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A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, William shakespeare

Ser ou não ser, eis a questão. Hamlet é o príncipe da Dinamarca; além de não conseguir se decidir a tirar a própria vida, tampouco consegue se decidir a tirar a vida do rei, seu tio, usurpador do trono e sedutor da rainha sua mãe, conforme o relato do fantasma de seu pai, que lhe aparece pedindo vingança. Há algo podre no reino da Dinamarca. E cada acontecimento parece acelerar a marcha rumo a um desfecho catastrófico. Hamlet é uma história cheia de ação e de contemplação ao mesmo tempo. É uma profunda exploração das relações humanas, da vida e da morte, e conta com um protagonista cheio de facetas; mas também é um thriller repleto de reviravoltas, incesto, loucura, suicídio, fratricídio, regicídio, intrigas, espionagem, trapaças, violência, guerra, espadas, veneno e muitos corpos. Ler ou não ler, eis a questão? Ora, ler. Há mais coisas nestas páginas do que sonha nossa filosofia.

A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca
Autor: William Shakespeare 
244 páginas
Editora: Chiado Editora
1ª Edição (6 abril 2020)
Idioma: Português


Escrito por volta de 1600, Hamlet é um clássico de Shakespeare, agora traduzido poe Leonardo Afonso e lançado pela Chiado.

Uma das tragédias mais famosas do autor, foi escrita em verso para ser encenada. A novidade é que nessa obra a linguagem predominante é a prosa, o que ajuda no entendimento mesmo usando palavras e regras gramaticais de um português mais arcaico,  para não perder a aura de clássico.

Se você ainda não conhece a história, vou te apresentar a Hamlet. Príncipe da Dinamarca, ele perdeu o pai a quem amava muito e, pouquíssimo tempo depois, sua mãe se casou com seu tio Cláudio, irmão do pai morto, que assume o seu lugar no trono.

Hamlet passa a ter um comportamento estranho e sombrio, fazendo com que as pessoas o considerem louco. Coincidência ou não, é justo quando Hamlet passa a ver e conversar com o 'espírito' do pai, que lhe conta ter sido assassinado por Cláudio. Alternando entre fúria e tristeza, é justamente a dúvida entre acreditar ou não no fantasma do pai que lhe confere uma aura de insanidade mental. Numa mistura de disputa de poder, traição, loucura e muita tragédia, Hamlet tenta entender porque as pessoas são como são.