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Identidade Roubada, por Chevy Stevens

Título: Identidade Roubada
Autor: Chevy Stevens
 
Editora: Arqueiro
 
ISBN: 9788580410129
 
Páginas: 256
 
Edição: 1
 
Ano: 2011
 
Assunto: Literatura Estrangeira - Romances
Tradução: José Roberto O´Shea   
Sinopse: Era para ser um dia como outro qualquer na vida de Annie O’Sullivan. A corretora de imóveis levanta da cama com três objetivos: vender uma casa, fazer as pazes com a mãe e não se atrasar para o jantar com o namorado. Naquele domingo, aparecem poucas pessoas interessadas em visitar o imóvel. Quando Annie está prestes a ir embora, uma van estaciona diante da casa e um homem sorridente vem em sua direção. A corretora tem certeza de que será seu dia de sorte. Mas o inferno está apenas começando. Sequestrada por um psicopata, Annie fica presa durante um ano inteiro em um chalé nas montanhas, onde vive um pesadelo que deixará marcas profundas.
Gente, que livro bom!!! Li essa indicação em um blog que eu adoro, fui procurar e não me arrependi. Romances policiais têm que segurar o mistério até o final e Identidade Roubada segura. Admito que não previ o final, lá pelo meio eu achava que já tinha todas as pistas, afinal sou leitora velha de livros policiais e já estava até pensando “poxa, uma boa história estragada por um final previsível”, mas não foi nada do que eu esperava.
A narradora da história é a Anne e a autora usa o artificio das sessões de psicanálise para nos contar o que aconteceu à protagonista. Cada capítulo é uma sessão o que coloca o leitor no papel da terapeuta e, dessa forma, nos sentimos mais próximo da protagonista e do que ela sente. Depois da metade do livro, quando acabam os flashbacks do que ocorreu na cabana, é como se estivéssemos com a Anne praticamente em “tempo real” descobrindo com ela as pistas sobre o seu caso.
Aparentemente muita pesquisa foi feita para escrever esse livro e creio que isso transparece nessa narrativa muito bem amarrada. A investigação policial, o perfil do Maníaco e toda a crise pós-traumática são narradas de maneira verossímil, pelo menos é o que me parece já que sou leiga nesses assuntos. Enfim, um livro altamente recomendado.
Por Juliana Dias Bastos

Série Vampire Academy - Richelle Mead


Sinopse: Existem duas raças de vampiro caminhando sobre a terra. Uma, os moroi, estão vivos e têm poderes mágicos. A outra, os strigoi, estão mortos e são maus- se alimentando de inocentes para sobreviverem. Rose Hathaway – uma meia vampira incontrolável- está treinando para ser a guarda-costas de uma princesa moroi (Lissa Dragomir). Aprender a decapitar e enfiar estacas já é duro suficiente, mas o maior perigo pode estar em um ilícito romance com um de seus instrutores…

A série Vampire Academy é composta de seis livros já traduzidos e publicados para o português e, gente, que série maravilhosa! Com certeza é a minha série favorita até agora, o que não quer dizer que ela tenha plots e conduções perfeitas, mas cada personagem tem sua história bem desenvolvida, eles são carismáticos, tem bastante ação e a história em si é coerente dentro do universo que a autora criou (tirando o plost twist do quinto livro, mas se não acontecesse não ia ter romance, né?!).

Eu amo a relação da Rose com a Lissa, a amizade delas é algo realmente sobrenatural. Adoro quando leio livros onde as personagens femininas tem essa relação inabalável, crescem juntas e se ajudam mutuamente. Gostei de como as coisas foram resolvidas quando Christian entrou na história. Para mim, amizade de verdade é aquilo ali mesmo, você se preocupa com seu amigo e aprende a aceitar e respeitar as escolhas do outro quando sabe que, apesar de não ser a escolha que você faria, essa decisão fez sua amiga(o) feliz.

A relação entre Rose e Dimitri é incrível. A autora fez da forma como eu gostaria, passando por cima de tudo que eu criticava em outros casais (tirando o plost twist do quinto livro hehe). Eles não demoram a se resolver, ele não decide largar ela do nada porque isso seria o melhor pra ela, tem um triângulo amoroso que realmente funciona e divide seu coração sem saber quem escolher, tem sexo…. Não que eu ache que todos os livros tenham que ter, entendo também que existe a questão do publico-alvo, mas como, num YA, você não vai tocar nesse assunto? Que relacionamento pra um público de, sei lá, 17 a 25 anos - minha estimativa de público-alvo - escapa de ter de lidar com esse tema? E por que livros para mulheres de qualquer idade têm tanta dificuldade para falar de sexo?  

Quanto ao final, acho que algumas coisas são deixadas meio-abertas, muitos pontos cegos na narrativa, mas talvez eu ache isso porque ele me deixou dividida. Uma parte de mim ficou feliz, outra triste. Na verdade, acho que eu não queria que a história tivesse acabado. E com relação ao plot twist do Dimitri no quinto livro do qual tanto me queixo, não me entendam mal, é lindo, também acho, mas também acho muito Deus ex machina pro meu gosto. A autora nunca tinha estabelecido a possibilidade daquilo acontecer. E como a Richelle já tinha quebrado tantas barreiras achei que essa seria maior novidade em relação a outros YA, mas não foi dessa vez. De qualquer forma, isso não diminui a maravilha que é essa série linda de meu Deus e que eu gostaria tanto de ter pra mim, eu quero esses livros na minha prateleira!!!!!

Resenha - A saga dos Foxworth 1- O Jardim dos Esquecidos


A saga dos Foxworth 1- O Jardim dos Esquecidos, de Cleo Virginia Andrews


Sinopse: No sótão estão escondidos quatro segredos - segredinhos louros, bonito, inocente e que lutam para sobreviver.Os quatro filhos da família Dollanganger levavam vidas perfeitas - uma bela mãe, um pai amoroso e dedicado, uma linda casa. De repente, o pai morre num desastre automobilistico e a mãe fica endividade e não possuí qualificações para ganhar a vida e sustentar a família. Assim, decide escrever aos parentes - seus parentes milionários, dos quais as crianças nunca tinham ouvido falar. A mãe lhes fala dos avós ricos, de como Chris, Cathy e os gêmeos levaram vidas de príncipes e princesas na luxuosa mansão dos avós. As crianças deleitam-se com as perspectivas da nova vida, até descobrirem que existem algumas coisas que a mãe nunca lhes contou.

O Jardim dos Esquecidos é um romance de Terror, traição e salvação através do amor. De grande força narrativa e maravilhosa imaginação, a autora oferece ao leitor uma visão da vontade e adaptabilidade de crianças envolvidas numa situação bastante bizarra.


Eu fiquei imensamente feliz em encontrar esse livro. Lembro-me de tê-lo lido quando tinha uns 12 anos e ele ficou gravado na minha memória.  A história é muito dramática, após a morte do pai, a mãe e os 4 filhos vão morar com os avós, apenas com um detalhe. O avô não pode saber da existência deles e por causa disso têm que ficar trancados no sótão.  No inicio, tudo duraria apenas poucas semanas, mas o tempo vai passando…

É muito triste e muito lindo ver como a Cathy e o Chris se tornam pai e mãe dos irmãos mais novos. É emocionante e assustador ver o que vai acontecendo conforme o tempo vai passando, as crianças vão crescendo e como as coisas mudam por causa disso. Eu morria de raiva da avó e da mãe, queria encontrar com elas e encher elas de porrada. Apesar de o livro tratar de alguns temas que nem todos se sentem a vontade pra ler, eu recomendaria esse livro para todo mundo.
por Juliana Bastos



*Cleo Virginia Andrews, mais conhecida como V. C. Andrews ou como Virginia C. Andrews foi um escritora estado-unidense. Ela nasceu em Portsmouth, Virginia, e morreu de Câncer de mama aos 63 anos de idade. Romances Seus principais livros são a saga dos Foxworth que falam do incesto de tio e sobrinha, que tem 4 filhos e seus filhos se tornam amantes. A série se divide em 5 titulos: 1979 - Jardim dos Esquecidos 1980 - Pétalas ao Vento 1981 - Os Espinhos do Mal 1984 - Sementes do Passado 1986 - Jardim de Sombras

Resenha da Ju: Anna e o beijo francês, Stephanie C. Perkins - Novo Conceito


Autor: Stephanie C. Perkins

Editora: Novo Conceito

Categoria: Literatura Estrangeira/ Romance

SBN: 9788563219329

Número de páginas: 288


Sinopse: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada. Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

Que livro fofinho, gente!! O livro é contado do ponto de vista da Anna, o que nos deixa íntimas dela. No começo foi difícil me identificar com o fato de que ela estava chateada em se mudar para Paris (como assim, produção?!), mas conforme fui lendo, foi se tornando mais fácil me colocar no lugar da personagem, uma menina quieta, que quer ser crítica de cinema e que deixou a melhor amiga e o mais próximo que ela tinha de um namorado do outro lado do oceano. Étiéne também é carismático, é alguém por quem qualquer uma poderia facilmente se apaixonar. Não posso dizer que a história e os personagens são isentos de clichê, mas a história e os personagens habitam o mundo do possível. E as descrições de Paris são bem bacanas, dá vontade de ver com os próprios olhos o que a Anna está descrevendo.

Adoro o fato do pai da Anna ser o Nicholas Sparks disfarçado. Ri com as descrições dos livros dele.

Posso citar a parte mais linda do livro pra mim? É essa:

“Sinto falta de Paris, mas lá não é minha casa. É mais algo do tipo sentir falta… disso. Desse calor pelo telefone. É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar? Bridge costumava ser meu lar. Talvez St. Clair seja meu novo lar.

Eu reflito sobre isso à medida que nossas vozes vão cansando e paramos de conversar. Nós só ficamos na companhia um do outro. Minha respiração. Sua respiração. Minha respiração. Sua respiração.

Eu não poderei nunca dizer a ele, mas é verdade.

Isto é estar em casa. Nós dois.”
Por Juliana Bastos

Resenha da Ju: Silêncio, de Becka Fitzpatrick - série Hush hush


Título
Silêncio
Autor
Becca Fitzpatrick
Editora
Intrínseca
ISBN
9788580571318
Páginas
304
Edição
1
Tipo de capa
BROCHURA
Ano
2011
Assunto
Ficção Científica
Idioma
Português



Sinopse

Nora Grey não consegue se lembrar dos últimos cinco meses. Depois do choque inicial de acordar em um cemitério e descobrir que ficou desaparecida por semanas, ela precisa retomar sua rotina, voltar à escola, reencontrar a melhor amiga, Vee, e ainda aprender a conviver com o novo namorado da mãe. Em meio a tudo isso, Nora é assombrada por constantes pensamentos com a cor preta, que surge em sua mente nos momentos mais improváveis e parece conversar com ela. Alucinações, visões de anjos, criaturas sobrenaturais. Aparentemente, nada disso tem a ver com sua antiga vida. A sensação é de que parte dela se perdeu. É então que o caminho de Nora cruza o de um sexy desconhecido, a quem ela se sente estranhamente ligada. Ele parece saber todas as respostas… e também o caminho até o coração de Nora. Cada minuto a seu lado confirma isso, até que Nora se dá conta de que pode estar apaixonada. De novo.



Bom, esse é o terceiro livro da série, faltando apenas mais um para terminar. Como o anterior os acontecimentos se sucedem rapidamente, tem vários plot twists e a autora consegue dar uma resolução a alguns dos problemas que sempre existem nos relacionamentos de seres sobrenaturais com humanos e fazer a história não se deter em problemas que já lemos em outros livros. Gostei disso. Quanto ao final, admito que ainda estou em duvida se achei inteligente ou não, mas sei que vou ler o ultimo livro com certeza. Até porque já cheguei até aqui e acho o casal Nora-Patch fofinho. Outro problema foi alguns buracos que vi na história, sendo um deles, pra mim, uma cratera. Já reli algumas vezes a história pra ver se fui eu que entendi as coisas errado ou se realmente os acontecimentos e explicações não batem… Acho que isso resume o que esse livro foi pra mim. Bem melhor que os anteriores em muitos aspectos, mas em outros foi pior.

por Juliana Dias

Resenha da Ju: Crescendo, de Becca Fitzpatrick - Série Hush Hush - Intrínseca


Título

Crescendo
Subtítulo
Hush, Hush
Autor
Becca Fitzpatrick
Editora
Intrínseca
ISBN
9788580570090
Páginas
288
Edição
1
Ano
2011
Assunto
Literatura Estrangeira - Romances

Sinopse:

Nora deveria saber que sua vida estava longe de ser perfeita. Apesar de começar uma relação com seu anjo da guarda, Patch (quem, título à parte, pode ser descrito como qualquer coisa, menos angelical), e sobreviver a um atentado a sua vida, as coisas não parecem melhorar. Patch está começando a se afastar e Nora não consegue descobrir se é para o seu próprio bem ou se o seu interesse voltou-se para sua arqui-inimiga, Marcie Millar. Quanto mais Nora se aprofunda no mistério da morte de seu pai, mais ela começa a se perguntar se sua ascendência nefilim tem algo a ver com isso, assim como o por quê de ela estar em perigo com mais freqüência do que as garotas normais. Já que Patch não está respondendo suas perguntas e parece estar atrapalhando, ela tem que começar a procurar as respostas por si só. Confiar demais no fato de que ela tem um anjo da guarda põe Nora em perigo de novo e de novo. Mas ela pode mesmo contar com Patch ou ele está escondendo segredos mais obscuros do que ela pode imaginar?


O livro 2 da série Hush Hush tem um plot já conhecido em quem lê livros com histórias seriadas, a separação do casal principal (e não tem spoiler nenhum nisso, antes que alguém reclame. Acontece logo no início do livro). Mas não importa se eu já li esse tipo de história mil vezes, Becka Fitzpatrick escreveu um livro bem legal, pelo menos na minha opinião. A história é ágil e os acontecimentos se sucedem de forma que você não fica horas esperando que algo aconteça e leve o livro adiante. O relacionamento de Patch e Nora é crível, eles se comportam como um casal de namorados se comportaria, não é um amor maluco idealizado, embora a autora aperte a tecla da atração incontrolável (lógico que para Nora só existe Patch e vice-versa). E o final desse livro tem um gancho muito bom pro terceiro. Realmente dá vontade de saber o que vai acontecer depois.

por Juliana Dias


Resenha da Ju: Um dia, David Nicholls - Intrínseca


Filme

Título original: One Day

Gênero: Comédia e Romance

 Origem: Estados Unidos

 Direção: Lone Scherfig





Livro


Título Original: One Day


Autor: David Nicholls


Editora: Intriseca


Tradutor: Claudio Carina

Páginas: 410



Um dia conta a história Emma Morley e Dexter Mayhem que se conhecem desde a adolescência e mantém uma amizade ao longo dos anos. No livro os acontecimentos narrados se referem sempre a mesma data, 15 de julho e vamos vendo o desenrolar do relacionamento deles enquanto o tempo passa.

Embora seja simples dizer que a história é sobre um romance isso seria muito reducionista. É um livro sobre amor, mas também é muito sobre amizade, amadurecimento, passagem do tempo… Também foi um livro que me conquistou conforme fui lendo. É como se eu fosse me tornando íntima das personagens conforme os anos vão passando, e embora não concorde com muitas de suas ações, fui me emocionando, torcendo e rindo com eles. As conversas irônicas deles são deliciosas e eu ri muito nos ônibus que peguei enquanto lia esse livro.

Em 2011 ele virou filme dirigido por Lone Scherfig e com Anne Hathaway e Jim Sturgess nos papeis principais. Já havia visto o filme antes de ler o livro e confesso que quase deixei de lê-lo porque desgostei do filme. Não que ele seja ruim, mas não consegui ser cativada nem pela Anne nem pelo Jim, muito menos me emocionar com o desenrolar dos acontecimento. Se você, como eu, viu o filme e não gostou te digo: leia o livro, é muito melhor. Se você viu e gostou, te recomendo: leia o livro, é muito melhor.

Resenha da Ju: Julieta Imortal, Stacey Jay - Novo Conceito

Ficha técnica

Autores: Stacey Jay
Titulo: Julieta Imortal
ISBN: 9788563219572
Selo: NOVO CONCEITO
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 240
Formato/Acabamento: 16x23x1,6
Peso: 0.35 kg
Preço Sugerido: R$ 29.90
Área Principal: FICÇÃO
Assuntos: ROMANCE

 Sinopse

Julieta Capuleto não tirou a própria vida. Ela foi assassinada pela pessoa em quem mais confiava, seu marido, Romeu Montecchio, que fez o sacrifício para assegurar sua imortalidade. Mas Romeu não imaginou que Julieta também teria vida eterna e se tornaria uma agente dos Embaixadores da Luz.

Por setecentos anos, Julieta lutou para preservar o amor e a vida de inocentes, enquanto Romeu tinha por fim destruir o coração humano.

Mas agora que Julieta encontrou seu amor proibido, Romeu fará tudo que estiver ao seu alcance para destruir a felicidade dela.

Segredos, mistérios e surpresas envolvem este poderoso romance em que o casal mais famoso da literatura mundial tem a chance de contar sua verdadeira história.





Semana passada esse livro me chegou às mãos, emprestado para a minha irmã. Quando li a sinopse não me interessei muito, esse tipo de chick lit (algo como literatura de mulherzinha. Um termo bem machista) não é muito do meu gosto, mas me surpreendi favoravelmente. Julieta Imortal foi escrito Stacey Jay e conta a história do que acontece com Romeu e Julieta, os personagens do William Shakespeare do livro Romeu e Julieta. Acontece que na verdade Romeu matou Julieta em troca de vida eterna, virando um mercenário, enquanto ela se tornou, após a morte, uma agente dos Embaixadores. A função dela é proteger aqueles que se amam verdadeiramente da ganância de Romeu que tenta fazer com os que se amam aquilo que ele fez no passado. Ele tenta convencer alguém do casal a matar o outro. Como prêmio, o assassino ou assassina, se tornará um mercenário também tendo vida eterna. Ao longo dos tempos, Romeu e Julieta se encontraram várias vezes, lutando em lados opostos, mas nessa última volta de Julieta a terra as coisas mudaram. Ela encontra um novo amor e Romeu tem novas propostas a lhe fazer…

Só posso dizer que achei amei o livro. Pra mim tem um cunho espiritualista, pois vejo que o que Julieta passa é certo tipo de reencarnação, embora não no sentido que vemos no Espiritismo. Sendo isso bom ou ruim pra quem lê, achei essa releitura da história muito interessante. O ponto de vista é o de Julieta e tem muito fluxo de consciência da parte dela, embora Romeu tenha voz em alguns capítulos curtos e na pegada dos livros com continuação outro livro será lançado com a história dele. Romeo Redemeed sai  dia 9 de outubro desse ano.

By Juliana Dias Bastos

Resenha da Ju: Persuasão, Jane Austen - Martin claret


Quando a editora Martin Claret nos permitiu escolher um livro para resenhar eu logo pensei em alguns dos livros que faltam eu ler de Jane Austen, autora de títulos como ''Orgulho e Preconceito'' e ''Razão e Sensibilidade'' (ou Razão e Sentimento, na nova tradução). 

E não me enganei na escolha, como sempre ela arrasa em mais uma história de amor que vai muito além desse tema.

Persuasão foi escrito em 1816 e como a maioria dos livros de Austen trata de como se desenrolavam os relacionamentos nessa época. Ela desnuda ironicamente as questões familiares, os relacionamentos amorosos baseados no dinheiro e os interesses sociais.


O livro tem como personagem principal Anne Elliot, apaixonada por Frederick Wentworth, foi obrigada a romper com ele no passado.  Tendo como pano de fundo as relações familiares e sociais de Anne, vamos vendo como ela tenta lidar com esse amor que, embora ela pensasse acabado, não terminou.


Persuasão trata de vários temas interessantes, como classes sociais, relacionamentos por interesses, casamento, o papel da mulher na sociedade. Aliás, esse ultimo tema levou Austen a ser tema de exaustivas pesquisas na tentativa de entender quem é essa mulher dentro da  literatura da autora. A principio pode parecer q Jane Austen é puramente fruto da época em que vivia, se baseando na ideia de que a mulher se realiza somente através do casamento, que só lhes é reservado histórias de amor. Mas uma olhada mais aprofundada revela muitas nuances dessa ideia.


As obras de Austen já foram adaptadas muitas vezes para o cinema e televisão, e essa obra em especial já foi adaptada 4 vezes. Eu indico fortemente uma das adaptações da BBC que sempre faz um trabalho espetacular nas adaptações dos livros de autores britânicos e irlandeses.

Sir Arthur Conan Doyle e seu Sherlock Holmes


Arthur Conan Doyle (1859-1930) criou um dos personagens mais famosos da literatura porque precisava de dinheiro. São romances e contos com base nas misteriosas aventuras de Sherlock e seu amigo Watson, onde a incrível capacidade de dedução do detetive é colocada à prova e sempre se mostra infalível.  Outros autores já admitiram ter criado personagens baseado em Sherlock. Agatha Christie e um de seus personagens, o detetive Hercules Poirot, é um conhecido exemplo.

Sherlock já saiu das páginas dos contos e romances de Doyle para assumir todo tipo de formato. Obras de Doyle já foram adaptadas para o cinema, teatro e até já virou jogo, mas, além disso, o detetive Sherlock já foi usado livremente por outros autores em outras obras. O Xangô de Baker Street escrito por Jô Soares é um exemplo disse.  No livro, Sherlock Holmes vem ao Brasil e se vê envolvido no caso do desaparecimento do violino Stradivarius.
Não podemos esquecer da última adaptação cinematográfica Sherlock Holmes 2:O jogo das sombras. Sherlock tem que lutar mais uma vez contra seu grande inimigo Dr Moriarty.
Sherlock Holmes 2: O jogo das Sombras
Elenco: Robert Downey Jr., Jude Law
Direção: Guy Ritchie     

Resenha da Ju: Os homens que não amavam as mulheres

Os homens que não amavam as mulheres

Autor : Stieg Larsson

Editora: Companhia das Letras

Primeiro livro da trilogia Millennium, conta a história da parceria formada por Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist na busca pelo assassino de Harriet Vanger, herdeira do poderoso império industrial de seu tio Henrik Vanger . Do ínicio do relacionamento entre Mikael e Lisbeth até o final da investigação do assassinato a história vai sendo construída detalhadamente até seu desfecho.

Sou suspeita para falar porque adoro essa trilogia, mas existe um tema subjacente à história que me interessa muito. O feminismo, a meu ver, está extremamente presente nas obras, embora muito se discuta se há ou não um machismo latente. Par mim é claro que Lisbeth é uma personagem extremamente forte, dona da sua vida e da sua sexualidade e que não presta contas a ninguém. O fato do livro se chamar Os Homens que Não Amavam as Mulheres é indicador desse feminismo, uma vez que Larsson (declaradamente um feminista) usa vários personagens masculinos para deixar claro de quantas formas, em seu dia a dia comum às mulheres podem ser odiadas e violentadas por homens que muitas vezes são aqueles que deveriam protegê-las.

Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Män Som Hatar Kvinnor

 Versão 1: Suécia/Alemanha/Dinamarca

Versão 2: EUA/Suécia/Reino Unido/Alemanha

Suspense

Diretor versão 1:Niels Arden Oplev

Diretor versão 2: David Fincher

Elenco versão 1: Noomi Rapace, Michael Nyqvist

Elenco versão 2: Rooney Mara, Daniel Craig



Sempre sou resistente a remakes, acho que é mania de estado-unidense abobalhado, mas nesse caso o filme de Fincher me conquistou. Embora o original sueco siga a linha de deixar claro que existem muitos homens que não amam (ou melhor, odeiam) as mulheres, a refilmagem conquista principalmente pela atuação. Rooney Mara está exemplar no papel de Salander e até Daniel Caig, no qual eu não botava muita fé, conquista no papel  do jornalista Blomkvist e torna natural a descrição que o autor faz de seu personagem, um homem extremamente sedutor e com vários relacionamentos. Nesse quesito Nyqvist perde feio.

Por Juliana Bastos