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Lubafest #Resenha


Uma das personalidades de maior sucesso atualmente no YouTube Brasil é o Lucas Feurschütte, o Luba, do canal LubaTV. Em 2010, o jovem catarinense, da pequena cidade de Tubarão, criou seu canal na plataforma. Foram anos no anonimato postando vídeos semanais e conciliando a atividade com a universidade e o trabalho. Hoje, seis anos depois de ter ligado a câmera sem muita pretensão, Luba se tornou um dos YouTubers mais influentes do Brasil. Recentemente, a Revista Meio & Mensagem elencou Lucas como o sexto artista mais influente entre o público jovem brasileiro no ano de 2016.

Seus números são impressionantes. No canal, são quase 4 milhões de inscritos. No Instagram, 2 milhões de seguidores. Já no Facebook, Luba faz atualizações para 1 milhão e meio de fãs, sem contar outras redes sociais como Snapchat e Twitter, onde ele acumula mais 1 milhão de seguidores. No LubaTV, Lucas apresenta esquetes, vlogs, desafios, brincadeiras com outros YouTubers, amigos e familiares, além de interagir com a "turma", maneira carinhosa como chama seus fãs. Em seu outro canal, “LubaTV Games”, ele faz gameplays de novidades e “jogos alternativos”. Neste espaço, conta com 1 milhão de inscritos.

A LubaFest é a turnê que o YouTuber está realizando no Brasil. O projeto foi idealizado para aproximar ainda mais o Luba dos fãs, que podem conferir de perto brincadeiras, desafios e muito bate-papo em cima do palco. Em 2016, o espetáculo passou pelas principais capitais do país e diversas cidades do interior, sempre com ingressos esgotados. Em dezembro, o YouTuber gravou seu primeiro DVD ao vivo, que será lançado em 2017. Além disso, Luba lançará também seu primeiro livro, fortíssimo candidato a Best Seller do ano.

Dicas da Gata: De um Tudo #Teatro Baiano


Peça teatral De um Tudo – Direção Fernando Guerreiro

“Estão no elenco do espetáculo os atores Alexandre Moreira, Denise Correia, Diogo Lopes Filho e José Carlos Júnior. As surpresas são Ana Mametto e Gerônimo que, além de cantarem, participam do espetáculo como atores. O texto, livremente inspirado na coloquialidade no Dicionário de Baianês, de Nivaldo Lariú, é de Alan Miranda e Daniel Arcades. Arcades venceu o Prêmio Braskem de Teatro deste ano como melhor autor, por 'Rebola'.

Guerreiro diz que a peça resgata o universo das festas de largo da Bahia, a começar pelo cenário, que é uma barraca onde as pessoas se encontram para bater papo.


“Quando pensei nesta montagem, sempre pensei num musical que tivesse também uma ‘conversa de baianos’. Aí, veio a ideia do bar, que é muito mais uma barraca. É um resgate daquelas barracas das festas de largo, que foram eliminadas e viraram essas coisas de plástico horrorosas. As barracas antigas tinham umas pinturas naifs. As pessoas sentavam ali e jogavam conversa fora”, lembra o diretor.”

Assim como eu tenho escritoras que pego o livro sem nem ler a sinopse, Fernando Guerreiro é do tipo de diretor que vou assistir a peça sem nem saber do que se trata. Basta eu saber que é dele que me jogo e jogo a família junto, pois minhas filhas de 14 e 16 anos amam a peça “A Bofetada.”

Fui para De um Tudo sem nem ver o cartaz de propaganda, as meninas me perguntavam sobre o que era a peça e eu dizia que não sabia só que devia ser boa. 

E não me enganei!

Não sou crítica teatral nem entendida no assunto mas posso afirmar que, como espectadora, esta peça foi a melhor peça de Fernando Guerreiro até agora. Ele sempre, com sua veia humorística, retrata toda a baianidade, todo o jeito e musicalidade da nossa terra, tudo recheado com muita ironia e deboche. 


A peça é um musical que se passa no bar Canto da Nadu, uma verdadeira matrona que cuida de todos que frequentam seu bar quase como uma psicóloga, sempre atenta e cuidadosa. Fica claro a escolha do nome do bar, afinal os atores cantam todos os ritmos da Bahia mostrando a história de cada um deles e sua relação com Nadu. Destaque especial aqui para Quênia, mulher forte e decidida, retrato da religiosidade baiana com toda sua mistura e sincretismo. 

Uma pausa aqui... Diga-se de passagem... e como cantam!!! Não só cantam perfeitamente como encantam com suas atuações e vozes. Alegria para mim mostrar às minhas filhas quem é o cantor e compositor baiano Gêronimo, pois (não me matem) mas aqui em casa não curtimos Carnaval então, no máximo, elas conheciam a música mais famosa dele é D’Oxum porque estudaram na escola. 

Falando em religião, o que mais gostei desta vez foi o fato do texto usando um baianês típico “tirar sarro das religiões” mais fortes na Bahia, pois nas peças anteriores as religiões cristãs eram um alvo forte de perturbação e risadas. 

A peça foi tão gostosa que quando acabou eu olhei para o relógio e tomei um susto com o tempo passado pois me vi tão envolvida que nem senti a hora passar tão rápido.

Interessante também ouvir da filha mais velha que entendeu todas as analogias, referências e intertextualidades da peça, que se sentiu em casa, o que muitas vezes não aconteceu nas últimas peças que assistimos pois usavam referências mais políticas ou antigas e ela tinha que me perguntar o que era e significava.

Não preciso dizer que super indico seja você baiano ou não, seja você turista, seja você apaixonado pela cultural local, seja você só alguém que quer rir e esquecer um pouco de nossa crise política e econômica profunda e atual.

A peça está em cartaz neste mês de agosto às sextas e sábados no Teatro Módulo.

5/5 estrelas para essa Ode de amor à Terrinha....

Beijos, Myl