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  • Goblin: The Lonely and Great God




    Ao que parece, eu entrei no buraco sem fundo, a toca do coelho branco que é o mundo dos Doramas (Séries, dramas asiáticos) e parece que não haverá retorno. Então, vamos aproveitar a viagem.

    Então, como leitora compulsiva, detentora de vários grupos de leitura no whatsapp, eu me vi desesperada para comentar sobre esse novo mundo com alguém (mas especificadamente, sobre Odisseia Coreana, resenha aqui).

    As pessoas podem dizer muitas coisas sobre nós geeks/nerds/leitores (eu me encaixo em todos as classificações anteriores), mas se existe uma coisa que somos bons é em falar do que gostamos e em compartilha-las com o mundo (vide esse blog haha).

    Dizendo isso, em um dos meus grupos de leitura encontrei uma santa padroeira que não só me indicou vários Doramas incríveis, discutiu comigo os que eu estou/estava assistindo, como também vem me ajudado a navegar por esse novo mundo (Obrigada, Ju!!).

    E só quero dizer uma coisa: viva ao poder da sororidade feminina! Seja na rua, seja no trabalho ou até mesmo no vicio por séries. A gente é demais mesmo!

    Mas, enfim, em resumo, fiquei sabendo que Goblin era A série para se ver, A série que te faria viciar no segmento, te faria rir, te faria chorar, te faria pensar “pqp o que foi que aconteceu?”. Aqui estou eu, muito feliz em reportar para o mundo que sim, aconteceu tudo isso e mais um pouco comigo enquanto via essa série.

    Goblin conta a história de, vamos ver se vocês advinham, um Goblin. Haaha

    Me julguem.

    Então, Goblins na mitologia coreana são criaturas que realizam boas ou más ações, criaturas imortais com grandes poderes que estão vinculadas a um objeto, nesse caso, a uma espada usada em batalhas.

    Por conta de seus pecados, Kim Shin (antigo guerreiro de um impiedoso rei) é condenado a vida eterna como um goblin ou, pelo menos, até que encontre sua noiva predestinada e está, ao retirar a espada cravada em seu peito (que só ela poderá enxergar) livre de sua maldição e permita que sua alma finalmente descanse em paz.


    Durante mil anos Kim Shin viveu como um humano (ou, pelo menos, é o que ele acha que faz, porque, vamos ser francas, usar seus poderes a torto e a direito não deixa ele enganar ninguém), e por mil anos procurou sua noiva.


    Você deve se perguntar: porque alguém iria achar que a imortalidade é uma maldição? Bem, Kim Shin sempre foi um homem de bom coração e, através dos séculos, se ligou a uma linhagem de humanos que conhecia seu segredo, humanos que prometeram o servir, humanos que ele prometeu proteger e, por conta disso, por séculos ele vê aqueles que mais ama (sua família adotada) morrerem (de velhice, tá, gente?), sempre lembrando, nunca esquecendo, sempre sendo deixado sozinho. Ele está cansado de vagar, de perder, de lembrar e mais importante, de viver. Mas, em uma jogada do destino, tudo muda.

    Para começar, por conta de um esquema de dinheiro de seu sobrinho (membro daquela linhagem de humanos, não é sobrinho de verdade, ele só chama ele assim), ele se vê tendo que dividir sua casa com um anjo da morte.


    Sim, vocês não leram isso errado.

    Na mitologia aqui apresentada, anjos da morte recebem cartas que informam a morte de um humano e, para não serem vistos, usam chapéus mágicos que os fazem invisíveis para mortais na hora que levam as suas almas.


    Independente de tudo, para mim, só pelas interações entre o Goblin e o Anjo da Morte já fazem essa serie valer a pena.

    E então, no meio dessa confusão com seu novo inquilino, Kim Shin conhece uma menina especial, chamada Ji Eun-tak, que consegue ver espíritos, anjos da morte e, mais importante que tudo, invocar ele ao assoprar uma vela.

    Ji Eun-tak, apesar de possuir uma vida marcada pelo infortúnio (a morte da mãe dela, a criação pela tia má, o julgamento das outras crianças, a pobreza e a dificuldade), vê a vida como um presente e o tempo que tem como uma oportunidade, sempre encarando a vida de forma positiva e feliz.

    Assim, histórias sobre amizade, amor, vingança, redenção, perdão e vidas passadas começam. Eu gostaria de poder dizer um pouco mais sobre essa série maravilhosa, mas com medo de dar spoilers, vou parar por aqui.

    Independentemente, eu realmente recomendo. Seja pelas cenas super engraçadas, seja pelas relações entre os personagens ou até pela mitologia apresentada por ela, Goblin é uma série que recomendaria para todos.

    Só digo uma coisa: ainda que tenha gargalhado assistindo isso, eu também chorei rios de lagrimas, então fiquem avisados e preparem suas caixinhas de lenço.

    Ps: Então, Goblin possui uma única temporada, com a história sendo narrada do começo ao seu fim. Pela minha pouca experiência, séries Coreanas possuem, como padrão, temporadas únicas com, no máximo, 20 episódios. Então, não existe aquela coisa de rezar por uma renovação para descobrir como acaba ou o perigo de cancelamento ou pior, aquelas séries sem fim que se arrastam por anos. Não sei vocês, mas eu amei isso e acho que Hollywood poderia aprender com eles nesse sentido.

    Ps: Se, como eu, alguém quiser discutir o final de Goblin, estamos aqui, colegas que ficaram órfãs.


    1 comentários :

    1. Mesmo ainda não entendo nadinha de Doramas, como o termo começou a aparecer demais, eu tive que ir atrás, né?
      E não me arrependi!
      Ando encontrando umas coisas bem legais e vou ser muito positiva, os doramas vão invadir nossas praias.rs
      E isso é maravilhoso.
      Tão bom sair da zona de conforto e partir para lugares que a gente não conhecia, como esta série que nem sabia de existência e já quero muito conhecer!!!
      Beijo

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