Em Em 1971, aos 18 anos, Ron Williamson tinha uma carreira promissora como atleta. Acabara de assinar contrato com um time grande de beisebol e de se despedir de Ada, sua cidade natal, para ir em busca do sucesso. Seis anos depois, estava de volta com os sonhos destruídos por um braço lesionado e o vício em bebidas e drogas. Foi morar com a mãe e passava vinte horas por dia dormindo no sofá.
Em 1982, uma garçonete de 21 anos chamada Debra Sue Carter foi estuprada e assassinada brutalmente em Ada. Por cinco anos o crime ficou sem solução, até que uma frágil evidência apontou a investigação na direção de Ron.
A partir daí o herói fracassado foi perseguido, acusado, julgado e condenado à morte. O processo, coalhado de testemunhas mentirosas e provas corrompidas, não só acabou de arruinar a vida já despedaçada de um homem, como permitiu que o verdadeiro assassino ficasse impune.
Por alguns anos, o livro The Passage (ou A Passagem) vem estado na minha listinha de futuras leituras até que, recentemente, fui pega de surpresa e descobri que o livro foi transformado em série.
The Passage começa com uma esperança, a esperança de um mundo melhor e sem doenças, a esperança e o desespero de um cientista para curar sua esposa com uma doença terminal.
E é esperança que o faz iniciar o projeto Noah. Fazendo testes em humanos e movidos por uma descoberta inesperada de um vírus que pode ser a resposta para a cura de todas as doenças ou então o começo do fim da humanidade.
Após testes em humanos terem falhado quando perceberam que as cobaias desenvolviam gosto por sangue e comportamento psicótico e predatório, os responsáveis pelo projeto resolvem escolher uma criança para dar prosseguimento às experiências, uma criança que será mais fácil de controlar, uma criança que ninguém sentirá falta.
Assim Amy é escolhida, uma criança órfã, de origem humilde e que foi completamente esquecida pelo sistema.
A produtora inglesa Big Talk, que lançou o filme “Em ritmo de fuga”, fez uma parceria com a americana Mr Mudd, produtora de “Juno” e “As vantagens de ser invisível”, para levar a adaptação para as telas! Já imaginou o que vem por aí, né?
O livro é um thriller psicológico que se passa em Londres, com uma história sobre amor, casamento e assassinato. A espera para maratonar a série ainda pode ser um pouco longa, mas para devorar o livro já tem data: dia 24 de setembro em todas as livrarias!
Veja a sinopse:
Quando Lily, uma advogada em início de carreira, se casa com Ed, um pintor frustrado, ela está disposta a deixar os segredos do passado para trás. Lily vê no casamento a chance de recomeçar, mas não consegue deixar de se perguntar se o marido superou mesmo o rompimento com a ex-noiva. À frente de seu primeiro grande caso, ela tem de dividir seu tempo entre o marido, que vive uma péssima fase profissional, e seu cliente, um homem condenado pelo assassinato da namorada e por quem talvez esteja disposta a arriscar tudo. Mas será que ele é mesmo inocente? E quem é ela para julgá-lo? Mas a advogada não é a única que esconde algo.
Carla, sua vizinha de anos, conhece o poder de um segredo. A pequena imigrante italiana sofre por não ter pai, é vítima de bullying na escola e vive com o pouco dinheiro que a mãe ganha. Mas ela sabe que bons segredos podem comprar qualquer coisa. Principalmente os segredos do amante de sua bela mãe. A menina esperta, observadora e que compreende muito mais coisas que os adultos possam imaginar logo conquista a simpatia do casal de vizinhos, com quem passa quase todos os domingos. Para Lily, Carla é a desculpa perfeita para eles não pensarem nos próprios problemas. Para Ed, Carla vira a inspiração para um novo quadro.
Uma década depois, quando Lily - agora uma advogada respeitada e bem-sucedida - e Carla - uma bela mulher que, quando menina foi o modelo da obra prima de Ed - se reencontram, uma série de coisas estranhas começa acontecer, e nenhuma delas pode imaginar o trágico desfecho dessa história.
Eu sou suspeita para falar, pois amo os livros do autor! Harlan Coben tem esse jeito de prender minha atenção, segurar meu coração com uma só mão e ir apertando a medida que leio, até que ele fique pequenininho de tanto anseio, quase morrendo por desvendar o final e, quando ele enfim solta o aperto no meu pobre coração, eu solto um suspiro alto e lento repleto de surpresa! Um tanto assombrada, algumas vezes preciso reler para ter certeza que não enlouqueci.
E daí, acho pouco tamanha "tortura" e me deparo com as séries que são baseadas em seus livros / criadas por ele!
GENTE! Esse homem ainda vai me matar! Mas eu sou masoquista nesse caso (que fique bem claro!) e não resisto. Bati os olhos e disse: Preciso ver!
Então eu decidi fazer um breve resumo sem spoiler das séries maravilhosas!
1. No Second Chance - Sem Retorno
"Sem Retorno é baseada no livro No Second Chanc,e de Harlan Coben. A série conta a história da médica Alice que, ao acordar do coma descobre que seu marido foi assassinado e sua filha sequestrada."
Seis episódios que vão lhe deixar maluco! Seu detetive vai aflorar e seus neurônios vão ser forçados a trabalhar bastante. No Netflix não tem sequer uma sinopse, mas se é do Harlan Coben, nem pensei duas vezes.
Daí fiquei um pouquinho triste por ser em francês... maaaas, mais uma vez, meu lado tiete falou mais alto e precisei ver.
Já no primeiro episódio ficamos ouriçados para saber quem atirou na Alice e quem levou a bebê Tara! E é muito angustiante ver que enquanto se recupera tem que lidar com a notícia da morte do marido e do sumiço da filha. E, em contra partida, lidar com os detetives em cima dela, desconfiando de tudo o que ela diz.
Os seis episódios são bem movimentados. Vamos ter alguns flashbacks que ajudam ou não a entender melhor o que acontece.
Essa série é muito intensa. Os personagens são bem ao estilo do que encontramos nos livros, nunca confiamos plenamente neles. (Ao menos eu sempre fico com um pé atrás.)
E a trama não fica presa apenas ao drama da Alice, temos sub tramas interessantes com temas atuais e que aguçam nossa curiosidade e nos leva a refletir bastante.
No fim, tem uma surpresa maravilhosa, que não conto, mas sinto que quem assistir vai gostar bastante.
Eu fui em busca da sinopse e fiquei incrédula ao ver que no livro quem vive é o marido. Preciso ler este rapidamente e ver quais outras diferenças existe entre ele e a série.
Abaixo a sinopse do livro:
"Quando Marc Seidman acorda, depois de longo período em coma, encontra-se face a face com uma terrível realidade - ele foi baleado duas vezes, sua mulher está morta e sua filha Tara desapareceu. Ele não sabe quem perpetrou os crimes, nem por quê. Há vários detalhes inquietantes - ele e a mulher foram baleados com armas diferentes, uma delas a do próprio Marc. Na agenda da mulher há um CD com informações codificadas, enviadas por um grupo de detetives particulares. Uma ex-agente do FBI se propõe a ajudá-lo, mas parece ocultar alguns segredos. Quando tudo parece caminhar para uma solução, Marc recebe um pedido de resgate. Começa aí seu dilema - em quem confiar? Mas o recado do sequestrador é taxativo - se Marc falhar, não haverá segunda chance. Evoluindo num crescendo de suspense, o livro supera todas as expectativas dos fãs do gênero, com enigmas e surpresas de tirar o fôlego."
2. The Five
"Em 1995, quatro jovens amigos de escola, Mark Wells (Tom Cullen), Danny Kenwood (OT Fagbenle), Slade (Lee Ingleby) e Pru Carew (Sarah Solemani) ficaram traumatizados depois que o irmão de cinco anos de Mark, Jesse, desapareceu depois de jogar o parque com eles. Nenhum vestígio de Jesse foi encontrado. O assassino em série Jakob Marosi, que havia sido acusado de cinco outros assassinatos, alegou que ele havia matado Jesse. Os pais de Jesse, Julie e Alan (Geraldine James e Michael Maloney), desistiram de ter esperança de encontrar o menino vivo. Vinte anos depois, Kenwood é um sargento-detetive que trabalha para a Westbridge Police. Quando ele assiste à cena de um assassinato, ele encontra a prostituta Annie Green, que foi brutalmente atacada com um martelo. Uma análise forense de evidências de DNA da cena do crime fornece uma correspondência para o DNA de Jesse. Uma intricada teia de provações e tribulações começa a se desdobrar quando os quatro amigos da infância se reúnem na esperança de encontrar Jesse vivo."
Essa foi a primeira série que fiquei sabendo relacionada ao Harlan Coben e fiquei desesperada para ver, porém não achei em lugar nenhum, até que ele anunciou no Instagram que estava disponível no Netflix.
O que eu fiz? Comecei a ver, né? Dois dias e tinha assistido aos dez episódios, como se minha vida dependesse da resolução do mistério.
Nesta acompanhamos um grupo de quatro amigos que têm algo em comum: o sumiço do irmão de Mark.
Cada um tomou um rumo e, à sua maneira, foi afetado pelo desaparecimento de Jesse, que na época tinha apenas cinco anos. Nenhum deles sabe exatamente o que houve e à medida em que os episódios avançam vamos descobrir que eles guardaram segredos relacionados aquele dia.
Muito triste ver a mãe do Jesse sempre na janela, relembrando a última vez que viu Jesse, torcendo para que ele esteja vivo.
E mais uma vez o Coben nos deixa inseguros sobre em quem confiar.
Será que o Jesse está vivo?
O que posso lhe dizer é que esta série britânica vai mexer mais uma vez com seus nervos e puxar o seu tapete quando pensar que descobriu toda a verdade.
Trailer de The Five:
3. Safe
"Safe foca no inglês Tom Delaney (Hall), cirurgião pediátrico e pai viúvo de duas filhas adolescentes. Ele está lutando para se conectar com suas filhas, uma vez que ainda sofrem a perda de sua esposa de câncer um ano antes. Depois que sua filha de 16 anos, Jenny, desaparece, Tom acaba descobrindo uma teia de segredos enquanto procura freneticamente por ela."
Gente, essa é a minha favorita das três. Sério, se quiser uma indicação de em que ordem assistir, siga a deste post. NÃO, elas não são interligadas, mas é cada uma melhor do que a outra.
Safe também é uma produção britânica e conta com o Michael C. Hall, de Dexter, como o personagem principal. Na série, ele vai lidar com o desaparecimento de sua filha adolescente.
A busca dele pela garota é de apertar o coração. Ele faz o que pode, pede favores à sua amiga/caso Sophie, banca o detetive, se mete em confusão e não apenas ele. Seu amigo Pete ajuda nas buscas também e essa dupla é muito boa de acompanhar.
Para complicar mais, um jovem aparece morto e é nada menos que o namorado de Jenny. Daí começamos a elaborar milhares de teorias. E bem, eu passei bem longe de acertar.
E não se deixe enganar, a verdade realmente só vai surgir no episódio oito. E gente, foi como imagino que deva ser, levar um soco no estômago, perder todo o ar, pensar que vai morrer e ficar de queixo caído.
Sério! Não perde tempo e assiste, você não vai se arrepender.
Merlí é um professor fora dos padrões, que com seu jeito controverso e verdadeiro conseguiu despertar em seus alunos a paixão pela filosofia. E neste livro interativo o mesmo vai acontecer com você leitor.
Merlí ensina a lidar com nossas experiências, reconhecê-las, e torná-las positivas. Não existe certo ou errado, existe a sua experiência com o pensamento e o questionamento, e este livro vai te guiar nessa viagem de conhecimento. O livro abre cada capítulo dedicado a um filósofo, de Sócrates, Platão e Epicuro, a Focault, Nietszche, Kant e muitos outros.
A Filosofia de Merlí
Héctor Lozano e Rebecca Beltran
Ano: 2018
ficPáginas: 320
Idioma: português
Editora: Faro
O livro A Filosofia
de Merlí, como o subtítulo já diz: O livro interativo da série e centenas de
questões para você pensar, é um livro para fãs da série, mas, também, para você
que nunca nem ouviu falar nela mas gosta de refletir a respeito do mundo à sua
volta e questões do nosso dia.
Tendo o professor de
Filosofia Merli Bergeron como protagonista, a série A Filosofia de Merli é um
dos achados da Netflix. Ela retrata a vida de Merli e sua luta para tornar suas
aulas de Filosofia atraentes, matéria para a qual a maioria dos alunos torce o
nariz. Professor de uma turma de adolescentes, entre eles o seu próprio filho
com quem não mantém um relacionamento muito bom, Merli vai apresentando os
grandes pensadores da humanidade e suas ideias ao mesmo tempo em que mostra a
aplicabilidade de tudo aquilo na nossa vida. Amado por uns, criticado e odiado
por outros, Merli é aquele professor brother da galera e que usa métodos nada
ortodoxos para falar de Platão, Nietzsche, Schopenhauer, entre outros.
O livro conta um
pouco da história apresentada na série, mas o seu objetivo parece ser levá-lo a
refletir sobre as questões lá apresentadas através de atividades e questões
propostas ao leitor.
Tenho certeza que,
em algum momento (se você já passou por essa época, é claro), já parou para
pensar no porquê de se estudar Filosofia na escola e para que serve tudo isso.
Te garanto que esse livro vai esclarecer vai te abrir um horizonte incrível em
relação a isso, e você vai se pegar perguntando ‘Porque não li esse livro
antes??? Porque não lançaram esse livro na época em que eu estava na escola???
Como tudo teria sido bem mais fácil se eu tivesse um professor como Merli...”
Ao mesmo tempo em
que nos apresenta um pouco sobre os grandes filósofos, o livro vai mostrando a
utilidade prática de cada linha do pensamento filosófico com informações,
questionamentos e reflexões.
A escrita é uma
delícia, com uma linguagem bem modernosa, bem sem papas na língua, da maneira
como o professor Merli é: divertido e provocador, fazendo com que o peso de falar
sobre Filosofia seja bem menor e bem mais agradável.
Além disso, com já é de costume, a Faro dá um show no trabalho gráfico! A diagramação está perfeita, tradução impecável, as ilustrações combinam perfeitamente com cada situação em que são utilizadas fazendo com que o conjunto visual seja agradabilíssimo até para quem não gosta de ler.
Abigail Staton, Jack Thornton, Elizabeth Tatcher e Bill Avery
Estava procurando por uma série nova para ocupar o lugar de tantas outras que já finalizei e enquanto aguardo o retorno de outras.
Qual não foi minha surpresa ao retomar contato com uma amiga, da época das fanfictions de Moonlight, e ela me indicar uma que eu nunca tinha ouvido falar.
"Tem uma série chamada When Calls The Heart, maravilhosa!!!""Essa série é muito boa, você vai se apaixonar por Jack Thornton"
Shelly me indicou no dia 12, comecei no dia 16 e terminei as quatro temporadas disponíveis no Netflix dia 23. Uma semana!
Essa é a história de como
uma pessoa, que ia ficar sem internet por dez dias (tava na roça), baixou por
instinto, no aplicativo da Netflix, as duas primeiras temporadas de uma série e
ficou viciada.
Grace e Frankie é uma
série bem diferente, mas, do seu próprio modo, realista.
Mas vamos por partes
aqui.
Tudo começa com um jantar
e um grande anúncio. Robert e Sol (sócios de uma firma de advocacia e melhores
amigos), anunciam para as suas esposas, com quem estavam casados a mais de 40
anos, que não apenas estavam se divorciando delas como eles eram, na verdade, gays e amantes em segredo por mais de 20 anos.
Suas esposas, chocadas pela
declaração e furiosas por terem vivido em uma relação de mentiras, resolvem se
refugiar na casa de praia que os dois casais compraram juntos, e dividiam,
muitos anos atrás.
"Tem pessoas na minha casa. Você acredita nisso? PESSOAS!"
Atire a primeira pedra quem nunca teve uma ressaca literária e não conseguiu pegar um livro sequer para ler?
Está sendo um período muito longo e atípico para mim, o que me deixa um tanto estressada, maaaas nada melhor que zapear no Netflix e encontra boas opções para ocupar o tempo.
Essa série foi recomendação de meu esposo e acabei gostando demais.
Como o título dá a entender a série passa durante a década de Setenta. Um grupo de cinco amigos, que são bem diferentes em vários aspectos, porém com similaridades suficientes para uma longa amizade.
Este
é considerado o melhor e mais ambicioso romance de Neil Gaiman. É uma viagem
assustadora, estranha e alucinógena que envolve um profundo exame do espírito
americano. Gaiman ataca desde a violenta investida da era da informação até o
significado da morte, mantendo seu estilo picante de enredo e a narrativa
perspicaz adotados desde Sandman. Neil Gaiman oferece uma perspectiva de fora
para dentro – e, ao mesmo tempo, de dentro para fora – da alma e
espiritualidade dos Estados Unidos e do povo americano: suas obsessões por
dinheiro e poder, a miscigenada herança religiosa e suas consequências sociais,
e as decisões milenares que eles enfrentam sobre o que é real e o que não é.
Se você
acompanha as resenhas aqui do blog, você sabe que eu sou fã louca,
alucinada do Neil Gaiman. Vamos só dizer que ele está no meu top 5 de melhores
autores da vida (na minha singela opinião).
E ai
que alguns meses atrás começou a circular a notícia que um dos livros mais
aclamados do Neil Gaiman iria virar serie.
Eu fiquei
muito preocupada e feliz ao mesmo tempo.
Por
um lado, Deuses Americanos é um livro bastante complexo, com cenas polêmicas e
repleto de um humor e sensibilidade únicos, que são extremamente difíceis de
adaptar para o cinema/TV, o que, obviamente, levou minhas expectativas lá pra
baixo. Por outro lado, eu sabia que a propaganda da série faria com que muitas
pessoas começassem a pesquisar sobre o autor e, quem sabe, até mesmo ler os
seus livros.
Até
o ano passado, vários livros de Neil Gaiman, incluindo Deuses Americanos,
estavam com suas tiragens esgotadas a anos! Com o anúncio da série, as editoras
entraram em uma corrida para republicar os livros antigos em edições novas com
capas mais modernas.
O
que eu quero dizer com tudo isso é que, independente da série ser boa ou ruim,
ela desencadeou uma série de eventos pelos quais eu estou realmente grata (Tem
ANOS que eu tento comprar um exemplar de Belas Maldições e só agora eu
consegui!).
Mas aí veio a surpresa. A série de Deuses
Americanos não é boa, ela é MARAVILHOSA.
Adaptações
literárias são sempre complicadas, mas Deuses Americanos mostra que, com cuidado
e, principalmente, com respeito a obra original, coisas incríveis podem
acontecer.
Deuses
Americanos conta a história de Shadow Moon, um condenado que acabou de sair da prisão
só para descobrir que sua esposa morreu um dia antes. A caminho do funeral de
sua esposa, Shadow conhece um homem misterioso chamado Quarta-Feira e desse
homem ele recebe uma proposta de trabalho.
Rodando
os Estados Unidos com o Quarta-Feira (Wednesday), Shadow começa a perceber que o mundo não é
tão simples como ele achava e que ele, na verdade, está no meio de uma guerra
entre os deuses antigos (Odin, Anubis, Anansi...) e os deuses novos (o dinheiro,
a mídia, a tecnologia...).
Para
os deuses, o que lhes dá poder, o que lhes mantem ‘’vivos’’ é a adoração, a
lembrança dos seus fiéis. Os deuses antigos estão perdendo suas forças, vivendo
de forma medíocre e perdendo os seus lugares para os deuses novos.
O tempo
passa e as crenças mudam, as pessoas mudam e aquilo que elas reverenciam também
e com isso novos deuses surgem. O
problema é que certos deuses antigos não querem ser esquecidos, não querem
morrer e, por conta disso, iniciam uma guerra que vai mudar tudo.
Eu
gostaria de poder explicar mais sobre a história mas eu não posso fazer isso
sem entregar muito mais. Mas
eu gostaria de dizer que Deuses Americanos é um livro excepcional e se tornou
uma série de tv maravilhosa.
Neil
Gaiman criou um mundo onde os deuses de todas as mitologias coexistem de forma
que te leva a crer que a crença em sua existência é que os torna reais. Nenhuma
religião está correta, mas sim, todas. O que você acredita, aquilo no que você
tem fé, é o que é real para você.
Assim
como vários livros de Neil Gaiman, Deuses Americanos retrata o mundo como ele é
e faz isso de forma crítica e interessante. Seus personagens têm diferentes
origens, diferentes crenças e vários tipos de sexualidade. Todos os personagens
são complexos e bem escritos e diversidade é a palavra-chave aqui.
Neil
Gaiman nunca teve medo de escrever as coisas como elas são, com diversidade, e
sempre foi criticado por isso. Lá em 1991, uma das suas histórias mais
premiadas, foi alvo de gigante boicote no Estados Unidos porque por que
continha personagens gays, lésbicas, bissexuais e trans.
É indiscutível
como Neil Gaiman trata a evolução da humanidade, começando pelos deuses mais
antigos que eram venerados pelas dadivas que eles proporcionavam (colheitas,
fertilidade, chuva) e como hoje, ainda que indiretamente, é o poder, o
dinheiro, a mídia, a tecnologia que recebem essa “admiração”.
Deuses
Americanos é de longe a melhor série que estreou esse ano e, mesmo após somente
3 episódios, já foi renovada para uma segunda temporada.
PS:
Deuses Americanos é um ótimo livro, mas o meu favorito do Neil Gaiman é Belas
Maldições (uma história cômica sobre o apocalipse que envolve um anjo que não quer
voltar para o céu porque lá é muito chato e um demônio que não quer voltar para
o inferno porque lá faz muito calor e os gritos dão dor de cabeça nele) e Lugar
Nenhum (um homem descobre que existe uma Londres inteira embaixo da Londres comum,
mas que uma pessoa não pode habitar entre os dois mundos. Ao viver em uma
Londres, você se torna invisível na outra).
Aviso:
Deuses Americanos possui várias cenas explicitas, nudez e violência. Não é recomendável
para menores de 16 anos.
Quem acompanha o blog sabe que eu tenho um
negócio serio com Douglas Adams. Ele foi O Cara e sua morte precoce deixou uma
multidão de leitores desamparados (incluindo eu).
Quando eu comecei a ler o primeiro livro
do detetive Dirk Gentley eu lembro de pensar que só a mente loucamente brilhante
de Douglas Adams seria capaz de criar um personagem tão original, estranho e
engraçado.
Então, quando eu vi que a Netflix estava
adaptando os livros do detetive holístico para uma serie eu fiquei extremamente
feliz e preocupada.
Dirk Gentley é um detetive diferente de
tudo que você conhece. Ele não acredita em pistas e evidencias, mas sim na
interconexão das coisas. Dirk acredita que todas as ações estão ligadas e que,
uma vez que ele seja contratado para investigar um caso, tudo o que ele precisa
fazer é sair por aí sem destino ou objetivo e o universo ira prover com as
respostas.
Quando você vai lendo o livro, várias
situações, aparentemente aleatórias, são apresentadas. Você conhece vários personagens
desconexos e passa metade do livro sem entender NADA para, então, ver tudo se
unir perfeitamente de uma forma impossível.
Você não escuta qualquer coisa que
você diz? A coisa toda era óbvia! - Ele exclamou, batendo na mesa. - Tão óbvio
que a única coisa que me impediu de ver a solução foi o fato, insignificante,
que era completamente impossível. Sherlock Holmes observou que uma vez que você
tenha eliminado o impossível, então o que resta, ainda que improvável, deve ser
a resposta. Eu, no entanto, não gosto de eliminar o impossível.
A série da Netflix não adapta nenhum dos
livros publicados mas usa da concepção do detetive para criar novos casos.
Alguns diálogos dos personagens são frases famosas dos livros e existem
momentos em que o Dirk faz menção aos seus antigos casos. Fora isso, a série é
um conteúdo completamente novo que se passa anos depois do final do terceiro e último
livro.
Eu gostei da série, mas não amei. Achei o
caso investigado a cara do tipo de caso que Douglas Adams escreveria. Um caso
tão doido e sem sentido e ao mesmo tempo original e engraçado.
Reparem, Dirk é contratado por um homem muito
rico para investigar o seu próprio assassinato, assassinato este que vai
acontecer dentro de uma semana. Quando o homem de fato morre, dentro de uma suíte
de hotel e a causa da morte é declarada como ataque de um tubarão martelo (faz
sentido depois), Dirk entra em ação e começa a investigar o caso.
No primeiro episódio você já se pergunta:
Como o cara sabia que ia ser
assassinado, em que lugar e em que dia especificadamente, uma semana antes
disso acontecer?
Como o cara pode ter sido assassinado
por um tubarão martelo dentro de uma suíte de hotel?
Quem são todas essas pessoas estranhas
que aparecem em cenas aleatórias e que não explicam nada?
A primeira temporada tem exatamente 8 episódios
que eu maratonei em um dia só. Quando você começa a ver essa loucura toda você
não consegue parar até ter todas as respostas.
Eu não gostei da mudança de personalidade
do Dirk (apesar dela ter se encaixado muito bem na narrativa), eu não gostei
que eles tenham mandado ele para o Estados Unidos e que fizeram toda uma história
de origem militar para ele. Também não gostei deles darem a ele um assistente.
Mas eu adorei a criação da assassina holística
que acredita que o universo move ela de forma que ela possa matar as pessoas
que ‘’precisam ser mortas’’.
Eu também adorei os homens da van e a
pegada punk louco anarquista deles. Gostei bastante do soldado burro e das
relações entre os caras da CIA, FBI e a polícia.
No final o saldo foi positivo e eu
definitivamente vou assistir a segunda temporada que, graças a deus, já foi
confirmada.
Ps: A serie possui um tom de ficção
cientifica e os casos do Dirk sempre envolvem soluções impossíveis (é a melhor
parte na minha opinião).
Ps: No primeiro livro Dirk investiga um
caso de assassinato que envolve um sofá preso em um corredor e como isso tem relação com um gato perdido e a possível aniquilação da raça humana. No segundo livro
Dirk investiga um assassinato movido a contrato que envolve uma águia gigante e
Thor (sim, o deus nórdico). Você pode ver as minhas resenhas dos livros da série
Dirk Gentley aqui, aqui e aqui.
Mantendo a tradição do meu post do ano
passado (que você pode ver clicando aqui), eu resolvi fazer uma seleção das 5
melhores séries (na minha opinião) que estrearam na tv na última fall season.
Depois de grandes considerações e debates
filosóficos (comigo mesma), eu consegui selecionar 5 séries que eu recomendo e
que você precisa assistir.
Mas, antes de tudo, assim como no ano
passado, aqui vão as 5 regras muitos importantes desse Top 5:
1 - A série precisa ter estreado
recentemente;
2 - A série precisa ter, no máximo, uma
temporada até o momento;
3 - A série precisa ter sido renovada, ter
renovação iminente ou possuir uma temporada com um final satisfatório (para não
jogar ninguém em furada);
4 - Eu preciso ter assistido todos os
episódios da série lançados até o momento (para poder saber do que eu estou
falando);
5 - Não sabia mais nenhuma regra para
estipular mas queria ter 5 regras porque esse post trata de um top 5 então, vou
fingir que esse tópico é uma regra porque eu tenho toc, e é isso ai;
Então vamooooooos lá, ao meu TOOOOOOOOOOP 5
da televisão gringa:
1. Riverdale
Riverdale
é a mais nova aposta do canal CW (Supernatural, Gossip Girl, Vampire Diaries,
Arrow, The Flash..) e é baseada em uma serie de quadrinhos dos anos 50/60.
A
série se passa em uma cidade, aparentemente, pacata do interior que havia sido
surpreendia com um escândalo: o desaparecimento/morte do garoto de ouro da
cidade durante um acidente de barco. O que ninguém esperava é que meses após o
seu desaparecimento, o corpo de Jason seria encontrado com um tiro na cabeça. Com
a investigação de assassinato em movimento, a cidade que antes era pacata
começa a mostrar todos os segredos por trás de uma sociedade aparentemente perfeita.
Essa
série tem de tudo minha gente! Tem assassinato, intriga, gente com dupla
personalidade e MUITOOOS segredos e mistérios. Baseado
nos índices de audiência e no cancelamento anunciado de outras séries do canal,
a renovação de Riverdale é praticamente certa.
Para aqueles que
estão por dentro da série, façam suas apostas! Quem matou Jason Blossom? Meu
voto ta na Betty huahau
2. Timeless
Timeless
me surpreendeu. Eu não estava dando muito por essa série mas ela foi me
conquistando e, no final da temporada, já estava meio doida para saber como ia
terminar.
A
série conta a história de uma máquina do tempo que foi roubada por um homem
focado em mudar a história do mundo como conhecemos. A empresa que tinha construído
a máquina resolve montar uma equipe composta por uma historiadora, um soldado
e um piloto para voltar no tempo junto com o ladrão e impedir que a história
seja mudada. O
negócio é que o homem que roubou a máquina tem um plano de vingança que
envolve organizações secretas, se guiando por um diário que foi escrito vários
anos no futuro.
A
série passa por várias épocas diferentes e mostra figuras históricas e
acontecimentos importantes e é superinteressante de se assistir. Isso
sem falar nos efeitos especiais e figurinos que são realmente bons.
3. Speechless
Speechless
é uma série bem rapidinha e gostosa de se ver. Ela conta a história de uma família
muito maluca e as dificuldades que ela passa por possuir um filho com paralisia
cerebral.
A
série é muito engraçada e os personagens são maravilhosos.
O
ator que faz o JJ possui paralisia cerebral na vida real e é um dos primeiros
atores com esse tipo de síndrome a atuar ativamente em uma série de televisão.
4. The Good Place
The
Good Place é GENIAL.
Serio!
O conceito todo por trás dessa série e a forma como eles terminaram a primeira
temporada é basicamente um tapa na cara da pessoa.
A
série conta a história de Eleanor, uma pessoa REALMENTE horrível que, por um
erro estranho, foi parar no céu. O negócio é que no céu tudo é maravilhoso e
todas as pessoas são aparentemente boas e perfeitas, menos ela. Então,
para não ser descoberta e enviada para o lugar ruim (o inferno), ela resolve
aprender a fingir ser boa, o que, obviamente, não dá muito certo e acaba causando caos no lugar bom hahaha
5. No Tomorrow
No
Tomorrow é uma série super gostosinha e fácil de se assistir.
Essa
série conta a história de Xavier e Evie. Evie sempre viveu sua vida cumprindo
regras e as expectativas das outras pessoas. Ela nunca se arrisca e nunca faz
nada que possa magoar alguém até ela conhecer Xavier.
Xavier
é insanamente bonito, inteligente, charmoso e realmente aproveita tudo que a
vida pode proporcionar, mas ele tem um pequeno problema: ele acredita, depois
de ter realizado centenas de cálculos matemáticos, que um asteróide vai colidir
com a terra e que o mundo vai acabar nos próximos meses.
De
alguma forma Xavier convence Evie a aproveitar mais a vida, corer riscos e se
divertir. Eles criam uma lista de coisas que querem fazer antes de morrer e
começam a realiza-la.
Você vai vendo a série
sem saber se Xavier está certo ou não e isso é maravilhoso porque é assim que é
pra Evie, não importa se ele é um gênio ou um maluco de pedra, o que importa é
a lição que Xavier leva: aproveite todos os dias de sua vida como se fossem o último.
Acreditem ou não,
No Tomorrow é baseada em uma minissérie brasileira da globo!