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Um presente especial para o dia dos pais


A história de amor mais obsessiva da literatura universal


Chegou o novo livro de Yann Martel

Do mesmo autor de As aventuras de Pi, chega As altas montanhas de Portugal

Yann Martel, best-seller internacional, traz nesta obra a mistura de conto de horror e fábula contemporânea em uma jornada de aventura que explora o amor e a perda de modo devastador. Repleto de ternura, humor e surpresas, leva o leitor em uma viagem por Portugal do século passado – e pela alma humana. Suas três histórias, separadas por décadas no tempo, são conectadas pela dor do luto de seus personagens, em uma metáfora que ilustra a trajetória de uma vida e sua constante busca por sentido.

Lançamento Tordesilhas - As Invernas

As irmãs Saladina e Dolores são enviadas pelo avô (dom Reinaldo) para fora do país quando ele se vê perseguido pelas forças nacionalistas (do general Franco) no início da Guerra Civil Espanhola (1936). Espécie de sábio da aldeia, pode-se dizer que era comunista. Interessado em ciência, comprou o cérebro de todos os habitantes da aldeia para estudá-los depois da morte deles. Para isso fez um contrato e pagou todo mundo. Como era tido por bolchevique, estava no radar das autoridades. Com a escassez de alimentos provocada pelo conflito, dom Reinaldo resolveu organizar a partilha dos víveres (tirando principalmente do padre e dando aos outros) e o plantio da terra. O padre, que era um glutão, começou a ficar nervoso com aquilo.

Com o avanço da guerra, a aldeia era cada vez mais controlada pelas tropas nacionalistas. Dom Reinaldo se esconde.

Enquanto isso, as irmãs, achando que iam para Cuba, acabaram na Inglaterra. Lá fizeram a sua vida. Voltaram anos depois para a Espanha e foram morar na cidade de La Coruña. Mais tarde Dolores se casa com Tomás, um pescador de polvos e fanecas da cidade de Santa Eugenia de Ribeira.

Dolores era linda. Saladina era feia e desdentada. A relação entre as duas é aquela típica das irmãs: amor, inveja, raiva, mais amor. Saladina nunca teve um namorado. As duas adoravam o cinema e sonhavam em ser atrizes, embora fossem costureiras.

Mas Dolores se casou com um bronco. Um dia, cansada daquela vida, fez as malas e disse que ia visitar a irmã. O marido disse que se ela não voltasse em um mês iria buscá-la. Junto com Saladina, Dolores acaba matando o marido. As duas decidem então voltar à aldeia natal carregando o defunto e o enterram no estábulo da velha casa da família. Junto com elas veio também a vaca Greta.

A chegada das duas à cidade traz de volta lembranças que todos ali queriam esquecer.

A escritora tem um tom pessoal inconfundível: a obra apresenta a mescla entre a tradição oral galega – as histórias contadas ao pé do fogo – e a fluida construção dos diferentes círculos narrativos. Estes vão se misturando docemente e envolvendo o leitor até que ele se torne próximo das figuras criadas. É também da difícil simbiose do poético e do narrativo que resulta o tom final da obra, sempre o mais difícil de enquadrar em uma fria definição, e por sua vez o mais definidor de um escritor de raça – e Cristina Sánchez-Andrade o é.

Trata-se de uma história que engloba o cômico e o dramático, o estranho e o cotidiano, o terno e o perverso. Nesses paradoxos se descobre a indiscutível riqueza do romance que se singulariza na combinação prodigiosa e equilibrada de níveis tão variados. Nesse sentido, a escritora segue as pegadas desses narradores cuja obra nunca acabamos de decifrar, porque, ao revelar um sentido, abrem outros, e sobretudo abrem a vida, sempre vertiginosa e desproporcionada.

Conheça a histórias das irmãs Invernas, recheada de suspense, fantasia e ternura


Lançamento Tordesilhas: Amyr Klink


Lançamento Tordesilhas




A par do enredo bem construído de Liturgia do fim, Marilia Arnaud mostra um domínio excepcional da língua, revestindo a brutalidade da vida em Perdição com uma prosa lírica e um vocabulário de extraordinária e rara beleza, que, conforme diz a também escritora Maria Valéria Rezende, vencedora do prêmio Jabuti 2015 na categoria Livro do Ano de Ficção, “escapa de maneira brilhante de uma das armadilhas que ameaçam boa parte de nossa literatura, o achatamento e encurtamento de nossa extensa e preciosa língua, em nome de uma suposta oralidade”.

Inácio, escritor e professor universitário, um homem assombrado pela memória e pelos fantasmas de um doloroso segredo familiar, abandona a mulher e a filha, as salas de aula e a literatura para voltar a Perdição, lugar onde nasceu e viveu até os 18 anos e de onde foi expulso trinta anos antes pelo pai, um homem rude e autoritário que educou os filhos com rigor e frieza.


Restam na velha casa da fazenda apenas o pai e Damiana, a criada de toda uma vida. A mãe, as irmãs Tereza e Ifigênia, tia Florinda e seu filho Felinto estão mortos e habitam apenas as lembranças de Inácio – ora doces, ora amargas. Incapaz de esquecer, Inácio desiste de fugir, volta para finalmente enfrentar a violência do pai e decide colocar sua história papel. Numa narrativa descontinuada e sinuosa, em que presente e passado se alternam e se misturam, Inácio vai narrando a infância e a adolescência em Perdição, a vida em família, a relação difícil com o pai, o afeto pela mãe e a obsessão pela tia louca, os medos noturnos, o primeiro e único amor, a paixão pelos livros. 

Seleção de presentes da Alaúde para o Dia dos Pais

Toda mãe merece um presente especial‏



Lançamento Alaúde - Maio/2016






Lançamento Tordesilhas: Arco de virar réu


Narrativa labiríntica escrita em primeira pessoa, Arco de virar réu descreve os eventos que marcam a deterioração física e mental do narrador-protagonista. Historiador social com forte inclinação para o estudo antropológico, ele é obcecado pelos rituais e pelos costumes dos índios tupinambás. A história começa com o surgimento dos primeiros sintomas de esquizofrenia em seu irmão, nos anos 1970, segue pela adolescência, quando, inspirado em rituais indígenas, o narrador passa a se dedicar à ocultação de cadáveres, e termina com a dolorosa percepção da própria loucura. Digressões delirantes misturam-se a fragmentos de memória e a pesadelos que, aos poucos, colocam em dúvida a própria existência.


Arco de virar réu é o primeiro romance de Antonio Cestaro, que já tem publicados dois livros de crônicas: Uma porta para um quarto escuro e As artimanhas de Napoleão e outras batalhas cotidianas. O narrador-protagonista é um homem de meia-idade, primogênito de pais separados. 
Ele inicia seu relato dissertando sobre a natureza física e psicológica do tempo. Fragmentos de memória surgem e começam a se reunir, de início caoticamente. Sua família vai se delineando: o pai ausente, a mãe fragilizada, a irmã mais nova e o irmão esquizofrênico, cujo nome é Pedro. Juntam-se a esse grupo o primo Juca Bala e a tia Rosana. No verão de 1973, durante as férias na praia, Pedro ganha da tia um “jogo de estratégias bélicas” que passa a desempenhar um papel importante na trama. A partir desse momento, digressões delirantes, surrealistas, pontuam a narrativa. 
Neste ponto ainda existe uma divisão clara entre o narrador e seu irmão. Ambos ainda vivem em mundos opostos: sanidade−loucura. Uma mudança na política de saúde mental do Ministério da Saúde obriga a família a tirar Pedro do sanatório. Ele é levado para morar com a mãe no sítio da tia Rosana. O narrador tem pesadelos. São viagens oníricas que o levam à floresta e aos rituais dos canibais tupinambás, às vezes à Índia. Também continuam as falas bélicas do irmão. Os conflitos armados de Pedro começam a se misturar com os maus espíritos da mitologia indígena.
Pedro morre, mas sua tragédia mental não. O mundo avança para o caos sensorial. Tudo em que o narrador acredita, incluindo sua própria existência, começa a se desmanchar no ar. A veracidade de fatos e pessoas é posta em xeque.



Lançamento @Alaude - Arco de virar réu


Resultado - Aniversário Minha Velha Estante com a Alaúde

Será que você foi o ganhador?????



Lembrando que:

- Os sorteados devem ter um endereço de entrega no Brasil.
- O resultado será divulgado no começo de fevereiro e os ganhadores tem 48 horas para entrar em contato com o blog através do email minhavelhaestante@gmail.com para fornecer os seus dados para o envio dos livros.

- Os livros serão enviados pela editora, que tem o prazo de 30 dias úteis para efetuá-lo. Caso os livros não cheguem dentro desse prazo, o ganhador terá 10 dias após a data para entrar em contato conosco e avisar o não recebimento. Reclamações posteriores não serão consideradas. 

- O blog não se responsabilizam por fornecimento de endereço incorreto ou incompleto que inviabilizem a entrega pelos Correios. 

- Qualquer dúvida deixe um comentário nessa postagem ou mande um email para minhavelhaestante@gmail.com.

Lançamentos Alaúde/Tordesilhas




4 anos do Minha Velha Estante com a Alaúde

Oi, galera!!!!
E o presente de hoje é da Alaúde, nossa parceira recente.

A Alaúde vai oferecer três livros do seu novo selo, o Edições Pavana, que é o selo da Editora Alaúde para a publicação de ficção de entretenimento. Com o compromisso de lançar livros de qualidade para um público mais amplo, o selo atuará em diversos gêneros, de thrillers e romances policiais até literatura feminina.


Serão três ganhadores e cada um levará um dos livros oferecidos: Marcada para morrer, um policial sobrenatural, para o primeiro sorteado; Juventude Brutal, para o segundo sorteado; e Paralela, para o terceiro sorteado.

Obrigada, Lara!!!

Siga as regras e participe!





Regras:


- Cada livro terá 1 ganhador.

- A Alaúde tem 30 dias para o envio dos prêmios, após a confirmação do e-mail pelo vencedor. 

- Nas opções onde diz "Visit .... on Facebook", é obrigatório curtir a página correspondente.

- Cada participante só poderá ser sorteado em apenas 1 kit.

- Os sorteados devem ter um endereço de entrega no Brasil.

- O resultado será divulgado no começo de fevereiro e os ganhadores tem 48 horas para entrar em contato com o blog através do email minhavelhaestante@gmail.com para fornecer os seus dados para o envio dos livros.

- Os livros serão enviados pela editora, que tem o prazo de 30 dias úteis para efetuá-lo. Caso os livros não cheguem dentro desse prazo, o ganhador terá 10 dias após a data para entrar em contato conosco e avisar o não recebimento. Reclamações posteriores não serão consideradas. 

- O blog não se responsabilizam por fornecimento de endereço incorreto ou incompleto que inviabilizem a entrega pelos Correios. 

- Qualquer dúvida deixe um comentário nessa postagem ou mande um email para minhavelhaestante@gmail.com.

Lançamentos Alaúde Nov/2015




Lars Hertervig é um jovem norueguês quaker de origem pobre. Graças à ajuda de um mecenas, estuda arte em Düsseldorf, na Alemanha, mas padece com terríveis inseguranças, obsessões sexuais e delírios incapacitantes.

Em uma prosa hipnótica, magnética, o dramaturgo e escritor norueguês Jon Fosse descreve em Melancolia um dia de crise e a sua repercussão anos mais tarde na vida do próprio Hertervig – e mais de um século depois na vida de um escritor inspirado pela obra do artista, que existiu de fato.

Retrato extraordinário da mente perturbada de um artista, o livro revela uma consciência assustadoramente frágil, mas capaz de apreender com grande sensibilidade a beleza e a luz que há no mundo.

Compre aqui.

Sobre o autor:
Muitas vezes chamado de “o novo Ibsen”, Jon Fosse publicou cerca de 30 livros – romance, poesia e dramaturgia – desde 1983. Em 2000, Melancolia ganhou o prêmio Melsom, e Fosse passou a receber uma remuneração vitalícia do governo norueguês para ajuda-lo em seus futuros esforços literários.

Leitura da Drica: A matemática do amor, Hannah Fry, Alaúde

A matemática do amor
Padrões e provas na busca da equação definitiva

Coleção Ted books #

Autora: Hannah Fry

Ano: 2015

Páginas: 144

Editora: Alaúde

Sinopse:
Em A matemática do amor, a doutora Hannah Fry conduz o leitor por uma fascinante jornada entre padrões que regem a vida amorosa e prova – com sabedoria e bom humor – que a matemática é uma poderosa ferramenta para desvendar os complicados, irritantes, enigmáticos e intrigantes padrões do amor.
Quais as probabilidades de encontrar o amor? Como funcionam os sites de namoro? Quando começar a pensar em casamento? Qual a chance de ele durar para sempre?
Este é o terceiro volume da coleção TED Books, com livros breves o bastante para serem lidos de uma só vez, mas longos o suficiente para aprofundar um assunto. Perfeitos para quem tem uma mente curiosa e vontade de aprender cada vez mais.


Foi a curiosidade que me levou a ler A matemática do amor, e digo a vocês que valeu à pena a leitura.
Escrito por Hannah Fry, uma renomada matemática que, com o objetivo de mostrar que a ‘matemática é bela e relevante’ (palavras da mesma), resolveu mostrar como amor e matemática podem se relacionar, já que ambos são repletos de padrões. E é através desses padrões matemáticos aplicados ao comportamento humano que ela tenta entender como o amor funciona.



O livro não apresenta grandes e revolucionárias descobertas, ela apenas apresenta alguns conhecimentos, fórmulas e padrões muito conhecidos no meio acadêmico de uma forma clara, para que nós, leigos em matemática, mas especialistas no amor (rsrsrs) possamos entender como tudo realmente funciona.

Tem até uma equação do amor, que é uma antiga fórmula utilizada nos tempos de guerra fria por militares para prever as chances de vitória em possíveis confrontos diretos. A antiga USRR e EUA usavam esse conjunto de equações a todo momento para estimar probabilidade de uma guerra nuclear. E falando em probabilidade matemática, ela confirma que quem corre atrás do que quer se sai melhor do que quem apenas fica esperando. E que por mais que um site de relacionamento encontre o par ideal baseado em compatibilidade, isso apenas quer dizer que será mais fácil puxar um papo, mas não garante que vocês serão o casal ideal.



A Alaúde fez uma edição linda. O livro é pequeno, em capa dura, com várias ilustrações internas e vem com uma sobrecapa em um tom de rosa cheia de pequenos corações. Você escolhe qual das duas combina mais com o seu estilo. 

A matemática do amor é um livro leve, divertido, prazeroso. Você vai se pegar, inevitavelmente, fazendo comparações e tentando aplicar as fórmulas e equações a situações que você já viveu. Bom para os que não gostam de matemática, para descobrir um lado fascinante e próximo ao nosso dia-a-dia. Perfeito para quem gosta e quer se deleitar conhecendo um pouco mais.

Assista ao video da Hanah Fry falando sobre o livro:

Assista legendado aqui.





Lançamento Alaúde





SINOPSE

Não é novidade que o amor já foi tema de incontáveis obras de arte. Mas e se os mistérios que cercam o amor não forem matéria exclusiva das belas-artes e também puderem ser descritos pela matemática? Em A matemática do amor, a doutora Hannah Fry conduz o leitor por uma fascinante jornada entre padrões que regem a vida amorosa e prova – com sabedoria e bom humor – que a matemática é uma poderosa ferramenta para desvendar os complicados, irritantes, enigmáticos e intrigantes padrões do amor. Este é o terceiro volume da coleção TED Books, com livros breves o bastante para serem lidos de uma só vez, mas longos o suficiente para aprofundar um assunto. Perfeitos para quem tem uma mente curiosa e vontade de aprender cada vez mais.


Trata-se do terceiro volume de uma coleção com 12 títulos que carrega a credibilidade da marca TED, uma comunidade global comprometida com a difusão de grandes ideias e o compartilhamento de histórias inspiradoras. Atualmente, as palestras do TED já foram traduzidas para mais de cem idiomas. 
· O livro é curto e escrito em tom informal, perfeito para quem quer se inspirar com uma história verídica de descobrimento pessoal e superação de preconceitos.

Hannah Fry é matemática do UCL Centre for Advanced Spatial Analysis, um centro de pesquisas da ciência da computação da University College London. Em seu trabalho, Hannah emprega modelos matemáticos para investigar padrões no comportamento humano em questões como terrorismo e tumultos violentos até comércio e consumo.
Em paralelo com sua vida acadêmica, ela desempenha atualmente a função de divulgadora da UCL, levando o prazer da matemática a teatros, bares e escolas. Também é uma das apresentadoras do canal do YouTube BBCWorldwide e faz aparições frequentes na TV e no rádio no Reino Unido.

Resenhas da Vic: Desejo, Elfriede Jelinek - Alaude

Título: Desejo

Autor(a): Elfriede Jelinek

Editora: Alaude

Ano: 2013

Páginas: 240

Nota: 3/5

Sinopse: A obediente Gerti é casada com Hermann, diretor de uma fábrica de papel para quem tanto os funcionários como a mulher têm um valor meramente instrumental. Apesar de criança, o filho do casal já se mostra predisposto ao consumismo e a certa perversidade e completa um núcleo familiar disfuncional em que imperam a dominação sexual, a humilhação e o abuso de poder.


Desejo é uma crítica que fala sobre uma sociedade machista, na qual o homem tem supremacia na voz, autoridade evidenciada até no controle físico que exerce sobre a mulher.

Gerti é uma mulher extremamente infeliz. Casada com Hermann, diretor de uma grande fábrica, é escrava sexual dele. Temos o relato no decorrer do livro da sua obsessão doentia. O filho do casal, ainda criança, presencia com curiosidade os abusos sofridos pela mãe, isso reflete na formação da sua personalidade e percebe-se que até certo ponto a inocência infantil já foi perdida.

Ela é extremamente submissa, não tem voz. Ela não é dona do seu corpo e não controla as suas necessidades e muito menos os seus desejos. Seus gritos e protestos são as únicas formas de manifestação.

Apesar do tema forte, não existe nada de erótico nas descrições das cenas. Elfriede intercala sexo explícito com crítica social.

‘’Desconfortável’’ talvez seja o adjetivo a esta obra tão realista. Tanto a forma quanto o conteúdo causam um incômodo durante a leitura, que continua mesmo depois de chegar ao fim do livro. Em alguns trechos, é insuportável acompanhar a narrativa, ver o modo como Gerti é subjugada e humilhada pelo marido, sua tentativa de fuga da realidade abrigando-se na bebida alcoólica e a perversão do filho, um pequeno voyeur que se delicia observando a situação. Horrível.

Porém, Desejo nada mais é do que um relato de uma sociedade não muito distante da nossa. Li algo sobre o livro, na qual um jornalista fala que a obra é uma leitura obrigatória para os jovens escritores de todo mundo.  Em parte, tenho que descordar: Acho uma leitura obrigatória para todos aqueles que lutam, de uma certa forma contra esse sistema que vai contra todos os valores aprendidos e ensinados.


“As mulheres, enxertadas de esperanças, vivem da lembrança; os homens, entretanto, vivem do momento, que lhes pertence e, se cuidadosamente cultivado, se deixa compor e formar um montinho de tempo, que igualmente lhes pertence.” (p.23)