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Desintegrados, Neal Shusterman


A Fragmentação tornou-se um grande negócio com poderosos interesses políticos e corporativos em jogo. O governo não quer apenas continuar com ela, como também expandi-la. Cam foi feito inteiramente com as melhores partes de fragmentados e, tecnicamente, ele é um garoto que não existe. Um verdadeiro Frankstein do futuro, que luta para encontrar sua identidade e se questiona se um ser como ele pode ter alma. Quando as ações de um sádico caçador de recompensas ameaçam a causa de Connor, Lev e Risa, o destino de um deles é ligado ao de Cam. A aguardada sequência de Fragmentados desafia a suposição de onde começa e termina a vida e o que realmente significa viver.
Desintegrados
Bem-vindo a um mundo onde um corpo vale mais do que a vida
Fragmentados #2
Ano: 2017
Páginas: 416
Idioma: português 
Editora: Novo Conceito

Segundo livro da série Fragmentados (resenha aqui), Desintegrados vai mostrar a saga de três personagens incríveis e de como suas vidas se cruzaram.

Lembrando que a história se passa em um mundo distópico onde a vida humana é intocável até que a criança complete 13 anos de idade. Dos 13 aos 18 os pais tem o direito a enviarem para a ‘fragmentação’, processo cirúrgico em que a pessoa é desmembrada e seus órgãos saudáveis ficam disponíveis para doação. Assustador? Sim e não.

Nossos protagonistas são: Starkley, o garoto rebelde que quer conquistar poder e liberdade; Miracolina, um dízimo, criada para ser fragmentada para que outra pessoa pudesse viver e satisfeita com essa condição, acredita que esse é seu objetivo de vida; e Cam, o primeiro ‘humano’ totalmente construído a partir de fragmentos de outras pessoas, praticamente a criatura do Dr. Frankenstein.

O Ceifador, Neal Shusterman

Primeiro mandamento: matarás.
A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade.
Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco.
O Ceifador
Scythe #1
Ano: 2017 
Páginas: 448
Idioma: português 
Editora: Seguinte

Se você está em uma ressaca literária como eu, pare tudo e pegue esse livro para ler. Sério, só pegue e comece a ler.

Confiem em mim, porque esse livro é realmente INCRÍVEL!

O Ceifador é um desses livros especiais, um daqueles que te faz parar de ler só para poder pensar mentalmente quatro coisas:

1) Eu deveria ter lido isso antes.

2) Quão incrível é esse livro?

3) Queria ser o tipo de pessoa que consegue escrever um livro como este.

4) O mundo precisa conhecer esse livro.

A minha lista de livros especiais é bem pequena porque, vamos ser francos aqui, eles são bem difíceis de encontrar. Na vida de um leitor, querendo ou não, acabamos lendo muita porcaria mas, às vezes, em momentos especiais, nos deparamos com um livro que te faz lembrar porque você gosta tanto de ler.

"Ceifador": A humanidade superou a morte, mas não a vontade de matar


Leia um trecho aqui. 

Leitura da Drica: Fragmentados, Neal Shusterman - @novo_conceito

Fragmentados - Livro 01

Série Unwind

368 páginas

Autor: Neal Shusterman

Editora: Novo Conceito

Sinopse:
Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria. Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem u

O vencedor do Boston GLobe-Horn Book Award Neal Shusterman desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.



Oi, gente,

Hoje tenho um prazer de resenhar mais uma distopia aqui no bloguinho. E não é apenas mais uma distopia, é uma daquelas que não deixam a desejar em nada para as que já se tornaram clássicos.

Fragmentados é o primeiro livro de uma série de quatro. E estamos em um mundo distópico surgido após a Guerra de Heartland, cujos conflitos, impasses e numerosas mortes levaram a um acordo onde foi criada a ‘‘Lei da Vida’’.

‘‘A Lei da Vida declara que a vida humana não pode ser tocada desde o momento da concepção até que a criança chegue à idade de treze anos. ’’

Explico: toda criança deve ser criada pelos seus pais até os 13 anos, mas, a partir daí até antes de completar 18 anos, caso os seus pais assim decidam, o adolescente pode ser mandado para um Campo de Colheita e sofrer a Fragmentação. A Fragmentação seria uma espécie de processo de doação de órgãos, onde tudo, inclusive o cérebro é doado para diversas pessoas que necessitem. O grande lance é que aquele adolescente continua vivo através de cada parte do seu corpo, doando não só a parte física, mas também suas virtudes, defeitos e conhecimentos. Por exemplo: se você era um bom desenhista, a pessoa que receber a sua mão será também um bom desenhista.

“- Como é que alguém pode aprovar leis sobre coisas que ninguém conhece?
- Fazem isso o tempo todo – diz Hayden. – É isso que a lei é: palpites instruídos sobre o que é certo e errado. ”

Para a sociedade, eles estão prestando um grande favor para aqueles que sofreram um acidente, tiveram alguma doença e precisam de um novo órgão. Mas qual é a opinião dos Fragmentários??? Ah, o aborto é ilegal, mas a Fragmentação é um processo comum.

Primeiro conhecemos Connor Lassiter, que descobriu a pouco tempo que os seus pais assinaram a ordem para a sua fragmentação e compraram passagens para tirar as férias nas Bahamas nesse mesmo dia. Risa Ward é uma talentosa pianista que vive sob a custódia do Estado e é enviada para a Fragmentação porque já está velha demais e o custo é alto para ser mantida lá. Lev Calder nasceu para ser fragmentado, foi escolhido pelos pais como um Dízimo e sempre soube que esse dia chegaria.

Pontos de origem diferentes que se cruzarão de maneira surpreendente, construirão relacionamentos e enfrentarão o mundo juntos. Três fragmentários com um único objetivo em comum: sobreviver.

Narrado em terceira pessoa, somos levados a conhecer os sentimentos de cada um. Os personagens secundários também são incríveis e não tem como não se apaixonar pelo Pastor Dan, um cara que vai descobrir que a religião é muito mais do que dizem por aí.

"(...) As pessoas não são completamente boas nem completamente ruins. A gente passa a vida toda entrando e saindo das sombras e da luz. Neste momento, eu estou feliz por estar na luz."

O autor tem uma narrativa dinâmica que, em muitos momentos, se assemelha a um enredo de filme. Foi fantástico em criar uma realidade nova, mas totalmente possível dentro do ângulo da distopia e próxima do que vivemos agora, e seus personagens são absurdamente reais. Além de levantar discussões sobre aborto, criação de filhos, quem em poder sobre a vida do outro, a morte e o que tem além dela. E não poderia faltar um toque de romance, né?!?!

“Connor sorri, e por um momento Risa olha para o tubarão tatuado no pulso. Não representa medo para ela agora, pois o tubarão foi domado pela alma de um menino. Não – pela alma de um homem. ”

Acredito que o livro cumpre uma das suas funções que é a de inquietar o leitor. Impossível não parar diversas vezes ao longo da leitura para refletir sobre a sua posição em relação ao que é exposto. Impossível não se indignar com determinadas imposições do governo. Impossível não se colocar no lugar de cada um dos personagens.

Acho que a capa deixou um pouco a desejar em relação a prender o leitor, ela não faz jus à história maravilhosa que tem lá dentro. Diagramação simples, letra está num tamanho agradável para leitura e sem erros de revisão.

Shusterman conseguiu finalizar a história sem pontas soltas, dando respostas a todos os enigmas e dúvidas levantados ao longo da história. Então imaginem como fiquei feliz ao saber que Fragmentados é uma série!!!!! Torço, na verdade, imploro, a NC que traga todos os livros para o Brasil. Pra mim tornou-se leitura obrigatória.

 “... O que ele realmente está dizendo é: Por favor, seja humana. Com uma vida tão cheia de regras e controle, é tão fácil esquecer que é isso que eles são. Ela sabe – ela entende – com que frequência a compaixão é suplantada pela conveniência. ”


Super recomendado para quem gosta de distopia mas já está cansado de mais do mesmo, para quem gosta de se questionar e para quem gosta apenas de uma boa aventura.