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Os Doze Dias De Dash & Lily, David Levithan

 
Não há época mais feliz que o Natal! Bem, dessa vez Lily não está tão animada assim, mas seu namorado, Dash, está prestes a tornar a data inesquecível (para o bem ou para o mal?). Os doze dias de Dash & Lily é a continuação do romance natalino O caderninho de desafios de Dash & Lily, sucesso também na Netflix.
O namoro de Dash e Lily não anda muito bem das pernas. Depois do apaixonante encontro dos dois em O caderninho de desafios de Dash & Lily, o romance parece ter esfriado, mas não sem motivo, afinal de contas, o ano não foi fácil.O amado avô de Lily sofreu um infarto, e ela agora precisa conciliar os estudos, o trabalho como passeadora de cães, todo auxílio que o vovô requer e, ufa, o relacionamento com Dash. Em meio a uma rotina tão cansativa, a personalidade vibrante de Lily parece estar se apagando. Por isso, seu irmão, Langston, decide deixar de lado a implicância com Dash para que os dois possam planejar juntos uma maneira de animá-la.Dash parece ter a ideia perfeita! O que ele não sabe é que parte da tristeza de Lily é culpa dele, que nem ao menos respondeu ao ""eu te amo"" dela. Mas é óbvio que ele a ama (mesmo que não diga com todas as palavras). Faltanto apenas doze dias para o Natal, ele resolve pôr em prática o plano de recuperar o espírito natalino da namorada. Ainda que eventos desagradáveis continuem surgindo e nenhuma de suas surpresas pareça dar muito certo, Dash não vai desistir de tornar a época favorita de Lily em um momento especial."

Os Doze Dias De Dash & Lily
Dash & Lily #2
David Levithan
Rachel Cohn
Ano: 2022 
Páginas: 240
Idioma: português
Editora: Galera Record

Dash e Lily é um daqueles casais que habitam o mundo das maravilhas românticas que tem o Natal como pano de fundo. Seria mesmo o Natal um feriado romântico? Pode até ser, mas agora que estão prestes a completar um ano de namoro, eles vão perceber que, em qualquer época, precisamos nos esforçar para isso seja sempre verdade.

Depois que Lily e Dash se apaixonaram e provaram que os opostos se atraem e até que funcionam bem juntos, a vida real vai pesar no relacionamento dos dois. Afinal esse tem sido um ano bem difícil para Lily que está cuidando do seu avô por conta de sua saúde debilitada. Sua obsessão por estar presente em todas as consultas, sessões de fisio e afins, fez com que ela se mantivesse afastada de Dash e desligada da proximidade da data que mais ama. Não bastasse isso, ela ainda tem que lidar com a mudança de Langston, seu irmão, que vai morar com o namorado, com a mudança do avô para a casa da irmã e com uma possível mudança dos pais.

Mesmo não sendo fã de Dash, Langston o convoca para mudar esse cenário. Dash compra Oscar, uma árvore de natal e, a doze dias da grande data, ele, Langston, a família de Lily e de Dash e seus melhores amigos se reúnem para a cerimônia de iluminação da árvore, na intenção de resgatar a antiga Lily. 

Diferente do primeiro livro, onde tudo parecia perfeito, a história agora vem com uma forte dose de realidade para Lily que não sabe muito bem como lidar com a avalanche de mudanças que estão acontecendo em sua vida, sem contar que ela ainda é uma adolescente. Vi muitas pessoas criticando a história por causa disso, mas confesso que é justamente por causa disso que amei tanto o novo rumo que os autores deram para a personagem. 

Lily vai precisar enfrentar a angústia e a dor das coisas que não saem como o planejado, amadurecer para que o seu relacionamento não tenha um fim por causa do seu sofrimento e aprender que amar também é deixar ir. 

Cohn e Levithan trazem um romance no estilo conto de fadas dentro do universo real, e conseguem mostrar que o encanto das datas festivas alimentam o amor, mas é preciso muito mais para o manter vivo. 


Me leve com você, David Levithan e Jennifer Niven



Nesta história emocionante narrada através de e-mails, dois dos maiores nomes da literatura YA contemporânea nos apresentam a dois irmãos em busca de um lugar seguro no mundo.
Beatriz e Ezra são irmãos e o principal apoio um do outro. Desde que a mãe deles se casou novamente, a vida dos dois ficou bem mais complicada. Mas Bea sempre fez questão de ocupar o posto de encrenqueira da casa e dar tudo de si para proteger Ez dos adultos. Até agora.

Quando Bea vai embora sem avisar ninguém, a situação do garoto muda complemente – ainda mais dentro de casa. Dividido entre a saudade, a raiva e a preocupação, Ez agora só pode contar com a irmã à distância, já que tudo que ela deixou para trás foi um endereço de e-mail secreto para se corresponder com ele.

Enquanto Bea vai em busca de segredos do passado na esperança de mudar seu futuro e Ez tenta encontrar seu lugar no mundo sem a irmã, os dois vão precisar aprender a confiar em si mesmos até poderem se reencontrar.

Me leve com você
Ano: 2022
Páginas: 288
Idioma: português
Editora: Seguinte

Me leve com você traz a história de Ezra e Beatriz, irmãos que moram com a mãe e o padrasto e sofrem de abuso parental. Contada através da troca de emails entre os irmãos, a narrativa começa quando Bea foge de casa e entre em contato com Ez para dizer como ela está. 

Ez se sente abandonado pela irmã, afinal eles eram o porto seguro um do outro. Era Bea que sempre estava ao seu lado quando faltava amor por parte da mãe e sobrava crueldade por parte do padrastro. Mas ele conta com a ajuda de Terrence, seu namorado e do namorado de Bea, que também se sente abandonado por ela. 

A troca de emails mostra como Bea está vivendo agora, mas o verdadeiro motivo para a sua fuga ainda é um mistério, mostra os embates de Ez com a mãe e o padrastro, a amizade dele com Martin e a linda relação de amor entre ele e Terrence. Mas também nos conta como as coisas chegaram no ponto em que estão, fala sobre a ausência do pai biológico e a indeferença da mãe que aceita o comportamento abusivo do marido com os seus filhos. 

Me leve com você é um livro que te leva a reflexão sobre a capacidade de amar do ser humano. Afinal, o que nos faz ser cruel com alguém e ainda acreditar que estamos agindo com o amor? E o que acontece com esse tal amor de mãe único verdadeiro do mundo quando permite que sua cria seja abusada físicamente e psicologicamente em nome do amor de um homem? 

Mas esse livro tem o dedo da Jennifer Niven e jamais acabaria sem um plot twist de respeito! Então, se prepare, porque essa história não é somente um caminho de dor, ela também traz um processo de cura, redenção e libertação que vai emocionar você. 

Leitura da Drica: Outro dia, David Levithan - @Galera

Um dos mais inovadores autores de livros jovem adulto e o primeiro a emplacar uma trama gay na lista do New York Times, David Levithan retoma a sua mais emblemática trama em "Outro Dia". Aqui, a já celebrada — com várias resenhas elogiosas — história de "Todo Dia" é mostrada sob o ponto de vista de Rhiannon. A jovem, presa em um relacionamento abusivo, conhece A, por quem se apaixona. Só que A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Mas embarcar nessa paixão também traz desafios para Rhiannon. Todos eles mostrados aqui.



Outro Dia
David Levithan
Ano: 2016
Páginas: 322
Editora: Galera Record


Ah, eu e essa minha mania de não querer ler a orelha do livro e consumir compulsivamente...

Todo dia é um dos livros mais lindos que li e narrado com uma sensibilidade incrível (leia a resenha aqui). Então, quando soube do lançamento de Outro dia, absolutamente surtei! Tinha que ler esse livro a todo custo! Queria saber mais sobre A e Rhiannon, e tinha real necessidade disso.

Leitura da Drica: O caderninho de desafios de Dash e Lily, David Levitahn e Rachel Cohn - @Galera

O Caderninho de Desafios de Dash e Lily

David Levithan e Rachel Cohn

Ano: 2016

Páginas: 256

Editora: Galera

Sinopse:Ela está doida pra se apaixonar e, pra encontrar o par perfeito, decide criar um caderninho cheio de tarefas e deixá-lo na livraria mais caótica de Manhattan. Quem encontra o moleskine é Dash, e os dois começam a se corresponder e trocar sonhos, desafios e desejos no caderninho, que vai se perdendo nos mais diversos lugares de Nova York.



Me desculpe quem escreveu, mas acho que essa sinopse não faz jus ao que o livro é exatamente! Vocês concordarão comigo ao final da resenha.

Estamos às vésperas do Natal e Dash está na situação que pediu à Deus! Filho de pais separados, ‘odiador’ do Natal, ele consegue enganar os pais dizendo para cada um que passaria o Natal na casa do outro. Assim ele terá a casa da mãe, que vai viajar com o namorado, todinha pra ele!

Resenha da Drica: Todo Dia - David Levithan, Galera Record

Título original: Every Day

Autor: David Levithan

Ano: 2013

Gênero: Ficção estrangeira

Páginas: 280

Sinops:

Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.

“Nunca vou compreender, não mais do que qualquer pessoa normal entenderá a própria existência. Depois de algum tempo é preciso aceitar o fato de que você simplesmente existe. Não há meio de saber o porquê. Você pode ter algumas teorias, mas nunca haverá uma prova.”

Acredito que esse tenha sido o livro mais incrível que li nos últimos anos... Mesmo após ler a sinopse e orelha do livro, não imaginei que esse livro me levaria a tantas reflexões, me faria repensar atitudes e conceitos e me surpreenderia de tal forma.

Vamos conhecer a vida de A, se é que se pode chamar o que ele tem de vida. A é um garoto (?) de 16 anos que acorda todos os dias em um corpo diferente. O único padrão é que todos têm a mesma idade de A, e moram no mesmo estado dos EUA. E sempre foi assim, desde que ele era um bebê, quando pensava ser esse o curso normal das coisas. A história é contada em forma de diária, narrado dia a dia. 

“Concentro-me no presente, porque é nele que estou destinado a viver.”

Entre tantas vidas que A já viveu por um único dia, já que os corpos nunca se repetem, vamos acompanhar A como uma garota nada popular que tem o irmão preso por um suposto envolvimento com drogas, um jogador de futebol, um viciado em drogas, um garoto certinho e com fortes crenças religiosas, uma animadora de torcida, uma garota em depressão, um homossexual que ama o seu namorado, uma garota linda como a Beyoncé, uma empregada ilegal quase em regime semiescravo, um nerd do design, um garoto obeso, dentre outros. 

Essa variedade de corpos habitados por A proporciona a discussão de temas polêmicos como homossexualidade, gênero, obesidade, drogas, alcoolismo, depressão, culto à beleza, e outros temas recorrentes na vida de seres humanos comuns. Mas o que torna essa discussão realmente interessante é o fato de que a vemos do ponto de vista de alguém que já viveu os vários lados da moeda, com todos os pontos de vista possíveis. 

“E, ao fazer isso, eu aprendo. Conhecimento é a única coisa que levo comigo quando vou embora.”

Como A passa apenas 24 horas dentro do corpo de cada pessoa, ele faz de tudo para não bagunçar a vida delas. Tenta fazer tudo o que o dono do corpo faria normalmente como ir à escola ou ao trabalho, se relaciona com seus amigos e familiares, e faz de tudo para não se apegar. Mas tudo muda no dia em que ele é Justin, namorado de Rhiannon, e A se apaixona por ela. 

“Estou sempre pronto para partir. Mas não hoje à noite. Hoje à noite sou atormentado pelo fato de que amanhã é ele quem estará aqui, não eu. Quero ficar.”

A partir daí, vamos acompanhar a paixão de A por Rhiannon, as dificuldades e tentativas de se manter um relacionamento estável dentro de circunstâncias tão instáveis. A além de amar Rhiannon que tornar a vida dela melhor, mostrar o quanto ela é uma menina especial e que merece ser tratada assim. É delicioso partilhar dessa experiência real de amor entre os dois. 

"Enquanto cochilamos, sinto uma coisa que nunca senti. Uma proximidade que não é apenas física. Uma conexão que desafia o fato de que acabamos de nos conhecer. Um sentimento que só pode vir da mais eufórica das sensações: a de pertencer a alguém."

A é um personagem de moral inquestionável, coisa difícil se ver hoje em dia, mesmo que seja na literatura, que valoriza o outro independente da vida que leve, que quer tornar a vida de cada corpo que habita melhor, mas sem interferir no seu livre arbítrio, tanto que quando tem a chance de assumir definitivamente a vida de alguém, ele não aceita, pois estaria tirando o direito do outro de viver a sua própria vida. 

Ponto para a forma como o autor trata a questão de gêneros no livro. A é um ser que não entende como essas separações são estabelecidas, já que não as possui.

"Algumas pessoas estão protestando contra a parada gay. Não entendo o porquê. É como protestar contra o fato de algumas pessoas serem ruivas. Na minha experiência desejo é desejo, amor é amor. Nunca me apaixonei por gênero. Apaixonei-me por indivíduos. Sei que é difícil as pessoas fazerem isso, mas não entendo por que é tão complicado, quando é tão óbvio.""

Entendo que uma das grandes mensagens do livro é a que cada dia deve ser vivido de maneira única, não é mesmo, A? Mas também que passado e futuro não importam tanto quando se tem o presente para ser vivido. 

O livro acabou e me sinto meio órfã, abandonada por A, quero muito mais!