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Eu te amei em outra vida, David Arnold



Uma sensível história de amor sobre dois jovens sensíveis e suas almas que insistem em se encontrar a cada nova vida.
Evan Tatf tem tudo programado: Tirar um ano no Alaska, cuidar para que seu irmão mais novo e sua mãe estejam seguros e continuar o processo de terapia para entender o abandono de seu pai. Mas após o diagnóstico de sua mãe, tudo parece ruir, exceto algo espetacular: uma música que ninguém mais pode ouvir, a voz de alguém que Evan nunca conheceu...

Shosh Bell tinha sonhos: Popular no colégio, ela está pronta para os seus estudos de arte em Los Angeles, e todos a apontam como uma estrela prestes a despontar. Mas quando um acidente tira a vida de sua irmã, sua vida muda bruscamente e seus sonhos não fazem mais sentido, Mas uma música surge, uma m que só ela pode ouvir...

Acima de tudo, percorrendo tempo e espaco, uma música celestial une dois estranhos: seja para escapar de um assassino no século XIX, ou ser um cosmonauta norueguês em órbita, algo está acontecendo há muito tempo e continua a unir Evan e Shosh.

Para leitores de A biblioteca da meia-noite, Eu te amei em outra vida explora a força do amor e como algumas almas são feitas umas para as outras.


Eu te amei em outra vida
Ano: 2024 
Páginas: 280
Idioma: português
Editora: Livros da Alice


Será que almas gêmeas estão mesmo destinadas a se encontrar em outras vidas? Será que um amor pode mesmo ultrapassar as barreiras do tempo e permanecer em futuros distantes?


Os planos de Evan Taft era viver um ano sabático no Alasca, porém as notícias não favoráveis diante de um diagnóstico inesperado para sua mãe faz com que os planos do rapaz se dispersem e ele recalcule a rota.


Enquanto isso, Shosh Bell, que já estava com a vida encaminhada, se vê perdida depois do acidente trágico em que perdeu sua irmã mais velha.


A vida de ambos está ligada pelo destino, uma música que não para de tocar e um amor que ultrapassa a história do tempo pode voltar a viver.


Um livro cuja história toca do começo ao fim, nos vemos questionando e se encontrando em meio aos personagens apaixonantes e suas histórias de vida turbulentas.


Shosh e Evan nos fazem refletir em suas amizades e vivências, além do cuidado familiar. David Arnold nos presenteia com uma obra tocante do começo ao fim, fluída, constante e arrebatadora que envolve passado e presente de maneira única.


Devo confessar que se tornou um favorito logo nas primeiras páginas e para quem ainda não leu, fica o convite a viver essa história. E aí, te convenci a ler? Vamos conversar!

As músicas que você nunca ouviu, Becky Jerams e Ellie Wyatt


É possível que duas garotas encontrem suas vozes em um mundo determinado a silenciá-las?

Meg parece ter tudo o que Alana não tem: é rica, estilosa e cheia de fãs - graças ao seu irmão Caspar, um grande astro do pop mundial.

Mas está presa a este mundo como irmã de celebridade.

Enquanto Meg tenta sobreviver à sombra de seu irmão e com as dezenas de haters on-line que a satirizam sempre que a garota tenta expressar seu próprio talento, Alana, uma jovem talentosa que compõe as próprias músicas, parece não saber o que é o medo da exposição...

E quando seus mundos colidem, tudo muda drasticamente!

As músicas que você nunca ouviu
Ano: 2023
Páginas: 328
Idioma: português
Editora: Livros da Alice

Meg é uma garota rica, tem quase tudo o que o dinheiro pode comprar além de ser uma compositora extremamente talentosa e ter uma linda voz, é reconhecida onde vai mas apenas por ser a irmã de Casper McCarty, um astro pop adolescente que está vivendo um momento de ressaca produtiva.


Meg não tem muitos amigos, afinal todos parecem querer se aproximar dela apenas por ela ser irmã de quem é, e ela odeia isso. Seu mundo só parece certo quando ela está online, na skin de LostGirl, a melhor amiga de garoto por quem ela é apaixonada, mas que, no mundo real, a odeia. 





A vida de Meg começa a udar quando ela vai trabalhar em uma lanchonete nas férias de verão e se torna amiga de Alana, a única pessoa que parece não querer se aproximar dela por puro interesse. Não bastasse isso, Alana também é compositora e canda lindamente em bares, causando a admiração de Meg por conta da sua coragem. 


Sabe aquelas amizades que salvam vidas? É assim com Meg e Alana, além de gostos muitos parecidos, elas também têm problemas em comum e isso faz com que essa amizade logo se fortaleça, apesar das adversidades. Alana é corajosa para enfrentar um palco, mas tem a autoestima frágil e é abalada por qualquer comentário maldoso, principalmente quando o assunto é o seu corpo e o seu peso. Meg é bonita, rica, invejada, mas nunca é notada pelos seus pais, já que toda a atenção é voltada para a celebridade da casa e para a mídia, isso sem falar no fato de não acreditar ser capaz de compor e de cantar tão bem, ou até melhor, do que o irmão. 




Não bastasse tudo isso para você querer ler esse livro incrível, As canções que você nunca ouviu também tráz uma seleção de doze músicas, compostas pelas autoras do livro, que embalam a sua leitura se você ouvir o audiobook. E te garanto que é uma experiência surreal, porque todas as músicas têm muito a ver com toda a história. 


As canções que você nunca ouviu é história incrível que aborda temas complexos como autoestima, estrelismo, inveja, gordofobia, o mundo real das celebridades, primeiras impressões e poder incomensurável da amizade verdadeira. Leia sim, mas não deixe de ouvir essa história maravilhosa.

Garotas não jogam, Christen Randal




RPG e board games? Amizades verdadeiras? Autoconhecimento?
Um novo primeiro amor? Uma grande aventura? Sim, temos tudo isso quando um grupo de meninas se junta para viver o melhor jogo de sua vida.

Hollis Beckwith está apenas tentando sobreviver. Para uma garota gorda, sem grana e ansiosa, o último ano no ensino médio traz muitas preocupações. Além disso, ela namora Chris, um ávido jogador de RPG, e não quer perdê-lo. Para provar que é uma namorada que vale a pena, Hollis decide jogar o RPG favorito de Chris, Mistérios & Magias ― mas a regra da mesa é clara: “Garotas não jogam.” Então ela precisa encontrar o próprio grupo se quiser jogar.

Mas o que Hollis encontra é muito mais do que apenas um novo grupo de RPG: ela dá de cara com as garotas de M&M! Lideradas pela Guardiã do Mistério, Gloria Castañeda, ela, Iffy, Maggie, Aini e Fran lutam contra um inimigo em comum no jogo e rapidamente se tornam amigas fora dele. Por meio de sua personagem, a paladina Honoria Steadmore, Hollis descobre que ela mesma é bem mais do que uma garota gorda, ansiosa e meio perdida. E como se não fosse novidade o suficiente, nesta jornada divertida e cheia de aventuras, uma nova paixão pegará a jovem de surpresa…

Garotas não jogam
Ano: 2024 
Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Livros da Alice


Hollis queria jogar RPG para se enquadrar entre aqueles que considerava seus amigos e principalmente para provar ao namorado que ela podia sim fazer parte do jogo deles, mesmo com a regra absurda de que garotas não jogavam, porém em meio a busca por uma boa mesa onde jogar, ela se depara com um grupo de garotas totalmente diferentes entre si, mas que se completam de uma forma única e ali ela vai começar a entender que talvez RPG não seja só um jogo e que as regras vão muito além do que tentaram lhe fazer acreditar dentro e fora da batalha.


Ok, talvez tenhamos uma fã irreparável e surtada aqui, sinto muito se vocês estavam esperando uma resenha calma, mas para essa leitora aqui, que encontrou na Hollis adolescente a própria persona na fase adolescente, esse livro vai muito além de apenas uma história de romance queer.


Christen Randall não traz apenas a história de uma garota fora dos padrões, ela traz todos os medos, os traumas, a falta de percepção de uma menina que acredita fielmente precisar se enquadrar em um meio, quando na verdade ela é muito mais do que apenas alguém que precisa se enquadrar.


Hollis Beckwith representa muitas garotas gordas por aí, que buscaram se colocar em um lugar onde não lhe cabia, visando apenas agradar aos outros e se provar para algo ou alguém, sendo que não precisa se provar e eu fui como Hollis um dia, então senti cada coisinha que ela sentiu e a liberdade meus amigos, a liberdade é avassaladora.


Além de todo esse contexto, também temos um desabrochar de um amor fofo e tranquilo, além da formação de uma amizade incrível entre essas garotas, onde embora suas diferenças, se apoiar é tudo que elas sabem fazer de melhor.


Depois de tudo isso, preciso mesmo dizer que amei? Não ficou claro? Pois bem, EU AMEI ESSE LIVRO e CHRISTEN RANDALL VOCÊ TEM MEU CORAÇÃO. É isso, se tu ainda não leu, bora ler e voltar aqui para me contar o que achou, estou esperando

Heloíse Não Pode Sair: e Se Uma Parte Sua Desaparecesse?, Cínthia Zagatto


Pequena, tímida, escondida atrás da boina xadrez, Heloíse parece ser mais uma adolescente no Ensino Médio. Mas, dentro de Heloíse, existem outras oito identidades — Neno, Capitã, Nico, Prila, Sombra, Cookie, Ester e Hélio — transformando a mente deles em um sistema. Convivendo com o Transtorno Dissociativo de Identidade, cada um tem suas tarefas e obrigações. Heloíse é a responsável por manter os relacionamentos, cuidar da rotina e dos estudos. Até o dia em que os outros percebem que ela desapareceu. Agora as demais identidades precisam sobreviver à nova escola, a um novo amor e, principalmente, ao acerto de contas com o passado. Mas onde está Heloíse? Emocionante e delicado, Heloíse não pode sair é uma história cheia de esperança, sobre o poder que cada um de nós tem e sobre as diferenças que nos tornam tão incríveis.

Heloíse Não Pode Sair: e Se Uma Parte Sua Desaparecesse?
Ano: 2023
Páginas: 288
Idioma: português
Editora: Livros da Alice


 Heloise está de volta ao Brasil depois de passar dois anos em Londres aprendendo a conviver com o TDI (Transtorno Dissociativo de Identidade) acompanhada por seu padrinho/padrasto. No auge da adolescência e com oito identidades ou alter-egos diferentes (em gênero, idade, gostos, personalidade e criados a partir de um trauma específico), Heloise ainda vai ter que encarar o ensino médio e as experiências mais constrangedoras desse período.


A confusão começa quando Heloise não aparece para liderar o sistema. Neno, seu alter mais centrado e responsável, é quem assume e se faz passar por Heloise pra tentar manter uma aparente normalidade. 


Com o passar dos dias, os outros alters se revezam na hora de assumir o fronte, causando algumas pequenas confusões e despertando até um romance, no mínimo, desafiador. Afinal, com quem eu estaria me relacionando se namorasse com Heloise?


Apesar de cada capítulo começar com o nome do alter que está no comando, depois de algumas páginas fica fácil identificar quem é quem. A escrita da Cinthia Zagatto é maravilhosa!!! Ela consegue abordar com leveza o TDI sem criar estereótipos, enquanto aproveita para falar sobre amor, homossexualidade, gênero, relações familiares conflituosas, amizade, abusos e perdão. Tudo isso com muita sensibilidade, mas sem romantizar ou minimizar a importância de tratar o TDI.


Heloise não pode sair é, até agora, o livro que mais me tocou, me fez chorar e me ensinou em 2024. Se você gostou de Divertidamente ou Fragmentado, essa é a oportunidade de saber mais sobre o TDI sem precisar chegar a nenhum dos extremos.


" Eu posso garantir que estar consciente em um espaço vazio pela maior parte da vida não é uma experiência agradável. Mas, se algum dia decidissemos voltar à escuridão de antes ou tivéssemos a opção de transformar a nave em outro ambiente, tudo desapareceria. Menos nós. Nós ficaríamos, todos os nove. E isso significa que Heloise precisa estar em algum lugar. Alters não somem assim. Eles se integram, da maneira que eu fiz, e às vezes adormecem se não conseguirem mais suportar o dia a dia; cada um de nós carrega conhecimentos e vivências que um cérebro não pode apagar com um estalar de dedos. "

" ... porque saber de tudo bem sempre é seguro. "

" Capitã e Nico estão na ponte de comando, o que me passa mais segurança. Sei que, se qualquer coisa acontecer, Capitã vai nos fazer virar a mãe da turma. Já Nico, eu espero que não dê em cima de ninguém; é nossa parte sexual, e os hormônios da adolescência têm sido brutais para ele. Quem me preocupa mesmo é Cookie. Podemos até parecer uma alma velha ou a nova aluna saidinha, mas jamais uma pirralha eufórica - acabaria com a nossa vida escolar na primeira semana.
Por isso, ela está ocupada na sala de convivência, desenhando com Prila, nossa cuidadora. "