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O homem marcado, John Florio e Ouisie Shapiro



A BATALHA DE UM HOMEM CONTRA A CORRUPÇÃO NA POLÍCIA DE NOVA YORK.
Brooklyn, 1971.
O policial disfarçado Frank Serpico encontra-se à porta de um traficante de drogas. Outros policiais que o acompanham parecem estar ali para dar o suporte necessário. Contudo, ao abrir a porta, ele se depara com uma arma apontada em sua direção – e os colegas permanecem imóveis enquanto apenas observam a cena. Por mais de cem anos, o Departamento de Polícia de Nova York enfrentou inúmeros problemas de corrupção, com policiais recebendo propinas de traficantes ou de casas de apostas. Frank Serpico ingressou na polícia em 1959.

Seus objetivos eram: não se desviar do caminho certo, deter o crime e ser um policial honesto. Quando optou por não se envolver em esquemas de suborno, passou a ser transferido de uma delegacia para outra, até ser baleado numa emboscada. O policial lutou por transparência dentro da polícia e passou a informar repórteres e membros da equipe do prefeito para esclarecer os eventos questionáveis. No entanto, em vez de ser reconhecido como herói, acabou tornando-se alvo de todos os policiais corruptos da instituição.

Em O homem marcado, John Florio e Ouisie Shapiro narram a história real de Frank Serpico, celebrizado no cinema por Al Pacino, cujo objetivo era desmascarar a corrupção sistêmica da maior força policial dos Estados Unidos.


O homem marcado
Serpico: O policial que desafiou a máfia de farda
Ano: 2024 
Páginas: 160
Idioma: português
Editora: Avis Rara


Corrupção e polícia parecem palavras que sempre vão andar juntas, não é mesmo? E, infelizmente, isso não é um 'privilégio' da polícia brasileira. E em Nova York não é diferente. Policiais corruptos e autoridades coniventes fazem parte desse cenário onde o policial Frank Serpico decide fazer diferente e bater de frente contra esse sistema: além de não se vender aos criminosos que pagavam pequenas fortunas aos policiais que faziam vista grossa para o tráfico e outros crimes, ainda decidiu desmascarar seus colegas de profissão que estavam envolvidos. E olha que estamos apenas na década de 70!

Frank sempre quis ser policial, desde criança queria ajudar as pessoas e mantê-las seguras através dessa profissão. Como criança, ele ainda acreditava que todo policial era honesto e do bem. Mas essa imagem de quase super herói cai por ter terra quando ele entra na academia e dá de cara com colegas corruptos que tinham um esquema tão bem planejado que ninguém ousava confrontá-los ou estaria colocando sua vida em risco. 

Mas nada disso intimida Frank Sérpico. Baseado em uma história real, O homem marcado nos mostra o trabalho de formiguinha solitária que Sérpico empreende como policial disfarçado para limpar a sujeira da polícia de NY. Adaptada para o cinema na década de 70, com Al Pacino no papel principal, a história de Sérpico já foi contada em diversos outros livros, mostrando não só um dos maiores casos de corrupção de todos os tempos em NY, mas mostrando a coragem e o caráter de um cara que entrou para história por ser honesto onde isso não deveria ser excessão, e sim, regra. 

O príncipe, Maquiavel



Esta obra constitui uma leitura essencial para quem deseja aprender a navegar melhor em ambientes competitivos e prosperar. Os princípios de Maquiavel fornecem uma base sólida para o jogo da vida em sociedade e, a despeito de muitas interpretações equivocadas, não são uma ferramenta para maldosos. Antes, servem como uma preparação para quem não deseja se tornar uma vítima constante das armadilhas do mundo.

Escrito em 1513, O príncipe só foi publicado em 1532, cinco anos após a morte de Nicolau Maquiavel. E alcançou já em sua época enorme repercussão, devido ao papel fundamental que a obra representa na construção do conceito de Estado, tornando-se a peça-chave para um bom desenvolvimento do cenário político e a segurança da sociedade.

Com o avanço das décadas, O príncipe não perdeu a atualidade e continua a ser visto como um tratado político para modelar a estrutura governamental dos tempos modernos.


O Príncipe
Ano: 2023 
Páginas: 96
Idioma: português
Editora: Avis Rara

“A soberania se conquista através da astúcia e da traição, conserva-se através da mentira e do homicídio, perde-se pela lealdade e pela compaixão”.


Curiosa para realmente entender o uso do termo 'maquiavélico', me enveredei por essa leitura aparentemente curta mas que demora um pouco para ser feita justamente pela linguagem do autor e pela complexidade dos assuntos abordados.

" Os homens hesitam menos em ofender quem inspira amor do que quem inspira medo. "

Escrito em 1513, quando Maquiavel foi banido da França sob a acusação de conspiração contra o governo por ser um oficial republicano em um momento de grandes transformações políticas, o livro parece ser uma tentativa de mostrar todo o seu conhecimento político e cair nas graças do próximo príncipe governante ensinando, principalmente, o que fazer para conquistar e manter o poder.

“Quem vence não quer amigos suspeitos e que não ajudem nas adversidades; quem perde não te aceitará porque não quiseste, de armas na mão, correr a mesma sorte”.

Maquiavel acreditava que todos os governos tem que controlar o povo para evitar conflitos e devem pensar no coletivo para evitar que o egoísmo, inerente ao ser humano, prevaleça em relação ao bem estar de todos. Para isso, o governante tem que passar a imagem de um ser piedoso, humano, fiel, integro e religioso, mesmo que ele não seja nada disso; deve desconfiar de todos; além de ter sorte, ser um bom mediador e saber tomar decisões rápidas. Isso sem falar na dúvida entre ser temido ou ser amado. Baseado nessas ideias, dá pra perceber que ele acreditava no governo como uma espécie de salvador da pátria, sem o qual viveríamos numa barbárie.

" Daí nasce uma controvérsia, qual seja: se é melhor ser amado ou temido. Pode-se responder que todos gostariam de ser ambas as coisas; porém, como é difícil conciliá-las, é bem mais seguro ser temido que amado, caso venha a faltar uma das duas. "

Na verdade, acredito que Maquiavel foi muito corajoso ao falar exatamente como as coisas se desenrolam nos bastidores do poder e o que é feito pelos que lá estão para permanecerem em seus postos, mesmo que seja necessário enganar o povo. Poucas vezes vi uma leitura tão atual...

“Nunca foi sensata a decisão de causar desespero nos homens, pois quem não espera o bem não teme o mal.”

" Um sinal de inteligência é a consciência da própria ignorância. "

" Nunca tente ganhar pela força o que pode ser ganho pelo engano. "

" As injúrias devem ser feitas todas de uma só vez, a fim de que, saboreando-as menos, ofendam menos: e os benefícios devem ser feitos pouco a pouco, a fim de que sejam mais bem saboreados. "

 

" Nenhum indício melhor se pode ter a respeito de um homem do que a companhia que frequenta: o que tem companheiros decentes e honestos adquire, merecidamente, bom nome, porque é impossível que não tenha alguma semelhança com eles. "

A revolução dos bichos, George Orwell


Publicado 75 anos atrás, A revolução dos bichos mantém em sua narrativa alegórica uma reflexão fundamental para os nossos tempos. No entanto, a correlação com os fatos que inspiraram o autor a escrevê-la quase sempre foi omitida. Aqui apresentamos a obra como ela, de fato, é: uma crítica contundente a Revolução Russa, ao socialismo real que foi posto em prática e a figuras como Marx, Lenin e Trotsky. Sátira política devastadora e fábula moral espirituosa, na tradição de Esopo, La Fontaine, Swift e Voltaire, narra a rebelião dos animais de uma granja contra o dono da propriedade, em busca de uma vida melhor. Porém, não muito tempo depois, os elevados ideais de liberdade, justiça e igualdade são traídos e um novo regime de opressão substitui a tirania anterior. “Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que os outros” passa a ser o único mandamento em vigor e condensa em poucas palavras como o poder corrompe até mesmo as causas mais nobres. Em A revolução dos bichos, Orwell, espírito independente e radical nato, desencantado com os descaminhos da Revolução Russa de 1917, satiriza, por meio de uma fábula, o totalitarismo do regime stalinista, feito de mentiras, traições e terror.

A revolução dos bichos
George Orwell
Ano: 2021 
Páginas: 160
Idioma: português
Editora: Avis Rara


Sempre quis ler Geroge Orwell e, enfim, chegou a hora com essa edição fofa da Faro com capa em alto relevo e ilustrações que abrem cada capítulo contribuindo para que o autor mergulhe no mundo da Granja do Solar e de seus habitantes.

Fábula - curta narrativa, em prosa ou verso, com personagens animais que agem como seres humanos, e que ilustra um preceito moral.

Nessa fábula, Major, um porco que está prestes a morrer, conta para os animais da fazenda sobre o seu sonho de uma revolução dos animais para que eles não mais se matassem de trabalhar em benefício dos seres humanos, mas que eles trabalhassem em benefício próprio, como uma comunidade.

Com a negligência cada vez maior dos seus donos e a morte de Major, os animais organizam uma revolta, expulsam da fazenda todos os humanos e criam um regime próprio de governo cuja premissa básica é que os animais são bons e amigos enquanto humanos são maus e inimigos. Além disso todos trabalham de maneira igual e o fruto do trabalho também é dividido igualmente para todos. 

Tudo parece perfeito até que os porcos, se considerando mais inteligentes que os outros animais, passam a dar ordens e exigir mordomias por acreditarem que o trabalho intelectual que eles fazem de liderar e organizar é mais importante que o trabalho braçal do restante dos animais. Aos poucos, as mudanças são absurdas e eles passam a agir quase como humanos, usando roupas, andando sobre duas patas e morando na casa que antes era do proprietário da fazenda, contrariando tudo o que os 7 mandamentos iniciais pregavam.

Assim, o regime antes igualitário, volta a ter as mesmas características de quando eles eram servos dos humanos, só que agora são explorados por um semelhante. 

“As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem quem era porco.”
E aqui vou me dar o direito de não olhar o livro sobre a ótica da política, nem a da época em que foi escrito nem a atual. Mas quero falar sobre o ser humano em sua essência e de como o ser humano é corruptível ao menor sinal de poder que lhe é dado ou tomado; de como os seres humanos são capazes de, por um detalhe ínfimo, ou até mesmo por nenhum, acreditarem serem merecedores de algum benefício em detrimento do seu igual ou mesmo que isso desmereça ou desfavoreça o seu semelhante; de como somos capazes de pensar em nosso benefício próprio mesmo que grande parte da humanidade não tenha nem o básico.

“Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que os outros”

Acredito que o que acontece na política é apenas um reflexo do ser humano que nos tornamos e da maneira como agimos no dia-a-dia. A solidariedade e a empatia não devem se sobrepujar à ambição e à ganância.


Lançamentos Faro Editorial - Janeiro/2021


Ela está mentindo para descobrir a verdade

Quando Jessica Farris se inscreve para um estudo conduzido por um grupo de psicologia, ela pensa que tudo o que precisa fazer é responder a algumas perguntas, receber seu dinheiro e ir embora.

Mas à medida que as perguntas ficam mais invasivas, Jess começa a sentir como se soubessem o que ela está pensando… e, pior, o que está escondendo.

Conforme a paranoia de Jess aumenta, fica claro que ela não pode mais confiar no que é real em sua vida e o que são experimentos manipulados pelo grupo de pesquisa. Agora, presa em uma teia de incertezas, Jess rapidamente aprende que algumas obsessões podem ser mortais.



Publicado 75 anos atrás, A revolução dos bichos mantém em sua narrativa alegórica uma reflexão fundamental para os nossos tempos. No entanto, a correlação com os fatos que inspiraram o autor a escrevê-la quase sempre foi omitida. Aqui apresentamos a obra como ela, de fato, é: uma crítica contundente a Revolução Russa, ao socialismo real que foi posto em prática e a figuras como Marx, Lenin e Trotsky. Sátira política devastadora e fábula moral espirituosa, na tradição de Esopo, La Fontaine, Swift e Voltaire, narra a rebelião dos animais de uma granja contra o dono da propriedade, em busca de uma vida melhor.

Porém, não muito tempo depois, os elevados ideais de liberdade, justiça e igualdade são traídos e um novo regime de opressão substitui a tirania anterior. “Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que os outros” passa a ser o único mandamento em vigor e condensa em poucas palavras como o poder corrompe até mesmo as causas mais nobres.

Em A revolução dos bichos, Orwell, espírito independente e radical nato, desencantado com os descaminhos da Revolução Russa de 1917, satiriza, por meio de uma fábula, o totalitarismo do regime stalinista, feito de mentiras, traições e terror.



“Lembro quando tu me dizias dos teus sonhos de felicidade! que mal faria a deus os nossos inocentes desejos?”

Duas famílias rivais, um amor proibido e uma série de trágicos acontecimentos…

Cento e sessenta anos atrás, Camilo Castelo Branco partiu de sua história pessoal e familiar para escrever um dos maiores clássicos da literatura portuguesa: Amor de Perdição.

Considerada uma das principais obras do movimento ultrarromântico, marcado por idealizações do amor, paixões arrebatadoras e dores que afetam intensamente a alma, este romance, inspirado em Romeu e Julieta, atravessa décadas com a jovialidade de seus protagonistas: Simão, Teresa e Mariana.

Simão, um jovem de 16 anos, comete um crime contra o pretendente de sua amada. É jogado na cadeia enquanto espera sua pena: prisão ou exílio nas Índias. Teresa é igualmente afetada, posta em clausura, e Mariana, a jovem humilde que alimenta secretamente uma paixão por Simão, vive todas as emoções de um amor platônico, devotado, com fios de esperança de um dia ser correspondida.

Esta é a obra integral do livro escrito no século XIX adaptada para o português moderno.



O pior ano de todos os tempos. O que podemos esperar?

A pandemia de Covid-19, que se espalhou pelo planeta, já matou mais de um milhão e meio de pessoas e impôs regras de confinamento social a populações inteiras, gerando recessão e desemprego em uma escala inimaginável, não foi a única tragédia de 2020.

O ano também ficará marcado pela escalada da insanidade provocada pela polarização política e pela consolidação de uma agenda que inclui a defesa da censura, a perseguição a adversários e, na prática, a ditadura das minorias – tudo isso em nome da defesa da democracia.

Luciano Trigo examina as agendas por trás das diferentes manifestações desse fenômeno na vida cotidiana, sempre buscando apontar caminhos para a sua superação. E alerta para os riscos decorrentes da erosão dos valores compartilhados, sem os quais nenhuma sociedade consegue sobreviver.

Uma leitura necessária para entender os tempos muito estranhos que estamos vivendo – e para manter o equilíbrio e a sanidade em meio à nova guerra de narrativas.

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Lançamentos Faro Editorial - Outubro/2020

 

Era só mais uma lenda urbana, uma espécie de rito de passagem para os alunos do segundo ano da Escola Preparatória Westmontt. Tudo o que você deveria fazer era seguir as coordenadas, manter sua vela acesa e torcer para não se deparar com o Homem do Espelho. Até que no verão de 2019 algo deu errado. Sete alunos estavam na floresta, mas somente cinco sobreviveram àquela noite. E agora, apenas dois estão vivos e sabem o que realmente aconteceu...

A Faro Editorial lança este mês “Nunca Saia Sozinho”, quinto livro do autor best-seller Charlie Donlea. Completando um ano na lista dos livros mais vendidos de ficção do Brasil com “A Garota do Lago”, Donlea volta neste thriller assustador sobre um crime brutal em um colégio interno, que trará uma das personagens mais queridas do leitor de volta, a investigadora forense Rory Moore.

Tudo parecia solucionado para a polícia e a direção do colégio. Dois jovens foram brutalmente assassinados numa espécie de iniciação entre estudantes do segundo ano, e ao que tudo indicava, o culpado era um dos professores do colégio, que tentou suicídio e agora jazia vegetando num hospital psiquiátrico.

Mas para a jornalista investigativa Ryder Hillier alguma peça estava faltando e ela queria descobrir, além do desejo de esfregar na cara de Mack Carter, um  jornalista engomadinho que roubou a história dela e agora tinha toda a atenção da mídia com seu podcast. Até que um fato os coloca juntos na trilha de um dos sobreviventes daquela fatídica noite: Ryder e Mack encontram o garoto morto, próximo ao lugar da tragédia. Afinal por que esses adolescentes estão voltando ao local onde tudo aconteceu e tirando suas vidas?

É essa dúvida que vai levar até a pequena cidade Rory Moore, acompanhada de seu parceiro Lane Philips, vão buscar as peças que faltam nesse quebra-cabeças, e se envolvem numa história sombria, cheia de segredos, mortes e suspeitos. E, da pior maneira, vão descobrir que não podem ficar sozinhos, nem um minuto sequer!

 

Um dos maiores clássicos da literatura mundial, que forma e conquista leitores a gerações, que narra uma das mais belas histórias sobre amizade, amor e respeito, ganha nova edição pela Faro Editorial este mês.

O Pequeno Príncipe é uma das obras literárias mais lidas no mundo e isto se deve à sua capacidade de revelar, a cada pessoa, significados diferentes, profundos, diante de uma história aparentemente simples.

Nesta nova edição, você terá a chance de revisitar asteroides, planetas e baobás, encontrar uma certa raposa e admirar uma rosa muito especial. Escrito há mais de 70 anos, este livro é um dos favoritos de todos os apaixonados por literatura. E, até quem não tem o hábito de leitura, se encanta pela doçura do pequeno príncipe.

Ilustrado com as aquarelas do autor, a obra narra a amizade entre um piloto perdido no deserto e seu amigo inesperado, o pequeno príncipe. Seja esta a sua primeira leitura ou se já perdeu as contas de quantas vezes leu a história: prepare-se para se emocionar.


Uma das maiores escritoras negras do Brasil, a primeira e ter reconhecimento nacional ainda em vida de sua obra; cronista, jornalista, romancista, contista e tradutora Ruth Guimarães será publicada pela Faro Editorial a partir deste mês: “Contos negros” e “Contos índios”. 

Os contos presentes nestes livros foram extraídos unicamente da tradição oral dos povos do Vale do Paraíba, no encontro entre três estados, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. A autora seguiu, na produção desses textos, técnicas de coleta folclórica que aprendeu com o professor, Mário de Andrade, entre os anos de 1942 e 1944. 

Autora de mais de 50 publicações entre ensaios folclóricos, romance, contos, traduções, crônicas e reportagens, também atuou como professora que formou várias gerações. Era membro da Academia Paulista de Letras e cultivou grandes amizades ao longo de sua história, entre eles Érico Veríssimo, um fã declarado de suas crônicas e o primeiro a aclamar a obra “Água Funda”, publicado em 1946. Ruth Guimarães teve trajetória marcada não só pela literatura, com as 51 obras que publicou, entre ensaios folclóricos, romance, contos, traduções, crônicas e reportagens, mas também como professora que formou gerações. 

Entre seus alunos se destacam escritores como Severino Antônio e Regis Morais, e médicos como Aurelino Ferreira Júnior. Uma autora brasileira que merece ser celebrada, e que mantém seu legado vivo entre nós. Sua trajetória de pesquisadora da cultura popular e do folclore, associada a uma intensa produção erudita no campo da tradução e da crítica literária, a colocam no cenário dos grandes intelectuais brasileiros. A coleção ainda conta com dois outros livros que serão lançados no próximo ano: Contos entre o Céu e a Terra e Contos de Encantamento. 

Sobre “Contos negros” 
Ruth Guimarães soube reter da palavra contada sabedoria e continuidade: a ancestralidade viva, que atravessa territórios, corpos e histórias. Buscou essas histórias, recolheu-as, recantou-as, nos ofertando o prazer da escuta, esta chave de mil portas. De sua pesquisa e procura muitos caminhos se abrem e todos se cruzam, revelando uma rede de variados fios num tecido comum, num manto colorido. Neste livro encontramos paisagens, sínteses e imaginários que dão trilha à cultura popular brasileira, profundamente negra, em suas recriações e remodelagens do cristianismo sincrético e familiar; no jogo das transfigurações de corpo homem-mulher-animal; no idioma das águas doces ou salsas, de mina ou cachoeira. Em Contos Negros, África, como ela diz, é matéria universal, e flui. Fernanda R. Miranda–Estudiosa da obra de Ruth Guimarães 
Sobre “Contos índios” 
Este importante livro da saudosa Ruth Guimarães é um documento essencial para não esquecermos nossas próprias origens ancestrais. Creio, aliás, que este é um dos principais motivos pelo qual se escrevem livros: para não nos permitirmos esquecer o passado e, consequentemente, nosso pertencimento a um mundo em transformação. As histórias indígenas devem ser lidas com o coração. A cabeça não consegue chegar onde os sentimentos chegam. A cabeça costuma fazer juízos de valor; o coração apenas sente porque se abre ao mistério de existir. Daniel Mundukuru - professor e escritor indígena

No mês de outubro, a Faro Editorial chega com uma novidade para o mercado editorial, o lançamento do selo Avis Rara, voltado para os livros de ciências sociais. 

E para inaugurar as publicações do novo selo, a editora lança o novo livro do jornalista e escritor Guilherme Fiuza, “Fake Brazil – a epidemia de falsas verdades”, que entrará em pré-venda nesta semana.

Simbolizado pela águia bicéfala, ser mitológico que representa inúmeras tradições e significados no decorrer de toda a história, além de ser o animal cujo destaque é o alcance de sua visão.

O novo selo vai concentrar os livros de não-ficção da editora, trazer clássicos do pensamento liberal, economia, apresentar novos autores nacionais e internacionais nas áreas de ciências sociais e comportamento, e incentivar a pluralidade de raciocínio e conhecimento.