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  • O dia em que minha vida mudou, Keka Reis

    O que aconteceu com Mia depois do dia em que a vida dela mudou por causa de um chocolate comprado nas ilhas Maldivas? Tudo e mais um pouco. Porque quando se está no sexto ano é assim mesmo. Os dias nunca mais são normais. Longe da mãe pela primeira vez na vida e dentro de um ônibus de excursão cheio de crianças enlouquecidas, Mia tem mais um dia maluco pela frente. Para começar, o Bereba, que agora é seu Namorado com N maiúsculo, apareceu no ônibus com o cabelo espetado. Seus amigos resolveram brincar de chão de lava e cantar músicas rimadas um tanto maldosas.
    Lá fora, sua mãe está muito esquisita desde que começou a namorar um moço carecacabeludo que rouba a faca do pão com manteiga na hora do jantar. E, de repente, todo mundo parece se importar com o fato de Mia e Bereba não terem se beijado ainda… E agora? Como sobreviver a mais esse dia sem perder a cabeça?
    O Dia em Que a Minha Vida Mudou Por Causa de Um Pneu Furado em Santa Rita do Passa Quatro
    O Dia em Que a Minha Vida Mudou #2
    Ano: 2018 
    Páginas: 204
    Idioma: português 
    Editora: Seguinte

    “ Mas existe uma grande diferença entre as coisas que a gente acha que vão acontecer e as coisas que realmente acontecem.”

    Despretensiosamente,  peguei esse livro todo fofucho na esperança de curar minha ressaca profunda da última leitura. Propósito alcançado! Dei tanta risada, mas tanta risada!!!! A começar com este título que mais parece uma sinopse e continuei pocando de rir durante toda a leitura.

    Maravilha! Era o que eu estava precisando!!!


    Mia é uma garota de onze anos que está no sexto ano e vivendo fortes mudanças de vida, desde a adaptação de ter um namorado até o fato de, pela primeira vez, precisar desapegar da mãe. Ela sempre foi unha e carne com a mãe e agora que chegou a hora H de cortar o cordão umbilical, ela está em choque sem saber se conseguirá vencer seu maior medo. Aliado a isso ainda precisará encarar a pressão dos colegas em relação ao seu primeiro beijo com o namorado com N maiúsculo, Bereba.

    Ela e a turma da escola irão fazer um estudo de meio em Barretos e essa viagem vai gerar muita ansiedade na menina que verá um namorado repaginado e os colegas ávidos por fofocas.

    “ Estudo do meio é o jeito chique de chamar uma excursão de escola. A gente viaja, estuda alguma coisa no meio do caminho, ou enquanto viaja.”

    Muitas confusões e brincadeiras movimentam esse trajeto, fazendo Mia questionar sua decisão em aceitar participar deste projeto.



    É impossível não se identificar com essa turminha, seus conflitos e dúvidas. A escritora apertou meu botão de memória afetiva e me colocou numa máquina do tempo, com a pequena diferença que na minha época não existia celular com internet.

    “ Porque os adultos realmente demoram mais tempo para captar certas coisas. É fato. Dizem que isso acontece porque eles nasceram em uma época que não existia internet.”

    Bem eu. Levo anos para entender as coisas. Minhas filhas me dizem isso a toda hora hehehehe. Agora descobri o motivo. Enfim...

    A mãe de Mia é uma atração a parte com seus sushis fantásticos, sua relação super afetuosa com a filha e como surpreende em alguns momentos da história com conversas de trombeta, amizades com as mães da escola e um novo namorado.

    “ Sempre achei a minha mãe super adulta. Ela trabalha e paga todas as contas.”


    Me diverti muito com as loucurinhas da garota e seus colegas, adorei a temática e a forma suave como a escritora abordou assuntos típicos da pré-adolescência, amei a escrita ligada em 220 volts e como tudo se resolveu no final.

    Muito interessante também como o final de um capítulo já inicia o outro dando uma linha de continuidade à história e prendendo o leitor a cada emoção que vem em seguida.

    Confesso que me apaixonei perdidamente pelo casalzinho e principalmente por Bereba, que realmente é um namorado perfeito, muito atencioso e cativante com um jeitinho tão doce que queria ele para genro.

    “ Eu não sei se sou tão frágil assim, mas desconfio que o Bereba seja meu fado madrinho.”

    Não posso deixar de falar nos desenhos  que recheiam as páginas trazendo mais humor e leveza a trama.

    Recomendadíssimo.

    Beijos, Myl.


    4 comentários :

    1. Ahh!!!Acho tão bacana isso de vez em sempre sair do nosso "redondinho" e se jogar em algo bem diferente e acertar a mão assim logo de cara!
      Não conhecia o livrinho,mas parece realmente uma volta ao passado de cada um de nós e gostei muito de tudo que li acima.
      Com certeza, se tiver oportunidade, quero sim, conferir!
      Beijo

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    2. Flor,querida, Esse livro é imperdível....hehehe

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    3. Oi, Mylena. Amei tanto a sua resenha que nem sei! Feliz demais em ler seus comentários. Eu tive muita insegurança para escrever esse livro, acho que porque era o segundo (dizem que dá isso. eu senti mesmo). Então é emocionante ler um texto assim falando dele.
      Beijo grande,
      Keka

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      Respostas
      1. Oi, Keka...Você foi extremamente certeira e feliz na construção da tensão entre os personagens e da trama. A forma gostosa como mostrou a relação dela com a mãe sem ser pejorativa e sem menosprezar esta relação ganhou destaque em meu coração. Eu amei muito e já estou esperando os próximos.Não demore ,por favor...hehehehe

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