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  • Lendo com a Dani: Ligeiramente Perigosos, Os Bedwyn #6, Mary Balogh

    Aos 35 anos, Wulfric Bedwyn, o recluso e frio duque de Bewcastle, está ávido por encontrar uma nova amante. Quando chega a Londres, os boatos que correm são os de que ele é tão reservado que nem a maior beldade seria capaz de capturar sua atenção.

    Durante o evento social mais badalado da temporada, uma dama desperta seu interesse: a única que não tinha essa intenção. Christine é impulsiva, independente e altiva – uma mulher totalmente inadequada para se tornar a companheira de um duque. Ao mesmo tempo, é linda e muito, muito atraente.

    Mas ela rejeita os galanteios de todos os pretendentes, pois ainda sofre para superar as circunstâncias pavorosas da perda do marido. No entanto, quando o lobo solitário do clã Bedwyn jura seduzi-la, alguma coisa estranha e maravilhosa acontece. Enquanto a atração dela pelo sisudo duque começa a se revelar irresistível, Wulfric descobre que, ao contrário do que sempre pensou, pode ser capaz de deixar o coração ditar o rumo de sua vida.

    Em Ligeiramente Perigosos, o sexto e último livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh conclui a saga desta encantadora família em uma trama repleta de cenas sensuais, tiradas espirituosas e personagens à frente de seu tempo. Ao unir um homem e uma mulher tão diferentes, ela mostra que o resultado só poderia ser um par perfeito.

    Ligeiramente Perigosos (Slightly Dangerous)
    Série: Os Bedwyn - Livro 06/06
    Autora: Mary Balogh
    Editora Arqueiro (2017)
    304 páginas




    Ligeiramente Perigosos é de longe o mais divertido da série, não apenas por trapalhadas da mocinha, como por acompanharmos Wulfric lidando com ela.

    O Duque de Bewcastle, sempre esteve na minha mira, e não me enganei ao imaginar que o melhor mocinho seria ele.



    Dono de uma honra e dignidade inquebrantáveis, Wulfric Bedwyn, é o duque de Bewcastle, homem abastado e que desde os dezessete anos assumiu o título, herança e responsabilidades atribuídas a tal posição.

    Wulf não pôde ser criança, assumiu a responsabilidade ducal e paternidade dos cinco irmãos tão jovem, que é mais pai do que irmão. 

    A sociedade londrina e a própria família só enxergam a fachada fria, gélida do duque, mas desde o primeiro volume, enxerguei algo de humano nele.


    "O duque de Bewcastle, absolutamente solitário em seu poder, em seu esplendor, na magnífica mansão londrina que o cercava, continuou a encarar o nada enquanto tamborilava com os dedos no queixo."

    Wulf foi tão bem construído e descrito pela autora ao longo da série, que algumas pessoas devem achá-lo terrível, eu sempre o achei misterioso.

    "(...)De todos os cavalheiros que poderia ter convidado para acompanhá-lo, ele foi escolher justamente o que tem mais chance de provocar um infarto numa anfitriã. - É o Principe de Gales? - Sugeriu Christine com uma risadinha. - Não consigo citar ninguém que ansiaria pela presença dele - comentou Melanie - (...) Mas esse convidado não é tão inferior assim(...). Não, meu convidado inesperado é o duque de Bewcastle."



    Aos trinta e cinco anos, Wulf (pois sou enxerida) ou Bewcastle, está em luto pela perda da amante Rose, mas fora do circuito matrimonial. 

    As mães do beau monde mesmo almejando o título e riqueza, não encorajam as filhas a tentarem. Só para vocês terem uma ideia.


    "Era um homem extremamente poderoso e arrogante - e frio como gelo, ao menos era o que diziam."

    A autora criou um mocinho que leva sua responsabilidade ao extremo, e para tanto, colocou no caminho dele, o exato oposto.

    Calma, aí! A doce Christine é responsável e muito digna, mas não para os padrões rígidos de Bewcastle ou da própria sociedade.

    Christine Derrick tem vinte e nove anos, é viúva, com seus cabelos curtos e rosto arredondado, filha de um cavalheiro por nascimento e professor para sustentação da família, fez um bom casamento, embora não com o herdeiro de um marquesado.

    Christine tem um jeito moleque, brinca despreocupada, seja correndo pelos campos sem chapéu, ou subindo em árvores.


    "Ela parecia realmente gostar de crianças e era capaz de descer ao nível delas ao menor estímulo." (uma observação feita por Wulf)

    Tem um jeito particular de ensinar as crianças do vilarejo, que as torna muito popular entre elas. E confesso que me fez desejar uma professora de geografia assim.

    Wulf decide ser impulsivo uma vez na vida e acaba parando numa comemoração de noivado que durará duas semanas.

    E a julgar pelas boas vindas:

    "Christine notou que ele estava esfregando o olho com que piscara e se deu conta de que ao se inclinar por cima do balcão, o copo em sua mão também tombara. Ela derramara limonada no olho do duque de Bewcastle."

    Para ele será muito longa a temporada em Schofield Park. Gente, eu ri tanto que chamei atenção. E pensei, não poderia ser pior....

    Mas a Sra. Derrick me provou que era capaz de situação ainda mais constrangedoras e divertidas, não se você estiver na pele dela. 

    Mentira, a Chris é tão alto astral que ri até das próprias trapalhadas e alivia nossa culpa por estar gargalhando dela.

    Ao longo da história surge uma aposta e as jovens acreditam que Christine não é nem de longe uma candidata viável. E realmente, ela provou o oposto.

    Por mais diferente que eles sejam, acabam se esbarrando e desfrutando da companhia um do outro, muito embora um deles sempre estrague o momento de entendimento com uma palavra descuidada.


    "Não conhecia nenhuma outra dama - incluindo Freyja - tão afeita a se envolver nas mais horrorosas cenas em público. E não conseguia imaginar por que o destino o colocara nesta cena mais recente. E, mesmo que vivesse até os 100 anos, jamais entenderia como poderia ter escolhido se apaixonar por aquela mulher - embora não tivesse sido uma escolha consciente."

    Ah Mary Balogh... você me fez sentir a best friend forever destes dois. E não sei você que está lendo a resenha, mas é incrível essa sensação.

    Se você gosta de uma mocinha que não dá trela para os espalhafatos e regras rígidas da sociedade, vai amar a sra Derrick.

    Ela é espirituosa, alegre, e mesmo tendo um segredo (que tira o sossego dela), não se deixa abater. Posso dizer que o mundo seria mais feliz e a convivência seria muito melhor se existissem mais Christines por aí, até eu quero ser como ela!

    Tinha que ser uma pessoa completamente entusiasmada, eufórica até, para derrubar a muralha de gelo que Wulf construiu para si. E quem sabe ela não o faz recuperar o que perdeu tendo que aprender a ser duque?

    Se você acompanhou os outros cinco livros, se odiou o Wulf, ou se julgou ele pelo pouco que nos mostrou. PREPARE-SE para conhecer o homem além do duque.

    A autora criou personagens secundários bem intensos e bem utilizados. Afinal, Christine não derramaria limonada em Wulf se a Melanie não tivesse insistido em sua presença. Hector que tão avoado e atrapalhado que propiciou o convite e será responsável indiretamente por um momento maravilhoso!

    E claro, não poderia faltar os cinco casais anteriores e toda a prole que resultou nestes dois anos...

    Venham conhecer o verdadeiro duque de Bewcastle, e acompanhar o esfacelamento de todo a razão e juízo que ele tanto preza.

    Mary Balogh me fez rir, chorar, e torcer por este casal (e alguma vezes quis torcer uns pescoços imaginários, seja por teimosia, ou por pura intriga).

    E deixo para vocês uma questão interessante: você consegue descobrir antes do fim quem é o "vilão" deste volume?

    Um livro mais que recomendado, repleto de reflexão, de desafio, de descoberta; com momentos descontraídos e tremendamente divertidos. Um romance que parece impossível de acontecer e que floresce aos poucos, enchendo o leitor de expectativa, com cenas para lá de sensuais e um romantismo em palavras tão refinadas.

    Ah, os Bedwyns farão muita falta, mas tenho certeza que irei reler cada um deles várias vezes.

    Série encerrada com chave de ouro, com uma carga emocional bem balanceada. Esperando por você para ganhar mais destaque!

    E o que dizer da edição? Linda como sempre, seja na arte ou na diagramação. 


    "Às vezes o amor machuca, embora nunca deixe de ser amor." Palavras do pai de Wulf em seu leito de morte.


    Série Os Bedwyn:
    1. Ligeiramente Casados - Slightly Married - Aidan Bedwyn
    2. Ligeiramente Maliciosos - Slightly Wicked - Rannulf Bedwyn
    3. Ligeiramente Escandalosos - Slightly Scandalous - Freyja Bedwyn
    4. Ligeiramente Seduzidos - Slightly Tempted - Morgan Bedwyn
    5. Ligeiramente Pecaminosos - Slightly Sinful - Alleyne Bedwyn
    6. Ligeiramente Perigosos - Slightly Dangerous - Wulfric Bedwyn

    4 comentários :

    1. Oi Dani, A se Wulf já não tivesse me conquistado depois desse livro com certeza ele teria me ganhado haha... A história é linda, e amei a resenha, Cristine é mesmo uma personagem super divertida e incrível, me fez rir desde a primeira interação com o duque e casal rendeu cenas maravilhosas, ela descongelou Wulf e eles nos apresentaram uma história linda <3

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      1. Lili, realmente, se ele desagradou alguém antes, vai se redemir com toda pompa e brilhantismo! Foi um livro maravilhoso, nada excessivo, nem meloso. A Christine então?! Maravilha de mocinha, super alto astral.
        Um livro digno do duque de Bewcastle!
        Obrigada por compartilhar sua opinião. =)

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    2. Eu quero muito ler essa sérieeeee! Já está na minha meta há tempos e não aparece tempo :/ Não gosto de muita coisa melosa por isso quero ler logo essa série!

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    3. Eu prometo que um dia caio de cara nos romances de época. Já tive oportunidades com historias da Julia Quinn, mas nenhuma me interessou

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