Primavera eterna
Autora: Paula Abreu
Editora Arqueiro
Ano 2014
128 páginas
Maia é uma jovem publicitária bem-sucedida. Tem um emprego estável, um namoro estável, uma vidinha estável. Até demais. Certo dia, tentando imaginar como seria sua vida no futuro, o casamento, os filhos, visualiza duas crianças loirinhas correndo... Loirinhas? Então ela se dá conta de onde vem aquela cor de cabelos: Diogo, o menino por quem se apaixonou à primeira vista aos 12 anos, numa cidadezinha do interior, onde costumava passar os fins de semana com a família. Acontece que ele se mudou para os Estados Unidos há mais de dez anos, e a essa altura da vida, já nem deve se lembrar mais dela.
Mesmo assim, num impulso, Maia pede férias na agência, inventa uma viagem de trabalho como desculpa para o namorado e vai para Nova York, atrás do seu primeiro amor. Primavera Eterna é a história de uma jovem cheia de sonhos esquecidos, que ousa arriscar tudo o que tem e acaba encontrando a si mesma.
Primavera eterna escrito pela carioca Paula Abreu é um livro fofo, que nos encanta pela simplicidade, a singularidade e a pureza do primeiro amor.
Maia está com vinte e cinco anos, mas ainda mantêm o amor juvenil por Diogo. Os dois não se veem a treze anos, mas ela insiste que ainda o ama.
Para tirar a prova ela faz uma loucura, pede férias na empresa e vai para Nova York, encontrar Diogo, ou seria melhor dizer: a lembrança que mantêm viva na memoria.
Enquanto Maia decide se vai mesmo ao encontro do rapaz, nos conta como o conheceu, o momento em que se apaixonou. Assim como temos rápidos flashs dos relacionamentos que aconteceram desde que Diogo foi para os Estados Unidos.
Não posso falar muito sobre a trama, pois e fininho e sem querer posso contar tudo num só parágrafo.
Maia nos mostra a importância de lidarmos com o passado. Será que colocar todos os pingos nos is resolve tudo? O que é certo ou errado? Seu amor por Diogo ainda vive?
Acompanhamos a personagem numa viagem de descoberta sobre si mesma, e a medida que ela evolui sua lição de moral nos atinge.
Me identifiquei com a Maia, sua certeza de ser escritora quando crescer, sua ingenuidade com o primeiro amor, seu sarcasmo que muitas vezes é direcionado para ela mesma.
Primavera eterna é para ser lido numa tarde despretensiosa, enrolado nas cobertas ou balançando numa rede. Vai reavivar lembranças que cada um de nos carregamos e nos dar algumas direções sobre decisões.
Um livro leve e adorável, encantador como a primavera é.
A editora está de parabéns, a edição está primorosa sem erros e a fonte de fácil leitura com as folhas amareladas. E que dizer da capa? Linda demais.








