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O livro que inspirou a série da Netflix

Em Em 1971, aos 18 anos, Ron Williamson tinha uma carreira promissora como atleta. Acabara de assinar contrato com um time grande de beisebol e de se despedir de Ada, sua cidade natal, para ir em busca do sucesso. Seis anos depois, estava de volta com os sonhos destruídos por um braço lesionado e o vício em bebidas e drogas. Foi morar com a mãe e passava vinte horas por dia dormindo no sofá.
Em 1982, uma garçonete de 21 anos chamada Debra Sue Carter foi estuprada e assassinada brutalmente em Ada. Por cinco anos o crime ficou sem solução, até que uma frágil evidência apontou a investigação na direção de Ron.
A partir daí o herói fracassado foi perseguido, acusado, julgado e condenado à morte. O processo, coalhado de testemunhas mentirosas e provas corrompidas, não só acabou de arruinar a vida já despedaçada de um homem, como permitiu que o verdadeiro assassino ficasse impune.
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A Forma da Água, Guillermo del Toro e Daniel Kraus

A história de Guillermo del Toro que deu origem ao filme vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, recordista de indicações ao Globo de Ouro e um dos mais cotados na corrida do Oscar 2018.
Richard Strickland é um oficial do governo dos Estados Unidos enviado à Amazônia para capturar um ser mítico e misterioso cujos poderes inimagináveis seriam utilizados para aumentar a potência militar do país, em plena Guerra Fria. Dezessete meses depois, o homem enfim retorna à pátria, levando consigo o deus Brânquia, o deus de guelras, um homem-peixe que representa para Strickland a selvageria, a insipidez, o calor — o homem que ele próprio se tornou, e quem detesta ser.
Para Elisa Esposito, uma das faxineiras do centro de pesquisas para o qual o deus Brânquia é levado, a criatura representa a esperança, a salvação para sua vida sem graça cercada de silêncio e invisibilidade.
Richard e Elisa travam uma batalha tácita e perigosa. Enquanto para um o homem-peixe é só objeto a ser dissecado, subjugado e exterminado, para a outra ele é um amigo, um companheiro que a escuta quando ninguém mais o faz, alguém cuja existência deve ser preservada.
Mistura bem dosada de conto de fadas, terror e suspense, A Forma da água traz o estilo inconfundível e marcante de Guillermo del Toro, numa narrativa que se expande nas brilhantes ilustrações de James Jean e no filme homônimo, vencedor do Leão de Ouro em 2017. Uma história cinematográfica e atemporal sobre um homem e seus traumas, uma mulher e sua solidão, e o deus que muda para sempre essas duas vidas.
A Forma da Água
Ano: 2018 
Páginas: 352
Idioma: português 
Editora: Intrínseca


O amor pode nascer na maior simplicidade. E há quem diga que não precisamos de palavras para expressar tal sentimento. Elisa Esposito é uma simples servente que mantém sua rotina monótona e silenciosa limpando salas e corredores da Occan, um centro de pesquisas nos Estados Unidos. Todos os dias, ela e sua amiga Zelda, encontram no trabalho uma forma de expulsar seus demônios e manterem a dignidade.

Até que uma criatura misteriosa é alojada em um dos laboratórios, atraindo a curiosidade de Elisa. O ser aquático com formato humanoide, conhecido como Deus Brânquia, foi capturado na Amazônia para ser estudado e utilizado como apoio tecnológico durante a Guerra Fria. O ser pode ser perigoso, mas Elisa vê como a criatura realmente é e os dois colaboram o mesmo silêncio sofrido.

Mas os planos de manter a criatura lá começam a se extinguir quando o serviço secreto russo ameaça conhecer os mistérios do ser, e tirar a o deus Brânquia com vida será o maior desafio da vida de Elisa. A ligação emocional entre eles é tão intensa, e não pode ser interrompida de forma brutal. Ela será capaz de salvar uma vida magnifica?
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Colocar em palavras o quão puro é essa história é um desafio. A relação entre Elisa e o deus Brânquia é tão forte, e a construção da história só intensifica esse sentimento. Claramente percebemos que não necessitamos dizer uma palavra para provar nosso amor a quem quer que seja.

A narrativa nos envolve com sua linha meio poética. Sentimo-nos como se estivéssemos entre ondas e ler esse livro é ter uma experiência multicolorida! Além da história de Elisa, temos as narrativas de outros personagens importantes para a trama, e essa compilação deixou o livro mais rico.

A adaptação para o cinema ganhou o Oscar de melhor filme do ano, e eu não esperaria menos. Estou ansioso para ver o filme e ver o que minha mente foi capaz de sentir.

A forma da água é uma linda história de amor entre seres impossíveis que se conhecem através da inocência. Um sentimento que cresce até ser apenas um ser completo e que vive dentro das almas mais puras.

Scorsese e De Niro juntos na DarkSide 💀


Afinal, O Que Terá Acontecido a Baby Jane? 💀


O ódio que você semeia, Angie Thomas


Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos.
Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial.
Não faça movimentos bruscos.
Deixe sempre as mãos à mostra.
Só fale quando te perguntarem algo.
Seja obediente.
Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto.
Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início.
Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa.
Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.
O Ódio Que Você Semeia
The Hate U Give
Ano: 2017 
Páginas: 378
Idioma: português 
Editora: Galera Record

“Já vi acontecer um monte de vezes: uma pessoa negra é morta só por ser negra e o mundo vira um inferno. Já usei hastags de luto no Twitter, repostei fotos no Tumblr e assinei todos os abaixo-assinados que vi por aí. Eu sempre disse que, se visse acontecer com alguém, minha voz seria a mais alta e garantiria que o mundo soubesse o que aconteceu.Agora, sou essa pessoa, e estou morrendo de medo de falar.”
Não gosto muito de ler livros que viram modinha, e esse foi o motivo que me fez só ler O ódio que você semeia agora. Mas com a cartinha fofa que a Record mandou, como resistir?


A história, como a maioria de vocês já deve saber, conta parte da vida de Starr, garota negra que perde o amigo ao ser assassinado por um policial branco, sem motivo algum, quando voltavam de uma festa.

“Às vezes, você pode fazer tudo certo, e mesmo assim as coisas dão errado. O importante é nunca parar de fazer o certo.”

Filha de um ex-presidiário que largou o mundo do crime e hoje é um comerciante bem-sucedido e mãe médica, Starr estuda em uma escola onde ela é a única menina negra e namora com um garoto branco. Tudo isso mexe com a cabeça de Starr. Agora então que ela é a única testemunha do que aconteceu com Khalil, Starr vai se questionar sobre qual o seu papel dentro da sociedade. O que fazer? Se calar por medo ou cobrar justiça pelo amigo morto?

" Ter coragem não quer dizer que você não esteja com medo, Starr. Quer dizer que você segue em frente apesar de estar com medo." 

O ódio que você semeia é um livro fenomenal. Acho que o dicionário não tem palavra mais forte para descrever o que é a leitura dessa história. É daqueles livros que você tem vontade de fazer todo mundo ler porque sabe que vai mudar a vida e a visão de munda de cada um.

“Logo cedo eu aprendi que as pessoas cometem erros, e você tem que decidir se os erros são maiores do que seu amor por elas.”

Angie Thomas não nos traz apenas uma história, ela traz um relato da realidade nua e crua do que acontece em vários lugares do mundo. Será que você nunca ouviu nada parecido acontecendo aí perto de você? Se não, sorte a sua. Mas, infelizmente, isso é mais comum do que gostaríamos que fosse. Mas o grande mérito do livro não é o relato, mas a forma como cada pessoa envolvida reage ao acontecimento, como cada personagem se modifica e amadurece, como cada reação é de extrema importância para nos levar a uma reflexão sobre o nosso mundo.

Apesar do tema denso, a autora consegue dar uma fluidez à narrativa que faz com que você devore o livro em algumas horas. Starr é uma menina fantástica, daquelas protagonistas que arrebanham uma legião de fãs por ser verdadeira, por parecer com alguém que você conhece ou por ser a menina que você gostaria que fosse sua melhor amiga.

Ponto forte para a ‘participação’ de Tupac e a frase que explica o título do livro: The Hate U Give Little Infants Fucks Everybody, ou O ódio que você passa pras criancinhas fode com todo mundo. E para a participação de Will Smith em O maluco no pedaço, inspirando Starr a ser a pessoa que queria ser.

“Isso quer dizer que o ódio que a sociedade nos dá quando somos pequenos morde a bunda dela quando crescemos e ficamos doidos.”

E para o namorado amorzinho que deu um toque especial à história sem mimimi.

“Gosto do jeito como ele me olha agora, como seu eu fosse uma das melhores coisas da vida dele. Ele é uma das melhores da minha.”


Importante, necessário, essencial, indispensável, eterno. 





Para Todos os Garotos que Já Amei (Critica do Filme)


Quando o filme é melhor que o livro, você escreve uma resenha sobre isso.

Mas vamos por partes aqui.

Para Todos os Garotos que Já Amei conta a história de Lara Jean, uma garota que, em um dia fatídico descobre que todas as cartas de amor que ela escreveu, foram, sem querer, enviadas pelo Correio e agora, todos os meninos que um dia já amou, incluindo o ex-namorado da sua irmã mais velha, sabem dos sentimentos que um dia ela teve por eles.

Para remediar a situação e esconder seus verdadeiros sentimentos, ela faz um trato com um dos meninos das cartas e os dois começam um namoro falso.


De tempos em tempos, alguém decide (eu não sei quem) que certo livro/serie é bom e, do nada, quando você se dá conta, o mundo literário só fala disso. Uns anos atrás isso aconteceu com Para Todos os Garotos que Já Amei.

Estante da Tata: Adaptações Cinematográficas - Desabafo


Um dos grandes problemas que os fanáticos por livros enfrentam é uma coisa chamada adaptações cinematográficas.

Porque o caso é o seguinte, quando realmente gostamos de um livro, ele meio que acaba fazendo parte da gente certo?
"Bea diz que a arte de ler esta morrendo aos poucos, que é um ritual íntimo, que um livro é um espelho e só podemos encontrar nele o que carregamos dentro de nós, que colocamos nossa mente e alma na leitura, e que esses bens estão cada vez mais escassos." A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

A gente imagina os personagens, os lugares, sofre e ri com a história para então, no final, um pedacinho, nem que seja bem pequeno dela, ficar conosco.

E ai começam as dúvidas. Divulgar a maravilha que é aquele livro para o mundo ou manter o tesouro guardado só pra si?

Mas uma coisa é divulgar e outra é transformar em moda momentânea ou estragar a alma da coisa.

Como isso pode acontecer???

Com os filmes!!!

Quem nunca leu um livro e, logo depois, quando soube que haveria um filme ou uma série, ficou todo empolgado???

Mas o problema em si não é fazer ou não as adaptações, e sim, como elas são feitas. Afinal, por mais que todos nos saibamos que o filme nunca irá se comparar ao livro, ele, pelo menos, não pode estragar a história, certo?!?!?!

Errado.

E ai que a ira dos fãs aparece.

O grande problema é que os estúdios tentam tanto agradar o público (não necessariamente os leitores originais) com seus filmes que acabam mudando aspectos das histórias que são, na verdade, essenciais mas que, pra eles, não são comerciais.

Eles não entendem que uma história não depende de apenas uma coisa central como um personagem especifico ou de um só um elemento, mais a combinação de tudo.


Eu estou escrevendo tudo isso porque eu realmente fico irritada quando vejo livros incríveis (e que eu amo) sendo transformados em filmes horríveis que passam uma ideia totalmente contraria para as pessoas. Quer ver alguns exemplos famosos???

Percy Jackson, Eragon, A Bússola de Ouro, O Código da Vinci, O Hobbit (é um livro de 200 páginas que virou TRÊS filmes de 3 horas. É mais rápido ler o livro do que ver os filmes), Divergente, Instrumentos Mortais (a série e o filme) e muitos, muitos outros.


Mas, por outro lado, também tem algumas adaptações que dão certo e que nos fazem sorrir por serem tão fieis e mágicas quanto os livros.

Esse é o caso dos filmes das crônicas de Nárnia (amo amo amo), Senhor dos Anéis, alguns dos filmes de Harry Potter, Deuses Americanos (resenha aqui), Game Of Thrones e etc.

Mas alguns acertos não compensam inúmeros erros.

O que os estúdios têm que aprender é que toda história tem uma alma, e que ignorar a natureza dela (sendo na opinião deles comercial ou não) é o que fará um grande sucesso literário se transformar em uma piada cinematográfica.

Por isso, só espero que todas essas confirmações de adaptações e direitos vendidos (que aumentaram criticamente esse ano) não cometam os mesmos erros que as antigas.

E, pelo amor de deus, um ator individualmente não vende um filme e sim, a história!

Ps: Comentem quais foram seus livros favoritos que foram bem adaptados ou os que foram distorcidos pelos seus filmes!