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Senhor das Moscas - Edição em quadrinhos, William Golding e Aimée de Jongh


Publicado em 1954, Senhor das Moscas vendeu milhões de cópias, foi traduzido para mais de quarenta idiomas e adaptado em dois filmes de sucesso. Agora em quadrinhos, a obra clássica, moderna e atemporal ganha vida nas ilustrações de Aimée de Jongh, uma das artistas mais aclamadas da atualidade.
“Nós somos o quê? Humanos? Ou animais?”

Um avião cai em uma ilha deserta e os únicos sobreviventes são um grupo de meninos em idade escolar. Durante o dia, eles exploram as praias exuberantes e aproveitam as brincadeiras sem a supervisão de nenhum adulto. À noite, são assombrados por pesadelos com um monstro assustador e tudo o que perderam.

Órfãos de qualquer civilização que os ampare, eles precisam se organizar e criar as próprias regras, mas não demora até que o grupo se divida e as brincadeiras, antes inocentes, tomem um rumo sombrio.

Romance fundamental da literatura contemporânea e precursor de distopias como Jogos vorazes, Battle Royale e A dança da morte, a graphic novel de Senhor das Moscas é uma releitura magnífica do clássico de William Golding, pelo talento de Aimée de Jongh, que traz um novo olhar às paisagens bucólicas e violentas da ilha.

Senhor das Moscas
Edição em quadrinhos
Ano: 2024 
Páginas: 352
Idioma: português
Editora: Suma

Senhor das Moscas é um clássico que só encarei agora que a Suma trouxe ele em quadrinhos. E foi uma experiência incrível.


A história gira em torno de um grupo de meninos, crianças e adolescentes, cujo avião cai em uma ilha aparentemente deserta. Apesar do desespero e do medo, Ralph toma a iniciativa de liderar o grupo por verdadeira preocupação com todos. De maneira democrática, divide tudo entre todos, cria regras que facilitam a vida de todos e até um modo de sinalizar, caso um avião ou navio passe por perto.


Ralph é ajudado por Porquinho, que ajuda a fazer fogueira e abrigo, e por Simon. Mas parece que a ausência de adultos, o isolamento da sociedade e de alguém para punir quando as regras não forem seguidas, faz com que o caos comece a se instaurar quando Jack e sua sede de poder desafiam a liderança de Ralph. Jack instaura o medo mas promete segurança, comida e uma vida sem regras mas se torna um tirano.

Usando apenas jovens, Golding nos mostra as várias nuances do poder e do que as suas garras são capazes de fazer com aquele que  o busca desenfreadamente e sem pensar no bem estar do outros, sem falar da proximidade ao autoritarismo e a violência. 

A obra em formato de quadrinhos tem a autoria da Aimée de Jongh e uma paleta de cores que ajuda a identificar as emoções em cada cena e traços expressivos nos personagens. Qual é o melhor formato? Não sei dizer. Mas essa obra da Suma está absolutamente impecável!


O paciente, Jasper DeWitt

 


Ele vai usar seus piores medos contra você...
Um dos melhores thrillers do ano, segundo o The New York Times!
Em uma série de postagens na internet, o jovem – e extremamente autoconfiante – psiquiatra Parker H. conta suas experiências como médico residente em um sombrio manicômio de New England.
Nesse hospital, Parker assume a tarefa de tratar um misterioso paciente. Trata-se do mais antigo caso do lugar: Joe, um homem considerado de grande risco, internado na instituição desde que tinha apenas seis anos de idade. Não há diagnóstico preciso para sua enfermidade, mas o quadro parece piorar dia a dia.
Entre o medo e o desespero, aparentemente convencidas de que Joe poderia representar uma ameaça ao mundo exterior, as autoridades do hospital o mantêm estritamente isolado, confinado e com o mínimo de contato humano possível. Aqueles que já tentaram curar o paciente – ou mesmo se aproximar dele – acabaram se entregando à loucura... ou ao suicídio.
O jovem médico calcula mal os riscos dessa relação, que se mostrará muito mais perigosa do que ele antecipava. Parker pensa ter a solução para o caso, e de fato consegue ir mais longe que qualquer outro profissional antes dele.
Mas a que preço?

O Paciente
Ele vai usar os seus piores medos contra você
Jasper DeWitt
Ano: 2021 
Páginas: 208
Idioma: português
Editora: Planeta do Brasil

Parker H. é um psiquiatra recém formado que vai fazer residência em um hospital psiquiátrico e quer fazer a diferença para os seus pacientes. Homem comum, casado e apaixonado pela esposa, tem lá os seus traumas da infância por ter visto a mãe definhar sem poder ter feito nada para ajudá-la. 

O que parecia ser um trabalho tranquilo e, possivelmente, monótono, muda quando Parker conhece Joe, paciente residente do hospital que está lá a cerca de 20 anos. Sua curiosidade e seu desejo de curar as pessoas faz com que Parker, depois de bastante relutância da direção do hospital, assuma o caso de Joe e é isso que ele vai nos contar, anos mais tarde, em postagens na internet com o título 'Por que eu quase abandonei a medicina". 

Parker vai em busca de todo tipo de informação em relação a Joe e descobre que, em sua primeira internação, aos 6 anos, ele foi diagnosticado com alucinações noturnas pois alegava ver um monstro que saia da parede do seu quarto todas as noites para lhe machucar. Supostamente tratado, com o passar dos anos, Joe foi se tornando cada vez mais instável e perigoso, comportamento que o mantém trancado e isolado no hospital sem um diagnóstico, mas é considerado incurável. Apesar de ter contato com pouquíssimos funcionários, Joe parece mexer com o psicológico dessas pessoas de tal maneira que alguns chegam a tirar a própria vida. 

De Witt guia o leitor através das descobertas de Parker nos deixando em dúvida se Joe é um psicopata ardiloso ou apenas uma pessoa vítima do sistema e da indiferença de uma família rica e esnobe. O clima sombrio que a narrativa alcança a medida em que Parker faz sessões de terapia com Joe é absolutamente inquietante. Confesso que, em alguns momentos, parecia que Joe sabia que havia leitores o observando. E isso torna a história uma obra-prima do gênero. Um thriller psicológico que mostra a fragilidade do ser humano frente aos mistérios da vida e questiona a capacidade da ciência de responder a todas as perguntas.


Rastro de Sangue: Jack, o Estripador, Kerri Maniscalco


Audrey Rose não é a típica donzela inglesa do século xix. Quando ninguém está vendo, a jovem realiza autópsias no laboratório de seu tio, contrariando a vontade de seu pai e todas as expectativas da sociedade. Ela pode não saber fazer um penteado elaborado, mas faz uma incisão em Y num cadáver como ninguém. Seus estudos em medicina forense a levam na trilha do misterioso Jack, cujos assassinatos brutais derivados de uma terrível sede de sangue amedrontam a cidade. E Audrey Rose, empoderada desde o berço, quer fazer justiça às vítimas - ​​mulheres sem voz e marginalizadas por uma sociedade extremamente sexista. Na companhia de Thomas Cresswell, o aprendiz convencido e irritante de seu tio, ela decide seguir seus instintos e os rastros de sangue do notório assassino. Afinal, nenhum homem foi capaz de descobrir sua identidade. Esse é um trabalho para uma mulher.
Rastro de Sangue: Jack, o Estripador é o primeiro volume de uma série que já prevê inspiração em outros personagens clássicos da era vitoriana, como o Príncipe Drácula e o Escapista Harry Houdini. É também o romance de estreia de Kerri Maniscalco, autora descoberta por James Patterson, que vem conquistando o coração de leitoras e leitores em todo o mundo. Aqui no Brasil, os fãs podem esperar aquele padrão de qualidade quase psicopata da DarkSide Books. Uma edição feita sob medida para acompanhar os leitores nessa investigação cheia de reviravoltas. E, como se fosse preciso dizer, em capa dura, é claro.

Rastro de Sangue: Jack, o Estripador
Stalking Jack The Ripper # 1
Ano: 2018 
Páginas: 354
Idioma: português
Editora: DarkSide Books

1888, estamos na Londres vitoriana, e sua tranquilidade é ameaçada pelos constantes assassinatos de mulheres. Audrey Rose, nossa protagonista, é sobrinha e aprendiz do Dr. Jonathan Wadsworth, médico responsável pela autópsia desses corpos e por tentar desvendar o mistério que gira em torno da identidade do assassino. 

Audrey Rose é o motivo das dores de cabeça de seu pai, por insistir em conviver nesse ambiente sombrio e sanguinário, além de se recusar a se tornar uma dama aceitável pela sociedade que acredita que o único caminho para as mulheres é o casamento e a frivolidade. E esse é justamente o diferencial de Rastro de Sangue: Jack, o estripador. Você já deve ter ouvido falar sobre vários livros que especulam, investigam ou elaboram teorias sobre o tema, mas nenhum foi protagonizado por uma mulher corajosa e destemida como Audrey Rose.

Junto com Thomas Cresswell, Audrey empreenderá uma busca incesante pela identidade do assassino para livrar o seu tio de qualquer suspeita. Enquanto investigam, Thomas e Audrey vão protagonizar cenas hilárias e espirituosas graças ao humor sarcástico dos dois e a falta de pudores dele. 

Destaque para o surgimento dos primeiros passos da ciência forense aliada a uma medicina investigativa para identificar padrões e solucionar crimes. Apesar da história misturar fatos reais com ficcionais, o leitor encontra no final do livro uma lista com o que foi alterado ou acrescentado.

Mas Rastros de sangue: Jack, o Estripador vai muito além da busca do responsável por tantas mortes. É uma obra que traça o panorama de uma época importante na história de Londres, um verdadeiro tratado sobre os costumes, os pensamentos, a cultura  e o papel da mulher na época vitoriana. 


Fantasmas: Os mortos só querem paz, Tiago Toy


Um lago em meio a montanhas esconde um passado tenebroso... Depois do desaparecimento de uma garota, eventos que parecem sobrenaturais começam a acontecer. Victoria, a filha do homem mais poderoso da cidade, retorna da capital sem aviso. Ela está assustada com os relatos que lhe chegaram, mas quer descobrir o que aconteceu com Uiara, sua única e melhor amiga daquela cidade. Três meses se passaram desde a última vez em que foi vista, e todos os moradores parecem estar num pacto de silêncio para que o caso seja simplesmente esquecido. Sem a colaboração do povoado, Victoria pensa em desistir, mas pressente que há algo ali que não pode ser simplesmente ignorado. Aquele evento trágico - a queda de uma barragem -, trinta anos atrás, que fez desaparecer todo o povoado original parece ter ligação com os estranhos casos que começam a acontecer. E o que há por trás desse desaparecimento que revolve cinzas da história de tanta gente?

Fantasmas: Os mortos só querem paz
Ano: 2021 
Páginas: 272
Idioma: português
Editora: Faro Editorial

Victoria Casagrande não queria voltar para casa, mesmo após anos na cidade grande. Mas as necessidades gritaram, e lá vai ela para Monte do Calvário, que um dia foi parcialmente devastado pelo rompimento da barragem, na década de 60, que levou muitas vidas e deixou um lago assombrado no lugar.

O que ela esperava ao chegar na cidade foi claramente alcançado: a decepção do seu pai ao ver que a menina tratada como princesa se tornou numa jovem destemida e sem papas na língua. Mas o que ela não esperava era topar com um mistério que foi esquecido pelos moradores: sua amiga de infância, Uiara, desapareceu da noite para o dia.

Disposta a procurar as repostas do desaparecimento de Uiara, Victoria encontrará pelo caminho algumas respostas que ninguém ousaria procurar, afinal, a terra pede clemência, e quando as verdades forem surgindo, o caos também surgirá.

Eu estava cheio de expectativas para conhecer essa história, e a espera valeu a pena! Uma história com uma terrível sede de vingança e segredos que surgem das águas do lameiro que vão atrás daqueles que precisam ter as contas acertadas.

Já conhecia o trabalho do Tiago Toy por conta da sua participação no livro Vozes do Joelma, e ver uma história somente sua destacou o seu talento na escrita, que está de parabéns!

Não posso deixar de citar o trabalho da Faro, que entregou mais uma edição incrível, com detalhes gráficos que vão do relevo da capa até a diagramatura cheia de detalhes.

Para quem gosta de um terror bem envolvente, que te faz arrancar os cabelos, já deixo indicado a leitura de Fantasmas!

Entre Mundos, Rodrigo de Oliveira e Pedro Ivo


E se você pudesse falar com os mortos? Juntando peças de diversos equipamentos, Rubens, um engenheiro eletrônico bastante criativo, criou um protótipo de smartphone. Ao ligar, ele capta vozes estranhas como se fossem ondas de rádio, até notar algumas falas bastante perturbadoras... É quando percebe que seu invento ultrapassou as fronteiras entre vivos e mortos. O aparelho faz uma ponte com o além. Rubens então reúne amigos e decide explorar o invento – afinal, quem não gostaria de contatar com algum ente querido que se foi? Se aperfeiçoado, o aparelho pode torná-los milionários. Mas quem disse que o controle das comunicações estaria nas mãos dos vivos? O grupo se vê encurralado quando as mensagens agradáveis dão lugar a um contato agressivo, perigoso, vindo de seres inconcebíveis para a mente humana. Como se tivesse aberto uma espécie de portal, aquele que seria a invenção do século começa a promover um caos nas vidas do grupo, sinalizando o seu poder destruidor.
Entre Mundos
# 1
Rodrigo de Oliveira e Pedro Ivo
Ano: 2021 
Páginas: 288
Idioma: português
Editora: Faro Editorial

O que você faria se conseguisse falar com os mortos depois de um experimento feito por acidente? O jovem Rubens, craque em resolver problemas técnicos de aparelhos telefônicos, decide criar um protótipo de um smartphone com peças de outros telefones, uma pequena diversão. O que ele não esperava, era que o protótipo acabou captando sinal de um mundo que muitos evitam, o mundo da morte.

Agora, Rubens e seus amigos se juntam para decidir o que fazer com essa invenção, que pode trazer muitos benefícios, como solucionar casos de assassinato sem resposta, trazer conforto para as famílias que sofrem com o luto... Mas, esse protótipo nas mãos erradas pode ser uma arma cruel.

O que promete ser uma revolução tecnológica vai trazer o inferno para a vida de Rubens e seus amigos, questionando os mesmos se é necessário levar esse projeto adiante.

Uma premissa bem envolvente, sangrenta e tenebrosa, Entre Mundos apresenta uma história que questiona as nossas crenças, ações e pensamentos. É difícil imaginar o que poderíamos fazer com algo tão incrível nas mãos, mas também não é difícil imaginar os perigos que isso pode trazer.

Eu gostei de ter feito essa leitura, que é bastante fluida, então não se assuste com o tamanho do livro, só com a história mesmo, que possui cenas bem brutais.

Minha única ressalva é que a história poderia trazer um tom mais intenso, visto que falar sobre a Morte e suas consequências é sempre carregado de drama e mistério. Achei que várias cenas poderiam ser mais dramáticas ou descritivas, mas nada que atrapalhe a experiência da leitura.

Frankenstein, Mary Shelley

A mais famosa história de horror de todos os tempos em edição bolso de luxo
Obcecado pela ideia de dar vida à matéria inanimada, o cientista Victor Frankenstein entra em pânico e foge quando finalmente consegue ter sucesso criando um monstro feito de restos humanos. Entregue ao abandono e à rejeição, a criatura vai atrás do seu criador, em busca de respostas e vingança.
Mais famosa história de horror de todos os tempos, Frankenstein impressiona pela capacidade de causar arrepios ainda hoje, mais de duzentos anos após a sua publicação. Impressiona também pelo poder de nos fazer refletir de forma profunda sobre temas tão atuais como a solidão, o preconceito e a prepotência humana.
Com tradução do escritor Santiago Nazarian, autor de romances que flertam com o suspense e o terror psicológico, essa edição bolso de luxo da coleção Clássicos Zahar, traz o texto integral e uma instigante apresentação. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo.
Frankenstein
Edição Bolso de Luxo
Clássicos Zahar
Ano: 2020 
Páginas: 312
Idioma: português
Editora: Zahar

Victor Frankenstein sempre foi um amante da medicina, mas depois de alguns anos resolveu brincar de Deus e se tornou um homem obcecado pela ideia de dar vida a matéria inanimada, mas o que ele não esperava é que a partir desse momento fosse criar uma nova criatura, um ser aterrorizante, feito de restos humanos e que fosse atormentar a mente de outras pessoas. Rejeitado e sozinho, a cria decide ir atrás do seu criador em busca de respostas e o mais terrível, vingança.

“Não obstante, quantas vezes chegamos bem perto da solução de um problema e desistimos de alcança-la, simplesmente por fraqueza ou negligência? “

Uma obra de tirar o folego, narrado em primeira pessoa e pelo ponto de vista do próprio Victor a história que intercala sua passagem com cartas do senhor Watson para a irmã, conta uma história de arrepiar sobre como criador e criatura se tornam cada vez mais conhecidos e rivais ao longo da história. Conhecer a trajetória de Victor até a criação do seu novo ser mostra o quanto desde os primórdios as pessoas colocam sua ambição a frente de outras situações e com isso acabam criando situações que a longo prazo podem destruir suas vidas.

A história de Frankenstein foi o meu segundo contato com o terror clássico e me fez gostar de leituras como essa, pois embora a narrativa seja mais rebuscada devido à época m que foi escrita, ela nos deixa totalmente confortáveis para continuar lendo a história e ir a fundo, mesmo tendo aquele certo receio a histórias de terro, que é o meu caso.

“(...). Fomos atingidos por tantos infortúnios; mas devemos nos apegar ao que nos resta e transferir o amor que tínhamos aos que perdemos para aqueles que ainda vivem. “

O Homem Invisível, H. G. Wells


Uma mistura fascinante de ficção científica e humor, gênero que H. G. Wells ajudou a estabelecer e no qual se consagrou. Os habitantes da calma Iping têm toda razão de não conseguirem falar sobre outra coisa. O desconhecido que se hospedou na pensão local está sempre coberto da cabeça aos pés com o rosto inteiramente envolto em bandagens. Além disso, chegou trazendo um verdadeiro laboratório portátil e um rastro de mistério que aumenta ainda mais quando crimes começam a acontecer e quando se descobre que o homem é... Invisível. Sucesso desde a publicação, em 1897, o Homem Invisível mistura ficção científica e humor, além de ser também um belo livro sobre os laços entre a humanidade e o indivíduo, incompreensão e solidão. Essa edição, com o selo de qualidade Clássicos Zahar, traz cronologia de obras e vida do autor, o texto integral, uma instigante apresentação e mais de 90 notas. A versão impressa apresenta ainda acabamento de luxo e capa dura.

O Homem Invisível
Edição Comentada
Clássicos Zahar
Ano: 2017 
Páginas: 200
Idioma: português
Editora: Zahar

A cidade de Iping é tomada por um acontecimento inquietante. Um homem misterioso, coberto da cabeça aos pés com bandagens cobrindo seu rosto, além de óculos escuros usados no escuro chega a uma pensão e se hospeda, e tudo que ele pede é um pouco de sossego, mas isso é difícil de acatar, principalmente quando você age de maneira esquisita e duvidosa.

A desconfiança aumenta quando seu laboratório portátil chega a pensão e todos aqueles tubos de ensaio acabam assustando os administradores, isso sem contar os ataques de fúria que acontecem dentro do quarto, ao som de gritos e vidros quebrando. Quem não se assustaria?

Mas tudo se dá por fim quando todos descobrem que esse homem é invisível, e que ele tem alguma relação com certos crimes que acontecem na cidade. Mas como pegar um homem que não conseguimos ver?

Serpentário, Felipe Castilho

Todo ano, Caroline, Mariana e Hélio costumavam deixar a capital paulista para encontrar Paulo, um jovem habituado à simples vida caiçara. No entanto, a amizade construída nas areias do litoral sofreu abalos sísmicos no Réveillon de 1999, quando algo tão inquietante quanto o bug do milênio abriu caminho para uma misteriosa ilha que despontava no horizonte, e explorá-la talvez não tenha sido a melhor decisão.
Sobreviver à Ilha das Cobras tem um preço. O arquipélago é um ambiente hostil, tomado por víboras, e esconde segredos tão perturbadores quanto seus habitantes. Mais do que um equívoco darwiniano ou uma lenda popular, a ilha praticamente destruiu a vida deles. Entre memórias e fatos fragmentados, o que aconteceu naquela fatídica noite se tornou um mistério. Mas de algumas coisas eles se lembram perfeitamente: uma enorme e ameaçadora serpente, além de uma pessoa sendo entregue ao ninho da víbora, um sacrifício sem chance de recusa.
Anos depois, Caroline é confrontada com um de seus piores pesadelos: a pessoa que eles abandonaram está viva. Um fantasma do passado que surge para fazer suas certezas caírem por terra. Então, ela decide reunir os amigos para entender o que aconteceu. E talvez o encontro seja parte de algo maior... e maligno. Em Serpentário, Felipe Castilho mostra todo o seu talento ao mesclar referências do folclore e da mitologia a elementos da cultura pop, da ficção científica e do horror.
Serpentário
Felipe Castilho
Ano: 2019
Páginas: 368
Idioma: português
Editora: Intrínseca

Sempre que havia um feriado ou uma oportunidade de saírem da cidade grande, Caroline, Mariana e Hélio viajavam com suas famílias para a Barra do Sahy. É nesse lugar que mora Pedro, o mais novo do grupo, e também o mais pobre. Porém, a última viagem que acontece com todos eles foi marcada por uma tragédia. 

Após o cachorro de Caroline desaparecer, os garotos decidem seguir as pistas que levam à Ilha das Cobras, uma ilha misteriosa que é o lar de diversas cobras e mistérios perigosos. O que eles não esperavam, era que a ida a essa ilha iria ser muito pior que um pesadelo. 

Anos depois, todos sentem a marca que a Ilha das Cobras deixou em cada um. Mariana perdeu sua essência própria, se transformando numa pessoa completamente oposta. Hélio perdeu o movimento das pernas no auge da sua carreira atlética. Caroline possui uma sanidade totalmente conturbada e Pedro perdeu a vida, mas isso era o que os outros achavam, até Pedro voltar. 

Caroline então decide retornar a esse pesadelo e reunir os antigos amigos para achar alguma solução para seus problemas e tentar se libertar da maldição que a serpente plantou neles. 

Tem lançamento em cartaz na DarkSide Books 🎥

Um mergulho impressionante na história do terror e da representação negra no cinema 💀
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Uma Casa No Fundo de Um Lago, Josh Malerman

O novo livro do autor do best-seller Caixa de Pássaros.
James e Amélia têm dezessete anos. Em comum, além da idade, têm o fato de estarem um a fim do outro e de serem tomados pelo nervosismo quando James chama Amélia para sair. Mas tudo parece perfeito para um primeiro encontro: um passeio de canoa pelos lagos, levando um cooler cheio de sanduíches e cervejas.
À medida que se aprofundam na exploração, os dois chegam a um lago escondido e encontram algo impressionante debaixo d'água. Um lugar perigosamente mágico: uma casa de dois andares com tudo que tem direito — móveis, um jardim, uma piscina e uma porta da frente, que está aberta.
Enquanto, fascinados, vasculham o imóvel e tentam passar uma boa impressão para o outro, cresce o medo. Será que um local misterioso como aquele esconde alguém — ou algo — vivo? Uma coisa é certa: depois de mergulhar nos mistérios da casa no fundo do lago, a vida deles jamais voltará a ser a mesma.
Uma Casa No Fundo de Um Lago
Ano: 2018 
Páginas: 160
Idioma: português 
Editora: Intrínseca

Uma casa no fundo de um lago nos conta a história de James e Amelia, dois adolescentes de 17 anos que marcaram o primeiro encontro em um lago, já que vivem numa cidadezinha sem muitas atrações. Apesar da timidez dos sois, o passeio se mostra interessante quando eles descobrem uma passagem escondida que os leva a um outro lago escondido e, possivelmente, desconhecido por todos. O fantástico desse lago é que ele abriga uma casa de dois andares, submersa até o telhado, absolutamente mobiliada, inclusive com roupas em seus armários, desafiando a lógica e até a imaginação mais fértil existente!

A partir daí a narração vai girar em torno das descobertas do casal feitas ao longo de vários mergulhos. Esse segredo os une e faz com que eles se aproximem cada fez mais em função do mistério da casa. As cenas são muito bem descritas e o leitor fica na expectativa do suspense e terror prometidos em sua classificação. Que não chegam...

A Forma da Água, Guillermo del Toro e Daniel Kraus

A história de Guillermo del Toro que deu origem ao filme vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, recordista de indicações ao Globo de Ouro e um dos mais cotados na corrida do Oscar 2018.
Richard Strickland é um oficial do governo dos Estados Unidos enviado à Amazônia para capturar um ser mítico e misterioso cujos poderes inimagináveis seriam utilizados para aumentar a potência militar do país, em plena Guerra Fria. Dezessete meses depois, o homem enfim retorna à pátria, levando consigo o deus Brânquia, o deus de guelras, um homem-peixe que representa para Strickland a selvageria, a insipidez, o calor — o homem que ele próprio se tornou, e quem detesta ser.
Para Elisa Esposito, uma das faxineiras do centro de pesquisas para o qual o deus Brânquia é levado, a criatura representa a esperança, a salvação para sua vida sem graça cercada de silêncio e invisibilidade.
Richard e Elisa travam uma batalha tácita e perigosa. Enquanto para um o homem-peixe é só objeto a ser dissecado, subjugado e exterminado, para a outra ele é um amigo, um companheiro que a escuta quando ninguém mais o faz, alguém cuja existência deve ser preservada.
Mistura bem dosada de conto de fadas, terror e suspense, A Forma da água traz o estilo inconfundível e marcante de Guillermo del Toro, numa narrativa que se expande nas brilhantes ilustrações de James Jean e no filme homônimo, vencedor do Leão de Ouro em 2017. Uma história cinematográfica e atemporal sobre um homem e seus traumas, uma mulher e sua solidão, e o deus que muda para sempre essas duas vidas.
A Forma da Água
Ano: 2018 
Páginas: 352
Idioma: português 
Editora: Intrínseca


O amor pode nascer na maior simplicidade. E há quem diga que não precisamos de palavras para expressar tal sentimento. Elisa Esposito é uma simples servente que mantém sua rotina monótona e silenciosa limpando salas e corredores da Occan, um centro de pesquisas nos Estados Unidos. Todos os dias, ela e sua amiga Zelda, encontram no trabalho uma forma de expulsar seus demônios e manterem a dignidade.

Até que uma criatura misteriosa é alojada em um dos laboratórios, atraindo a curiosidade de Elisa. O ser aquático com formato humanoide, conhecido como Deus Brânquia, foi capturado na Amazônia para ser estudado e utilizado como apoio tecnológico durante a Guerra Fria. O ser pode ser perigoso, mas Elisa vê como a criatura realmente é e os dois colaboram o mesmo silêncio sofrido.

Mas os planos de manter a criatura lá começam a se extinguir quando o serviço secreto russo ameaça conhecer os mistérios do ser, e tirar a o deus Brânquia com vida será o maior desafio da vida de Elisa. A ligação emocional entre eles é tão intensa, e não pode ser interrompida de forma brutal. Ela será capaz de salvar uma vida magnifica?
.
Colocar em palavras o quão puro é essa história é um desafio. A relação entre Elisa e o deus Brânquia é tão forte, e a construção da história só intensifica esse sentimento. Claramente percebemos que não necessitamos dizer uma palavra para provar nosso amor a quem quer que seja.

A narrativa nos envolve com sua linha meio poética. Sentimo-nos como se estivéssemos entre ondas e ler esse livro é ter uma experiência multicolorida! Além da história de Elisa, temos as narrativas de outros personagens importantes para a trama, e essa compilação deixou o livro mais rico.

A adaptação para o cinema ganhou o Oscar de melhor filme do ano, e eu não esperaria menos. Estou ansioso para ver o filme e ver o que minha mente foi capaz de sentir.

A forma da água é uma linda história de amor entre seres impossíveis que se conhecem através da inocência. Um sentimento que cresce até ser apenas um ser completo e que vive dentro das almas mais puras.

Dança da escuridão, Marcus Barcelos

Em Dança da Escuridão, a aguardada sequência de Horror na Colina de Darrington, Ben Simons desperta abruptamente e se vê amarrado a uma cadeira de metal, imerso no breu de um local desconhecido. A voz que grita é a de um homem misterioso e sem escrúpulos, que não poupará esforços para extrair de seu interior a obscura confirmação que tanto deseja... o mal presente na sua origem. Agora, para entender o que aquilo significa, o que o colocou na situação de alvo da seita, e tentar salvar todos que estão em perigo por sua causa, ele precisará remontar seus passos desde muito antes da fuga do sanatório ou do episódio na Colina de Darrington e confrontar os tentáculos da aterrorizante organização, que se mostram cada vez mais presentes em todos os lugares. QUANTO DO BOM MENINO AINDA RESTA? O QUANTO AGORA É ESCURIDÃO?
Dança da Escuridão
Marcus Barcelos
Ano: 2018 
Páginas: 256
Idioma: português 
Editora: Faro Editorial


A vida de Benjamin Simons não foi a mesma depois do ocorrido na Colina de Darrington. Ter levado toda a culpa o afetou de um modo tão terrível, que as sombras que se escondem dentro de si estão começando a tomar forma. A Organização se vê a um passo à frente e tudo parece estar perdido, mas o menino bom precisa resistir e salvar todos que ama.

Em Dança da escuridão, Bem acorda totalmente amarrado numa cadeira em um quarto escuro, Lincoln está ao seu lado, então isso significa que o seu pesadelo apenas começou. Suas lembranças são as únicas esperanças para ele ter noção do que aconteceu e de como pode se livrar do cativeiro.
Seu tempo é curto, e o mal que habita em seu corpo está perto de tomar o controle e causar mais devastação e só quem pode impedir isso é o próprio Bem.

A história possui duas partes que se intercalam, o período após a fuga do sanatório, que foi o fim do último livro e o momento em que foi raptado novamente. A aflição do personagem em tentar descobrir o que está se passando acaba se tornando sua, e o medo toma conta de si de uma forma tão surpreendente! O livro é fantástico e se compararmos com o primeiro da história, o desfecho superou todas as minhas expectativas!

Horror Na Colina de Darrington, Marcus Barcelos

Em 2004, Benjamin Simons deixa o orfanato em que viveu desde a infância para ajudar alguns parentes num momento difícil: com sua tia debilitada e o tio trabalhando dia e noite, precisavam de alguém para tomar conta de sua prima Carla, de apenas cinco anos de idade.
No entanto, certa madrugada, a tranquilidade da colina de Darrington é interrompida por um estranho pesadelo, que vai tomando formas reais a cada minuto. Logo, Ben descobre-se preso numa casa que abriga mistérios, onde o inferno parece mais próximo e o mal possui uma força evidente.
Passaram-se mais de 10 anos. Isso tudo aconteceu quando Ben estava com dezessete anos, e foram experiências das quais ele preferia esquecer completamente…
Mas aquele passado o acompanha de perto. Ben sente que precisa voltar e sabe que, ou desvenda tudo ou sempre viverá com medo. Então, ele decide contar, e traz numa narrativa angustiante e rica em detalhes tudo o que viveu e todas as batalhas impensáveis que travou para tentar manter a si próprio e a jovem prima em segurança. E se descobre no centro de uma conspiração capaz de destruir até a sua própria sanidade.
Onde termina o inferno e começa a realidade?
Horror Na Colina de Darrington
Ano: 2016 
Páginas: 144
Idioma: português 
Editora: Faro Editorial

E aí, galera! Venham conferir a resenha desse livro tenebroso do Marcus Barcelos! Como vou ler o segundo livro, convido vocês a acompanhar essa história. 

Uma casa que guarda um segredo assustador, um jovem que está prestes a viver seus maiores pesadelos e um ritual capaz de trazer o Inferno para nosso mundo.

Benjamin Simons, ou Ben, acorda no meio da noite para beber um pouco d'água e se depara com sua priminha Carla brincando sozinha no quarto, imitando as caretas que uma jovem pendurada no teto está fazendo.

A Garota dos Pesadelos, Kendara Blake

Kendare Blake nos encanta e surpreende com a sequência de Anna Vestida de Sangue.
Passaram-se meses desde que o fantasma de Anna Korlov abriu uma porta para o Inferno em seu porão e desapareceu, mas o caçador de fantasmas Cas Lowood não consegue seguir em frente.
Seus amigos lhe lembram que Anna se sacrificou para que Cas pudesse viver - não caminhar em meio aos mortos. Ele sabe que eles estão certos, mas aos olhos de Cas nenhuma garota viva que ele conhece pode se comparar a garota morta por quem ele se apaixonou.
Agora ele está vendo Anna em todos os lugares: às vezes quando está dormindo e às vezes em pesadelos reais. Mas algo está muito errado... estes não são apenas devaneios. Anna parece torturada, despedaçada de novas maneiras cada vez mais horríveis sempre que ela aparece.
Cas não sabe o que aconteceu com Anna quando ela desapareceu no inferno, mas ele sabe que ela não merece o que está acontecendo agora. Anna salvou Cas mais de uma vez e é hora de retribuir o favor.
A Garota dos Pesadelos
Anna #2
Ano: 2018 
Páginas: 266
Idioma: português 
Editora: Verus

Mais ou menos dois anos atrás, eu fui surpreendida por Anna Vestida de Sangue (resenha aqui).

Para começo de conversa, foi um livro mais macabro do que eu esperava (principalmente por ser um livro YA) e possui uma mitologia esquisitamente interessante (apesar de não muito bem explorada).

Com isso em mente, me lembro de ficar extremamente ansiosa para por as mãos nessa continuação/final da história, principalmente por conta do final brusco que fomos deixados no primeiro livro.

Como essa é a resenha de um livro final de uma série, infelizmente, é quase que impossível não conter pequenos spoilers do livro anterior, por isso, estejam avisados. Para aqueles que chegaram de paraquedas aqui, vamos fazer um resumo/sinopse bem rápida do primeiro livro.

Anna Vestida de Sangue conta a história do Cas, um adolescente que possui um legado de família peculiar. Seu pai caçava espíritos vingativos, espíritos violentos que causam caos e destruição. Em uma dessas caçadas, o pai do Cas é morto e deixa para ele um artefato mágico e um legado que Cas aceita sem pensar duas vezes.

Participe desta caçada a Jack, o Estripador 🎩 🔪💀