais ainda, se forem mulheres. Para isso, além de quadrinistas, a coletânea conta com especialistas em história como Farid Vahid, Jean-PierrePerran e Abbas Milani. 



Sabe aquelas imagens que nos tocam tão profundamente sem palavras que encontrar palavras para explicar esse sentimento que nos despertam é quase impossível? Você vai ver muitas dessas imagens em Mulher, Vida, Liberdade. Algumas assustadoras, revoltantes, mas outras tantas que nos mostram que ainda temos seres humanos que não se dobram ao jugo do opressor. E que quando se dobram, é apenas para se reconstruirem e voltar com força total porque mulheres não são fortes por um simples acaso. Mulheres são fortes porque elas são fonte de vida, renovação e esperança.





A queda do patriarcado, Marta Breen e Jenny Jordahl


Das autoras de Mulheres na luta, este quadrinho indispensável para leitores de todas as idades explica o que é o patriarcado -- e como combatê-lo.
Desde a Antiguidade, nossa sociedade se organiza de forma patriarcal -- ou seja, o homem tem mais poder, ganha mais dinheiro e desfruta de mais privilégios. Aristóteles, Rousseau, Darwin, Freud... foram tantas as figuras célebres que reforçaram a desigualdade de gênero que fica até difícil eleger o maior machista de todos os tempos. Mas qual a origem desse sistema? Como ele se manteve? Quais estratégias já foram usadas para combatê-lo? E o que aconteceu com as mulheres que tentaram destruí-lo?

Com linguagem acessível e ilustrações bem-humoradas, as autoras revelam as formas que o machismo tomou ao longo dos séculos, o significado de conceitos como "olhar masculino" e "slut-shaming", e a importância das feministas -- de ontem e de hoje -- para derrubar, de uma vez por todas, o patriarcado.

A queda do patriarcado
O combate ao machismo através dos séculos
Marta Breen e Jenny Jordahl
Ano: 2023 
Páginas: 104
Idioma: português
Editora: Seguinte

Desde que o mundo é mundo, em sua grande maioria, a sociedade se ergue dentro de um sistema patriarcal. Ok, você já deve ter ouvido isso em algum lugar. Mas o que é o patriarcado? Se você não sabe ou ainda tem alguma dúvida a respeito do assunto e sobre como as mulheres lutam contra essa forma de organização onde somente o homem tem plenos poderes e direitos e cabe à mulher apenas a submissão, vem cá comigo e com as autoras Marta Breen e Jenny Jordahl, que a gente vai te explicar tudo direitinho.

A queda do patriarcado - O combate ao machismo através dos séculos é um quadrinho da Seguinte das mesmas autoras de Mulheres na Luta (resenha aqui) e que tem como objetivo esclarecer, de maneira absolutamente didática, dúvidas a respeito desse embate entre homens e mulheres. 

As autoras nos guiam através da história explicando o conceito de patriarcado, como ele surgiu e se expandiu na Grécia antiga principalmente graças a grandes pensadores como  Aristóteles, e como ele continuou sendo respaldado por médicos, líderes religiosos, políticos e cientistas que trabalharam em prol de provar uma suposta diferença entre homens e mulheres que as torna inferiores em vários aspectos como inteligência, força, raciocínio lógico e autocontrole. 

Para nosso alívio e conhecimento, e para que possamos reverenciá-las, as autoras também trazem algumas mulheres que, desde os primórdios da história da humanidade não aceitaram o patriarcado como única forma de poder e usaram das mais diversas estratégias para exercerem os direitos que lhes eram negados. Acredita que lá no antigo Egito já tinha uma colega lutando pelos nossos direitos???

Com uma linguagem fácil e muito divertida, A queda do patriarcado é uma aula sobre feminismo e direitos sociais. Apesar disso, se prepare para sentir muita raiva, principalmente quando descobrir que alguns dos grandes nomes da história (alguns inclusive que eu admirava como o escritos Baudelaire, o pintor Renoir e até mesmo Freud) tinham pensamentos retrógrados e machistas. A HQ não encerra o assunto mas serve como ponto de partida para iniciar discussões a respeito dos temas abordados. 



Sangue Dourado, Namina Forna


Na aguardada sequência de Sangue dourado, best-seller do New York Times, Deka está a cada dia mais poderosa, porém, antes de usar qualquer superpoder precisará aprender em quem confiar. Ideal para os fãs de Pantera Negra, N. K. Jemisin e Octavia Butler.

Já se passaram seis meses desde que Deka libertou as Douradas e descobriu não apenas quem realmente é, mas também qual o seu propósito no mundo. Agora, o reino inteiro está em guerra. Os oterianos veem todos os aliados de Deka como traidores. E ela própria é chamada de monstro.

Mas a verdadeira batalha está apenas começando. Encarregada de libertar o restante do exército das deusas, Deka se depara com um símbolo estranho assim que inicia a tarefa, e ele está em todos os lugares, até nas armaduras de seus inimigos. Há algo incomum no símbolo, fazendo Deka sentir náuseas só de olhar. E, para piorar, o símbolo parece bloquear seus poderes. Ela não pode comandar ou se comunicar com os novos uivantes da morte. Na verdade, ela nem sequer consegue entender o que eles falam.

Há algo sinistro conectado ao símbolo, algo cruel que ameaça toda a humanidade. Ela e seu exército precisarão descobrir do que se trata e pará-lo o mais rápido possível. Caso contrário, mesmo cada vez mais forte, Deka talvez não dê conta de levar Otera ao tempo de paz e igualdade com que tanto sonha.
Sangue Cruel
Imortais #2
Ano: 2022 
Páginas: 434
Idioma: português
Editora: Galera Record

Sangue Cruel é o segundo livro da série Imortais e vai encontrar Dela 6 meses após a guerra que começou em Sangue Dourado.

Deka está mais forte do que nunca e, junto com as Alakis, formam um exército poderoso que trabalha em prol das antigas deusas de Otera e luta para libertar mulheres como elas da opressão masculina e da religiosidade do seu povo. 

Mas o exército inimigo está sendo protegido por um símbolo estranho que parece bloquear seus poderes e transmite a Deka a sensação de que toda a humanidade está em perigo. Em busca de informações, Deka terá a chance de conhecer o outro lado da história da Deusas, mas terá que ser perspicaz para escolher em quem acreditar e de que lado vai ficar.

Quero ressaltar aqui a importância dos personagens secundários, pois sem Britta, Adwapa, Asha, Belcalis, Keita e os urunis essa história não seria tão incrível.  

Com uma narrativa mais densa e reflexiva, também o romance acompanha essa linha. A autora continua falando sobre empoderamento e protagonismo feminino, sem deixar de lado o protagonismo trans e gay com muita propriedade, derrubando rótulos e quebrando preconceitos.

Uma sequência incrivelmente bem construída que só faz aumentar a ansiedade pelo próximo livro.

Na sala dos espelhos, Liv Stromquist


Neste verdadeiro tratado sobre a aparência e as ilusões do eu, Liv Strömquist reflete sobre como a tirania da imagem vem minando a relação que travamos com nossos corpos e desejos. Um livro agudo e irreverente, que nos fará olhar de outro modo para o espelho.
Por que as fotos que vemos rolar pelo feed das redes sociais podem nos levar a sentimentos de ansiedade, raiva, tristeza e frustração? Quando foi que criamos uma relação voyeurística crônica com nós mesmos? Como, afinal, enxergar a si próprio num mundo dominado pela hiperexposição?

Depois dos sucessos de A origem do mundo e A rosa mais vermelha desabrocha, Liv Strömquist volta seu olhar para as imagens que brilham, sedutoras, nas telas dos nossos celulares. Do mito bíblico de Jacó à última sessão de fotos de Marilyn Monroe, da obsessão da imperatriz Sissi da Áustria com magreza e exercício físico ao roubo do busto de Nefertiti – o rosto mais belo que já existiu –, a artista sueca investiga o cânone que nos escraviza e tenta encontrar o que há de real atrás de filtros e selfies. Com a ajuda de reflexões de Susan Sontag, Naomi Wolf, Simone Weil, Eva Illouz e da madrasta da Branca de Neve, Na sala dos espelhos se pergunta como a inveja e o instinto competitivo alimentam o consumo compulsivo. Um livro raro, engraçado, com opinião e inteligência singulares.

Na sala dos espelhos
Autoimagem em transe ou beleza e autenticidade como mercadoria na era dos likes & outras encenações do eu # 1
Ano: 2023 
Páginas: 168
Idioma: português
Editora: Quadrinhos na Cia

Na sala do espelhos fala sobre a relação tóxica que a sociedade vem desenvolvendo ao longo dos séculos com a aparência de seus corpos, principalmente o corpo feminino. 

A autora e também socióloga Liv Stromqüist é cirúrgica ao expor como a nossa relação com as redes sociais afetam a relação com a nossa própria imagem ao tomarmos a imagem de uma outra pessoa como ideal de vida, mostrando como essa relação pode minar a autoestima criando frustações, ansiedade e raiva pelas expectativas não alcançadas, além de revelar como o mundo capitalista se beneficia de tudo isso ao vender esse ideal inalcançável. 

Analisando fatos históricos, como o roubo do busto de Nefertiti, considerado o mais belo rosto que já existiu e a obsessão de Sissi, imperatriz da Áustria, por um corpo magro ao ponto de passar fome e por exercícios físicos até a exaustão, Liv tenta entender porque somos tão dependentes de nossa imagem a ponto de nos levar a essa obsessão pela perfeição. 



Com uma linguagem fácil e acessível, misturando lettering e citações de teóricos como Susan Sontag, Naomi Wolf, Simone Weil, Eva Illouz e até da madrasta da Branca de Neve para respaldar suas teorias, Liv nos leva a pensar sobre os mecanismos que nos oprimem, ao mesmo tempo em que nos empodera através do conhecimento de como esses mecanismos funcionam para que possamos nos libertar de tamanha opressão.



Uma obra de extrema importância por conta de sua acessibilidade a todo tipo de público e de extrema qualidade gráfica. Recomendadíssimo. 



Mulheres na Luta, Marta Breen e Jenny Jordahl

Há 150 anos, a vida das mulheres era muito diferente: elas não podiam tomar decisões sobre seu corpo, votar ou ganhar o próprio dinheiro. Quando nasciam, os pais estavam no comando; depois, os maridos. O cenário só começou a mudar quando elas passaram a se organizar e a lutar por liberdade e igualdade.
Neste livro, Marta Breen e Jenny Jordahl destacam batalhas históricas das mulheres — pelo direito à educação, pela participação na política, pelo uso de contraceptivos, por igualdade no mercado de trabalho, entre várias outras —, relacionando-as a diversos movimentos sociais. O resultado é um rico panorama da luta feminista, que mostra o avanço que já foi feito — e tudo o que ainda precisamos conquistar.
Mulheres na Luta
150 anos em busca de liberdade, igualdade e sororidade
Marta Breen...
Ano: 2019 
Páginas: 128
Idioma: português
Editora: Seguinte

“O livro Mulheres na luta é justamente um esforço de produzir memória”

Mulheres na Luta é um livro de História Geral disfarçado em graphic novel com uma linguagem extremamente acessível ao público mais jovem que precisa conhecer a importância da participação e conquistas que as mulheres tiveram ao longo do tempo em todo o mundo.

O livro abrange um período desde o século XVIII, com a importante participação das mulheres no movimento abolicionista dos EUA, destacando-se Harriet Tubman, escrava que escapou de uma fazenda e ajudava ouros escravos a fugirem, até fatos recentes da nossa história como a luta da ativista Malala e o movimento #MeToo contra o assédio sexual.

Ao longo do século XIX, a luta das mulheres continua sendo pelo direito ao voto, direito à educação e o direito de decidir sobre o próprio corpo, bandeiras essas que continuam a ser motivo de luta em muitos lugares do mundo mostrando que ainda há muito o que se conquistar.

Lute como uma garota


Estamos vivendo novos tempos: a discussão sobre os direitos das mulheres não se concentra mais em grupos específicos e a luta feminista amplia seu debate na sociedade. Da violência contra a mulher à cultura do estupro, uma série de questões é tema de conversa frequentes na mídia e nas redes sociais. Mas como chegamos até aqui? Quem nos ajudou nessa trajetória? "Lute como uma Garota", de Laura Barcella, reúne o perfil de figuras importantes da militância feminista, abrangendo as pioneiras do século XVIII e as estrelas pop dos dias de hoje, como Frida Khalo, Simone de Beauvoir, Oprah Winfrey e Madonna. E o livro não deixa de fora os nomes essenciais da luta no Brasil: em 15 perfis, com nomes como Djamila Ribeiro e Clarice Lispector, a jornalista Fernanda Lopes traz ao público um pouco de nossa história. Com ilustrações, prefácio de Mary Del Priore e apresentação de Nana Queiroz, Lute como uma Garota mostra a força dessas mulheres.
Lute como uma Garota
60 feministas que mudaram o mundo
Laura Barcellar...
Ano: 2018 
Páginas: 368
Idioma: português
Editora: Cultrix

" Celebrar o passado é responsabilidade de quem está comprometido com a construção do futuro. Essas mulheres sofreram, e seu sofrimento é hoje o nosso festejo para podermos nelas nos inspirar. Elas são as artistas que souberam transformar suas lamúrias em conquistas. E nos dizem, nas páginas desse livro: você também pode ser heroica. Porque ser um mulher que transforma o mundo, hoje, não exige nada menos que heroísmo. "

Lute como uma garota é uma compilação de minibiografias de 60 mulheres que, de alguma forma, lutaram e ainda lutam para que tenhamos direitos e para que os mesmos sejam respeitados. Dessas 60 mulheres, 15 são brasileiras. De maneira eclética, nessa lista democrática desfilam mulheres europeias, orientais, do Oriente Médio e latinas. Pobres e de famílias abastadas. Negras, loiras, amarelas, mulatas. Cantoras, atrizes, médicas, ativistas sociais, escritoras, professoras, advogadas e com pouca escolaridade. Mulheres.

Gloria e Ruína, Tracy Banghart


Na continuação de Graça e Fúria, Serina e Nomi Tessaro vão dar início a uma revolução que vai mudar a vida de todas as mulheres de seu país. As irmãs Serina e Nomi Tessaro nunca imaginaram que acabariam em lugares tão distintos: Serina em uma ilha-prisão, Monte Ruína; Nomi no palácio de Bellaqua, como uma graça, à disposição do príncipe herdeiro do reino. Depois de sofrer uma grande traição, Nomi também é mandada para a ilha e, ao chegar lá, para sua surpresa, encontra Serina à frente de uma rebelião das prisioneiras contra os guardas.
Agora as irmãs têm um objetivo em comum: mudar o funcionamento de toda a sociedade. Além disso, elas sabem que Renzo, gêmeo de Nomi, está em perigo. Relutantes, elas se separam mais uma vez, e Nomi retorna à capital, enquanto Serina permanece em Monte Ruína para garantir que todas as mulheres encontrem um lugar seguro para viver. Só que nada sai como o planejado ― e as duas vão ter de enfrentar os seus maiores medos para mudar o país de uma vez por todas.
Glória e Ruína
Serina se transformou no que menos esperava: uma guerreira. E está pronta para começar uma revolução.
Graça e Fúria #2
Ano: 2019 
Páginas: 312
Idioma: português 
Editora: Seguinte


Quem acompanha o blog sabe da minha paixão por Graça e Fúria (resenha aqui), livro que antecede Glória e Ruína e nos apresenta ao mundo louco de Serina e Nomi Tessaro. Então imagine a minha ansiedade para ler esse desfecho e medo de que a Tracy estragasse tudo. Mas, meus amigos, ela deu outro espetáculo!!!!

"Essa prisão não é só para assassinas e conspiradoras, entende? É para qualquer mulher que desafia o funcionamento de Virídia, em qualquer instância. É para desobedientes. Mulheres não podem se defender nesse país."

A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões, Louise O'Neill

TUDO PARECIA CALMO E COMUM NA SUPERFÍCIE... MAS NO FUNDO ERA O INICIO DE UMA REVOLUÇÃO!
Esqueça as histórias sobre sereias que você conhece. Esta é uma história diferente — e necessária. E tudo começa no fundo do mar. Com uma garota chamada Gaia, que sonha em ser livre de seu pai controlador, fugir de um casamento arranjado e descobrir o que realmente aconteceu à sua mãe desaparecida.
Em seu aniversário de quinze anos, quando finalmente sobe à superfície para conhecer o mundo de cima, Gaia avista um rapaz em um naufrágio e se convence de que precisa conhecê-lo. Mas do que ela precisa abrir mão para transformar seu sonho em realidade? E será que vale a pena?
A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões chega para trazer um pouco mais de contos de fadas para a linha DarkLove, da DarkSide® Books. Mas não do jeito que você espera; aqui, a história original de Hans Christian Andersen — e também suas versões coloridas e afáveis em desenhos animados — é reimaginada através de lentes feministas e ambientada em um mundo aquático em que mulheres são silenciadas diariamente — um mundo que não difere tanto assim da sociedade em que vivemos.
No reino de ilusões comandado pelo Rei dos Mares, as sereias não recebem educação, não têm direito de fala, devem se encaixar em um padrão de beleza impossível e sempre sorrir. É neste cenário que a autora irlandesa Louise O’Neill apresenta uma história sobre empoderamento e força feminina. Com narrativa e olhar afiados, a autora ainda desenvolve aspectos do conto original que passaram batido, como o relacionamento de Gaia com as irmãs e as camadas complexas da Bruxa do Mar.
A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões, que chega ao mundo acima da superfície da água com o padrão de qualidade que virou marca registrada da DarkSide® Books, mostra como, em um reino comandado pelo patriarcado, ter uma voz é arriscado. Mas também como querer usá-la é uma atitude extremamente poderosa e valiosa. Ainda mais em tempos tão sombrios.
A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões
Ano: 2019 
Páginas: 224
Idioma: português 
Editora: DarkSide Books

Nossa protagonista é Muirgen, ou Gaia (nome que sua queria que tivesse e como gosta de ser chamada), sereia e filha mais nova do Rei dos Mares. Prestes a completar 15 anos, Gaia está ansiosa pela chegada desse dia pois é quando ela poderá ir até a superfície e descobrir o que realmente aconteceu com sua quando desapareceu a alguns anos nessa mesma data. Gaia não acredita na versão do pai de que a mãe abandonou ela e suas irmãs, foi capturada e morta pelos humanos.

“Há tantos tritões com medo de serem gentis. Eles temem seu verdadeiro eu, é uma tragédia. Pois o que acontece a homens que não têm permissão para sentir medo? Eles ficam com raiva. Rancorosos. Primitivos.”


Enquanto seu aniversário não chega, Gaia vive os horrores de ser cortejada por um homem que tem quase a idade de seu pai para quem foi prometida em casamento. Ensinada desde a infância que ser mulher é ser discreta, falar pouco, estar sempre bonitas, comer pouco para não engordar, não ler ou estudar, casar para ter alguém que cuide dela e concordar com tudo o que os homens fazem ou dizem, Gaia não vê outra solução para se livrar desse casamento a não ser fugir de casa. Induzida por sua irmã, movida pelo ciúme, pois ela é quem deveria se casar com o prometido de Gaia, ela procura Ceto, a Bruxa do Mar, para que ela lhe dê pernas para ir a superfície e conquistar o seu amor.

“Os homens nunca são chamados de adoráveis. Eles são logo estimulados à maturidade. Ao passo que nós somos obrigadas a nos comportar como garotinhas quando adultas; emanando juventude em nosso vocabulário e em nossos gestos. É irônico, na verdade, sendo que passamos a infância nos esforçando para parecermos adultas antes do tempo.”

Como o empoderamento feminino muda o mundo

COMO O EMPODERAMENTO FEMININO MUDA O MUNDO. 
O livro de estreia de Melinda Gates é um necessário e oportuno chamado à ação pelo empoderamento das mulheres.
Guiados pela crença de que todas as vidas têm o mesmo valor, Melinda Gates e seu marido, Bill, o lendário fundador da Microsoft, há anos vêm trabalhando para reduzir as desigualdades ao redor do mundo.
Em seus esforços para acabar com a pobreza, uma questão foi se tornando cada vez mais clara para Melinda: para mudar a vida de uma comunidade, o ponto de partida crucial é o empoderamento das mulheres e o fortalecimento de sua autonomia na sociedade.
Aqui, ela divide histórias inesquecíveis e apresenta dados chocantes sobre as causas que mais precisam de atenção hoje – como o combate ao casamento infantil, a universalização do acesso a métodos anticoncepcionais e o fim da desigualdade de gênero no mercado de trabalho.

Mulheres na Luta - primeiro lançamento da @EditoraSeguinte em 2019

Nosso 1º lançamento de 2019 será esse quadrinho lindo (colorido e em capa dura) que conta a história do movimento feminista!

“Mulheres na luta” já está em pré-venda e chega nas lojas dia 21 de fevereiro. 

MULHERES NA LUTA: 150 ANOS EM BUSCA DE LIBERDADE, IGUALDADE E SORORIDADE

Autoras: Jenny Jordahl e Marta Breen

Previsão de lançamento: 21 de fevereiro

Sinopse: Há 150 anos, a vida das mulheres era muito diferente: elas não podiam tomar decisões sobre seu corpo, votar ou ganhar o próprio dinheiro. Quando nasciam, os pais estavam no comando; depois, os maridos. O cenário só começou a mudar quando elas passaram a se organizar e a lutar por liberdade e igualdade. 

Neste livro, Marta Breen e Jenny Jordahl destacam batalhas históricas das mulheres — pelo direito à educação, pela participação na política, pelo uso de contraceptivos, por igualdade no mercado de trabalho, entre várias outras —, relacionando-as a diversos movimentos sociais. O resultado é um rico panorama da luta feminista, que mostra o avanço que já foi feito — e tudo o que ainda precisamos conquistar. (Tradução: Kristin Lie Garrubo)
                                                     
                                                            

À Convite - Ilmara Fonseca: Em poesia, Lara Braga

"A partir de seu universo particular e das trocas com a família, amigos, amores e consigo mesma, a poetisa Lara Braga traduz as infinitas realidades e possibilidades sutis femininas em sensações, vezes doloridas, vezes felizes, intensas e profundas.
As poesias não ficam presas, mas dançam nas páginas ao longo do livro."
Em poesia
Mulheres em cena  
Volume 2
Lara Braga
Ano: 2017 
Páginas: 94
Idioma: português
Editora: Bambual


Olá, amigos leitores! Tudo bem com vocês?

Os tempos não são os mais floridos, mas sempre é gratificante falar de livros e, principalmente, de poesia. Um gênero que me identifico muito e que me apazígua das rudezas da vida. Hoje o prazer é duplo porque trago para vocês literatura brasileira e feminina! 

Em poesia é o livro de estreia de Lara Braga e também o segundo volume da coleção Mulheres em Cena. Esta é mais que uma coleção de livros, é um projeto idealizado e criado pelas irmãs Lara Braga e Nara Tosta que engloba publicação de livros, realização de eventos presenciais e online, assim como ações nas redes sociais, sempre com o propósito de propiciar a discussão e o fomento de questões relativas ao Feminino neste momento tão especial de afirmação da igualdade de gêneros na atualidade.

A poesia de Lara é leve e simples e ora traz em seus poemas os versos brancos, ora nos presenteia com a sonoridade das rimas, que conferem a musicalidade e leveza ao texto. Os assuntos são os mais diversos possíveis, sempre apresentando ao leitor o seu olhar sobre o mundo, sobre os acontecimentos, a vida e, principalmente, um olhar sobre a mulher. 

Estante da Tata: Mulher Maravilha, Sementes da Guerra - Leigh Bardugo

Antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era apenas Diana.
Filha da deusa Hipólita, Diana deseja apenas se provar entre suas irmãs guerreiras. Mas quando a oportunidade finalmente chega, ela joga fora sua chance de glória ao quebrar uma lei das amazonas e salvar Alia Keralis, uma simples mortal.
No entanto, Alia está longe de ser uma garota comum. Ela é uma semente da guerra, descendente da infame Helena de Troia, destinada a trazer uma era de derramamento de sangue e miséria. Agora cabe a Diana salvar todos e dar seu primeiro passo como a maior heroína que o mundo já conheceu.
Mulher-Maravilha: Sementes da Guerra
Lendas da DC # 1
Leigh Bardugo
Ano: 2017 
Páginas: 400
Idioma: português
Editora: Arqueiro

u vou ser franca aqui, o que me fez querer ler esse livro não foi o fato dele ser um livro da Mulher Maravilha, mas sim o fato dele ser um livro da Mulher Maravilha escrito pela Leigh Bardugo.

Para quem não sabe, a Leigh Bardugo é a autora da Trilogia Grisha e da duologia Six of Crows, duas séries maravilhosas (apesar de não ter superado aquele final cof cof horrível cof da trilogia Grisha ainda), super bem escritas e incríveis que eu amo (e que se passam no mesmo mundo).

E ai, dois anos atrás, como uma fã/geek/nerd louca, minha felicidade estourou quando eu descobri que duas das minhas autoras favoritas estavam escrevendo livros de super-heróis da DC! A Leigh Bardugo é só a primeira, seguida pela Sara J Maas (autora do maravilho Corte de Espinhos e Rosas!!!!!!!!) com seu livro da Mulher Gato, a Marie Lu (autora de Jovens de Elite) com o Batman e, por fim, Matt de la Peña (autor do livro Mexican Whiteboy and The Living) com o Super-homem.


Ao que parece, a Editora Arqueiro irá publicar, simultaneamente com o Estados Unidos, todos os quatro livros da série DC Icons (no Brasil, a série se chama Lendas da DC). Os quatro livros, apesar de fazerem parte de uma série, vão ter historias independentes!