
Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?
Quando a Bela Domou a Fera
Ano: 2017
Páginas: 320
Como sou novata na área, vou contar um pouco da minha experiência com romances de época.
Há uns dois anos atrás, eu não curtia muito, até já tinha lido Perdida e tal, mas não era um gênero que me enchesse os olhos, achava formal e com algumas fórmulas repetitivas. Até que li Patricia Cabot... Nossa!!! Fui fisgada! A partir dai comecei a me arriscar mais e comecei a me apaixonar por Tessa Dare e Sarah Maclean também. Já conhecia a fama de Eloisa James e na primeira oportunidade que tive, agarrei com todas as forças.
SANTA MÃE!!! O QUE FOI ISSO??? SOCORRO!!!
Linnett era o exemplo perfeito do modelo ideal de mulher, com características exuberantes e um sorriso irresistível, não havia quem não caísse nos seus encantos. Ela havia debutado há alguns meses e se tornou disputada por diversos cavalheiros porém, uma situação num baile lançou sobre ela uma mancha que precisava ser reparada. Então sua tia, apoiada por seu pai, bolou um plano infalível... Quase um daqueles planos do Cebolinha, se me permitem a comparação hehehehe. Porque o escolhido para resolver a vida dela era nada mais nada menos que Piers.
Piers tinha tanto a fama de ser um bom médico como de ser um homem implacável, sem coração e rude e não estava nem um pouco interessado em ajudar Linnett. O primeiro encontro entre os dois foi intempestivo e desagradável, mas Linnett não estava disposta se dobrar às vontades da Fera apenas para agradar ao seu pai e a sociedade .
A partir dai o ex-futuro casal começa a viver muitos momentos juntos e essa aproximação começa a mexer com a estrutura de ambos. Eles tem também a companhia de vários personagens maravilhosos e fortes que compõe a trama e trazem muito dinamismo à história.
Com certeza vou demorar a me recuperar desta leitura. Maravilhosa,cheia de referências literárias e, apesar de não estar explícito, com um leve toque de Shakespeare com sua Megera Domada, pelo título já dá para perceber a influência do dramaturgo na vida da escritora que é professora especialista nas obras dele.
Quando a Bela domou a Fera é uma verdadeira montanha russa de emoções e acontecimentos, quando eu achava que tudo estava se encaixando, aparecia uma nova nuance que me surpreendia e apesar de utilizar como base 'A Bela e a Fera', a escritora no final explica numa nota onde realmente buscou inspiração.
Uma obra divertida, repleta de diálogos afiados e de duplo sentido que me fez rir igual uma louca em vários capítulos.
O que mais achei interessante é que mesmo sendo um romance de época muito bem ambientado, a escritora lançou mão de alguns expedientes bem modernos para florear a trama e confesso que gostei bastante do resultado final.
Vi alguns comentando que não gostaram da linguagem utilizada em determinados momentos mais calientes do livro, mas, sinceramente, não estragou em nada a história para mim. As mensagens de descoberta do amor, de luta por ele, de ver alem das aparências, segundas chances e perdão foram bem mais fortes que pontuais linguagens mais vulgares usadas em momentos de paixão. Para mim, nada como um bom chocolate quente (suspiros Myl neste momento) para aquecer o coração... hehehehehe... e pelo epílogo e cenas finais, a escritora mostra bem qual era o foco principal do livro.
O que me fez não favoritar, na verdade, foram três detalhes:
- primeiro a capa que apesar de ser linda, não tem nada a ver com a trama nem com a mensagem do livro, mas entendo que quiseram chamar para as cores do conto da Disney;
- segundo, achei que poderia ter tido um fechamento mais completo para o drama inicial de Linnett, mas como também tinha dito antes, acho que não era a intenção da escritora focar apenas na garota;
- terceiro, que amei tanto o primo de Piers, Sebastien, que também é médico que acho que ele merecia um final melhor.
Ansiosa agora pela lançamento dos outros quatro volumes da série.