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Lançamentos da semana - Editora Record

O PRÍNCIPE LEOPARDO | Elizabeth Hoyt | Record
Lady Georgina Maitland não quer um marido, embora ela pudesse ter um bom administrador para cuidar de suas propriedades. Ao pôr os olhos em Harry Pye, Georgina percebeu que não estava lidando apenas com um criado, mas com um homem.Harry conheceu muitos aristocratas — incluindo um nobre que é seu inimigo mortal. Mas nunca conheceu uma dama tão independente, desinibida e ansiosa para estar em seus braços. Ainda assim, é impossível ter um relacionamento discreto quando ovelhas envenenadas, aldeões assassinados e um magistrado furioso tumultuam o condado. Os habitantes culpam Harry por tudo. Enquanto tenta sobreviver em meio à desconfiança e manter o pescoço de Harry longe da forca… Georgina não quer perder outra noite de amor.
 
GÊNESE | Karin Slaughter | Record
Convidada da Bienal do Livro deste ano, Karin Slaughter é uma das mais importantes autoras de thrillers policiais nos Estados Unidos, com livros que já venderam cerca de 35 milhões de exemplares. Em “Gênese”, a história começa com uma paciente que chega à emergência de um hospital gravemente ferida. Aparentemente, ela foi atropelada por um carro mas, completamente nua e com marcas de tortura pelo corpo, ela parece ter sido vítima de uma mente muito perturbada. Sob os cuidados da médica Sara Linton, a vítima origina uma investigação policial. O detetive Will Trent logo descobre uma câmara subterrânea que mostra que ela não foi a única vítima desse criminoso. Agora, Will e a parceira, com a ajuda da dra. Linton, terão que buscar o assassino, que continua agindo mesmo depois de ter seu esconderijo descoberto.

A CAÇA AO SNARK | Lewis Carroll e Chris Riddell | Galera
Há anos fora das prateleiras brasileiras, o poema nonsense de Lewis Carroll, autor de “Alice no país das maravilhas”, ganha esta edição luxuosa com ilustrações de Chris Riddel e tradução da poeta Bruna Beber. No texto, Carroll versa sobre os Snarks: criaturas difíceis de definir mas fáceis de identificar pelo paladar nítido e incoerente; hábito de acordar tarde; lentidão em fazer graça; fascínio por carrinhos de banho, levando o seu consigo debaixo de chuva ou de sol; e finalmente, mas não menos importante, por sua enorme ambição, que distingue os penosos mordedores dos bigodudos arranharentos.


UM DIA EMBARAÇADO (VOL. 5 ERA OUTRA VEZ) | Sarah Mlynowski | Galera Junior
Na série “Era outra vez”, a autora Sarah Mlynowski acompanha os irmãos Abby e Jonah enquanto eles se perdem em clássicas histórias de contos de fadas bagunçando toda a vida dos personagens. Depois das histórias da Branca de Neve, da Cinderela, da Pequena Sereia e da Bela Adormecida, deste quinto volume eles acabam encontrando Rapunzel e não resistem: sobem pelas famosas tranças. Mas quando ela resolve dar uma aparadinha no cabelo, ele fica curto demais e os irmãos acabam presos na torre.





DIÁRIO DE UMA VOLÁTIL | Agustina Guerrero | BestSeller
Uma balzaquiana de camisa listrada que vê a vida de forma peculiar. Essa é “Volátil”, alterego da ilustradora argentina Agustina Guerrero, que vem encantando o mundo com suas ilustrações. Os desenhos retratam seu dia a dia, as coisas que a fazem sorrir, chorar, sentir vergonha, medo e preguiça. Registros pessoais, mas que deixam a sensação de que todo mundo é meio parecido nos sentimentos e nas sutilezas da vida.



A GAROTA DAS SAPATILHAS BRANCAS| Ana Beatriz Brandão | Verus
Ele foi o farol que a salvou da escuridão. Ela devolveu as cores ao mundo dele. Daniel Lobos vive a vida plenamente. Dono de um coração enorme, o jovem divide seu tempo entre duas paixões: a música e as causas sociais. Até que seu caminho cruza o de Melissa, uma bailarina preconceituosa e mesquinha, que põe à prova aquilo em que ele mais acredita: que todo mundo merece uma segunda chance. Spin-off de “O garoto do cachecol vermelho”, este novo romance mostra, através das lembranças de diversos personagens já conhecidos e amados pelo leitor, como as nossas decisões podem afetar o nosso destino. Respire fundo e venha descobrir o que levou Daniel a ter tanta fé em Melissa, quando ninguém mais acreditava nela. Toda história tem dois lados, e agora é a vez de conhecer a do garoto do cachecol vermelho.




UM PEQUENO FAVOR | Darcey Bell | Bertrand Brasil
O livro de estreia de Darcey Bell é um daqueles fenômenos que já foi traduzido para diversos idiomas e teve os direitos cinematográficos comprados pela Fox.Quando sua melhor amiga, Emily, pede a Stephanie para buscar seu filho Nicky na escola, ela concorda. Nicky e seu filho, Miles são melhores amigos — exatamente como ela e Emily. Mas Emily desaparece. Ela não atende ao telefone ou responde às mensagens. Stephanie sabe que algo está errado. Aterrorizada, ela busca ajuda nos leitores do seu blog. Até que ela e Sean, marido de Emily, recebem notícias chocantes: Emily está morta. Ou será que não?

À convite: Mylena Suarez - Sra. Poe, Lynn Cullen - @Record

Um escritor e seus demônios, uma mulher e seus desejos, uma esposa e sua vingança
1845: O Corvo, de Edgar Allan Poe, alcança os padrões de perfeição literária e está no auge da moda – sucesso com o qual uma poetisa esforçada como Frances Osgood só pode sonhar. Apesar de não ser grande fã dos escritos de Poe, ela vê com entusiasmo a chance de conhecê-lo e, em um sarau literário, fica atraída por sua magnética presença – e pela surpreendente revelação de que ele admira o seu trabalho. Flerte e sedução culminam em um romance proibido. Mas quando a frágil mulher de Edgar insiste em se tornar amiga de Frances, o relacionamento se torna tão ambíguo e tortuoso quanto um dos contos de Poe. Inspirado na vida e na escrita de Poe e Osgood, e baseado em autênticos detalhes históricos, Sra. Poe é uma história de tragédia e perda envolta em uma aura de paixão e vitalidade.
Sra. Poe
Lynn Cullen 
Ano: 2016
Páginas: 400
Editora: Bertrand Brasil


Primeiro quero começar agradecendo à galera do Minha Velha Estante pela oportunidade de resenhar para eles e ainda por ter a chance de ler um livro que me surpreendeu muito. Vamos lá….

O livro é narrado em primeira pessoa pela poeta Frances Osgood que, diante do sumiço do marido, se vê morando de favor na casa de uma amiga e tendo que sustentar as duas filhas do casal. Ela tenta, sem sucesso, vender seus poemas para uma editora que a sugere escrever coisas mais misteriosas e macabras por conta do sucesso do poema “O Corvo”, de Edgar Alan Poe. Ao ler o poema, ela fica indignada em ter que escrever algo semelhante.

Lendo com a Dani: Socorro, meu vídeo bombou na Internet!, Marni Bates

Ela era uma aluna dedicada e invisível... até viralizar na internet

Mackenzie Wellesley é o tipo de aluna em que as pessoas só reparam quando precisam de ajuda com o dever de casa. Isso é, até que ela sem querer mandar um jogador do time da escola escada abaixo com um golpe acidental de sua mochila e faz uma desastrosa tentativa de reanimação por massagem cardíaca. Antes do fim do dia, todo o fiasco vai parar no YouTube. E quando Mackenzie se dá conta das dimensões do acontecido, já é tarde demais: o vídeo do incidente se tornou uma sensação na rede, com mais de 4 milhões de visualizações. Agora, levada por um redemoinho de astros do rock, paparazzi e roupas de grife grátis, Mackenzie precisa descobrir um jeito de conciliar esse caos à sua vida de garota normal. E quando começa a receber até mesmo olhares do cara mais popular do colégio, ela percebe que essa fama pode ser bem interessante...
Socorro, meu vídeo bombou na internet (Awkward)
Autora: Marni Bates
Editora Bertrand Brasil (2016)
320 páginas

Preparem-se para rir muito com Mackenzie Wellesley, uma garota estudiosa, trabalhadora, desastrada, mas uma amiga leal e filha empenhada!

Entre tropeços e boa vontade essa nerd atrapalhada e invisível estará sob os holofotes.

Lançamentos Bertrand Editora

Sebastian Rudd não é o típico advogado da rua. Tem o seu escritório numa carrinha à prova de balas, munido de wi-fi, um bar, um pequeno frigorífico, assentos de cabedal, um compartimento escondido para a arma e um motorista armado até aos dentes. Não pertence a uma firma, não tem sócios, nem associados. O seu único funcionário, o motorista, é também seu guarda-costas, administrativo, confidente e caddy no golfe. Vive sozinho numa penthouse pequena, mas extremamente segura, e a sua principal peça de mobiliário é uma mesa de bilhar vintage. Bebe bourbon e anda armado.
Sebastian defende pessoas de quem os outros advogados nem sequer se aproximariam: um miúdo cheio de tatuagens na pele e drogas no corpo, que diz pertencer a um culto satânico, acusado de abusar sexualmente de duas meninas e de as matar; um perverso chefe do crime organizado que agora se encontra no corredor da morte; um homem preso por disparar contra uma equipa das forças especiais SWAT, que lhe invadiu a casa por engano. Porquê estes clientes? Porque ele acredita que toda a gente tem direito a um julgamento justo, mesmo que para tal ele, Sebastian, tenha de fazer batota.
Detesta injustiças, não gosta de seguradoras, bancos ou grandes empresas; desconfia do governos a todos os níveis e ri-se do conceito de ética do sistema judicial. Sebastian Rudd é uma das personagens mais coloridas e ousadas de Grisham.


O Labirinto de Ossos é uma obra-prima de engenho e intriga que atravessa 50 000 anos da história da humanidade. James Rollins, autor best-seller do New York Times, leva-nos até ao próximo grande passo da humanidade. Mas será que ele precede mais um marco no nosso desenvolvimento… ou a nossa extinção? Nas remotas montanhas da Croácia, um arqueólogo faz uma estranha descoberta: uma capela católica subterrânea, escondida há séculos, onde se encontram os ossos de uma mulher do Neandertal. Nessas mesmas grutas, elaboradas pinturas rupestres contam a história de uma imensa batalha entre tribos neandertais e umas figuras obscuras e sinistras. Quem será esse misterioso inimigo? Antes da possibilidade de quaisquer respostas, a equipa de investigação é atacada, ao mesmo tempo que um centro de investigação de primatas. Haverá ligação entre os dois ataques? Quem está por trás deles? A procura da verdade levará Gray Pierce, da Força Sigma, 50 000 anos atrás, para chegar à origem da inteligência humana. Porém ver-se-á mergulhado numa batalha cataclísmica pelo futuro da humanidade, uma batalha que se estende a todo o globo… e além dele.

Este livro nasceu de trabalhos de um conjunto de autores para os quais o conceito de Estado Social corresponde a uma forte política redistributiva que defina regras de proteção do rendimento pessoal dos trabalhadores e das suas condições de vida. A redistribuição é aqui entendida como a conjugação de pelo menos quatro políticas essenciais (pensões mas também formas de proteção social com o apoio ao rendimento no desemprego e na doença; serviço nacional de saúde; educação pública; e habitação), mas é a primeira que é discutida. Conhecendo as dificuldades e resistências ao desenvolvimento dessas regras sociais, o livro apresenta perguntas e sugere respostas sobre a Segurança Social. Muitas destas questões são as mais correntes, muitas delas as mais difíceis. E, mesmo quando os autores discutem respostas diferentes, partem de uma preocupação comum: os sistemas de proteção social são formas essenciais da democracia. Procura-se, por isso, responder com cuidado, com informação estatística, com os documentos de referência e com grande inquietação. O futuro da Segurança Social tornou-se um dos temas mais importantes das pressões internacionais sobre o Estado português e um dos debates nacionais mais intensos. Responde-se a esse debate com este livro. Contra as ideias feitas, estudamos os dados concretos; contra as ideias simples, apresentamos soluções detalhadas; e contra as soluções destruidoras, o livro mostra que se pode construir um sistema sólido de segurança social, que garanta o futuro do contrato inter-geracional que é o pilar da democracia.

Resenha da Drica: A Filha do Pastor das Árvores - O Povo das Árvores, Livro 01, Gillian Summers - Bertrand

Nome Original: The Tree Shepherd's Daughter

Autora: Gillian Summers

Tradutora: Flávia Carneiro Anderson

Páginas: 280

Editora: Bertrand

Sinopse:
Com a morte da mãe, Keelie Heartwood, uma jovem de apenas quinze anos, é forçada a deixar sua adorada Califórnia para viver com o pai nômade no Festival da Renascença de Montanha Alta, no Colorado. Lá, coisas estranhas começam a acontecer — estranhas, mas familiares. Keelie percebe que algumas pessoas do festival têm orelhas pontudas, incluindo o cavaleiro mais bonito do lugar, Lorde Sean do Bosque. Quando ela começa a ver seres estranhos e a se comunicar com árvores, descobre que existe um segredo a seu respeito e percebe que seu pai lhe deve explicações.

Vamos conhecer a história de Keelie, garota da Califórnia, 15 anos, ou pelo menos a parte que ela conhece. O restante, o que ela ainda não sabe, descobriremos junto com ela. Ela acaba de perder a mãe num acidente de avião e tem que morar com o pai que só tinha visto quando ainda era uma criancinha. Como se isso já não fosse o suficiente, Keelie tem sua bagagem extraviada e tem que conviver com a turma medieval/hippie do pai que mora em um parque florestal. Ah, sem contar que Keelie acredita ter alergia a madeira, pelo menos foi o que sua mãe sempre disse.

Keelie viverá em um modo novo, totalmente diferente do que ela está acostumada. De início será obrigada a usar roupas medievais, já que a sua bagagem está perdida em algum lugar do mundo. Terá que conviver com apresentações de briga na lama, piratas sedutores e cafajestes, muitas árvores e animais silvestres, tudo regado a um clima de Renascença. 

Mas ela já tem um plano para fugir de tudo isso e voltar para a Califórnia... Porém a sua determinação começa a ser fragilizada a medida em que ela começa a curtir a beleza do lugar, conhecer os seus moradores humanos e não-humanos, estabelecer laços com pessoas e animais e desvendar alguns mistérios.

“Sei que o tempo que passou comigo colocou em xeque seus conceitos a respeito da realidade. O mundo está cheio de criaturas diferentes e, entre as que pensam e raciocinam, os seres humanos formam apenas uma pequena parte.”

Os animais são o ponto forte do livro. Ponto para Knot, o gatinho cheio de personalidade do pai de Keelie e que rouba a cena várias vezes. Arrogante, cheio de vontade e rebelde, ao mesmo tempo em que ajuda Keelie tem a empáfia de fazer xixi em suas roupas íntimas. E para a águia, amiga e companheira de Keelie com a qual parece ter uma comunicação telepática.

Claro que o livro tem um ensaio do que pode vir a ser um romance: Keelie se encanta por Lorde Sean do Bosque, aparentemente namorado de Elia, garota chata e mimada, filha de Elianard, um elfo muito suspeito.
A ação começa com o aparecimento do Barrete Vermelho, um duende do mal, que tentará matar Keelie e atrapalhar a vida de todos no festival. A partir daí é que Keelie tomará conhecimento de quem realmente ela é  e do que ela é capaz. 

É uma leitura leve e despretensiosa, que flui naturalmente, cheia de aventuras e revelações. Sem grandes dramas, já que o principal conflito da personagem principal que seria o abandono do pai será logo revelado. É um livro que fala sobre diferenças, mas com muita sutileza, fala sobre se manter aberto ao diferente e aproveitar o que o seu destino tem a lhe oferecer. Fala sobre família, sobre o sentimento que mantém um grupo de pessoas unidas por laços de sangue mesmo que a distância as mantenha afastadas por um tempo.

A história, para não fugir à regra, é uma trilogia:

O Povo das Árvores - Gillian Summers

1- A Filha do Pastor das Árvores
2- No Coração da Floresta
3- The Secret Of The Dread Forest

                  
Enfim, eu recomendo muito o livro, principalmente se você estiver procurando uma leitura leve, com aventura e descobertas...

Amor de mãe??!!

Constance Briscoe

"Acredito que sou ótima mãe"

Juíza inglesa conta em entrevista à ISTOÉ os motivos que a levaram a escrever o livro em que narra as agressões físicas e psicológicas que sofreu da própria mãe.

Confira abaixo a entrevista com a inglesa Constance Briscoe, de 52 anos, autora de "Feia - a história real de uma infância sem amor” (Ed. Bertrand), feita pela jornalista Suzane G. Futuoso, da Revista ISTOÉ. Após o lançamento do livro, a mãe da escritora, Carmen, tentou processá-la por causa da obra. Perdeu.

Istoé - Por que a senhora resolveu falar abertamente sobre os abusos sofridos na sua infância?
Constance Briscoe - Sempre pensei em escrever sobre minha história. A primeira vez que fiz isso foi quando meu filho mais velho nasceu, em 1987. Mas nunca passei do primeiro capítulo. Na época, resolvi apenas tocar a vida. Depois, escrevi porque gostaria que meus filhos conhecessem mais sobre minha luta e que eu não tinha vergonha do meu passado. Ao mesmo tempo, não desejava criá-los sob o estigma de uma mãe que sofreu abusos. Eles nunca poderão dizer que falharam na vida porque a mãe deles teve uma vida difícil.
Istoé - Quantos anos a senhora ficou sem falar com sua mãe?
Constance - Quando ingressei na universidade foi a última vez que falei com minha mãe, em 1979. Sem contar nosso encontro no tribunal, a vi em três ocasiões. Uma delas era o funeral do meu pai. Em nenhuma das vezes falei com ela.
Istoé - Qual foi o maior trauma para a senhora?
Constance -  Eu não diria que ainda carrego traumas. Acredito que minha mãe é algo tão distante do meu passado que dificilmente me lembro do impacto que ela causou na minha vida. Mas minha maior dor era nunca ter vivido num lar decente. E saber que eu poderia ser uma péssima mãe no futuro como ela foi. Na verdade, não acredito que possa existir alguém pior do que minha mãe.
Istoé - A senhora se submeteu a algumas cirurgias plásticas. Por quê?
Constance - Tive algumas dificuldades para aceitar minha aparência, provavelmente por causa dos problemas com minha mãe. Eu mudei o nariz, a boca, os olhos e os pés.
Istoé - A senhora definiria sua mãe como tóxica?
Constance - Se isso significa ser incapaz de educar os filhos e fazer do lar um ambiente destrutivo, transformando a infância num período de medo, com certeza minha mãe é tóxica.
Istoé - Acredita que cortar relações com pais abusivos é a melhor solução?
Constance - Uma das razões pelas quais me tornei bem-sucedida é justamente ter saído daquele ambiente ruim bem cedo. Alguns de meus irmãos e irmãs, que permaneceram na casa da minha família, não se realizaram como poderiam. Há muitos casos de crianças que quando adultos venceram na vida porque foram retiradas de ambientes negativos o quanto antes. É um erro acreditar que o fato de uma mulher dar a luz faz dela naturalmente uma boa mãe.
Istoé - Como a senhora se sentiu quando soube que sua mãe estava a processando por causa do livro?
Constance - Assim que minha mãe descobriu que eu publicaria o livro sobre minha infância, ela tentou me impedir. Foi aos jornais dizendo que eu era uma mentirosa e que estava sendo vítima de uma maldade. Disse também que meu padrasto nunca havia encostado um dedo em mim, o que era mentira. Mas fiquei mesmo decepcionada foi com meus irmãos, que confirmaram o que minha mãe dizia. Isso porque uma das coisas que descobri, durante o julgamento, foi que ela abusou de outros filhos depois de mim. Arquivos do serviço social de Londres provam que minha mãe tentou colocar uma das minhas irmãs em um canil! Alegou que a menina era um cão! Como não conseguiu, botou minha irmã para fora de casa. No julgamento, ela negou. Mas os arquivos comprovaram.
Istoé - O que seus filhos dizem sobre sua história?
Constance - Eles compreendem. Agora, eles sabem os detalhes e têm um enorme orgulho e respeito por mim. A mãe deles, que veio do nada, começou do zero e venceu, é uma inspiração.
Istoé - Como é para a senhora ser mãe hoje?
Constance - Acredito que sou ótima mãe. Nunca bati nos meus filhos. Eles cresceram com espaço e apoio para se tornarem as pessoas que desejam ser.
Istoé - Por que escolheu ser juíza?
Constance - Porque quero julgar as pessoas de maneira justa, sem preconceito.

Resenha da Drica: A Cruz de Morrigan, Nora Roberts - Bertrand


Editora: Bertrand

Número de páginas: 364


Encadernação:Brochura


Ano Edição: 2011

Primeiro livro da tão aguardada Trilogia do Círculo. Publicado originalmente em 2006 como Morrigan’s Cross, esta não é a primeira história onde Nora Roberts usa o tema sobrenatural. No Legado dos Donovan também temos bruxas e até metamorfose e a série é da década de 90.

Aqui Nora nos mostra sua mestria em escrever romances, adicionando vampiros, sem cair na mesmice que tem pairado por aí.

Sinopse

Eire, região do Chiarrai - 1128

Nos últimos dias do verão irlandês do sec. XII, quando o céu se obscureceu e se encheu de relâmpagos, o feiticeiro contemplava o turbulento mar em cima do escarpado.
Elevando seu grito de pena para a tormenta, Hoyt Mac Cionaoith clama contra o ser demoníaco que levou seu irmão gêmeo, separando-o de sua família. Esse cruel ser é Lilith. Durante milhares de anos, atraiu com seus enganos incontáveis homens condenando-os à imortalidade com seu beijo e lhes roubando a alma. Mas agora, esta poderosa vampira fará o que seja para governar o mundo.

E nesse dia, embora Hoyt não encontre à escura sereia que procurava, receberá a ajuda da deusa Morrigan que lhe outorgará os poderes necessários para cumprir sua ansiada vingança. Em troca, deve encontrar outros cinco companheiros para formar um círculo suficientemente poderoso para destruir Lilith e seu batalhão do mal. Um círculo com seis membros: ele mesmo, a bruxa, o guerreiro, o sábio, aquele que adota várias formas, e aquele que perdeu.

Agora, viajando a Nova Iorque de nossos dias, onde topará com seu gêmeo, agora vampiro, Cian, e Glenna, uma bela bruxa. Mais dois guerreiros, Moira e Larkin, se unirão em sua luta.


E enquanto a paixão surge entre Hoyt e Glenna, os inimigos ressurgirão de entre as sombras e o Círculo de Seis, deverá preparar-se para o momento decisivo de sua confrontação com Lilith.
Sua boca apertou a dele, faminta, os quadris se erguendo e se oferecendo. Ele lutou com o restante das próprias roupas, esforçando-se para devorar o mais que pudesse dela à medida que o calor se acentuava entre os dois...
Paixão e poder açoitaram os dois, levando-os à beira da loucura. Ainda Assim, ela o entrelaçou com as pernas, encarando-o mesmo enquanto as lágrimas atribuíram brilho aos seus olhos.
Ele a sentiu encolher-se sob si, tencionar-se como um arco. Quando a luz explodiu por seu corpo, tudo o que Hoyt pôde fazer foi sussurrar o nome dela.
Pag. 206